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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Comunicar, é preciso… (actualizado em 02.12.2010)

30
Nov10

Comunicado da FC porto – futebol, Sad

 

Na sequência das ocorrências no final do encontro de ontem entre o Beira Mar e o Benfica e que, segundo relata a Comunicação Social, terminaram com ameaças e escolta policial a um jornalista da TVI, a FC Porto – Futebol, SAD não pode deixar de recordar um rol de comportamentos que têm um clube e uma pessoa como denominadores comuns e que configuram perfis dignos de um filme sobre «gangsters».


1 – Agressão à estalada a um amigo do guarda-redes Moretto em pleno Aeroporto de Lisboa;


2 – Agressões a um cidadão junto à Caixa Geral de Depósitos de Telheiras, na sequência de um estacionamento indevido;


3 – Desrespeito pelo trabalho de um jornalista e agressão a um repórter de imagem da RTP à saída de uma reunião com Hermínio Loureiro. Os relatos dizem ainda que um dos intervenientes pegou no microfone da estação e o atirou ao chão;

4 – Agressão a pontapé ao Team Manager do FC Porto, verificada em plena área técnica do Estádio da Luz e que, apesar do esforço de um dirigente para, previamente, desviar o foco das imagens, ficou inequivocamente registada;

5 – Invasão de um estúdio da SIC no decorrer de um programa em directo.

Todos estes factos, sublinhe-se, têm sempre o mesmo emblema associado. Foram amplamente difundidos nos Média e rapidamente esquecidos, ao mesmo tempo que revelavam a urbanidade, o estilo e, acima de tudo, a credibilidade de quem os praticou e/ou comanda.



Porto, 29 de Novembro de 2010


O Conselho de Administração

 

 

Comunicado da outra SAD

 

Esta segunda-feira
Comunicado da (…) SAD

Co Adriaanse
Luís Fabiano
Derlei
Paulo Assunção
Adriano
Rodriguez
Costinha
Raul Meireles
Matt Fish (basquetebolista)
Paulo Martins (RTP)
Pedro Figueiredo (RTP)
João Pedro Silva (RTP)
Marinho Neves (jornalista)
Fotógrafo do JN atropelado à saída do tribunal.

E mais um sem número de pessoas que optaram pelo silêncio!
A todos a nossa solidariedade!

  

 

 

Comunicar [do latim communicare] – Fazer saber, tornar comum; colocar em contato; ligar; unir; estabelecer relação.

 

 

 

Tornar comum, é o que o segundo comunicado pretende fazer em relação ao primeiro. No entanto, salvo a estupidez, comum a ambos, assim como com presença assegurada no motivo que conduziu à sua existência, só mesmo quem quiser é que vê algo de comum entre ambos.

 

E este “quem quiser” aplica-se a seis milhões menos uns quantos indivíduos, que quem dirige os destinos do clube que apoiam, quer, uma vez mais, fazer passar por papalvos.

 

Só mesmo quem estiver desatento é que não repara que no primeiro comunicado, quem quer que tenha perpetrado as agressões, em quatro dos casos, e irrompido pelo estúdio de televisão adentro, como diria o Palmelão, “vocês sabem de quem é que eu estou a falar”, está perfeitamente identificado, ainda que não mencionado.

 

No outro, ainda que tenham existido as agressões ou ameaças, que uma boa parte delas, não terão passado disso mesmo, se é que chegaram a tanto, os seus autores não são identificados.

 

Aventa-se que são membros de uma claque, por sinal até legalizada, ao contrário de outras, do FC Porto.

 

Assim como os indivíduos que ameaçaram árbitros eram, alegadamente, adeptos de um certo clube, tal como os que apedrejaram o autocarro do FC Porto e o automóvel do seu presidente, na deslocação ao Estoril-Praia, ou os que apedrejaram o autocarro do Vitória de Guimarães, próximo de Alverca, entre outras trapolias em que são pródigos, como diria o homem da PSP, destacado para Alvalade.

