Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Casa da Prima Chica, Rua dos Tolos, n.º 0

Certamente já ouviram falar em “benchmarking”. Para os menos familiarizados com o conceito, recorro à definição disponível no site do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação):

  

"Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado "o melhor nível", visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem"

   DG III – Indústria da Comissão Europeia, 1996

  

Depois de ler por aí que a nossa vantagem para o segundo classificado não se justificava, e que o Cepo que treina o Sporting dava as tácticas através do IPAD (não consegui encontrar qualquer link para esta informação, nem prova fotográfica ou de vídeo que ateste esta informação. Limito-me a acreditar no que li…), tendo em conta os resultados menos conseguidos do FC Porto, soou-me a minha campainha de alarme interno:

  

“O que é que eles andam a fazer, e nós não?”

  

Aproveitando a pausa natalícia, porque isto, quando a estratégia privilegiada é “fazer as coisas pelo outro lado”, o jogo-jogado propriamente dito, não interessa para nada, dediquei-me a analisar a concorrência. E o que é que vi?

 

No Sporting, não se contratam jogadores ou treinadores, contrata-se antes o José Couceiro para Director-Geral do Futebol. Já lá estavam o Costinha, como Director para o Futebol Profissional, e um tal Mil-Homens, como Director da Academia, mas o José Eduardo Bettencourt houve por bem criar entre si e o Costinha, uma “almofada” (nota: ia a dizer “tampão”, mas é melhor deixar esse tipo de referência para outro tipo de ocasiões e de clube), que amortecesse os contactos entre ambos.

  

  

 

 

  

 

 

Quem melhor do que Couceiro, um dos homens a quem Costinha e Maniche fizeram a vida negra na sua ânsia de zarpar do FC Porto?

  

Agora, vai para chefe do Costinha, e tem, de novo, o Maniche como jogador. É o reencontro de três amigalhaços. Alguém ficou com dúvidas sobre o “timing” da renovação de contrato do Maniche?

 

Enquanto se aguarda pela implementação de novas medidas emblemáticas, que perdurem no imaginário sportinguista, como o "dress code" ou proibição de brincadeiras com o Paulo Gama, vai negociando a rescisão do contrato do Caneira.

 

Quem melhor do que um ex-presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e ex-consultor do Star Fund benfiquista para o fazer? É todo um acumular de saber de experiência feito.

 

Quem se seguirá? O Izmailov ou o Vukcevic? Para já é pô-los na alheta, vamos ver se no futuro será capaz de ir buscar outros e pô-los, bem como que já lá estão, a jogar futebol.

 

O Sporting, com pena minha, porque grande parte dos meus familiares e amigos são sportinguistas, cada vez mais me faz lembrar este lindo poema de Vinicius de Moraes, musicado no vídeo a seguir:

  

 

 

 

 

 

 

Uns metros (serão quilómetros?) mais atrás, na mesma Circular, o vizinho despediu o tratador da águia Vitória, que bateu asas e voou. Aliás, não é nada a que não estivéssemos habituados, dado o padrão de comportamento dos comandados pelo Prof. Doutor Rei da Chuinga no início da Liga, em que se fartaram de dar asas às vitórias dos adversários.

 

Aparentemente, o treinador de animais deu-se mal com as alimárias, e depois de trocas e baldrocas de mimos no popular e aconchegante túnel, foi despedido.

 

Como lembrou algures esse símbolo do benfiquismo, o taxista Máximo, o voo da águia Vitória é uma tradição arreigada na essência do ser benfiquista, com uns vetustos sete anos de vida. Não se tratará portanto, de uma tradição secular, mas não deixa de ser uma tradição se calhar, e por isso mesmo o clube estará a envidar esforços no sentido da substituição da Vitória.

 

O que segundo parece não está fácil, porque afinal se trata de uma espécie protegida, e forçar o pobre do bicho a sobrevoar a Cesta do Pão, poderá não ser aconselhável para a sua saúde, tendo em conta a envolvente ambiental existente.

 

Consta que terá então, sido ponderada a hipótese de recorrer a um sucedâneo da águia, assim no género do homem-voador dos jogos Olímpicos de Los Angeles, lembram-se?

 

 

 

Candidatos não faltaram, até ao momento em que ficou devidamente esclarecido que a coisa envolvia, mesmo, voar, e que não, não estava prevista a inserção de qualquer artifício pirotécnico no orifício anal.

 

Era ilusão óptica da imagem. O que o indivíduo carregava às costas, e que lhe permitia voar, era uma espécie de mochila com jactos. Ou seja, nem sequer se tratava de uma pochetezinha, tão ao gosto encarnado. E, claro está, o entusiasmo esmoreceu, aguardando-se novos desenvolvimentos.

 

E pronto, era este o estado da arte da concorrência durante a quadra natalícia. Benchmarking?  Deus me livre e guarde! Estamos muito bem como estamos.

 

O único “benchmarking” de que tenho saudades, é do Farias. Esse sim, era um caso exemplar de "benchmarking": de cada vez que saía do banco (“bench”), marcava (“marking”)!


 

 

Nota: Para que conste, estou perfeitamente consciente que "marking", não significa marcar. Quanto muito, no caso do farías estaríamos perante um caso de sucesso de "bench scoring".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
música: House of fun - Madness
publicado por Alex F às 13:13
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