Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013

To be or not to be mailov

Espero que façam o obséquio de me desculpar, mas não ando nos tempos que correm, com grande espírito para me alongar em grandes dissertações sobre o plantel do FC Porto.

 

Entradas, saídas, o que nos faz impreterivelmente falta, o que nos dava jeito, as posições em que estamos mais carecidos de reforço, e coisas do género.

 

Também não me apetece tecer profundos considerandos sobre aquela que vai ser a composição do nosso banco de suplentes na Cesta do Pão. Fabiano, Abdoulaye, Castro, Dellatorre, Sebá, ou seja quem for. Se o Fucile vai regressar ou não, ou se o Izmay(i)lov vai ou não estrear-se.

 

Carpir lágrimas sobre a ida do Quaresma para o Al-Ahly, é outra coisa que não me assiste neste momento, como dizia o outro.

 

É que, parafraseando Baptista Bastos, admito-o com frontalidade, realmente não me apetece.

 

E não me apetece, fundamentalmente, porque já o fiz noutras ocasiões, e dei com os burros na água!

 

Limito-me a constatar que, neste momento, a pecha que apontam frequentemente à direcção da nossa SAD – falta de proactividade – parece encontrar-se ultrapassada, e a gestão que vai sendo feita no plantel, se há coisa por que não peca, é por deficit de proactividade.

 

Ora, se estamos a contratar jogadores para a próxima época, e para daqui a uns anos, nesse capítulo não haverá muito por onde pegar… 

 

Da minha parte, confesso, e não é de hoje, disse-o já noutras alturas, que tenho bastantes dificuldades para entender a gestão que vai sendo feita. Certa, como se poderá concluir dos resultados da época passada, ou errada, não é essa a questão. É que, pura e simplesmente, não a entendo. Ponto final, mea culpa, mea maxima culpa, por certo.

 

 

 

O capítulo da vinda do Ismay(i)lov para o FC Porto, encaixa aqui na perfeição.

 

Sobre o jogador, indo ao encontro daquilo que todos conhecemos, foram entretanto produzidas milhentas análises de grande pertinência e qualidade, que nos dizem fundamentalmente, que se trata de um excelente jogador e (mais) uma grande aquisição para as nossas cores.

 

Inteligente, tacticamente irrepreensível, capaz de jogar sobre a linha ou atrás do ponta-de-lança, de fazer diagonais oportunas e a preceito ou de rematar de surpresa de fora da área, em suma, um achado, assim queira aquele malfadado joelho, a que muitos franzem o supercilio.

 

Pela minha parte, limito-me a confiar mais na sua enorme vontade de partir de uma casa, onde depois de algumas peripécias, passará a gozar do epíteto de “desprezível”, caso jogue domingo, do que na eventual falência daquele joelho.

 

Consciente disto tudo, a minha primeira reacção quando se começou a aventar a possibilidade do seu ingresso no nosso clube, foi perceber qual seria o seu papel no conjunto, tendo implícito um receio semelhante a uma das incógnitas expressas por Rui Moreira na sua última crónica:

 

“A primeira incógnita, (…) resulta da possibilidade, tantas vezes anunciada, de João Moutinho rumar a Londres, como esteve para acontecer no Verão.

 

(…)

 

E, a ser assim, será inevitável contratar um médio criativo para reforçar o plantel, num sector onde não existem grandes alternativas. Essa será a razão que justifica o interesse do FC Porto em Izmailov.”

 

Bem vistas as coisas, na altura em que o processo iniciou, as carências mais generalizadamente apontadas ao nosso plantel passavam por um substituto para o Jackson Martinez, que até ver, ainda não temos, malgrado a aquisição do Caballero; uma alternativa para o Fernando, para cujo lugar, a mais viável continua a ser o Defour, e um extremo, tendo em conta as ausências física do Atsu e espiritual do Silvestre Varela.

 

A lesão do James ainda estava na altura fora de cogitação. No entanto, lesões são algo que pode acontecer a qualquer um e a qualquer momento, de resto, como se viu.

 

Assim sendo, a contratação de um médio com as características do Marat Izmaylov, não parecia ser a primeira prioridade.

 

Neste momento, as circunstâncias alteraram-se. Leio uma crónica recente de Jorge Maia, n'"O Jogo", e vejo-me forçado a concordar com o que diz:

 

 

"(...) cada mexida (...) no onze [do nosso adversário do fim-de-semana] parece servir apenas para lhe acrescentar argumentos

 

(...)

 

Claro que o clássico vai ser disputado por onze jogadores de cada lado, mas é uma evidente vantagem para o [nosso adversário do fim-de-semana] ter um leque de opções mais alargado, até porque, antes de se encontrarem, águias e dragões ainda têm de resolver o apuramento para a próxima fase da Taça  [Lucílio Baptista]. Ora, no momento de lidar com o dilema de fazer poupanças ou manter os níveis de concentração elevados nos titulares do clássico, expondo-os a lesões, [o outro] vai certamente perder menos sono que Vítor Pereira".

 

E é verdade, caramba. É inegável, por muito que façamos para que não nos perturbe o sistema nervoso, que do outro lado há muito mais por onde escolher, que do nosso. Poderá não haver, e não há, que diabos! qualidade, mas quantidade, sem dúvida.

 

Porém, como refere o Jorge Maia, são onze jogadores de cada lado, e os nossos onze, sejam eles quais forem, vão entrar para ganhar, como sempre fazem nestas ocasiões.

 

No entanto, que mais não seja pelo respeito que poderá infundir ao nosso próximo adversário, a qualquer adversário que seja, a ajuda de um Izmaylov (ou Izmailov), caso tenha condições para alinhar, será sempre bem vinda.

 

Sobre a parte da saída do João Moutinho, falamos depois de dia 13.

sinto-me:
música: I want to know what love is - Foreigner
publicado por Alex F às 18:17
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