Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

O estado geral pidesco da nação

 

 

No meio desta história toda do vice-presidente do Sporting, do Cardinal e etc., o que mais me espanta, muito sinceramente, é que o indivíduo em questão é um ex-Polícia Judiciária (PJ).

 

Primeiro, fico preocupado por saber que na PJ, poderão eventualmente existir fulanos capazes de actos deste jaez.

 

Depois, porque, a ser verdade, e convém não esquecer que até prova em contrário, todos são inocentes, que na PJ, poderão eventualmente existir fulanos capazes de actos deste jaez, e com tamanha incompetência.

 

Será possível que até o bilhete para a viagem à Madeira do funcionário, tenha sido adquirido em Alvalade? Inacreditável!

 

E daí, também não é nada de muito surpreendente que algo assim possa realmente ter sucedido. Um ex melhor saberá as linhas por que se cose a sua antiga casa.

 

Bem vistas as coisas, se prestarmos uma atençãozinha, mesmo que ínfima, aos grandes casos judiciais dos últimos tempos, o que é que temos?

 

O Casa Pia nasceu de denúncias anónimas. O Freeport de uma carta anónima, que posteriormente se veio a saber, ser da autoria, por recomendação da própria PJ, de um tal Zeferino Boal, ao que parece ex-dirigente sportinguista dos tempos de Sousa e Cintra, e putativo candidato abortado à presidência nas últimas eleições. Mera coincidência, obviamente.

 

O caso Bragaparques terá nascido de uma conversa gravada, ainda que em legítima defesa, mas sem a necessária autorização judicial, que despoletou a posterior investigação do Ministério Público.

 

O Apito Dourado, acabou por ser reaberto por causa de um livro, escrito a várias mãos por personagens de triste e pouco duvidosa reputação, vá-se lá saber a conselho de quem. Bem, mas pelo menos neste caso, salvou-se a vertente lúdica da coisa!

 

Ou seja, quanto à metodologia de intervenção da PJ e do Ministério Público, estamos conversados. São do mais variado, de cartas anónimas e gravações ilegais a algo que se poderá assemelhar a plantação de provas. A esperança é que episódios como estes sejam a excepção, e não a regra.

 

Tremo quando me lembro dos casos Joana e Maddie.

 

Tendo em conta os precedentes, o que é que uma situação como esta que envolve o vice-presidente sportinguista poderá ter de surpreendente? Muito pouco.

 

Na realidade, nem sequer a denúncia do presidente do Nacional da Madeira, de que estaríamos em presença de uma estratégia de coacção de árbitros, se revestirá de grande novidade. Ou ainda a revelação de que o vice-presidente do Sporting teria acesso a “dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo”.

 

Tudo isto são notícias requentadas, apenas mudando ligeiramente o(s) protagonista(s).

 

No fundo, bem filtrada toda a balbúrdia à sua volta, e uma vez falhado o objectivo primordial, que seria afastar o FC Porto da Champions, o que foi o Apito Dourado, senão uma forma de colocar em sentido a arbitragem?

 

Pouco mais. A estratégia que alguns persistem em seguir, sempre que as coisas não lhes correm de feição, de descredibilização dos campeonatos, dos árbitros, da justiça, para além de uma boa desculpa para o(s) frequente(s) insucesso(s), é o quê?

 

O passar da imagem maniqueísta de que de um lado estão todos os bons, e do outro são todos maus, serve a quem?

 

“A informação é poder”, é um conhecido adágio. Não foi Paulo Pereira Cristóvão que fez essa magnífica descoberta.

 

Antes de serem divulgados online os dados pessoais dos árbitros, já alguns deles eram agredidos em centros comerciais, e outros sujeitos de ameaças. Neste caso, de tal maneira a informação foi poder, que o então presidente da Liga, sendo destas conhecedor desde Janeiro, só as denunciou junto da instituição competente em Maio, depois de decidido o campeonato de 2009/2010.

 

Curiosamente, com a vitória do clube dos presumíveis implicados.

 

Há pessoas que são autênticos poços sem fundo de informação. Não é de estranhar, por isso, que saibam onde alguns árbitros almoçam e na companhia de quem, ou de outras ocorrências gastronómicas, com outros intervenientes. Ou ainda que sejam receptores preferenciais de denúncias de ofertas feitas a adversários.

 

 

 

Nada disto é, no fundo, estranho. Quanto muito podemos achar que é uma grande coincidência. Como por exemplo, saber-se de uma oferta a jogadores do Leixões para derrotarem o clube cujo presidente recebeu a denúncia do facto, precisamente na véspera do, supostamente ofertante, defrontar o Sporting, e depois, precisamente antes do embate deste último clube com o FC Porto, o Dragão receber a visita da PJ.

 

A propósito de quê? Luciano d’ Onofrio, Baía, Rui Barros e Sérgio Conceição. Coisa premente e bastante actual, como se constata. Ou um voto de confiança nos sportinguistas?

 

Será tudo isto assim tão invulgar? Será inverosímil que, ao que se saiba, sem que seja assistente no processo ou que patrocine qualquer dos assistente, um qualquer Pragal Colaço, afirme veementemente, na mesma televisão onde produz incitamentos à violência, que há muito mais matéria, muito mais escutas no processo “Apito Dourado”, para além daquelas que foram divulgadas?

 

Talvez não. Nunca num País em que, por uma incrível coincidência, um ex-Ministro da Administração Interna, fez parte da comissão de honra de um dos candidatos à presidência de um clube.

 

Ou onde um ex-Secretário de Estado da Justiça, associado da sociedade “Correia, Seara e Associados, Sociedade de Advogados, RL”, em que o Seara, é de Fernando Seara, apesar de membro do Conselho Superior do Ministério Público, tenha sido, entre outros moinhos de vento, o ilustre causídico que patrocinou a telenovela benfiquista e vimaranense, que pretendeu afastar o FC Porto da Liga dos Campeões.   

 

“Não há coincidências”, diria a Margarida Rebelo Pinto. Hmmmm, respondo eu.

 

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