Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Escolha óbvia (mente rebuscada)

 

Artur Soares Dias foi a escolha de Vítor Pereira para dirigir o próximo jogo do Sporting, na próxima segunda-feira. Esta escolha tem o seu quê de surpreendente. Ao menos para mim.

 

À partida, a escolha recairia sempre sobre um internacional. Até aí tudo bem.

 

Afastados o Olegário Benquerença e o João “pode ser o” João [Ferreira], por terem estado na jornada anterior nos jogos dos contendores, os meus favoritos seriam o inevitável Pedro Proença, que regressou ao activo na semana passada, após um período relativamente longo de inactividade, ou o Jorge Sousa.

 

Por motivos diferentes. Pedro Proença porque, quanto a mim, será hoje por hoje o árbitro menos impressionável no panorama da arbitragem nacional, e talvez por isso mesmo se viu afastado.

 

Na época passada foi ele quem à 11.ª jornada, dirigiu este mesmo jogo, cujo desfecho se saldou num empate. Na altura o treinador dos visitantes, depois de acabar o jogo a defender o zero a zero, manifestou-se esfusiante porque tinha afastado um rival da disputa pelo título. Este ano não serve.

 

O Jorge Sousa parecia-me a escolha mais acertada porque, por um lado, já deu uma valente ajuda ao Sporting no jogo connosco, e depois, porque do outro lado é sempre visto com desconfiança.

 

O Vítor Pereira tem seguido uma lógica de nomeações que, já o disse, ou demonstra uma confiança infinita nos seus dirigidos, ou então é para queimá-los de vez. Passa por indicar para alguns jogos árbitros que têm um histórico, digamos que pouco favorável, com uma das equipas em refrega. Vejam-se os casos do Elmano Santos, para o da Académica contra aquela equipa para a qual valem golos marcados com a mão, em off-side, depois do FC Porto x Vitória de Setúbal, ou a do João “pode ser o” João [Ferreira], para o nosso jogo em Aveiro.

 

Ao nomear o Jorge Sousa, matava dois coelhos com uma cajadada: o Sporting já foi beneficiado, como tal, se agora, por algum acidente de percurso, fosse prejudicado, não tinha o que reclamar, e se isso, por mero acaso, viesse a acontecer, poderia ser que os do outro lado recordassem o excelente árbitro que foi em Leiria, na época anterior.        

 

Mas não, nem um nem outro. Como hipóteses remotas ainda pensei no Bruno Paixão ou no Carlos Xistra. O Xistra até esteve no jogo da Cesta do Pão na primeira volta, e o Paixão, que está a fazer uma época irreconhecível, para os seus parâmetros habituais, até esteve no tal jogo das três expulsões, mais o treinador, do Rio Ave, que antecedeu uma eliminatória da Taça, obsessivamente perseguida por alguém. Mas, também não.

 

O Duarte Gomes esteve na última jornada no SC Braga x FC Porto, em que, apesar do seu esforçado labor, ganhámos, e para além disso, tem os seus quid pro quos com o que dizem ser o seu clube do coração, o Sporting. Era de evitar.

 

De facto, restavam o João Capela, recentemente empossado como internacional, e o Artur Soares Dias. E foi a este último, não obstante dar a ideia de se tratar, por enquanto, de um parente afastado, daqueles que quase só com tele-objectiva se conseguem apanhar nas fotos de família, que saiu o brinde.

 

Há que convir que aparenta ter a confiança do chefe, pois é o oitavo jogo envolvendo os quatro primeiros da anterior temporada, que vai fazer. É o árbitro com mais jogos “grandes”, seguindo-se João Capela, Carlos Xistra, João “pode ser o” João [Ferreira], Duarte Gomes, e o futuro internacional Vasco Santos, todos com cinco.

 

Será o quarto jogo com o Sporting, e o primeiro disputado em casa, depois de ter estado em Paços de Ferreira (derrota na primeira jornada), Coimbra e Madeira, contra o Marítimo. Esteve ainda em três jogos do SC Braga (em Setúbal, em casa, contra o Olhanense, e em Leiria), e um do FC Porto, também em Paços de Ferreira, no tal jogo em que os castores nos iam tirar a invencibilidade, mas ficaram pela imbecilidade.   

 

Faz a estreia em jogos do adversário dos leões, o que não deixa de ser estranho depois de na temporada transacta, dos seis jogos que fez das mesmas quatro equipas, três terem sido precisamente desse clube.

 

Como internacional já é, e como não deve almejar ao título de árbitro do ano, este jogo servirá fundamentalmente para estreitar os laços de parentesco com os demais membros do clã. Assim como uma espécie de prova de confiança.

 

 

 

Uma pequena nota sobre o André Gralha, que vai estar no SC Braga x Paços de Ferreira. Espero que nenhum dos guarda-redes se lembre de ir de luvas brancas, estilo mordomo. É sabido que a lógica do Vítor Pereira funciona como um daqueles policiais em que o culpado é sempre o mordomo! 

sinto-me:
música: New kid in town - Eagles
publicado por Alex F às 15:28
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