Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

No fundo, os adeptos não passam de uma cambada de Bonnies Tylers

Como o Jorge muito bem caracterizou, depois do último fim-de-semana, gerou-se uma onda, não, um tsunami de histeria em torno do André André.

 

Sei disso. Fui um dos que não lhe resistiram.

 

Mas foi interessante. Sabem porquê? Essencialmente porque tive a oportunidade de comprovar algo de que já falara em tempos, quando dediquei algumas linhas à problemática do assobios e dos assobiadores.

 

Todos nós, enquanto adeptos, queremos ter na nossa equipa bons jogadores. Profissionais, empenhados, dedicados, isso tudo. É básico, e é o mais natural.

 

Porém, se para alguns esses atributos, embrulhados numa bela camisola às riscas azuis e brancas, bastam, há outros que vão ainda mais além no seu grau de exigência.

 

A ligação emocional e afectiva que têm com o clube pede mais que as meras obrigações éticas e mecânicas do profissionalismo.

 

Procuram referências dentro do terreno de jogo, alguém com que se identifiquem. Grande parte do empolamento dado, ainda hoje, à questão do Quaresma, para lá de muita estupidez, terá resultado disto mesmo.

 

A carga genética azul e branca que o André André carrega involuntariamente em si, mas que denodadamente faz por não desmerecer, torna-o num símbolo por excelência. Num país ainda devoto do mito sebastiânico, e que procura salvadores da pátria a cada esquina, é um achado.

 

Talvez fosse interessante que alguém retirasse daqui, senão a devida, ao menos uma qualquer ilação.

 

No fundo, os adeptos não passam de umas bifas, de fartas cabeleiras loiras esvoaçantes, abonadas com proeminentes pares de amélias, que se pavoneiam bamboleantes, enquanto equilibram um balde de malte na mão, na pista do Liberto's, em Albufeira.

 

Uma autêntica cambada de Bonnies Tylers, que nos intervalos em que não estão muito ocupados a assobiar ou a cantar "slb, slb, slb...", se dedicam a sessões contínuas de karaoke:

 

" I need a hero

I'm holding out for an hero "

 

Bem, e agora, vou pôr-me na alheta, que está lá ao fundo, na ponta do balcão, um gajo podre de bêbedo, que não pára de galar-me.

 

Porra, que o raio da cabeleira loira é mesmo irresistível!

 

14995.jpg

 

 

 

publicado por Alex F às 23:54
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1 comentário:
De casinos online betclic a 4 de Outubro de 2015 às 19:40
Até se percebe, numa equipa tão despojada de referências à alma portista. De André André sabemos pelo menos que a dedicação em campo é sempre máxima, porque ele gosta tanto do FCP como nós.

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