 

São adeptos, nuns casos identificados, noutros, nem tanto, mas ainda assim…

 

O clube e a pessoa mencionados no comunicado, são perfeitamente identificáveis.

 

A outra diferença relevante, é que no primeiro dos dois, não consta a menção dos nomes dos agredidos em parte alguma. No outro, certamente que os visados terão sido contactados e dado a sua anuência para que os seus nomes nele constassem.

 

Em resumo, se o comunicado da nossa SAD é estúpido, o do outro lado, não só é estúpido, como ainda faz de estúpido quem o levar a sério na sua intenção de equiparação ao primeiro.

 

Por estas e por outras deste género, caro Penta 1975, é que eu lamento desapontá-lo, mas acho que a questão da estupidez benfiquista não é subjectiva. A questão não é se nem todos os benfiquistas são estúpidos, ou se todos os estúpidos são benfiquistas.

 

O problema é o objecto da questão. O benfiquismo é que estupidifica.


Adenda: A pressa não é boa conselheira. De facto, depois de reler este texto, tenho que admitir que no primeiro comunicado, no ponto em que se fala do atropelamento de um fotógrafo do JN, o autor de tal acto também é facilmente identificável. A meu favor, o facto de que tal "atropelamento", não existiu, pelo menos com a gravidade que lhe querem atribuir.

 

Por outro lado, omiti e omitiu aquele comunicado, outras ameaças e agressões, que mereciam ali figurar. Então, e as ameaças ao José Mourinho, antes da final da Champions? E as agressões ao Ricardo Bexiga e à Carolina Salgado? Esqueceram-se? Ou só valem aquelas que não são desmentidas pelos tribunais? 

 

Palhaçada!

29
Nov10

 

 

Jorge Sousa resolveu apresentar em Alvalade, sob os auspícios dos, supostamente, seus companheiros de clube, a sua candidatura à renovação do título de “Melhor Árbitro”, e vai daí, foi aquilo que se viu.

 

Jorge Sousa é, quanto a mim, sem sombra de dúvidas e a par de Pedro Proença, um dos melhores árbitros nacionais. Contudo, muito por força da sua preferência clubística e do seu passado de Super Dragão(?), tem sido perseguido pelas eminências pardas (ou parvas) do regime encarnado.

 

É curioso que, quando assinalou em Leiria, na época passada, aquele penálti que deu a vitória ao mais grande do Mundo do arredor de Carnide, no mínimo dos mínimos, duvidoso, ninguém se queixou.

 

Depois, quando lhes anulou um golo em Braga, é que a porca começou a torcer o rabo. Seguiu-se a final da Taça Lucílio Baptista, e aí, nem a vitória, os calou. O teste veio com a nomeação para o derradeiro jogo da época, contra o Rio Ave. Uma nomeação comprometedora, de um árbitro comprometido, para um jogo inacreditavelmente decisivo. Se corresse mal, era o fim do Mundo, lá para os arredores de Carnide.

 

Correndo as coisas como se esperava, parecia que a coisa ficaria por ali. O aviso para o Jorge Sousa de que não era assim, soou quando o Pedro Proença foi considerado o melhor árbitro da época passada.

 

Já nesta temporada, o Rio Ave x FC Porto, e as derrotas do mais grande contra a Académica e o Nacional da Madeira, vieram reavivar velhas mágoas logo à terceira jornada.

 

Com esta indigitação, e com o trabalho que realizou, o Jorge Sousa mostrou que compreendeu o recado. Dou de barato o lance do fora-de-jogo no golo sportinguista, porque esse é da lavra do auxiliar, mas o lance da expulsão, revela tudo sobre a sua motivação.

 

Nesse lance não se vê a posição do Jorge Sousa, que pode estar nas costas dos jogadores envolvidos. Se está nas costas, dificilmente terá vislumbrado qualquer falta (até porque não existiu!).

