Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015

Um treinador de gestão

Lopegone.jpg

 

Com a eliminação da Champions League de ontem, caiu por terra o último argumento que se interpunha entre Lopetegui e o falhanço rotundo de Jorge Mendes, na tentativa de lhe construir uma carreira de treinador.

 

A desvalorização, seja pelo próprio ou por terceiros, desta eliminação e da consenquente queda para a Liga Europa, com o argumento de que estão ainda em disputa quatro troféus, é de fazer corar de vergonha - se a tiverem - todos quantos na pretérita temporada empregaram argumentário inverso, quando a situação foi, também ela a inversa.

 

Se Jorge Mendes e Lopetegui têm algumas noções de gestão de carreiras, hão-de chegar à conclusão de que este, é o momento mais conveniente para dar de frosques.

 

O glamour do percurso anterior na Champions empalideceu, mas nada mais se perdeu ainda, que alguma vez tivesse sido encontrado. É pois o tempo de pegar nos cacos que restam e tentar capitalizar sobre eles.

 

Continuar significa arriscar a que qualquer uma das quatro provas em disputa possa correr mal. E o que será, nesse caso, "correr mal"?

 

Relegados de mister próprio para a Liga Europa vindos da prova máxima, o pensamento vai imediatamente para a vitória. Realisticamente, olhando para a concorrência, diria que chegar aos quartos-de-final, será o mínimo dos mínimos.

 

Contudo, é a liga nacional que passa a ser o desígnio prioritário. Menos que a sua conquista vem com o travo amargo do fracasso.

 

As Taças, de Portugal e da Liga, tão desprezadas no passado, em contraponto com os milhões, a valorização dos jogadores e a suposta projecção do clube, poderão ser a tábua de salvação para a temporada?

 

Claro, que sim. Já se viu que há quem se agarre a tudo para permanecer à tona. Mas a Lopetegui só servirão se a ideia for ficar por cá muitos anos. Será que é isso que quer?

 

Sinceramente, não consigo exprimir em percentagens as probabilidades de as coisas correrem bem ou mal, mas se o passado servir de indicador para alguma coisa, digamos que 50/50%, poderá ser lisonjeiro.

 

Portanto, o risco de que se esvaia a réstea de credibilidade que ainda possui é bastante elevado.

 

Logo, a ficar até ao fim, não esperemos de Lopetegui que corra grandes riscos. Vamos ter um treinador de gestão, que irá praticar os actos de gestão corrente necessários a dar resposta ao expediente normal, e com muito cuidadinho, para não se colocar ainda mais a jeito.

 

Também já todos vimos no passado, até bem próximo, o resultado dessa opção.

 

Assim sendo, faites vos jeux, Monsieur Mendes!

publicado por Alex F às 23:44
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