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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Eu tenho dois amores*

31
Mai10

 

Do esforço se faz a vitória,
que no tempo nos trará saudade,
duma página bela de história,
escrita p’la nossa vontade.

 
Com os olhos postos no futuro,
e a grandeza que o sonho nos traz,
mostraremos ao mundo as façanhas,
de que a gente de Faro é capaz.

 

Cantaremos todos numa voz,
à vitória Farense, à vitória,
içaremos a tua bandeira,
brindaremos em tua memória,
e para as gerações do futuro,
à vitória Farense, à vitória,
nunca mais murchará a semente,
do arrojo, da fama e da glória

 

Cantaremos todos numa voz,
à vitória Farense, à vitória,
içaremos a tua bandeira,
brindaremos em tua memória,
e para as gerações do futuro,
à vitória Farense, à vitória,
nunca mais murchará a semente,
do arrojo, da fama e da glória

 

 

Para que não restem dúvidas: sou portista. Embora nado e criado em Faro, clubisticamente, fui portista antes de ter noção real da existência do Sporting Clube Farense, enquanto clube de futebol.

 

Isto, apesar de no meu prédio morar um jogador do Farense, o Almeida, que, curiosamente também jogara no FC Porto, e que, por uma coincidência com que naqueles tempos eu nem sonhava, era pai de dois gémeos.

 

O Farense é o clube da minha terra, o único pelo qual joguei oficialmente (uma carreira brilhante no basquetebol, que o quase nenhum jeito não deixou ir mais além...), e o único do qual fui sócio, por isso, não deixa de ser também o meu clube.

 

É bem certo que temos andado algo desencontrados. Praticamente desde o advento da SAD que deixei de assistir a jogos no São Luís, parecia que adivinhava o que aí vinha a seguir...

 

Nem sei se ainda serei sócio, mas era o mil e qualquer coisa. Um dia, ainda hei-de confirmar. 

 

Para aqueles que estarão a pensar: "e como é que era quando o Farense jogava com o FC Porto", respondo: era complicado. Os jogos do FC Porto em Faro eram sempre quentes. E não estou a falar do clima algarvio!

 

A primeira vez que vi o FC Porto em Faro, foi num jogo para a Taça de Portugal, em que o Farense perdeu por 0-2.

 

Mas, foi um jogo especial. No Farense jogou a central o Viramilho (oficialmente, Virgílio), um filho do Alto Rodes, que raramente jogava, e no intervalo, o meu Pai, com umas "palmadinhas nas costas" e uns "favorzinhos", acompanhados de uns quantos "vá lá, senão o miúdo não se cala!", lá conseguiu introduzir-me no balneário.

 

Sai de lá com autografos do Freitas (um dos meus ícones, a partir daí), e do Fernando (ex-SC Braga, e que pouco jogou no FC Porto). E foram os únicos que estavam disponíveis! Os outros estavam a ouvir a "palestra".

 

Nesse jogo, de David contra Golias, fui Farense o tempo todo. Daí para a frente, acho que a história foi sempre a mesma.

 

Há muitos benfiquistas e sportinguistas em Faro. Então, costumava entrar no Estádio a torcer pelo Farense, mas, à medida que o jogo ia decorrendo, e que ia ouvindo os meus fervorosos colegas adeptos farenses (e do Benfica e do Sporting...), gritarem para partirem as pernas aos portistas, na falta de outra forma de reagir, acabava os jogos a torcer pelo FC Porto.

 

(o Domingos, actual treinador do SC Braga, sempre foi um dos mais visados. Vá-se lá saber porquê. Premonições..., talvez! E até o Rui Barros, não escapava. Como se alguém lhe conseguisse acertar nas pernas...)

 

O politicamente correcto "torcer pelo empate", nunca funcionou comigo...

 

Voltando ao que interessa:

 

Sou de FARO, sou FARENSE!

 

E aqui fica a minha homenagem ao SC Farense!

 

Um belo presente pelo Centenário que comemora...


(*) os amores a que se refere o título, são, obviamente, os futebolísticos!

 

Nota: as minhas desculpas ao Marco Paulo, pelo uso abusivo do título.

 

Nota2: não deixa de ser irónico que esta subida de Divisão, aconteça na época em que um clube que, tal como o Farense, também era devedor de importâncias consideráveis às Finanças, conseguiu permanecer na Divisão principal do futebol português à custa de certidões ilegalmente obtidas e da aceitação das acções da sua SAD, como garante dessas dívidas - coisa nem sequer cogitada no caso do Farense, mas também do Salgueiros, do Estrela da Amadora... - se sagrou campeão nacional.

 

 

 

 

 

 

Way, José (actualizado em 27.05.2010)

25
Mai10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E pronto, para quem julgava que uma besta quadrada não era capaz de vencer a Champions, o José Mourinho fez o favor de demonstrar que, sim, senhor, até pode ser uma besta quadrada, mas de futebol, percebe ele.

 

O Van Gaal queixa-se de que o Inter se limitou a jogar à defesa e a aproveitar as falhas da sua equipa. Seja. Estou como o outro: no futebol não há nota artística, o que contam são as bolas que entram.

 

O que se faz para elas entrarem, a forma como elas entram, e como depois se evita que o adversário marque, isso é outra história. O Mourinho pegou naquela máxima de que uma equipa só joga o que a outra deixa jogar, e, não só confirmou a sua veracidade, como ainda lhe aditou um corolário: “o adversário até pode jogar até se fartar…desde que não marque”.

