Quinta-feira, 7 de Março de 2013

A minha pequena lista das bestas negras do FC Porto

Ao contrário do que o título possa sugerir, o tema daquilo que vou escrever não tem rigorosamente nada que ver com árbitros. Nada de Lucílios, Elmanos, Joões “pode vir o João” Ferreiras, e afins.

 

Nem sequer vou debruçar-me, ao de leve que seja, sobre a nomeação do Nuno Almeida, para o nosso próximo jogo contra o Estoril-Praia.

 

Foi precisamente por irmos defrontar os “canarinhos”, e virmos de levar com um golo do Rio Ave, marcado pelo Braga, que me surgiu a ideia: puxar pela memória, e tentar recordar alguns jogadores adversários, que se constituíram para nós, umas autênticas bestas negras, ou em francês, “bêtes noires”, que sempre fica mais bonito.

 

O único critério que utilizei foi apenas o da minha memória. Há aqui jogadores que sempre que nos defrontavam, brilhavam, e outros que, uma vez na vida, as coisas lhes correram bem. E logo haveria de ser contra nós.

 

Há os que nos marcaram golos, e os que nem isso fizeram. Mas já chega, vamos lá começar:

 

 

Manuel Abrantes (Estoril-Praia).

 

Só me recordo dele como guarda-redes, precisamente do Estoril-Praia, onde jogou entre 1978/1979 e 1984/1985.

 

Fazia tais exibições sempre que nos defrontava, que nunca mais me esqueci dele. O expoente máximo terá sido na temporada de 1982/1983, em que defendeu um penálti do Fernando Gomes, que ao nosso presidente também não esquece.

 

Figueiredo (Rio Ave)

 

Jogou apenas uma temporada no Rio Ave, a de 1981/1982, pois e logo nessa malfadada época os vilacondenses derrotaram-nos em plenas Antas, e o Figueiredo, que até nem era defesa que marcasse muitos golos, apontou o golo da vitória.

 

Ainda recentemente no Porto Canal, o Carlos Brito recordou esse episódio. Diria que foi o ponto alto da carreira do Figueiredo, de quem nem sequer consegui encontrar uma fotografia.

 

 

Artur (Boavista)

 

O sacana do brasileiro dos axadrezados que fazia questão de nos infernizar a vida de cada vez que nos defrontava. Por acaso, até nem nos marcou muitos golos. Para o campeonato, foram apenas dois em oito jogos.

 

Mas jogava e chateava que se fartava. A solução foi contratá-lo, no entanto, o golo em Milão não apagou as más memórias. É caso para dizer, perdoado, mas não esquecido.

 

 

 

Lima (Belenenses)

 

A este rapaz fizeram-lhe bem as mudanças de ares. Deu-nos mais trabalho na época em que jogou pelo Belenenses, nomeadamente na Taça de Portugal, do que em Braga, ou até agora, na Cesta do Pão.

 

Oxalá continue o bom trabalho.

 

 

Fábio Coentrão (Nacional da Madeira). Neste vê-se um brilhozinho nos olhos sempre que nos defronta, e pressente-se uma elevada estima, de cada vez que fala de nós.

 

Nunca percebi porquê. Terá sido recusado nos treinos de captação quando era pequenino? É que nem sequer esteve nos cincazero. Não percebo.

 

No entanto, o jogo que retenho na memória em que mais nos fez a vida negra, foi ainda com a camisola do Nacional da Madeira.

 

Na última partida de 2007/2008, quando com o título conquistado, perdemos 0-3 em pleno Dragão, com dois golos deste fulano. Aaargh!

 

 

 

Pizzi (Paços de Ferreira)

 

Não me recordo de muitos jogadores que tenham conseguido facturar um “hat-trick” contra nós. Muito menos no Dragão.

 

O imberbe Pizzi, conseguiu-o. Raios o partam!

 

 

 

Hugo Vieira (Gil Vicente).

 

Um benfiquista ferrenho, como se nota perfeitamente sempre que nos defronta, pela forma como corre e se entrega ao jogo.

 

Por enquanto, não nos causou grande mossa, apesar de ter estado na nossa derrota por 1-3, na temporada passada. Mas aí, muito mais mossa causou o Bruno Paixão, do que qualquer jogador gilista.

 

Ainda que sem grandes efeitos práticos, para já, parece dar-se melhor com o Sporting, a quem recentemente marcou dois golos.

 

 

Braga (Rio Ave)

 

Em 2008/2009, com a camisola do Leixões, deu uma amostrazinha da sua graça, e marcou-nos dois golos.

 

Há duas semanas voltou a molhar a sopa.

 

Estes são apenas alguns exemplos. Certamente muitos mais poderemos acrescentar, mas como mencionei no título, esta é apenas a “minha pequena lista".

 

Nomes como o Erwin Sanchez, o João Vieira Pinto ou o Beto Acosta, que partiu a cara ao Paulinho Santos, podiam perfeitamente ser incluídos.

 

No entanto, aqueles que indiquei são os que mais me marcaram, e ainda marcam.

 

Se porventura se lembrarem de outros, estejam à vontade para acrescentar.

sinto-me:
música: Beauty of the Beast - Nightwish
publicado por Alex F às 13:27
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6 comentários:
De Mário a 8 de Março de 2013 às 01:12
Só um reparo: Tenho quase a certeza que o concentrao jogou nos 5-0. Mas foi o David Luiz o defesa esquerdo.
http://www.zerozero.pt/jogo.php?id=1270550
De Alex F a 8 de Março de 2013 às 09:46
É verdade Mário, tem toda a razão. O concentrão, como lhe chama, esteve mesmo nos cincazero. Erro meu!

Lembrava-me que o David Luiz tinha jogado a defesa-esquerdo, e nem me dei ao trabalho de confirmar se o outro lá tinha estado ou não. Esteve, e ainda bem para ele.

Obrigado pelo reparo.
De Jorge a 8 de Março de 2013 às 01:45
mais um excelente post, meu caro. na próxima semana vou ver se escrevo algo parecido, desta vez com as "minhas" bestas negras.

abraço,
Jorge
De Alex F a 8 de Março de 2013 às 09:47
Olá Jorge, é sempre um prazer ter-te por cá.

Força, fico a aguardar. Há muito tempo que não troco "cromos" ;)

Abraço
De penta1975 a 8 de Março de 2013 às 09:59
sempre tive um "carinho" especial pelo carlos martins - o "melancia"* séc XXI

* "melancia" no sentido de ter sido verde por fora, mas muito vermelho por dentro

abr@ço
Miguel | Tomo II
De Alex F a 8 de Março de 2013 às 23:25
Boas Miguel,

Apesar de tudo, acho que as marcas maiores que o Carlos Martins deixa, são ao nível das canelas dos nossos rapazes.

Também não morro de amores por ele, mas nestes anos todos, nunca me deixou tão "lixado" como qualquer um dos outros.

É tão poucochinho que se escrevesse um texto do género deste, mas sobre "a minha pequena grande galeria dos meus ódios de estimação", nem nessa ele entrava.

Abraço

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