Segunda-feira, 19 de Junho de 2017

Quando uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa

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Há por aí alguns benfiquistas, que ao contrário da grande maioria dos seus correligionários, conseguem ter a capacidade e a isenção de compreender a teia que o seu clube teceu, e da qual, em condições normais e num País normal, não se desenredaria sem sofrer pesadas consequências.

 

Contudo, é por eles principalmente, veiculada a opinião de que, ainda assim, comparativamente com o "Apito Dourado", os indícios relativos a este "Apito Divino" apontam para algo de menor gravidade.

 

Em primeiro lugar, é estranho que haja benfiquistas que conseguem ler a situação objectivamente, o que se aplaude e louva. 

 

Em segundo, e ainda mais estranho, é que nos coloquem à sua frente. No que quer que seja, até nisto. 

 

Mas os queridos amigos menosprezam-se.

 

Não o façam, que a primazia neste capítulo é, claramente vossa, como não poderia deixar de ser.

 

Fazem então, comparações com o "Apito Dourado". Pois que seja. Façamo-las.

 

Como não me parece que estejam interessados em puxar para a conversa os Dragões Sandinenses ou o Gondomar, parece-me plausível conceber que se referem ao "Apito Dourado", nas partes que ao FC Porto dizem respeito.

 

Sendo assim, nesse capítulo, o "Apito Dourado", se bem se recordam, envolveu dois jogos e dois árbitros, ou uma equipa de arbitragem, a do Jacinto Paixão, e um árbitro, Augusto Duarte.

 

Em relação a este último, cujo caso assentava quase exclusivamente no testemunho de Carolina Salgado, nada foi provado. Portanto, esqueçam.

 

Ou seja, ficamos apenas com o outro caso, o da fruta e do chocolate, que tanto gostam de trazer à colação.

 

Este envolve, como disse atrás, a equipa de Jacinto Paixão e o jogo com o Estrela da Amadora.

 

Para não ir mais longe, pegando na extrapolação sem qualquer fundamento, que benfiquistas (e sportinguistas) gostam de fazer deste caso, para os trinta anos de títulos portistas, pressupõe-se que não será difícil de aceitar que esta situação poderia dar-se com qualquer outra equipa de arbitragem. 

 

Não há nada que indique que estivesse em causa, portanto, um fetiche exclusivo de Jacinto Paixão e da sua equipa. 

 

Por outro lado, a fórmula utilizada não estava apenas ao alcance do FC Porto. Quero dizer que, querendo fazê-lo, qualquer outro clube poderia lançar mão do mesmo tipo de "argumentos".

 

Se vão dizer que sim, mas que só o FC Porto é que utilizou, desculpem lá mas não me resta mais nada a fazer do que rir da vossa ingenuidade, e lembrar que estamos no domínio do hipotético.

 

Agora, vejamos o "Apito Divino". Quantos jogos e quantos árbitros, e outros agentes desportivos, estarão envolvidos? 

 

Para já, não se sabe. Mas, pela amostra, não é difícil de estimar que serão em número bem superior aos que estiveram no "Apito Dourado".

 

Mais. Conseguem imaginar qualquer outro clube a congeminar, e com sucesso, aquilo que é convicção inclusive de alguns benfiquistas, que o Benfica engendrou?

 

Imaginem que em vez do Guerra tinham o Bernardino Barros, que será talvez, o mais aproximado que conseguimos arranjar, em termos de funções e de vínculo ao clube. 

 

Conseguem imaginá-lo na data em que ocorreu a troca de e-mails com o Adão Mendes, a ter uma troca de e-mails idêntica com um qualquer Adão Mendes desta vida?

 

Nos dias que correm, numa conversa sobre arbitragem , apenas consigo imaginá-lo a fazer o mesmo que Jesus Cristo, naquela anedota em que encontra um português a chorar na beira da estrada: a sentar-se, e a chorar com ele.

 

Pois é meus caros, uma coisa é uma coisa, e outra coisa, é outra coisa. E neste caso, tenho de admitir que nos ganham. E de goleada. Sem andor, sem manto protector, sem #colinho e sem preocupações com a nota do árbitro.

 

Comparativamente, o nosso "Apito", tirando o destaque que entenderam dar-lhe, e cujos efeitos perduram até hoje, não teve nada de especial. 

 

Poderia acontecer em qualquer altura, com quaisquer árbitros ou com qualquer clube. Ou, pelo menos, estaria ao alcance de...

 

O vosso "Apito", ao contrário, pela dimensão que se adivinha, pela envolvência e pelos envolvidos, arrisco-me a alvitrar que será único e irrepetível. 

 

Para bem do que resta do futebol português.

publicado por Alex F às 22:53
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