A física já não é o que era
O programa “Dia Seguinte”, na SIC Notícias, estar a tomar um cariz humorístico, que supera as minhas mais humildes expectativas.
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O programa “Dia Seguinte”, na SIC Notícias, estar a tomar um cariz humorístico, que supera as minhas mais humildes expectativas.
(foto retirada de leaodaestrela.blogspot.com)
Faleceu Ailton Ballesteros. É provável que não diga grande coisa a muita gente, e se lermos as notícias concluímos que foi na década de 70, jogador do FC Porto e do Sporting, ao serviço dos quais conquistou duas Taças de Portugal (uma em cada clube), tendo ainda jogado no Boavista e no Varzim.
Afinal o homem é especialista é nesta modalidade...
Estava o Benfica no processo de lamber as feridas abertas pelo jogo em Braga, e eis que lá vem um Everton, nem por isso very british, nem por isso, muito inteligente, nem por isso grande equipa, e que, pelos vistos, continua com um número de baixas, quase tão grande como a função pública portuguesa.
Na época passada, o SC Braga orientado pelo Jorge Jesus, com o Luís Aguiar e o Rentería, em vez do Hugo Viana e do Meyong, perdeu 1-3, com o Benfica, treinado pelo sobrinho da Lola Flores, que jogava três vezes menos que o actual Benfica (Jorge Jesus dixit).
Jesus, provavelmente, ainda reclamará para si algum do mérito desta vitória do SC Braga. Admitamos: desta vez, por uma vez, merece-o!
E o Benfica diz que foi prejudicado em Braga?! Deixem-me rir!
Futebol todo-o-terreno, no rescaldo do SC Braga x Benfica
Na bancada:
"Tantos milhões e o Lucílio [Baptista] continua a ser o vosso melhor jogador"
(faixa colocada pelos adeptos do SC Braga numa bancada do Estádio AXA)
No campo:
2-0, para o SC Braga.
No túnel:
1-1.
Na sala de imprensa:
Pelo menos uns 3-0, para o Domingos Paciência.
Conclusão do Jorge Jesus:
"O Benfica não é invencível. Não há equipas invencíveles" (ou será: "invencívels"?)
Parabéns SC Braga e Parabéns Domingos!
Nota: Nem Todos-os-Santos conseguiram ajudar o Sporting a levar de vencido o Marítimo, vamos lá ver o que é que o Dia de Finados nos traz.
Quem ainda estrebucha, após o desaire de Braga, é o Glorioso. Agora é uma queixa, no Ministério Público, por causa das cenas edificantes, passadas no túnel no intervalo do jogo com o SC Braga.
Ou seja, apesar da ajuda que alguns adeptos do Sporting vieram dar, para que fosse rapidamente varrida das páginas dos jornais, a derrota haloweenesca do Benfica, o Pablo Aimar ainda é capaz de ver satisfeito o seu desejo de que "falem tanto do golo anulado, como do pénalti" da jornada anterior.
Por aqui se vê o calibre do artista. Fá-las, e ainda tem a lata de vir com recriminações. E, ainda por cima é reincidente (convém não esquecer Leiria!).
Parecem despontar alguns sintomas de nervosismo lá para os lados da 2.ª Circular. No Benfica, é uma estranha fixação por túneis, e no Sporting, até tiros foram necessários para afastar os adeptos mais indefectíveis.
No meio disto tudo, é de louvar a mensagem transmitida aos senhores das claques de futebol, sejam elas de que clube forem, pelo Conselho de Disciplina da Liga de Clubes, ao arquivar o processo contra o presidente do SLB, por apoio dado a uma das claques do seu clube.
São exemplos destes de que o futebol precisa. E isto, apesar de o processo ter tido origem numa participação do Ministério Público, com suporte, entre outros, no depoimento de um comandante da PSP.
Noutras situações, e estou a lembrar-me, sei lá, por exemplo, do "Apito Final", as teses do Ministério Público fizeram fé, e serviram para punir dois clubes.
Mas isso foram outros tempos e outros clubes. O Presidente do Conselho de Justiça, que até propôs penas mais duras, para os casos de corrupção desportiva (a destempo - helas!), agora está numa mais soft, ou então os clubes, que são quem realmente tem o poder, deram-lhe a volta.
Vejam lá que o Aimar, pela brilhante performance contra o Nacional, é capaz de se safar com uma multazita, quando o Lisandro, na época passada, foi realmente castigado.
Enfim, é o que temos. Ao contrário do que o homem dos "invencívels" nos quer fazer crer, o futebol não se joga só no rectângulo de jogo, e a sua entidade patronal, possui um lastro invejável de experiências nessa matéria.