Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Bem, e agora?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Permission to panic, Sir?”

 

“Permision granted!”

 

Tinha ideia de ter ouvido este diálogo na saudosa, pelo menos para mim, série “Blackadder goes forth”, mas, pelos vistos será originária de uma comédia que desconheço, também inglesa, intitulada "Dad's Army".

 

Lembrei-me da tirada a propósito do nosso último jogo e das consequências que o seu resultado teve em termos classificativos, e não só.

 

O caso não é para pânico, mas será que agora, que se foram à gaita os argumentos que afastavam o espectro de crise, - já não estamos em primeiro lugar na tabela, o melhor ataque também já não mora entre nós e que só nos resta como consolação a melhor defesa, - já podemos admitir que algo vai mal?

 

Ou ainda é cedo? O discurso de loas à competência do nosso treinador é para continuar?

 

Até agora a competência do nosso mister valeu-nos uma Supertaça. Perdemos, naturalmente, a Supertaça Europeia para um super Barça, na altura ainda pouco super, estamos fora da Taça de Portugal e da Champions.

 

Restam-nos a liga nacional, onde já estamos em segundo. A Taça da Liga, que é uma daquelas competições que podiam ser disputadas de trás para a frente: primeiro entregavam o troféu ao seu legítimo proprietário, e depois faziam-se os jogos, sem aquele stress inerente a uma verdadeira competição. E o prémio de consolação da Liga Europa.

 

Será o suficiente para salvar a época, ou vamos passar do 80 da época passada, para menos de 8 na actual?

 

Que não se infira do meu discurso que estou a defender o despedimento do Vítor Pereira ou coisa que o valha, nem a por em causa a sua contratação. Agora já não vale a pena. Isso teria sido solução, eventualmente, se tivesse acontecido logo após o empate com o Feirense.

 

Quanto à sua contratação, penso que percebi a intenção do nosso presidente. Por um lado, a continuidade. Saindo Villas Boas, qualquer treinador que viesse para treinar um grupo de jogadores que ganhou tudo o que havia para ganhar, teria que ser um daqueles pesos-pesados, ou arriscava-se a ser subalternizado pelo grupo.

 

Promovendo Vítor Pereira, independentemente da sua competência, seria em princípio, mais um do grupo.

 

Por outro lado, uma equipa oleada, como era a da época passada, desde que o treinador não se constituísse como o grão de areia na engrenagem, seria mais que suficiente para discutir o título.

 

Mas aqui falhou uma premissa: a equipa perdeu o Falcao. Se, como disse recentemente o nosso presidente numa entrevista, o colombiano tinha de um lado, o Palito a centrar para a sua cabeça, e do outro, o Hulk a dar-lhe bolas para marcar, não é menos verdade, que a equipa tinha o Falcao para concretizar essas oportunidades.

 

Agora não o tem. O Hulk, por muito monstruoso que seja, não consegue fazer os dois papéis, e tê-lo ao centro, significa perder o construtor de jogadas na ala direita. No outro flanco, o Álvaro Pereira começou em baixo, tem vindo a recuperar, mas está a léguas da época transacta.

 

Num ápice, a questão do treinador ganhou uma importância que talvez a SAD não imaginasse.

 

Porém, como disse, ainda nada está perdido.

 

Descontando percalços da nossa parte, porque estou em crer que da parte do actual primeiro classificado, de uma forma ou de outra, não haverão obstáculos de maior, e considerando por isso, apenas os confrontos com as equipas melhor posicionadas na tabela, o nosso calendário parece à partida menos favorável.

 

Temos deslocações a Braga e à Cesta do Pão e recebemos o Sporting, enquanto que os de Carnide, recebem-nos a nós e ao Braga, e apenas farão uma curta viagem a Alvalade.  

 

Porém, estamos apenas a dois pontos do líder, e ainda vamos jogar contra eles. Fora, é certo. Mas também, como li num comentário de alguém antes do jogo de Alvalade, por norma fazemos melhores resultados na Cesta do Pão, que na Calimeroláxia.

 

 
 

Quanto ao nosso jogo em Alvalade, não consegui sequer chegar próximo do meu “online”, como diz o outro, então limitei-me à audição do relato, numa estação qualquer, que não me recordo – aquela em que o comentador é o João Querido Manha.

 

Do que ouvi, deu-me a impressão que, até por volta dos 35 minutos de jogo, o FC Porto se limitou a tentar responder ao Sporting, e só daí para a frente é que tratou de pegar no jogo. O João Gobern, no “Zona Mista” disse que foi quase o contrário.

 

Pareceu-me ainda que os nossos rapazes, Maicon, Rolando e Otamendi, terão sido com alguma frequência batidos em velocidade pelos da casa. Espanto meu, o Jorge dá-lhes um Baía, e ouvi ontem que o Maicon tinha secado por completo o Capel.

 

Da arbitragem, para além do cartão vermelho que ficou por mostrar ao Polga e de um abalroamento do Otamendi ao Wolfseiláquantos, que já vi, e nem teve nada de especial, pareceu-me que não esteve mal por aí além. O Zé Luis e o Penta 1975, não concordam.

 

O Hulk terá sido o único ponto de consenso. Cada vez que pegava na bola via-se (ouvia-se) que a defesa sportinguista ficava em palpos de aranha, e de cada vez que a perdia dava para sentir o alívio dos comentadores da rádio.

 

Em suma, tenho mesmo que ver se encontro a gravação deste jogo no meu online, porque, pelas estatísticas, até parece que, tirando a posse de bola e número de cantos, por diferenças mínimas, até estivemos acima do adversário em oportunidades de golo e remates à baliza.
 
 

 

Para acabar, a fantochada das imagens no túnel. Mais do quepropriamente o conteúdo das ditas, houve algo mais que me chocou.

 

Porque carga d’água é que um rapazinho daqueles vai para um estádio de futebol de cara tapada? Porque é que em condições normais, salvo seja, alguém usa uma máscara como o indivíduo da foto faz?

 

Tirando políticos e alguns dirigentes de clubes que o fazem profissionalmente, porque raios é que alguém andará por aí de máscara de esqui?

 

Será que o fulano é alérgico aos fumos e quejandos que a restante trupe expele? Então, e é só a ele que esse tipo de coisa afecta? Os outros estão todos bem?

 

Ora bolas, se é o único afectado para que é que vai para lá? Não estaria melhor no remanso do lar, de pantufas e sentadinho no sofá?

 

Aqui pelas minhas bandas, quando a claque lançava fumos ou neve carbónica, ou aquelas coisas que fazem rir, o pessoal que estava à volta, e os próprios, tapava a cara com os cachecóis, e quando passava seguiam com o jogo.

 

Porque carga d’ água é que está um indivíduo de cara tapada no meio daquela gente, e porque é que isso não causa estranheza à SAD do clube que disse que as fotos haviam sido aprovadas e louvadas pela Liga e pela UEFA, para depois serem desmentidos?

 

sinto-me:
música: Homens temporariamente sós - GNR
publicado por Alex F às 19:30
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