 

Se assim foi, teria necessariamente que ter ficado na dúvida. Mesmo assim, e encontrando-se envolvido na jogada o Liedson, que todos conhecemos de ginjeira, tomou não só a decisão de marcar a falta, como a ainda mais gravosa, de expulsar o Maicon.

 

Ou seja, disse alto e bom som ao que ia.

 

  

  

 

 

“Fizemos um jogo tacticamente perfeito até à expulsão de Maicon, com excepção para o lance que dá o golo do Porto”

 

“O FC Porto na Turquia foi elogiado por jogar com dez e ganhar por 3-0. Foram só flores”

 

“O Porto foi muito bem anulado pelo nosso posicionamento”

 

“Não fomos inferiores ao Porto” 

 

Leio, depois de as ouvir, estas declarações do treinador do Sporting, porque é sempre bom confirmar, e chego à conclusão que o gajo é mesmo um Cepo.

 

Portanto, o FC Porto não conseguiu fazer as flores que fez na Turquia, a jogar com dez (e com nove), porque foi anulado pelo bom posicionamento do Sporting. Que, por sua vez, fez um jogo tacticamente perfeito até à expulsão do Maicon, ou seja, até o FC Porto jogar com dez.

 

Basicamente é isto, não é? Ah, e não foram inferiores ao Porto.

 

Pois não Cepo, mas foram inferiores ao Vitória de Guimarães e ao Olhanense (entre outros!). Acaso não tenhas percebido, o futebol a sério, joga-se de onze para onze. Não ser inferior a uma equipa que joga com dez, deve ser uma grande consolação.

  

Continua assim, ó Cepo, que vais longe!

  

 

 

Desconheço a actividade profissional da infeliz progenitora desta indigente criatura, por isso, e só por isso, não lhe vou chamar aquilo que na verdade me apetecia.

 

Continua a sua brilhante carreira por terras dos portugas, a enganar quem se deixa enganar (e, vai na volta, ainda agradece em cima). Todos o conhecem, todos sabem do que é capaz, e todos vão na dele. Um caso de sucesso.

 

Ficamos a aguardar pelo sumaríssimo e pela multa, por ludibriar daquela maneira o Super Dragão.

  

  

 

 

Depois de duas partidas de castigo, regressar e ter uma entrada como aquela que teve aos 60 minutos de jogo, sobre o João Moutinho, é de…Maniche.

  

 

Arrepiante! É claro que não anda lá dentro para magoar ninguém!

  

…e um sumaríssimo, que mais não fosse pela reincidência, não vai?

  

 

 

Por motivos óbvios.

 

 

Depois do patrão vir dizer que era com ele que ia continuar a ganhar (o quê? Cabelos brancos?), lá se descoseu e veio admitir a sua responsabilidade no trajecto ziguezagueante da equipa.

 

É de homem. Macho.

 

Porque é que não o fez antes? Teve medo que utilizassem esse argumento como fundamento para o despedimento com justa causa?

  

Machão!

  

 

 É de palhaços que se fala, não é?


Nota1: Com este texto não pretendo, de forma alguma, ofender esses nobres profissionais da arte fazer rir, a quem estes fazem concorrência desleal, os “palhaços”. Pelo contrário, se algum dos visados se ofender, tanto melhor…

 

Nota2: Na época passada, o campeão pré-anunciado também foi empatar a Alvalade. No final do encontro, o seu treinador, que acabou o jogo a defender o nulo inicial, se bem se lembrarão, regozijou-se porque tinha afastado um rival da luta pelo título.

 

O Sporting ficara então, a 13 pontos do SC Braga, que liderava com 28 pontos, a 11 do futuro campeão e 8 do FC Porto.

 

Nós, mantivemos o Sporting a 13 pontos e estamos 8 à frente do campeão, no entanto, soube a pouco…

 

São estes pormaiores que fazem a diferença!

Ala, que se faz tarde!

