Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

Postiga e mais dez

Num País em cuja capital se fina o Acordo de Schegen, e onde mais facilmente se adentra um bando de moldavos com destino à pedinchice nos semáforos da dita ou um gang de facínoras do leste, do que um grupo de adeptos de um clube, com a pretensão, apenas e tão somente, de assistir ao vivo e a cores a um jogo da sua equipa, simplesmente porque a polícia é incapaz de garantir a sua segurança.

 

O que também não é de espantar, pois como todos sabemos, num País de tanga, as forças policiais, terão forçosamente de redireccionar as suas muitas competências para a caça às grandes fortunas.

 

 

 

Neste País, o seleccionador nacional, vê-se forçado, perante o peditório nacional “Nelson Oliveira ao onze”, a vir a terreiro afirmar que "o Hélder joga", perdendo assim, o único eventual elemento de surpresa que poderia introduzir na sua equipa para o próximo e decisivo jogo.

 

 

A não ser que o Morten Olsen fique tão confuso como nós com o Nani, que num dia, não joga a número 10, e no outro, tanto se lhe dá, mas, só se tiver muito, muito, que ser.

 

Ou seja, não vale a pena esperar grandes surpresas contra os dinamarqueses. Na baliza, o Rui Patrício foi o guarda-redes do Paulo Bento no Sporting, continua a sê-lo na selecção. E, diga-se, até à data, não se lhe pode apontar o que quer seja, para que deixe de o ser.

 

Na lateral-direita, desta vez contra o Krohn-Dehli, pelo menos em altura, antevê-se um duelo equilibrado para o João Pereira. Quanto ao resto, logo se vê.

 

No centro da defesa, fará sentido abdicar da dupla Pepe-Bruno Alves, por troca com o Rolando e o Ricardo Costa? Acho que não.

 

À esquerda, por falta de alternativa, fica o Fábio Coentrão. Bem, falta de alternativa não será tanto, pois já ouvi o Rui Santos falar no Miguel Veloso, e há sempre a possibilidade do Ricardo Costa. Dos três, o Coentrão, de longe.

 

A trinco, vale a pena por o Custódio no lugar do Miguel Veloso? O que se ganha em vigor e capacidade de remate lá para diante, perde-se em toque de bola. Ressuscitar o queirosiano Pepe-trinco? Pelo que disse em relação aos centrais e à lateral esquerda, mais vale não mexer, que se estraga. Além do mais, os dinamarqueses não têm propriamente um organizador de jogo, pelo que se adivinha um Miguel Veloso mais liberto de tarefas defensivas.

  

Os outros dois médios, será de por fora o João Moutinho e/ou o Raúl Meireles? Para quê? Para entrarem o Ruben Micael e/ou o Hugo Viana? Tanto o João como o Raúl, parecem-me mais consistentes defensivamente, e mais propensos a dar uma ajuda nesse capítulo, que os outros dois.

 

Lá na frente, perante uma defesa que se houve, ainda que por vezes em flagrantes palpos de aranha, e com bastante chapada à mistura, com a tripla Robben, Affelay e Van Persie, há alternativa ao Nani e ao Ronaldo?

 

Numa comparação homem-a-homem, o Ronaldo é superior ao Robben, ainda que jogue no flanco contrário, e o Nani, estará ligeiramente acima do Affelay. O português mais construtor, o holandês mais finalizador.

 

O nosso deficit é no meio, onde para nosso azar o Agger e o Kjaer são bastante fortes, e onde o Postiga parece estar de pedra e cal.

 

Concluindo, não enganamos, nem vamos surpreender quem quer que seja, quanto aos onze que vão entrar em campo. Espero bem que os nossos médios sejam capazes de fazer circular a bola, de modo a evitar o dinamismo dos três centro-campistas contrários, que, basicamente, é a sua melhor característica.

 

E que o João Pereira, com a ajuda do Raúl Meireles, e se possível do Miguel Veloso, consigam estancar o lado esquerdo deles.

 

Infelizmente, é quanto a mim, o mais forte do ponto de vista ofensivo, e coincide com o nosso lado mais fraco da defesa. Mais fraco, que é como quem diz, porque na outra banda, o Ronaldo não defende, mas também só costuma por lá andar o Rommedahl.

 

Bom, resta esperar que hoje seja dia D. “D” de “Derrotar a Dinamarca”, e não de “Deixem lá rapazes, fica para a próxima”, e…arroz de polvo para o jantar!
  
sinto-me:
música: What you get is what you see - Tina Turner
publicado por Alex F às 13:21
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2 comentários:
De penta1975 a 13 de Junho de 2012 às 22:06
... e lá ganhámos, com um golo do jogador mais improvável: Silvestre Varela - relegado à figura de «herói da nação», cinco dias depois de ter sido "crucificado" pelos mesmos que agora o elogiam.

de facto, cada vez mais tenho para mim que a minha selecção veste de azul-e-branco e o resto são balelas...

saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todas(os) vós! ;)
Miguel | Tomo II (http://tomoii.blogspot.com/)
De Alex F a 14 de Junho de 2012 às 00:18
Boa noite Miguel,

Dos comentários que ouvi até agora, fiquei com a sensação que o Varela que falhou o golo, foi o do FC Porto. O que marcou foi o nado e criado nas camadas jovens do Sporting, e que está quase de saída do FC Porto.
Ele há coisas engraçadas, não há?

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