Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Porque ainda estamos a ressacar da noite dos Óscares

Aproveitando o balanço da cerimónia de entrega dos Óscares, o Superstars, no SapoKids, aproveitou para fazer um apanhado dos mais famosos Óscares do desporto.

 

A maior parte não os conheço, e o mais famoso deles todos, dizem eles, como não poderia deixar de ser, não é outro senão o famosíssimo Óscar “Tacuara” Cardozo.

 

Se não fosse porquê, até dizia que teria sido um trabalhinho encomendado por alguém, para fazer mais um bocadinho de publicidade a este gajo.

 

Pois bem, o meu Óscar mais famoso é outro.

 

 

Ou seja, este que aqui vemos envergando uma camisola que pede meças aos mais elegantes vestidos da noite da entrega dos ditos, de tão bonita que é.

 

Óscar Vicente Martins Duarte. O Óscar que vestiu as nossas cores apenas uma temporada, em 1978/1979.

 

Não vou falar da sua carreira, até porque a idade, apesar de tudo, não mo permite.

 

Nas minhas primeiras reminiscências do Óscar, vejo-o com aquela camisola esquisita, aos quadrados, vestida. Talvez num cromo do José pargana, na colecção “O Planeta da Bola”.

 

 

Depois disso, lembro-me perfeitamente dele na Académica, nos tempos do Eldon e do Nicolau. E também andava por lá um tipo obtuso, de nome Álvaro, que consta que tinha seis dedos.

 

Um belo dia, aparece no Farense (o Óscar, o outro, o tal Álvaro, acabou num sítio esconso, lá para os lados da capital).

 

 

Aí sim, pude presenciar quem era o Óscar. Na altura o titular na ala direita era o José Rachão, que se lesionou. O Óscar entrou na equipa, e nunca mais saiu.

 

Era vê-lo com a sua barba à anos setenta a voar acima e abaixo, junto à linha lateral, numa cadência impressionante, para depois concluir as jogadas com centros muito razoavelmente medidos para os avançados.

 

No entanto, a sua verdadeira imagem de marca eram as meias em baixo. A partir de certo ponto as caneleiras atrapalhavam, e lá ia ele, à Manfred Kaltz.

 

Muito sinceramente não me recordo de nada de muito memorável que o tenha visto fazer. Esteve em alguns bons momentos do Farense, como na tão desejada subida de Divisão.

 

Porém, nunca sairá da minha memória por um simples motivo. Fez parte do meio-campo mais cacofónico que alguma vez vi jogar: Óscar-Alhinho-Mário Ventura e Skoda!

 

Porque os Óscares, os do cinema, leia-se, estão na ordem do dia, não vi o “Argo”, nem o “Lincoln”. Nestes tempos conturbados em que vivemos, soam-me a mais umas daquelas exaltações da americanice, que volta e meia por aí dão à costa.

 

Ainda que o primeiro tenha sido o mais premiado, e que o Daniel Day-Lewis, tenha estado excelente no outro, caso ainda não tenham visto, permito-me sugerir que não percam o “Guia para um Final Feliz”.

 

E garanto que não é apenas por causa da Jennifer Lawrence, que, por sinal, até foi considerada a melhor actriz.

 

 

 

Mas preparem-se, a equipa (de futebol americano) favorita dos gajos chama-se Eagles, e veste de verde!

 

Uma espécie de melancias lá do sítio…

sinto-me:
música: She's a star - James
publicado por Alex F às 13:23
link do post | comentar | favorito
|

.Junho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Quando uma coisa é uma co...

. O acordo necessário e a n...

. No limiar da perfeição

. In memoriam

. FC Porto 2016/2017 - Take...

. A quimera táctica do FC P...

. No news is bad news, (som...

. Poker de candidatos

. A anormalidade normal

. Ser ou não ser, um apelo ...

.Facebook

.Let's tweet again!

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

.mais sobre mim

blogs SAPO

.subscrever feeds