27
Nov10

"Temos o plantel que Jesus pediu” – Luís Filipe Vieira

 

 

Citação de: Doom em 22 de Agosto de 2010, 12:25

"Cada dia que passa me convenço mais que o LFV não passa de um mercenário que se encosta onde poderá ganhar mais dinheiro.

É sócio dos 3 clubes grandes e sempre viu no futebol um mundo de oportunidades enriquecer, depois de ter levado um clube menor à ruína (Alverca) teve de procurar uma alternativa.


No Porto (o clube do coração?) seria impossível, pois aquilo é uma ditadura e ninguém entra lá. O Sporting não é apetecível, pelo menos não tão apetecível como um clube enorme, que estava à deriva, um clube imenso transformado num caos por um presidente chamado Vale Azevedo.

 
Que melhor oportunidade poderia ter LFV para subir na vida, que entrar num clube sedento de estabilidade e segurança (e não vitórias) após o Vale Azevedo?

 - LFV entra no Benfica pela mão do Vilarinho, depois deste ter salvo e dado estabilidade ao clube (financeiramente e estruturalmente) assume o trono" e ficar com os louros. (sim, porque há muitos benfiquistas que acreditam que só temos Estádio e Centro de Estágio por obra divina do LFV).

- A gestão desportiva no Benfica de Vieira foi sempre ruinosa, com gastos astronómicos, com negócios estranhos (Mantorras, Simão, Julio Cesar, Roberto,  Di Maria, Salvio, etc..).

- A excepção foi 1 ano, o ano em que Vieira se remete ao silencio e entrega a pasta e as responsabilidades ao Rui Costa. O Benfica ganha, como é natural e faz parte dos seus genes. O que faz Vieira, volta a dar a a cara, a aparecer debaixo dos holofotes e encosta Rui Costa a um canto, para assumir os créditos e os louros. (o campeonato de Trapatoni foi um acaso que não estava nos planos de Vieira)

- Trata de passar uma imagem que a saúde financeira do Benfica está melhor que nunca, embora o passivo seja monstruoso e aumente brutalmente ano após ano.

- Depois de ter distraido os benfiquistas com a novela "apito dourado", Vieira apoia Fernando Gomes, como apoiava a anterior direcção e as anteriores, como apoiava e é amigo de Valentim Loureiro, como é amigo e parceiro de negócios de Joaquim Oliveira, como é amigo e testemunha de Queirós, etc...

- Gere uma empresa chamada "Inland Group", empresa essa com interesses imobiliários aqui e em Espanha, faz parte de um consórcio que vai colocar painéis fotovoltaicos no estádio do Espanhol, faz parte de um consórcio candidato a construir o novo estádio do atlético de Madrid, assim como muitos outros empreendimentos turisticos em Espanha através do grupo Abasolo (40% é do grupo Inland).

Cada dia me convenço que está no Benfica para ficar ainda mais rico, que não passa de um oportunista que viu num Benfica devastado e em benfiquistas descrentes a oportunidade perfeita... e nós ficamos contentes com vitórias de 5 em 5 anos, ficamos conformados com a destruição do bom trabalho feito para de seguida dar 4 campeonatos aos FCP, pois ele deu-nos UM, ele salvou-nos, ele faz tudo pelo Benfica e daqui a muitos anos vamos conseguir ganhar mais que uma vez de 5 em 5 anos.

É assim LFV, um oportunista ao serviço de outros interesses que não o Benfica, interesses esses que nos deixam, ganhar de 5 em 5 anos, pois desde o LFV ganhe o seu dinheiro... está tudo bem!"

 

(tirado daqui, com pinças, luvas, máscara e demais equipamento anti-tudo-e-mais-alguma-coisa!)

 


 

 

E não é que os tipos até sabem com quem estão a lidar?

 

…espera! Isso pode não ser muito bom! Vieira, amigo, a malta está contigo!

