Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Apetece-me parafrasear o Diego Armando

O Benfica empatou 1-1, com o Vitória de Setúbal. Quanto a mim, por aquilo que vi, o empate ter-se-á antes do mais, ficado a dever a que o Cachinhos Dourados, desta vez, em vez de imitar o Bruno Alves, resolveu imitar o Rolando, e ao facto do melhor jogador em campo do Benfica, ter sido o Marc Zoro.

 

Para mais, os vermelhuscos pareceram-me cansados. Aquele indivíduo malcriado, que faz as vezes de treinador dos encarnados, lá saberá as linhas com que cose, mas aquela rábula da antecipação do jogo com a União de Leiria, não parece ter dado o resultado esperado.

 

São muitos jogos em poucos dias, com uma equipa que tem jogado no limite desde a pré-época. Mas, ele lá saberá se o alívio resultante da hipotética transferência da pressão psicológica para o SC Braga, compensa a sobrecarga física. Talvez ele treine super-homens, como ele nunca foi, até recentemente.

 

É bem certo que, do ponto de vista psicológico, para uma equipa que está predestinada desde ainda antes do primeiro momento, à conquista da Liga, e que chega a esta altura da época, e não vislumbra da parte do SC Braga qualquer réstia de tréguas, deve ser complicado.

 

Aqueles jogadores, devem estar mentalmente arrasados. Agora, parece que se junta a isso a exaustão física.

 

Quanto à transferência da pressão psicológica para o SC Braga, a resposta cabal foi dada pelos minhotos no Restelo. Os arsenalistas não têm nada a perder. O que vier a mais, para além da Liga Europa, é lucro. Qual é a pressão que os aflige?

 

A única equipa nesta Liga, que TEM obrigatoriamente que ganhar, é o Benfica, logo, a tão almejada liderança pode aliviar a frustração, mas não a pressão.  

 

Voltando ao jogo de Setúbal. Numa entrevista após o dito, confrontaram o tal indíviduo malcriado com o facto de ter sido anulado um golo limpo aos sadinos.

 

Foi claro, e consensual entre todos os comentadores. A resposta do tipo foi qualquer coisa como: "Pois, e a nós, antes disso, não marcaram um penálti [por pretensa mão do Marc Zoro], e depois disso, ficou por marcar outro penálti [por falta Collin sobre o Di Maria]".

 

E, pronto. Como "amor, com amor se paga", a coisa ficou ela por ela. Mas este gajo julga que somos todos estúpidos, ou quê?

  

A anulação de um golo limpo tem implicação directa no resultado final do jogo (como se viu nos jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, e antes, com o Belenenses), enquanto que um penálti, pode ser convertido ou não, como, de resto, o Cardozo amplamente demonstrou a seguir.

 

E já agora, se o lance do Collin não me deixa dúvidas quanto à existência de falta, no do Zoro tenho algumas dúvidas. A bola é cabeceada pelo benfiquista, muito perto do sadino, que até dá a idéia de não olhar para a bola.

 

É certo que aquela lhe vai à mão, mas quanto à intencionalidade ficam-me dúvidas. Mas também, muito sinceramente, com todas as interpretações que já ouvi (e li) a esse respeito, por esta altura não sei se isso conta para alguma coisa.

 

O que me parece é que o árbitro, a partir de determinada altura terá resolvido ignorar algumas das intervenções do sado-benfiquista Marc Zoro, certamente, a bem da ética desportiva, tal a abundância de jogadas em que tentou enterrar a sua actual equipa.

 

Da mesma maneira que resolveu ignorar um empurrão do Fábio Coentrão ao Collin, com o jogo parado e na sequência do penálti não assinalado sobre o Di María, que deixou o setubalense sentado no relvado, e uma falta gritante do Aimar, sobre um jogador do Vitória, no lance do golo sadino.

 

Aí, o Jorge Sousa deu bem a lei da vantagem, mas depois, esqueceu-se de mostrar o cartão ao benfiquista.   

 

O Bruno Paixão (quem haveria de ser!), é que tem boa memória, e no jogo do SC Braga, em Belém, resolveu aumentar a pressão sobre os bracarenses expulsando o Moisés, aos 15 minutos de jogo, numa jogada inesquecível.

 

São jogadas destas que ficam para a História do futebol, e o Bruno Paixão, tal como o Carlos Xistra, com a dupla expulsão do Hulk, em Paços de Ferreira, reforçou o seu lugarzinho na memória futebolística deste País, arduamente conquistado em Campo Maior.

 

Na mesma jogada, um jogador levar dois amarelos, e o correspondente vermelho, é obra. E nem digo que tenha sido mal dada a ordem de expulsão. Agora que é uma raridade, como o Jorge de Sousa havia já mostrado, ai lá isso é.

 

Ainda bem que não há "colinhos".

 

Por outro lado, pensava eu que a vitória do FC Porto sobre a Naval 1.º de Maio, era, a todos os títulos, pacífica. Eis quando me apercebo, que afinal de contas, para alguns benfiquistas, o livre de que nasce o primeiro golo postista, da autoria do Tomás Costa, terá sido marcado ao contrário.