 

Aquele Inter, é uma amálgama onde entra alguma prata da casa (no sentido de que já lá estavam quando ele chegou – Júlio César, Zanetti, Samuel), à qual se junta refugo do Bayern (o Lúcio), e com as sobras do Real Madrid (Snejder, Samuel, Cambiasso, e até o Eto’o passou por lá), está feita mais de metade da equipa.

 

A grande vedeta que por lá andava (o Ibhraimovic), depois de tantas juras de amor eterno, foi despachada para Barcelona, de onde veio o Eto’o, e, ou muito me engano ou Maradona ainda vai ficar de cara à banda por não ter convocado o Cambiasso e o Zanetti.

 

Depois, lá vieram o Maicon, o Chivu, o Pandev e o Diego Milito, que andou perdido em Espanha, e ninguém deu por ele, e o nosso Quaresma, que tão bom rendimento tem dado ao FC Porto (mais quatro ou cinco milhões de euros. Nada mau, para quem joga onze jogos na Liga, e dois na Champions).

 

Tudo somado, não me digam que não há ali dedo do treinador. O gajo até pode ser uma besta arrogante, mas uma coisa é certa, é uma arrogância com sustentação no mérito dos resultados que foi obtendo ao longo da carreira.

 

Ali não há basófia oca, para otário ver, como no caso de uns e outros que andam por aí a ganhar “limpinho”. Ali, até o Benquerença, e convém não esquecer o Olegário do jogo do 3-1 ao Barcelona, não passa de um mero pormenor. Pudessem outros dizer o mesmo.

 

E agora, Real Madrid. Pela parte que me toca, é pena. Para mim o Real sempre foi, é e será o Benfica de Espanha, um albergue merengue para “peseteros”. De bom, só o terem contratado o Secretário e o Pepe. Agora parece que é a vez do Benfica: Di Maria, Coentrão, David Luiz, e não sei se o Mantorras também não vai para lá!

 

Agora a sério. Estou curioso para ver como é que o Mourinho se irá dar em Madrid. É que, desta vez, ao contrário do que é hábito, vai ter a imprensa (madridista) do seu lado, e vai estar do lado do “regime”. Uma premiére total.

 

No FC Porto, as coisas são como se sabe. O Chelsea não é dos clubes mais amados de Londres, quanto mais de Inglaterra, e o Abrahamovich não ajudou nesse capítulo.

 

Em Itália, ele próprio diz que não o respeitam e que não o estimam. Como é que irá ser em Madrid, com tudo do seu lado? Vamos ver.


Nota: o título é, supostamente, um trocadilho com "No way, Jose", que, em estrangeiro, até rima...

 

Nota2: o único italiano que jogou na final foi o Marco Materazzi. Os outros suplentes utilizados foram o Muntari e o Stankovic. Nem o Balotelli entrou... Expliquem-me lá outra vez, como se eu tivesse três anos, porque é que "o que é nacional, é bom..."

 

Nota 3 (em 27.05.2010): Está explicado o porquê do Materazzi...

 

 

Top Spin – Com efeito…

14
Mai10

De fugida, pareceu-me ouvir no ”Trio d’Ataque” de terça-feira passada, algo que tive de confirmar pelo vídeo do programa, para acreditar no que ouvia (se não quiserem perder tempo a ver o programa todo, basta dar um salto para o minuto 50 e picos… Infelizmente os meus conhecimentos informáticos, e ao meios de que disponho, ainda não me dão para editar filmes!).

 

De acordo com o ilustre representante do benfiquismo ali residente, o Hulk, que esteve foram de acção mais de vinte jogos, dos quais, se bem me lembro, dezassete a mais, em relação ao castigo que resultou da convolação pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, do castigo de três meses, que lhe foi imposto pela Comissão Disciplinar da Liga do dr. Ricardo Costa, afinal de contas (benfiquistas) só teria cumprido um jogo de castigo a mais (cinco), em vez dos quatro com que foi efectivamente punido.

 

Ora cá está um belo exemplo daquilo em que a época que passou foi profícua. Um belíssimo exemplo de como funcionou a “contra-informação” benfiquista.

 

É brilhante. Tenho pena de não ter visto nem o “Prolongamento”, nem o “Dia Seguinte”, para confirmar se o Fernando Seara e o Sílvio Cervan defenderam a mesma tese. Mas acredito que sim.

 

São os “spin doctors” encarnados em toda a sua pujança, a debitarem a desinformação do costume, para quem a queira tragar.

 

Não sendo benfiquista, tenho alguma dificuldade em apreender o raciocínio pelo qual se chega a esta conclusão, mas penso que só poderá ser este o processo mental: está(ão) a contabilizar apenas os jogos não disputados pelo Hulk, desde que foi conhecido o castigo da Comissão Disciplinar, e até à “convolação” da pena, esquecendo os que ficou de fora no decurso da “suspensão preventiva”, porque aí, não estava castigado.

 

É aquilo a que se poderia chamar um “achado”, não só jurídico, mas de senso comum. Se o homem esteve suspenso preventivamente, e se, o excelso dr. Ricardo Costa tivesse tido uma decisão consentânea com os princípios de Direito, legitimamente seguidos pelo Conselho de Justiça, então, à data do acórdão do Conselho de Disciplina, encontrando-se já cumpridos mais de quatro jogos de castigo, o jogador portista estava livre para exercer a sua profissão.

