Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

O Síndrome Elmano

Por variados motivos, na semana que passou não consegui colocar online os textos que tinha programados, por isso, desculpem lá o atraso, mas vão ter que gramar com eles esta semana…

 

Comecemos por aqui: Taça de Portugal, Rio Ave 0 – 2 Benfica, o tal jogo dos milhentos penáltis marcados, e mais uns quantos por marcar, com a apocalíptica intervenção do João “pode vir o” Ferreira.

 

Salvo um caso, não vou entrar em questões existencialistas, sobre se foram ou não bem assinalados os castigos máximos, só que há coisas que são demasiado evidentes. Serei eu muito picuinhas, ou mais ninguém terá notado onde andava o guarda-redes no penálti marcado pelo João Tomás?

 

Reparem na imagem, que garanto que não foi modificada em algum Photoshop, e se quiserem comparem com o vídeo, no final do texto.

 

  

 

 

 

 

 

 

O que se vê lá atrás é o João Tomás a arrancar para a bola. Onde é que está o guarda-redes? Devia estar em cima da linha. Pois devia, mas está pelo menos um metro adiantado. Ninguém viu, ou depois da barracada do Elmano, o melhor é deixar de repetir penáltis?

 

O Rio Ave falhou, o adversário também não concretizou a sua grande-penalidade seguinte, venha outra.

 

E veio mesmo, e deu o primeiro golo do desafio.

 

O que se vê na imagem seguinte é a reacção do árbitro auxiliar e do João “pode vir”, após a bola ter sido tocada, ou ter tocado no jogador vilacondense.

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é a reacção visível? Exacto, nenhuma. Não houve qualquer reacção!

 

Agora avancem o vídeo até aos 0:59 segundos, e vejam quem é que levanta primeiro o braço? O Saviola ou o árbitro auxiliar?

 

O Saviola, está visto! E, acto contínuo pavloviano, o árbitro auxiliar faz o mesmo. Um penálti a fazer lembrar os foras-de-jogo sacados nos bons velhos tempos pelo Humberto Coelho e pelo Mozer.

 

Ontem, tive o azar de ver para aí uns 10 minutos do jogo do Desportivo das Aves. E, o que é que eu vi? Para começar, o Javi Garcia a ganhar uma disputa ombro-a-ombro à e pluribus unum, ou seja, espetando a mão e o ante-braço na cara do opositor, sem que lhe seja assinalada qualquer infracção.

 

Nos quatro ou cinco minutos que antecederam o golo, o amigo Carlos Xistra - quem mais haveria de ser? – marca contra o Desportivo das Aves, quatro faltas, qual delas a mais duvidosa, sobre o Luís Fernandez, que apesar de recém chegado, parece perfeitamente integrado na filosofia da sua nova equipa, Jara e César Peixoto. A outra não me lembro quem foi a pobre e inocente vítima.

 

Desta sucessão de faltas (até aquele momento os de Vila das Aves lideravam o computo por 3-1. O Xistra teve a audácia de assinalar uma falta ao mais grande do Mundo dos arredores de Carnide, antes do golo! Grande Xistra!) resultaram dois cartões amarelos.

 

Encostados os avenses às cordas pelo árbitro, o aparecimento do golo do Javi Garcia, foi natural. Como natural também, foi a seguir a falta cometida pelo César Peixoto sobre um adversário que se isolava, e que o Xistra mandou seguir. Naturalíssimo!

 

E mais não vi, porque um homem não é de ferro…

 

Somamos a isto o brilhante desempenho do Bruno Paixão no jogo Rio Ave x Vitória de Guimarães, que antecedeu a partida para a Taça de Portugal, e temos um belo trio de jarras: Paixão, Ferreira e Xistra.

 

É pá, se o Prof. Doutor Rei da Chuinga quer ganhar a Taça de Portugal, para dedicar a vitória ao avô, e a Bwin Cup, para dedicar ao peixinho dourado, por mim, tudo bem. Tem tanto direito a fazê-lo como tem o tipo que passa uma noite bem passada, de dedicá-la à puta com que passou um bom bocado.

 

Agora, não tem é que ser levado ao colo, e ainda menos que atirar pedras aos telhados dos outros, quando os dele são de vidro, e daquele bem fininho. Haja decoro.

 

 

sinto-me:
música: Midlife crisis - Faith No More
publicado por Alex F às 23:41
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