Domingo, 5 de Agosto de 2012

Uaaaaá! O quê?! Já acabou?

 

 

 

E pronto, estamos formalmente apresentados. Resta saber de quem foi o prazer...

 

Com o Miguel Lopes na direita da defesa, apesar de também não ser exímio a defender, ganhámos consistência em relação aos jogos em que por ali andou o Djalma. Sem desprimor para este, que aquela não é, sem dúvida a sua posição.

 

No centro, Maicon e Otamendi estão de pedra e cal, e nas vezes em que este último se deixou ultrapassar, estava lá o Mangala, a fazer um jogo bastante bom no lado esquerdo da defesa. Desta maneira, nem toda a polivalência do Sereno é capaz de ser suficiente para lhe garantir um lugar no plantel.

 

Olhando para a defesa, quer-me parecer que está encontrada aquela que será a nossa imagem de marca neste arranque de temporada, aliás, o próprio treinador, já o deu a entender: consistência defensiva. Aguentar defensivamente o embate dos primeiros jogos, pelo menos até o plantel estar completamete definido, e partir daí para a afinação dos processos ofensivos.

 

Se assim for, vamos ser confrontados com um adversário, o mais directo, que tem nos seus quadros, do meio-campo para diante, p'raí trezentos e cinquenta jogadores, o que lhe vai permitir entrar na máxima força, e sem ter de se preocupar em fazer aquilo que não sabe, a gestão do plantel. Há pois que ter calma.

 

O nosso meio-campo, pese embora toda a boa vontade do Fernando, e alguns bons passes do Defour e do Lucho, também não ajuda grandemente, muito por força de uma deficiente ligação com os homens do ataque. Por exemplo, ontem vimos passes de ruptura, tanto do belga como do argentino.

 

Mas esses passes foram quase todos para o Atsu, que até lhes deu sequência, quase sempre bem, e dos seus pés nasceram as jogadas de maior perigo, mas tornou sempre a endossar a bola para o centro da área ou para trás.

 

Nenhum daqueles passes dos médios foi directamente para a zona de finalização. O único passe a rasgar para o Jackson Martinez, de que me recordo, acabou por dar origem a um remate deste, descaído para a direita, e nunca em posição frontal à baliza.

 

A entrada do João Moutinho não trouxe grandes novidades. O Defour recuou para trinco, e até continuou a fazer uns passes bem medidos, e o Lucho entrara em contagem decrescente para a saída.

 

Depois, foi a entrada quase em seguida do Silvestre Varela e do Djalma, para as alas do ataque. Estes dois, jogando mais à base da velocidade e do físico, são por excelência os nossos homens para as transições rápidas. Como estas não fazem parte do nosso léxico táctico, o meio-campo acabou por aí.

 

É escusado pô-los a jogar em simultâneo, e espero que tal não seja necessário, porque viu-se que perdendo um elemento criativo à frente, como o James ou o Atsu, ficamos com o ataque reduzido a zero.

 

O Castro ainda ensaiou umas variações de flanco, mas variou pouco o flanco, e foram quase sempre para a direita, e o Jackson Martinez, mostrou alguns pormenores.

 

Foi pena a lesão do Sereno, que acabou, no entanto, por permitir a entrada do Iturbe a um minuto do ou dois do fim. Ao que parece, um castigo por instantes antes do jogo ter andado a brincar com o twitter.

 

O Álvaro Pereira é que não teve oportunidade de levantar o traseiro do assento. Nem para aquecer. Esta filosofia dos castigos e dos jogadores encostados, é coisa que não me entra na cabeça.

 

Por mais voltas que dê, não consigo concordar com o que comentou o Bruno Prata durante o jogo, e com aqueles que entendem que esta situação é um prejuízo para o clube e para o jogador.

 

O jogador, mais dia, menos dia, sai do clube e vai para outro ganhar tanto ou mais ainda do que está a auferir por cá. O clube, por sua vez, vai ter de o vender por tuta e meia, se não quiser ficar com ele a servir de bibelot no banco de suplentes.

 

O mais interessado em resolver a situação será sempre, quanto a mim, o clube, e neste caso, é o que menos se vê fazer para isso. Se é para castigar. castigue-se de uma vez por todas, e acabem-se com estas meias tintas e pseudo-humilhações públicas.

 

Bem, no próximo fim de semana é a sério. Numa semana é capaz de não se alterar muita coisa, mas pode mudar alguma coisa. Haja esperança.

 

         

   

sinto-me:
música: Enter sandman - Metallica
publicado por Alex F às 23:20
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