Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

A física já não é o que era

26
Nov09

O programa “Dia Seguinte”, na SIC Notícias, estar a tomar um cariz humorístico, que supera as minhas mais humildes expectativas.

 
De facto, a inclusão no programa do Sílvio Cervan, em representação do Glorioso, pode não dar grande resultado em termos desportivos, mas do ponto de vista do “nonsense”, vai lá, vai.
 
Infelizmente não consegui encontrar um vídeo da última edição, a de segunda-feira passada (dia 23 de Novembro), porque valia a pena pô-la aqui.
 
A páginas tantas, e a propósito de jogadas manhosas, o Dias da Cunha, ilustríssimo representante sportinguista, traz à baila a história do jogo da Liga Sumaríssima, entre o Estoril e o Benfica, disputado no Estádio do Algarve.
 
Então não é que o bom do Sílvio Cervan, excelentíssimo Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica, e accionista da Benfica TV, com mais uma acção que eu, ou que milhentos benfiquistas orgulhosos, não tem a distinta lata de comparar a forma como foi congeminado o local de realização daquele jogo, e o facto de o Pescadores da Costa da Caparica x Sporting, ter sido jogado no Restelo?
 
Bem, salta de lá o Dias da Cunha, de dedo em riste, e o Sílvio Cervan, primeiro, põe-se em sentido, e depois, à medida que o sportinguista o instava a dizer o que é que tornava comparáveis as duas situações, lá se foi afastando sorrateiramente, na cadeira. Assim, de mansinho, muito de mansinho.
 
Foi lindo. Digno de ser revisto. Parecia daquelas cenas entre putos da escola, em que um caixa-de-óculos, tipo Sílvio Cervan, azucrina, como uma mosca varejeira, um colega maior, e quando este lhe vai assestar um belo de um sopapo, corre a esconder-se atrás da Sr.ª Contina (perdão, Sr.ª Contínua, ou melhor, perdão, Sr.ª Auxiliar de Acção Educativa) ou da Professora.   
 
Pronto, há que dar um desconto, que o Sílvio Cervan é vesgo, mas realmente, ao comparar aquelas duas situações, não podia enviesar mais a questão.
Mas o que é que isto tem a ver com física, e com o título do post? Nada.
 
Para além desta cena gaga, que não resisti a relatar, ficámos a saber, no final do programa, que o cavalheiro esteve presente num evento, em representação do seu clube, mais o seu distintíssimo Presidente, Sr. Luís Filipe Vieira, o Director Desportivo da SAD, Sr. Rui Costa, e a águia Vitória, e que esta última teria aliviado a sua tripa de rapina sobre o Sr. Sílvio Cervan.
 
“Dá sorte” – dizem. Veremos Sábado.
 
É aqui que entra a física. Daquilo que me lembro, havia (e penso que ainda não foi revogada), uma lei da física, que dizia que os opostos se atraem.
 
Ora, como se viu, no caso do Sílvio Cervan e da pôia da águia, isso claramente não aconteceu…
 

Nota: as afirmações proferidas sobre “caixas-de-óculos” e “vesgos”, não visam ofender ou melindrar portadores de próteses oculares, entre os quais me incluo, nem pessoas afectadas por estrabismo. Ainda que seja o próprio Sílvio Cervan…
 
Da mesma forma, a menção a "moscas varejeiras", não teve qualquer intenção pejorativa para com estas últimas.

Ailton Ballesteros e outros futebóis

26
Nov09

(foto retirada de leaodaestrela.blogspot.com) 

 

Faleceu Ailton Ballesteros. É provável que não diga grande coisa a muita gente, e se lermos as notícias concluímos que foi na década de 70, jogador do FC Porto e do Sporting, ao serviço dos quais conquistou duas Taças de Portugal (uma em cada clube), tendo ainda jogado no Boavista e no Varzim.

 
A mim, diz-me mais qualquer coisinha. Não vi jogar o Ailton no FC Porto ou no Sporting, porque quando me comecei a interessar por futebol, jogava já no Boavista. Na altura, não sei se haviam jogos televisionados, mas não me lembro de o ver jogar.
 
E quando se mudou para o Varzim, no ocaso da carreira, tenho a ideia de que terá jogado muito pouco.
 
O Ailton fazia parte do grupo de jogadores com nomes engraçados, e que prendiam a atenção de um miúdo com oito anos. Na altura, não haviam muitos brasileiros no futebol português, e estrangeiros de outras nacionalidades, ainda menos.
 
No Boavista haviam dois jogadores cujos nomes, para mim, os transformavam em craques do outro Mundo. Precisamente o Ailton e o Taí. Adorava estes nomes, ainda que outros pudessem ser muito melhores jogadores.
 
E eram-no, certamente. Por aqueles dias, o guarda-redes dos boavisteiros era o Matos, e também lá jogavam o Mário João, o Manuel Barbosa, o Alberto, que depois também jogou no Benfica. Teve uma lesão grave, e esteve inactivo durante muito tempo. Recuperou, e ainda voltou a jogar, no Belenenses, e até tornou a ir à Selecção Português, no tempo do Rui Seabra, o seleccionador “civil”, que tinha o Juca, como treinador.
 