 

Portanto, todos os jogos em que aquele não alinhou, para além dos quatro do castigo, foram a mais, e o resto é “spinning”, conversa.

 

Assim sendo, há aqui qualquer coisa que me escapa. Se não tem nada “empatado” nesta decisão [do dr. Ricardo Costa], não consigo entender esta necessidade constante do Benfica, de branquear e justificar a(s) decisão(ões) do senhor em questão. Transcende-me.

 

Um clube, que, na sua enorme magnanimidade, até se abstém de recorrer da sentença inicial, para não agravar a pena dos jogadores do FC Porto, a qual até achou insuficiente, mas pronto, o que lá vai, lá vai… vem, por tudo e por nada, procurar desculpabilizar o dr. Costa.

 

Então, afinal de contas, que peso é que esta decisão teve para o Benfica, o maior do Mundo e arredores, e que ganha sempre “limpinho”?

 

Foi, de facto, um azar dos diabos (vermelhos?), o brasileiro regressar, e o FC Porto ganhar oito jogos de seguida (sim, já sei, perdemos com o Arsenal…mas esse jogo não foi a nível interno). É que lá caiu por terra aquela teoria patética de que o castigo até nos tinha sido um favor, porque estávamos melhor sem o Hulk, do que com ele.

 

Agora, lá tiveram que desencantar mais esta. E a seguir, de certeza que virá outra qualquer… A produção de desinformação para os lados da Cesta do Pão é incessante.

 

Quanto a mim, na vitória do Benfica nesta edição da Liga de futebol-de-10-para-11, mais do que o mérito desportivo, que eventualmente lhe possa ser descortinado, há que realçar o enorme mérito da estratégia de comunicação e de manipulação de massas, de que fizeram alarde desde o início da época.

 

Se vivêssemos num País mais observador e menos avermelhado, tenho a certeza de que, na próxima edição do “Mercator”, ou qualquer outro livro sobre marketing ou gestão comercial, este seria um “case study” a não desprezar.

 

E depois, com portentos, como o agora famoso Pragal Colaço, para sustentarem juridicamente estas posições…

 

Aqui há tempos, discutia este caso com um benfiquista, e dizia-lhe, sem êxito, claro está, para ligar menos às opiniões do Pragal, e para pensar mais pela sua cabeça.

 

A resposta foi qualquer coisa do género, que, coitado do senhor, até admirava como é que o deixavam exercer direito quando cometia esse crime hediondo que é ser benfiquista.

 

Nem respondi de volta. Com tal argumentação, não vale a pena. A exercer advocacia, penso que não terá cometido nenhum crime (já no seu papel de comentador na Benfica TV, não sei, não…), pois, que eu saiba, ainda não há nenhuma lei que proíba um benfiquista de o fazer.

 

Ainda para mais num País em que o próprio Secretário de Estado da Justiça é um benfiquista convicto.

 

Mesmo assim, não sei se não terá feito já o suficiente para uma litigânciazita de má-fé, ou coisa que o valha…

 

Talvez não seja criminoso deixá-lo exercer, mas lá que é arriscado é. Bem vistas as coisas, desde o caso do Nuno Assis, passando pelo Apito Dourado, pela diarreia mental da exclusão do FC Porto da Champions, pela tentativa de trazer de volta o Vale e Azevedo, que há quase dois anos ensaia sem sucesso, e agora este, os casos mais bem sucedidos em que se envolveu foram o caso “Mateus” e as últimas eleições do Benfica.

 

Até ver. Porque neste último ganhou por “falta de comparência” (o candidato derrotado levou uma tareia tão grande, que decidiu nem tentar impugnar as eleições) e no primeiro ainda não há decisão dos tribunais comuns, e até lá…

 

O resto, foi o que se viu. Não é por nada, mas eu, se tivesse que escolher um advogado para me defender, e isto, só para falar de ilustres benfiquistas, para não ser acusado de facciosismo, entre o Pragal Colaço e o Vale e Azevedo, escolhia o Vale e Azevedo.

E vai-se a ver...

14
Mai10

Ainda a propósito do artigo anterior, o texto que se segue, foi escrito por mim, em Março de 2008.

 

Mal imaginava eu que a realidade, por vezes, supera largamente a ficção...


 

O “Abafanço”

 

Ao contrário do que vem publicamente deixando transparecer, o nosso Primeiro-Ministro, o Eng.º José Sócrates, ficou bastante apreensivo com a “Marcha da Indignação” dos professores, e principalmente, com a dimensão que a mesma tomou.

 

Manifestação por manifestação, algumas até vão dando jeito, como aquelas que alguns promovem à porta dos locais onde vão decorrer reuniões de militantes do PS. Uma vitimizaçãozita, de vez em quando, até ajuda!

 

Mas 100.000 marmelos! E depois, ainda por cima, não pareciam nada indignados, como queriam fazer crer os promotores da “Marcha”. Cantavam, dançavam, lançavam palavras de ordem bem-humoradas. Quer dizer, de indignação, nada!

 

Ainda se estivessem murchos, cabisbaixos. Mas não, até parecia que a vida lhes corria bem. Insuportável!