 

A falta, jogo perigoso, não é do homem da Naval, mas do Álvaro Pereira.

 

Acho que sim. E porque não? Já que vale tudo, porque não?

 

O jogador da Naval levanta o pé a uma altura, e entra de uma forma, que mesmo que portista não baixasse a cabeça, a bota ficava-lhe ao nível desta.

 

Ainda que assim não fosse, o homem do FC Porto limita-se a fazer um movimento com a cabeça, como se dissesse que "sim", e não mais do que isso. Não tentou ganhar o lance baixando excessivamente a cabeça, e nem sequer dobrou o corpo, que se mantém direito. E é jogo perigoso?

 

Bem, então e o adversário, por acaso não o terá atropelado no processo? Não seria falta, independentemente do jogo perigoso, fosse de quem fosse? A ver pelo que aconteceu com o Beluschi, no jogo com o Nacional da Madeira, parece que isso deixou de ser falta. 

 

E sendo falta, dentro da área, não seria penálti, em vez de livre indirecto? E já agora, se é jogo perigoso, e se, como claramente se vê nas imagens, há contacto físico entre os jogadores, não seria também penálti, como na jogada do Aimar, em Leiria (a tal da famosa "Lei 12")?

 

Jogo perigoso activo, com contacto físico?

 

Já agora, e até porque há por aí quem insista em não compreender aquilo que eu disse sobre a jogada do Aimar, passo a esclarecer.

 

Não se me oferecem grandes dúvidas de que a jogada de Leiria, é de jogo perigoso, ainda que me pareça que a bola é disputada abaixo da cabeça do Aimar, que, como se sabe, é enorme (fisicamente!).

 

Agora, uma coisa para mim é evidente: o jogador da União de Leiria, faz um pontapé acrobático, todo no ar, e joga a bola. Ora, tendo em conta a Lei da Gravidade, o único movimento que poderia fazer a partir dali, seria no sentido descendente, caindo no chão.

 

Logo, não foi ao encontro do benfiquista. Já este, faz um movimento em direcção ao leiriense, procurando disputar a bola, não se percebendo muito bem com que parte do corpo. Com a cabeça, é que não é, e como está de lado, será o ombro? Será o braço?

 

Quanto a mim, atira-se de encontro ao leiriense, à procura, tão simplesmente, de "cavar" uma falta. O que até consegue.

 

Portanto, e para esclarecimento de quem insiste nesta tecla, há jogo perigoso. Sim senhor, aceito. Mas o contacto, que é o elemento fundamental que marca a diferença entre o livre indirecto, como no caso do Álvaro Pereira, e o penálti, esse, para mim, é da responsabilidade do Pablito.

 

De qualquer maneira dirão: "mas, e como é que o árbitro, no terreno de jogo, e com fracções de segundo para decidir, vê isso tudo, e age em conformidade?"

 

É simples, não vê, e não age. Na dúvida, dizem as regras, com excepção do fora-de-jogo, dá-se o benefício a quem defende.

 

Tanto o Hugo Miguel, como o Jorge Sousa, fizeram o contrário, e aí terão errado os dois.

 

   

 

Dito isto, vendo (e ouvindo) as declarações do Jorge Jesus, as pequenas "partidas" que vão pregando ao SC Braga, e a honestidade intelectual de alguns comentadores da nossa praça, só me apetece parafrasear o Diego Armando Maradona:

 

"Qué la chupen, e que sigan chupando!"

 


Nota: antes que me venham acusar de ter modificado a fotografia acima com o "Photoshop", informo que a sua inclusão tem propósitos meramente decorativos. É que o texto já ia longo, e chato, e foi o que se arranjou...

 

Nota2: a área técnica do treinador do Benfica é diferente daquelas dos outros treinadores? É que o sr. Jorge Jesus passa mais tempo fora da área técnica do que dentro. No jogo de Setúbal, por exemplo, saiu da dita área para ir insultar um jogador adversário, na circunstância o Ricardo Silva, e ninguém se chateou muito com isso! Lá está, razão tem o Rui Costa quando diz que o quarto árbi tro tem um papel estúpido...

 

Nota3:  se o Jorge Jesus é assim em público, para quando a divulgação das imagens do túnel da Luz, no jogo Benfica x Nacional da Madeira, de que falou o Rúben Micael?

 

 

 

 

publicado por Alex F às 18:00
link do post | comentar | favorito
|

.Junho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Quando uma coisa é uma co...

. O acordo necessário e a n...

. No limiar da perfeição

. In memoriam

. FC Porto 2016/2017 - Take...

. A quimera táctica do FC P...

. No news is bad news, (som...

. Poker de candidatos

. A anormalidade normal

. Ser ou não ser, um apelo ...

.Facebook

.Let's tweet again!

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

.mais sobre mim

blogs SAPO

.subscrever feeds