O capitão de equipa, salvo erro, era o Eliseu, e no meio-campo ainda pontificava o Salvador. No ataque tinha o Júlio e o Moinhos.
 
Bons tempos. Como disse, eram muito poucos os estrangeiros que jogavam no nosso Campeonato (sim, na altura não havia Liga, e dizia o Mário Wilson – depois de ser campeão pelo Benfica, que “no Benfica, qualquer treinador se arrisca a ser campeão”).
 
No FC Porto jogava o Duda, e ainda se recordava um tal de Cubillas. No Benfica não haviam estrangeiros. A política era “o que é nacional, é bom”, e, estrangeiros só uns anos mais tarde, com o Jorge Gomes.
 
No Sporting havia o Manoel. Assim mesmo, com “o”, não é gralha. Formava o tridente ofensivo leonino, junto com o Manuel Fernandes e o Jordão, e pelas bandas de Alvalade, ainda se suspirava pelo maliano Salif Keita.
 
No Portimonense jogavam o Paulo César e o Mirobaldo, que depois jogou no meu Farense, e hoje cumprimento quase todos os dias, quando vou buscar os miúdos ao infantário.
 
Mas era na União de Leiria, treinada pelo Fernando Tomé, que jogavam as aves mais exóticas. De nome, pelo menos. O Edson, o Jorge Bonga e o Chico Explosão. Se não me engano, também andava por lá um tal de Jesus.
 
E muitos outros haveriam, de certeza. Enfim, outros tempos, e outros futebóis, que a morte do Ailton trouxeram de volta. É aproveitar, enquanto o Alzheimer não pega.
 
É por estas, e por outras que, ainda que nestes casos a idade não seja um posto, acho uma certa piada quando pessoas que nasceram, mais coisa, menos coisa, por esta altura, me vêm tentar explicar a diferença entre uma agressão e uma “falta cirúrgica”.
 
Obrigado Ailton, por fazeres parte do imaginário de um puto, que se deixou seduzir por tantas equipas e nomes de jogadores, e com eles aprendeu a gostar de futebol. 
 
Até sempre.

Conhecem?

13
Nov09

 

Afinal o homem é especialista é nesta modalidade...

 

 

Anúncio n.º 8691/2009
Processo: 1193/08.4TYLSB — Insolvência pessoa colectiva
(Requerida)
 
N/Ref: 1453998
 
Requerente: Schindler -Ascensores e Escadas Rolantes Sa
Insolvente: Ediverca — Projectos & Construções, Lda
 
Publicidade de sentença e citação de credores e outros interessados nos autos de Insolvência acima identificados
 
No Tribunal do Comércio de Lisboa, 4º Juízo de Lisboa, no dia16 -10 -2009, ao meio dia, foi proferida sentença de declaração de insolvência do(s) devedor(es):
 
Ediverca — Projectos & Construções, Lda, NIF — 502278668, Urbanização Industrial — Cabra Figa, Lote 12, 2635 -047 Rio de Mouro com sede na morada indicada.
 
São administradores do devedor:
Mário Fernando Dinis, Urbanização Industrial, Cabra Figa, Lote 12, 2635 -047 Rio de Mouro
 
Luís Filipe Ferreira Vieira, Urbanização Industrial — Cabra Figa
— Lote 12, 2635 -047 Rio de Mouro
 
 
4.º Juízo do Tribunal de Comércio de Lisboa
 
Publicidade da sentença de insolvência - processo n.º 1193/08.4TYLSB

 

Assim Naval!

06
Nov09

Estava o Benfica no processo de lamber as feridas abertas pelo jogo em Braga, e eis que lá vem um Everton, nem por isso very british, nem por isso, muito inteligente, nem por isso grande equipa, e que, pelos vistos, continua com um número de baixas, quase tão grande como a função pública portuguesa.

 
Em suma, um excelente unguento para ajudar a cicatrização.
 
Só que isso é lá na estranja. A nível interno, o jogo com a Naval 1º de Maio, bastante distante daquela que, por exemplo, na época passada, mais ou menos por esta altura, foi ganhar ao Dragão, parece o ideal para atingir a plena recuperação.
 
 Mas não há garantias, e o Augusto Inácio não é de fiar. O que fazer então?
 
 
Ó meus amigos, era preciso tanto? Não lhes chegava qualquer um dos outros, com excepção do Jorge Sousa? Tinha que ser o Lucílio?
 
 
É pá, assim não vale!
 
Os meus parabéns antecipados pela goleada. Acho que até da bancada o Cardozo vai marcar o penáltizinho da ordem…

Curiosidades sobre o SC Braga x Benfica

05
Nov09

Na época passada, o SC Braga orientado pelo Jorge Jesus, com o Luís Aguiar e o Rentería, em vez do Hugo Viana e do Meyong, perdeu 1-3, com o Benfica, treinado pelo sobrinho da Lola Flores, que jogava três vezes menos que o actual Benfica (Jorge Jesus dixit).