 

De tal maneira que o nosso Engenheiro, até dormiu mal nessa noite. Deu voltas e voltas na cama, e acordou cedíssimo no Domingo seguinte.

 

“O melhor é calçar as sapatilhas, vestir uma t-shirt e uns calções e ir dar uma corridinha, para espairecer” pensou.

 

E, se assim pensou, assim fez. Meia-hora depois já corria, solto, nos trilhos da mata do Estádio Nacional. Após uma curva, entra numa área de menor densidade de vegetação, e avista ao fundo na pista, um grupo de homens que se avizinha.

 

À medida que simultaneamente se aproximam, há uma figura, de bigode, que se destaca do grupo. Quando se encontram a uns cinco metros de distância, exclama:

 

- Ó Presidente, então, tá bom?

 

- Ó Sr. Primeiro-Ministro, hmm, então, por cá?

 

- É verdade, é verdade, boa corrida!

 

Era, nada mais, nada menos, que o presidente do Benfica, Luis Filipe Vieira, que fazia “jogging”, com um grupo de colegas.

 

Continuam o seu exercício matinal, e passados uns vinte minutos, extenuados, encontram-se novamente, junto das precárias instalações sanitárias, onde, enquanto fazem uns alongamentos, aproveitam para entabular conversa:

 

- Então, Primeiro, hmm, hmm, tá em forma?

 

- Nem por isso, pá! Não tenho tanto tempo como queria, para dar umas corriditas! Mas, o Presidente, tá em forma. Não tá vermelho, nem nada!

 

- Não diga isso, hmm, senão, hmm, hmm, perco as próximas eleições (“nem que fosse na Albânia, hmm” pensou de si, para si)

Isto é só para queimar uns pneuzinhos, hmm. Foi uma mania que me ficou sabe, hmm? De outros tempos…

 

- Mas olhe que isso, co-incinerado, era melhor!

-Hmm?!

- Não ligue, foi uma piada. Eu estou um bocado em baixo, sabe? Foi daquela “Marcha” de ontem. 100.000 gajos! É muita gente! Nem no Estádio da Luz!

 

- Olha, hmm, hmm, quem me dera a mim! Com 100.000 nas bancadas, hmm, já pagava, hmm, um mês de ordenados àqueles, hmm, mânfios!

 

- Pois é, Presidente. Mas, que me caiu mesmo mal, caiu. O que era mesmo porreiro, pá, era de qualquer coisa, uma catástrofe qualquer, que distraísse as atenções. É que enquanto o pau vai e vem…

 

- Hmm, hmm, folgam as costas! Pois é, Primeiro. É pá! Não se chateie, hmm! E se eu, hmm, lhe der uma ajudinha? Isto, hmm, a bem da Nação, hmm, e de benfiquista para benfiquista, hmm. Dá-se um toque ao Rui, hmm, ele fica nas encolhas, e sem ele, hmm, hmm, não ganhamos o jogo com o Leiria! Vai ver, hmm, ninguém se vai lembrar da “Marcha”, hmm, dos 100.000, hmm, é uma limpeza!

 

- Ó Presidente, você fazia isso? E o Campeonato?

 

- É pá, o campeonato, hmm, já se foi, hmm! Isto agora é só a, hmm, hmm, UEFA e a Taça, hmm!

 

- É pá, isso não era porreiro, pá! Isso era porreiríssimo, pá! Mas, e diga lá, há alguma coisa que possa fazer por si?

 

- Por acaso, hmm, hmm, até é capaz de haver, hmm. Tá a ver o Seara? É pá, o gajo, hmm, tá muito longe! Com o IC 19, hmm, demora mais a vir de Sintra, do que eu, hmm, a ir ao Algarve…e dava-me jeito, hmm, tê-lo por perto. É um bom conselheiro, hmm! E sempre preparávamos o, hmm, hmm, programa da SIC juntos.

 

- Não me vai dizer que quer obras no IC 19, pois não, é que…

 

- Hmm, hmm, nada disso, hmm, esteja descansado. É pá, se ele se candidatasse, hmm, e vocês perdessem as próximas eleições em Lisboa, hmm?

 

Os olhos de Sócrates brilharam, e tentou esconder a alegria que lhe perpassava o espírito. É que o António (Costa) estava fulo da vida com ele. Então o homem, estava descansadíssimo no Governo, era o nº2, e só tinha chatices quando o 1, raramente, ia de férias, e foram-no propor para a Câmara de Lisboa, que era um autêntico buraco sem fundo?

 

Estava possesso! Esta era uma oportunidade de ouro, para, tendo em conta os altos desígnios da governação, aproveitar para se esquivar.

 

- Considere isso feito, Presidente! E como bónus, ainda lhe ofereço os préstimos do Armando Vara e do Pina Moura, que são do melhor que há no País em matéria de gestão, e ficam bem na Administração de qualquer SAD!

 

- Hmm, hmm, não é que tenha falta deles, hmm, mas também, hmm, já lá temos tantos que, hmm, hmm, não fazem falta nenhuma.

 

Lembrou-se imediatamente do Luis Filipe. Mas, de repente, os nomes começaram a aparecer-lhe em catadupa, começou a ficar zonzo, e teve que agitar a cabeça, tipo Scolari, para recuperar.

