Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

Avante, marche!

Estou a melhorar a minha média. Do último jogo para a Liga, contra o Nacional da Madeira, consegui ver 22 minutos (que foram 25, na realidade!).

 

Deste, vi toda a segunda parte. Qualquer dia, consigo ver um jogo inteirinho, de cabo a rabo.

 

Tendo em conta o que acabei de escrever, espero que levem isso em consideração quando lerem o que se segue. São apenas algumas breves notas, sobre alguns dos nossos rapazes.

 

Ora bem, como o Maicon jogou apenas a primeira metade da partida, perdi a oportunidade de ver como esteve no seu regresso à competição. O Danilo, naquilo que vi, esteve melhor nestes 45 minutos, que nos 25 do encontro anterior.

 

Aguerrido a defender, mais atento, e sem cometer tantas faltas. É bem certo que o Vitória se revelou ligeiramente mais afoito pelo outro flanco, mas ainda assim, especialmente após a entrada do Cristiano-golo-ao-Sporting-com-a-mão.

 

Continuo a gostar bastante do Abdoulaye Ba. Mais do que gostei do Mangala, que me pareceu estar a abusar da rispidez, para lhe não chamar outra coisa, com que entra aos lances. Logo ele, que como todos sabemos, até é um rapaz bastante comedido nesse capítulo.

 

Convirá que não exagere, para evitar dissabores. O Abdoulaye consegue manter uma presença física mais discreta, sem facilitar. Empoleira-se de quando em vez nos adversários, mas ainda não se lhe viram excessos, daqueles que cometia na Académica.

 

Bom jogo do Castro. Gostei bem mais de o ver a trinco do que ao Defour, quando por lá passa.

 

Os melhores jogos que vi ao Castro, com a camisola do Olhanense, foram mais ou menos ali. Na altura, partilhava a posição de trinco com o Rui Baião, sendo ele, dos dois, o que gozava de mais liberdade para adiantar-se no terreno.

 

 

O João Moutinho desapontou-me, pela positiva. Fez demasiado num jogo daqueles, em véspera de um clássico. Sabendo-se que dificilmente joga mal, não o esperava ver tão activo na derradeira jornada da Taça Lucílio Baptista. Vamos ver no domingo se não terá sido um desperdício.

 

Não cheguei a ver como esteve o Fernando desta vez, pois cedeu o lugar ao Lucho Gonzalez, na segunda parte. O Lucho, no estádio da carreira futebolística em que se encontra actualmente, é uma contradição permanente em campo, e este jogo não fugiu à regra.

 

Por um lado, faz jus àquela velha máxima, de que é a bola que deve correr, e não o jogador. Mas, como se viu contra o Nacional da Madeira, é dos jogadores que mais corre.

 

Ou seja, anda a desgastar-se, na maior parte das vezes, ingloriamente, em tarefas defensivas e/ou na procura de espaços onde receber a bola livre de marcação.

 

Sim, porque, se repararem, ao longo do jogo raramente enfrenta um adversário. Raramente faz um drible. O que é natural, tendo em conta a sua idade e estrutura morfológica.

 

O seu estilo de jogo é bola recebida-bola tocada. Neste jogo, acho que o maior número de toques consecutivos na bola que o vi dar, foram, salvo erro, três. No entanto, em compensação, passa a bola ao primeiro toque como ningué, e é capaz de acelerar o jogo, como pouco o fazem.

 

No entanto, é esse o padrão de jogo usual de um médio organizador de jogo? Quanto a mim, não é. Veja-se um Deco, por exemplo. A bota não bate com a perdigota.

 

Outro caso de pouca produtividade foi, sem dúvida, o Kelvin. Correu, esforçou-se, para quê? Os resultados práticos foram poucos.

 

Melhor esteve ainda assim, o Defour. Também correu e esforçou-se, com resultados ligeiramente mais visíveis, e um ombro (quase?) deslocado.

 

Também gostei do Sebá. Fora do seu habitat natural, não foi por isso que deixou de lutar, e até ensaiou por algumas vezes com a propósito, o remate. Naquela posição de avançado-centro, gostei mais dele do que do Varela no mesmo lugar.

 

A troca de posições entre ambos, quando este último entrou pareceu-me contraproducente e, no que toca a espírito de luta, com objectividade, ao contrário do Kelvin, o Sebá, que já vira jogar pelos B, surpreendeu-me muito positivamente.

 

E foi isto que vi. Agora, venha de lá a Cesta do Pão, onde o nosso maior problema será a ausência do James, tornada ainda mais notada pela do Atsu. De resto, estamos como o país, com problemas de sustentabilidade do nosso banco.

 

Mas ai, caramba, nem que tenhamos de mandar o Abdoulaye para avançado-centro, à maneira do João Manuel Pinto, dos bons velhos tempos do Sir Bobby Robson.
 
sinto-me:
música: Keep on rockin' in the free world - Neil Young
publicado por Alex F às 18:21
link do post | comentar | favorito
1 comentário:
De penta1975 a 10 de Janeiro de 2013 às 22:33
«De resto, estamos como o país, com problemas de sustentabilidade do nosso banco.»

(bem) na mouche. esperemos que os tempos melhorem. e que os putos da equipa B comecem a dar frutos.

abr@ço
Miguel | Tomo II

Comentar post

.Outubro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Coisas diferentes, talvez...

. O efeito Mendes

. Quando uma coisa é uma co...

. O acordo necessário e a n...

. No limiar da perfeição

. In memoriam

. FC Porto 2016/2017 - Take...

. A quimera táctica do FC P...

. No news is bad news, (som...

. Poker de candidatos

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

.mais sobre mim

blogs SAPO

.subscrever feeds