 
O Benfica actual, treinado pelo Jorge Jesus, com o Saviola, o Fábio Coentrão e o Javi Garcia, em vez do Reyes, do Jorge Ribeiro e do Katsouranis, perdeu contra os arsenalistas do Minho, com jogadores escolhidos pelo Jorge Jesus, e treinado pelo Domingos Paciência.
 
O SC Braga deve estar a dar graças a Deus, por Jesus ter ido para a capital!
 

Jesus, provavelmente, ainda reclamará para si algum do mérito desta vitória do SC Braga. Admitamos: desta vez, por uma vez, merece-o!

 

 

Ao Benfica foram perdoados: um cartão vermelho ao Javi Garcia, por agredir o Meyong, com um pontapé na cabeça, quando este se encontrava por terra, depois de sofrer uma falta não assinalada do Ramires; um cartão “cor-de-laranja”, ao Cardozo, por mais uma daquelas entradas a destempo sobre um adversário, como no jogo do Marítimo sobre o Alonso; um cartão amarelo, ao Di Maria, por idêntico motivo.
 
E ainda: a falta mencionada do Ramires, e mais uma entrada do Luisão, como de costume.
 
Aos 7 minutos de jogo, o Fábio Coentrão faz falta sobre o Alan, e vê cartão amarelo. Da cobrança da falta, nasce o primeiro golo do SC Braga.
 
Tudo aquilo que disse antes disto, passou-se… pasmem, até aos cinco minutos de jogo!
 

E o Benfica diz que foi prejudicado em Braga?! Deixem-me rir!

Tenham lá Paciência (actualizado em 04.11.2009)

02
Nov09

Futebol todo-o-terreno, no rescaldo do SC Braga x Benfica

 

Na bancada:

 

"Tantos milhões e o Lucílio [Baptista] continua a ser o vosso melhor jogador"

(faixa colocada pelos adeptos do SC Braga numa bancada do Estádio AXA)

 

 

 

No campo:

 

2-0, para o SC Braga.

 

No túnel:

 

1-1.

 

Na sala de imprensa:

 

Pelo menos uns 3-0, para o Domingos Paciência.

 

Conclusão do Jorge Jesus:

 

"O Benfica não é invencível. Não há equipas invencíveles" (ou será: "invencívels"?)

 

Parabéns SC Braga e Parabéns Domingos!

 

 


Nota: Nem Todos-os-Santos conseguiram ajudar o Sporting a levar de vencido o Marítimo, vamos lá ver o que é que o Dia de Finados nos traz.

 

Quem ainda estrebucha, após o desaire de Braga, é o Glorioso. Agora é uma queixa, no Ministério Público, por causa das cenas edificantes, passadas no túnel no intervalo do jogo com o SC Braga.

 

Ou seja, apesar da ajuda que alguns adeptos do Sporting vieram dar, para que fosse rapidamente varrida das páginas dos jornais, a derrota haloweenesca do Benfica, o Pablo Aimar ainda é capaz de ver satisfeito o seu desejo de que "falem tanto do golo anulado, como do pénalti" da jornada anterior.

 

Por aqui se vê o calibre do artista. Fá-las, e ainda tem a lata de vir com recriminações. E, ainda por cima é reincidente (convém não esquecer Leiria!).

 

Parecem despontar alguns sintomas de nervosismo lá para os lados da 2.ª Circular. No Benfica, é uma estranha fixação por túneis, e no Sporting, até tiros foram necessários para afastar os adeptos mais indefectíveis.

 

No meio disto tudo, é de louvar a mensagem transmitida aos senhores das claques de futebol, sejam elas de que clube forem, pelo Conselho de Disciplina da Liga de Clubes, ao arquivar o processo contra o presidente do SLB, por apoio dado a uma das claques do seu clube.

 

São exemplos destes de que o futebol precisa. E isto, apesar de o processo ter tido origem numa participação do Ministério Público, com suporte, entre outros, no depoimento de um comandante da PSP.

 

Noutras situações, e estou a lembrar-me, sei lá, por exemplo, do "Apito Final", as teses do Ministério Público fizeram fé, e serviram para punir dois clubes.

 

Mas isso foram outros tempos e outros clubes. O Presidente do Conselho de Justiça, que até propôs penas mais duras, para os casos de corrupção desportiva (a destempo - helas!), agora está numa mais soft, ou então os clubes, que são quem realmente tem o poder, deram-lhe a volta.

 

Vejam lá que o Aimar, pela brilhante performance contra o Nacional, é capaz de se safar com uma multazita, quando o Lisandro, na época passada, foi realmente castigado.

 

Enfim, é o que temos. Ao contrário do que o homem dos "invencívels" nos quer fazer crer, o futebol não se joga só no rectângulo de jogo, e a sua entidade patronal, possui um lastro invejável de experiências nessa matéria.