 

A Sócrates, aquele movimento, não sabia porquê, mas fez-lhe lembrar umas férias que tinha tirado, aqui há tempos.

 

Despediram-se. O resto, bem, o resto já sabem de ginjeira. O Rui Costa não fez frente ao União de Leiria uma daquelas exibições, que vinham sendo costumeiras, o Benfica empatou o jogo, e foi abafada nos noticiários a “Marcha da Indignação”.

 

Só que a tramóia excedeu as expectativas. O Camacho resolveu demitir-se. O homem, apesar do seu aspecto bonacheirão, “És futból, és futból, mejor para la próxima…”, tinha uma vaga ideia de já ter visto aqueles tipos de vermelho a jogar futebol, e começou a desconfiar que havia ali algo que cheirava pior que as meias do Mantorras. Mesmo depois de só jogar 10 minutos. E, pronto, “no me creo em brujas, pero que las hay, hay. Hasta pronto, que me voy”.

 

Para a imprensa, tanto melhor. Mais sumo tem a história. Para o Engenheiro Primeiro-Ministro, idem. Para o clube? “É indiferente, hmm, e assim, hmm, hmm, tantos anos depois, hmm, voltamos a estar nas boas graças do regime”, pensou o Presidente.

 

No meio disto tudo, quem se safou, sereno e tranquilo, foi o Paulo Bento. O Sporting perdeu em Guimarães? Ninguém deu por nada. Até parece que já é hábito! Passou entre as gotas da chuva, com uma pinta desmarcada, e nem teve que sacudir água do capote. Sim senhor!


NOTA:

 

Toda esta história, com excepção dos nomes das personagens, é a mais pura das ficções. Chamem-lhe “teoria da conspiração”, chamem-lhe “mito urbano”, rumor, boato, Edcarlos, o que quiserem! Mas, não é real, tá bem, hmm, hmm?

 

NOTA 2:

 

Não faço a menor ideia se as meias do Mantorras cheiram a alguma coisa. Cálculo que sim, mas nem quero saber! O que não é difícil, porque de vez em quando perco o olfacto...

Compreensão lenta

11
Mai10

Tenho que admitir que devo ter algum problema de disfuncionalidade de apreensão cognitiva, ou, por outras palavras, compreensão lenta.

 

O que é certo é que, quando li isto:

 

"Este é um título do País"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E mais isto:

 

"Sócrates quase pôs o Benfica como clube do regime"

 

 

 

 

 

 

 

  

Confesso que não atingi o alcance.

 

Mas, depois de ler isto:

 

"Teixeira dos Santos admite aumento de impostos"

 

 

 

 

 

 

  

Acho que vi a luz…

 

Bem, o que é certo, é que, ao que parece, sem grande espanto para alguns, o Benfica foi, pelo menos é o que por aí consta, qualquer coisa como, campeão nacional.

 

Posso ser lento, mas já atingi o estado de elevação suficiente, que me permite constatar esse facto.

 

Assim sendo, aqui fica a minha singela (e é mesmo singela!) homenagem ao novo campeão nacional, patrocinada pelo RAP, pelos seus amigos malcheirosos, e pelo amigo sportiguista-que-gostava-muito-de-ser-benfiquista-mas-ainda-não-é-(julga- ele).

 

 


Nota: estou perfeitamente consciente de que os temas dos últimos vídeos são assim, como dizer, para o infantil. O que é que esperam? A falar do Benfica...

Morte ao mensageiro!

07
Mai10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem não saiba, o rapaz de aspecto simpático que aparece na imagem é o Subcomissário Marco Almeida, da PSP do Porto, relativamente a quem, aproveito este bocadinho de tempo de antena que criei para mim mesmo, para render homenagem e manifestar a minha solidariedade.

 

Ao Subcomissário Marco Almeida, para os mais distraídos, foi dada a incumbência da representação daquela instituição, tendo sido o porta–voz que narrou as incidências da chegada em grande ao Estádio do Dragão, do autocarro da comitiva benfiquista.

 

Ora bem, o bom do Subcomissário Marco Almeida foi, ou poderá vir a ser a principal vitima dos acontecimentos que antecederam o jogo do Dragão. E porquê?

 

Como, na falta de mais alguém ou alguma coisa a que se atirar, fez muito bem questão de frisar o angelical Arcanjo Gabriel, insigne Director de Comunicação encarnado, o Subcomissário Marco Almeida cometeu esse insanável pecado de ter faltado à verdade, dizendo que o autocarro benfiquista não havia sido apedrejado na entrada para o Dragão.

 

Ainda que depois tenha vindo rectificar a primeira afirmação, uma vez que não dispunha na altura de todos os dados sobre os incidentes, e modificado a sua declaração para, que afinal teriam havido algumas pedradas, mas sem danos, e posteriormente, na posse de novos elementos, que teriam existido pedradas, que estas teriam provocado alguns danos, mas sem causar ferimentos.

 

Pode lá ser! Se o Kardec e o Aimar foram atingidos pelos estilhaços, uma declaração deste jaez é inaceitável!

 

Crucifique-se o Subcomissário Marco Almeida. Faça-se como noutros tempos, e mate-se o mensageiro.

 

Desconheço se o Subcomissário, que aparenta ser jovem, estaria ou não na calha para uma carreira promissora ou não. Se estava a contar com isso, pode dedicar-se à pesca. Acabou-se!

 

Este jovem cometeu, neste caso, o pior dos pecados: a falta de memória.

 

É grave ter dado voltas e reviravoltas, a tentar justificar-se perante os factos ocorridos? É.

 

É grave que tenha feito aquelas afirmações sem ter cuidado de obter antecipadamente todos os dados sobre a matéria? Claro que é.

 

Pior que isso, é gravíssimo ter apresentado uma versão dos acontecimentos diferente da vox benfiquista.

 

Mas nada disso se compara com o ter esquecido, talvez apenas por uns breves instantes, que o seu patrão, o Ministro da Administração Interna, foi o Presidente da Comissão de Honra do Presidente do Benfica, nas últimas eleições deste clube.

 

Pode ir já metendo a requisição do bloco de multas… 

Para quem não saiba, o rapaz de aspecto simpático que aparece na imagem é o Subcomissário Marco Almeida, da PSP do Porto, relativamente a quem, aproveito este bocadinho de tempo de antena que criei para mim mesmo, para render homenagem e manifestar a minha solidariedade.

 

Ao Subcomissário Marco Almeida, para os mais distraídos, foi dada a incumbência da representação daquela instituição, tendo sido o porta–voz que narrou as incidências da chegada em grande ao Estádio do Dragão, do autocarro da comitiva benfiquista.

 

Ora bem, o bom do Subcomissário Marco Almeida foi, ou poderá vir a ser a principal vitima dos acontecimentos que antecederam o jogo do Dragão. E porquê?

 

Como, na falta de mais alguém ou alguma coisa a que se atirar, fez muito bem questão de frisar o angelical Arcanjo Gabriel, insigne Director de Comunicação encarnado, o Subcomissário Marco Almeida cometeu esse insanável pecado de ter faltado à verdade, dizendo que o autocarro benfiquista não havia sido apedrejado na entrada para o Dragão.

 

Ainda que depois tenha vindo rectificar a primeira afirmação, uma vez que não dispunha na altura de todos os dados sobre os incidentes, e modificado a sua declaração para, que afinal teriam havido algumas pedradas, mas sem danos, e posteriormente, na posse de novos elementos, que teriam existido pedradas, que estas teriam provocado alguns danos, mas sem causar ferimentos.

 

Pode lá ser! Se o Kardec e o Aimar foram atingidos pelos estilhaços, este tipo de declaração é inaceitável!

 

Crucifique-se o Subcomissário Marco Almeida. Faça-se como noutros tempos, e mate-se o mensageiro.

 

Desconheço se o Subcomissário, que aparenta ser jovem, estaria ou não na calha para uma carreira promissora ou não. Se estava a contar com isso, pode dedicar-se à pesca. Acabou-se!

 

Este jovem cometeu, neste caso, o pior dos pecados: a falta de memória.

 

É grave ter dado voltas e reviravoltas, a tentar justificar-se perante os factos ocorridos? É.

 

É grave que tenha feito aquelas afirmações sem ter cuidado de obter antecipadamente todos os dados sobre a matéria? Claro que é.

 

Pior que isso, é gravíssimo ter apresentado uma versão dos acontecimentos diferente da vox benfiquista.

 

Mas nada disso se compara com o ter esquecido, talvez apenas por uns breves instantes, que o seu patrão, o Ministro da Administração Interna, foi o Presidente da Comissão de Honra do Presidente do Benfica, nas últimas eleições deste clube.

 

Pode ir já metendo a requisição do bloco de multas…

 

 

Séance espírita futebolística

06
Mai10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Longe de mim querer de alguma forma estragar a festa (ai se eu pudesse...!), mas lendo neste jornal que os "[j]ogadores [do Benfica] vão festejar no Marquês", apetece-me perguntar se, como dizia o Astérix, "não estarão a vender a pele do javali, antes de o caçarem"

 

Ou o jogo com o Rio Ave já só será um mero "pró-forma"?

 

 

E se os Vilacondenses invocassem os espíritos futebolísticos dos Trindades, Maravalhas, Alfredos, Sérgios, Britos, Figueiredos, Drs. Duartes, Quins, Adéritos, Paquitos, Pires, N'Habolas, Álvaros, Jaimes Graças e Chicos Farias, e outros que por lá passaram noutros tempos, e fizessem como aqui há uns anos fizeram em plenas Antas, e venceram por 2-1, com um dos golos apontado pelo mais que improvável defesa-central Figueiredo?

 

Havia de ser o bom e o bonito, não era?

 


Nota: mesmo assim, acredito que o Benfica será campeão. O SC Braga não vai pontuar na Madeira...

 

Nota2: Ora, ora, com que então temos o Jorge Sousa na Cesta do Pão. Este Vítor Pereira é mesmo um desmancha-prazeres. Agora, resta saber qual dos Jorges Sousas vamos lá ter. Se for o de Leiria...temos passeio. Se for o do jogo contra o Braga, não é nem carne nem peixe. Se for o da final da Taça da Liga... querem lá ver que vamos ter campeonato até ao fim...

 

 

Aqui não, campeão! (actualizado em 05.05.2010)

04
Mai10

Digam lá que não era bonito: o vencedor

aperta a mão ao campeão. Era bom, não era...

  

 

Antes e após o FC Porto x Benfica, percebi que alguns benfiquistas, vá-se lá saber porquê, se preocupam com a eventual bipolaridade da posição dos adeptos do clube rival quanto à vitória do Benfica ou do SC Braga na Liga Pescada.

 

Ou seja, trocando por miúdos (sem conotações pedófilas, s.f.f.). Partindo necessariamente do pressuposto da vitória portista, o que para um benfiquista, não deixa de ser um ponto de partida interessante, a dúvida era se o FC Porto ficaria a torcer por uma vitória bracarense, para lixar o Benfica ou, pelo contrário, por um deslize do SC Braga, a favorecer uma (re)candidatura à Liga dos Campeões.

 

Outros, mas estes já após o jogo, e certamente como escape para a derrota, “fazem de conta” que não percebem porque é que o FC Porto se dedicou a festejar o terceiro lugar conquistado com a vitória obtida.

 

Tanto a uns, como a outros, vou tentar esclarecer, de acordo com aquela que é a minha opinião pessoal enquanto portista, e que, como tal, apenas a mim me vincula.

 

Como já tive oportunidade de dizer, ainda antes do início da Liga Pescada, dei-a logo por perdida para o Benfica. No entanto, a esperança é sempre a última a morrer, e, talvez inspirado pela excelente época do SC Braga, ainda tive algumas expectativas.

 

Porém, após aquele massacre do Sporting, acabei por desistir. E desistindo, então como disse aquando do desafio entre o Benfica e os bracarenses: “Viva o SC Braga”!

 

Porquê? Eu explico. Partilho daquela ideia de que o segundo classificado não é mais do que o primeiro dos últimos, e por isso, não sendo primeiro, daí para baixo, tanto faz.

 

É claro que o acesso à “Champions” veio alterar ligeiramente esta concepção, como se viu no caso do Sporting, que se contentou anos a fio com o segundo lugar, e agora é o que se vê. Mas só do ponto de vista económico, porque na vertente desportiva, tudo na mesma.

 

Ora, como financeiramente não tenho nenhum lá empatado, e como já vi o FC Porto fazer melhor em épocas de sacrifício, do que em épocas de opulência…

 

E depois, porque, a seguir ao FC Porto perder, a coisa pior que posso imaginar é o Benfica ganhar. É simplesmente insuportável o ruído, a barulheira, a poeirada que isso provoca. Podem dizer-me para ir tomar um Kompensan, ou uma Rennie, ou o que seja, mas é ainda pior do que isso. Não há Paracetamol que pare a dor de cabeça que uma tal zoeira me dá, e ainda por cima tenho alergia ao pó!

 

Esta época, mais então, porque, bem vistas as coisas, se há equipa que por uma questão de mérito, deveria ser campeã, essa é, sem sombra de dúvidas, o Sporting de Braga.  

 

Por isso, não tenho a mais pequena hesitação. Não sendo o FC Porto campeão, que seja o SC Braga!

 

Quanto aos festejos, por aquilo que disse já deve ter dado para perceber que não festejei o terceiro lugar. Mas festejei a vitória do FC Porto, é óbvio que sim.  

 

Festejei porque ainda não foi desta que o campeão da Liga Pescada viu oficializada a sua vitória.

 

Festejei, porque, afinal de contas, ganhámos ao “O Grande Benfica”, essa equipa maravilha das goleadas a torto e a direito, que ninguém pára e que transpira superioridade por todos os poros.

 

Festejei porque, como diziam quando o FC Porto ganhou os títulos com não sei quantas jornadas de antecipação, e mesmo com pontos abusivamente subtraídos, assim fica beneficiada a competitividade da Liga e o interesse desportivo da coisa. Não acham que é motivo para celebrar?

 

Festejei porque, ao contrário do que pretendiam (“É para decidir resolver já” – dizia o treinador benfiquista antes do jogo, num dos pasquins diários anti-desportivos), não conseguiram festejar o título em pleno Dragão! Era mais o que faltava!

 

(inserida em 05.05.2010)

 

Festejei porque o tetra-campeão, por uma vez esta época, lá fez por cumprir a sua obrigação, e adiou para a última jornada desta Liga, que antes-de-o-ser-já-era benfiquista, a confirmação do vencedor.

 

Festejei porque ficou bem claro que, quando se escolhe para árbitro de um jogo destes o Olegário Benquerença, isso acontece por algum motivo. Aliás, como quando se escolhe o Lucílio Baptista para o jogo anterior, e se vai escolher o João “pode vir o Ferreira”, para fechar a loja.

 

Festejei porque foi o “meu” FC Porto que jogou: uma equipa que quis realmente ganhar o jogo, e entrou disposta a reduzir à sua insignificância aquele tipo irritante que por lá andava de apito na boca. E por isso festejei.

 

Festejei porque, para não variar, ambos os clubes foram prejudicados, mas foi o FC Porto que acabou injustamente, o jogo com dez jogadores.

 

Então não é de festejar quando os benfiquistas se queixam da não expulsão do Fucile, ainda na primeira parte, e do penálti que ficou por marcar sobre o Maxi Pereira, mas esquecem-se da não expulsão do Fábio Coentrão e do penálti que ficou por marcar sobre o Hulk?

 

O sabor do próprio veneno não é agradável?

 

Festejei porque, apesar de o “Mona Lisa” ter feito, como de costume, o máximo possível para ser expulso, mais uma vez, foi contemplado apenas com a cartolina amarela. Ainda lhe falta fazer o impossível…

 

Festejei porque, apesar de (mais) este lapso do Olegário, desta vez, tenho esperança, e a esperança é a última a morrer, como dizia o outro, de que lhe seja aplicado um sumaríssimo, por ter reenviado para bancada, se vi bem, um isqueiro, que lhe acertou nas partes baixas.

 

E ainda vou festejar mais quando a Direcção do clube paladino da moral e dos bons costumes, tomar uma posição enérgica, e quem sabe aplicar um pesado castigo interno, como aconteceu no caso do Guerrero, do Hamburgo, com o qual tanto se divertiram a comparar os casos do Hulk e do Sapunaru.

 

Vá lá, façam-me lá essa fineza! Não custa nada, e garanto que não dói…

 

E nem digo o que vou festejar no dia em que, um qualquer árbitro, mandar aquele sujeito da desgrenhada cabeleira alva (os benfiquistas, aparentemente, gostam mais de “platinada”. Deve ser a diferença entre a “idade” e a “excentricidade”…), para dentro da área técnica que lhe está reservada, e onde tão pouco tempo passa.

 

Mas ainda festejei mais coisas no último Domingo. Festejei a vitória do SC Braga, e a forma ridícula como foi alcançada.

 

Ainda hoje, festejei a azia que aquele golo deu e está a dar aos benfiquistas. O primeiro golo com que brindaram o FC Porto na Taça Lucílio soube-lhes bem não soube?! Se calhar também pagaram algumas férias no Brasil ao Nuno, não?! Juízo…

 

E festejei, mas com reservas, o facto de o Olhanense ter assegurado matematicamente a permanência na Liga Sagres.

 

Este festejo teve que ser com reservas porque, se o Belenenses calha a ultrapassar o Leixões, nenhum dos clubes acima classificados, com a excepção do Benfica, poderá ficar seguro de que, por um qualquer motivo, não virá a descer de Divisão.

 

Festejar o terceiro lugar?!

 

Nem por isso. Eu, pessoalmente festejei muito mais… e nem sequer me lembrei de tal.

 

O terceiro lugar ou o campeonato da Segunda Circular festejaram durante anos, quando lá chegaram, aqueles que perderam com o FC Porto no Domingo, e não contentes com os festejos, ainda tentaram a sorte na secretaria.

 

Para eles deixo aqui uma canção do canal Panda, não muito puxada, e que, com certeza vão perceber, em especial a parte do “Pica, pica; Coça, coça”… 

 

 


Nota:  folgo por ver que as minhas ideias não são assim tão descabidas como tudo isso. Então não é que, depois de eu ter sugerido, após o jogo Académica x Benfica, que a Fundação Benfica bem podia ter financiado a aquisição pelos adeptos benfiquistas não-organizados dos exorbitantíssimos bilhetes para aquele jogo, vai daí e o Benfica paga dois comboios para levar 1.500 adeptos desorganizados até ao Dragão?

 

Não vale a pena agradecerem-me, mas lá que alimenta o ego ver as nossas sugestões assim acolhidas, não há dúvida que alimenta…

 

Nota2: Não queria acabar sem deixar uma palavrinha de apreço ao Óscar "Tacuara" Cardozo. Foi bonito o seu gesto de solidariedade para com o Falcao. Alguém o viu no jogo? Este sim, é um portento de ética desportiva!

 

Nota3: Só espero que, como agora é politicamente correcto dizer-se, para "preservar o atleta", o Carlos Brito não ponha o Fábio Faria em campo contra o Benfica, ou então, que o ponha a jogar a avançado. É que a malta não acredita em bruxas, mas depois do guarda-redes do Paços...

 

Nota4 (em 05.05.2010): eu bem me parecia que havia qualquer coisa que não batia certo! Como não fui confirmar, meti água...

 

Já não se pode confiar em ninguém, e menos ainda em árbitros de futebol, e muito menos ainda no Jorge "da azia" Coroado. Não tinha a certeza se a Lei 12 teria ou não sido alterada, mas pelo que entretanto verifiquei, continua na mesma:

 

"Um pontapé livre indirecto será igualmente concedido à equipa adversária do jogador quando, no entender do árbitro: (...) impedir a progressão de um adversário".

 

Ou seja, na jogada entre o Cachinhos Dourados e o Hulk, no máximo dos máximos, haveria lugar a livre indirecto e não penálti.

 

Erro meu, que fica devidamente rectificado.... 

Inutilidade pública

01
Mai10

 

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto

Suspende o estatuto de utilidade pública desportiva à Federação Portuguesa de Futebol

 

 

Após uma série de ameaços, finalmente foi suspenso o estatuto de utilidade pública da Federação Portuguesa de Futebol, por não adequar os seus estatutos à Lei de Base do Desporto.

 

Quer isso dizer que, para já, temporariamente, a Federação Portuguesa de Futebol é inútil? Publicamente falando.

 

E é para lá que vão as competências, até agora exercidas pelo Conselho de Arbitragem e pelo Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional?

 

Bem, não é que o Vitor Pereira e o Dr. Ricardo Costa sejam dois portentos de utilidade, mas para alguns, sempre serviram para qualquer coisinha...

 

Esperemos que quem os vier a suceder prime também pela inutilidade..., para todas as partes!