 

 

Uma mão lava a outra (actualizado)

26
Nov10

À atenção dos “avista-fretes” que por aí pastam:

 

O clube nacional onde o Director do Sporting para o futebol obteve maior destaque, sem desprimor para o Nacional da Madeira, Machico e Oriental, foi no FC Porto.

 

O treinador-adjunto Nuno Valente, idem.

 

O Nuno André Coelho fez a maior parte da sua formação no FC Porto.

 

O Evaldo, quando veio para Portugal, num daqueles carregamentos de brasileiros, que o António Araújo para cá trazia por atacado, foi para o FC Porto.

 

O clube português onde o Pedro Mendes teve maior notoriedade, apesar de por lá ter estado somente uma época, foi o FC Porto.

 

O Maniche, sportinguista desde pequenino, e papoila de (de)formação, já afirmou que tem o FC Porto no coração.

 

Quanto ao Hélder Postiga, penso que não há qualquer dúvida.

 

Ao longo das épocas, daquelas que me lembro, porque as presenciei, foram vários os jogadores oriundos das Antas ou do Dragão, que prosseguiram ou foram terminar as suas carreiras a Alvalade.

 

O Gabriel, com muita pena minha, porque era um dos meus favoritos na altura, e o Romeu, são os primeiros de que me lembro. O Jaime Pacheco e o Sousa, o Gomes, o Edmilson, o Bino, e mais recentemente, o Tonel, por exemplo.

 

Em sentido inverso, recordo-me do Eurico e do Inácio, do Futre, do Secretário e de um dos vários Cananas, que tendo feito parte da sua formação no Sporting, foram ainda jovens para as Antas.

 

Do Quaresma, com passagem intermédia por Barcelona, do Diogo Viana, do Silvestre Varela e, o mais recente e mediático de todos eles, o João Moutinho.     

 

Nos treinadores, a transitar do FC para o Sporting, ainda que com paragens noutros sítios de permeio, lembro-me do António Morais, ex-adjunto de Pedroto, do José Alberto Costa, que foi para Alvalade como adjunto, não me lembro de quem, e que acabou por fazer uma perninha como treinador principal, por uns tempos, do Augusto Inácio, ex-adjunto do Mister Robson e do Fernando Santos.

 

Para o outro lado, o Bobby Robson, se não me engano foi o único.

 

Regra geral, os que deixaram os ares da capital tiveram mais sucesso do que os que fizeram o contrário. As excepções serão o Augusto Inácio, nos treinadores, e o Edmilson e o Bino. De resto…

 

No FC Porto, quase todos os que para lá mudaram terão sido campeões. A excepção, de entre aqueles que apontei, será o Canana. Até o Diogo Viana já foi campeão, e o Varela vai ser.

 

Portanto, desde sensivelmente os finais dos anos setenta, têm havido algumas movimentações de jogadores entre os dois emblemas que se vão defrontar amanhã.

 

Neste momento, estão do lado sportinguista, grosso modo, cinco jogadores com passado portista, e mais um treinador-adjunto e o director do futebol, e do outro lado, dois jogadores oriundos da famosa Academia de Alcochete.

 

E não são quaisquer dois jogadores. Um é o pilar do nosso meio-campo, e o outro, umas vezes desequilibra, e outras, desequilibra-se, e marca golões, como o de Coimbra.

 

Será que os “avista-fretes” da nossa praça já matutaram sobre este assunto? Estarão os jogadores sportinguistas que representaram o FC Porto, em condições psicológicas ideais para alinhar neste desafio?      

 

Ou a questão só se coloca no caso dos jogadores emprestados? Se quiserem uma história bonita para entreter, tomem lá o tomem lá o Manaca. Lembram-se dele? Aí sim, foi um frete a sério…

 

 

  

No, entretanto, entre trocas e baldrocas cá para lá, e vice-versa, é como se costuma dizer: “Uma mão lava a outra”.

 

… e as duas (com os respectivos braços), fazem um manguito aos “avista-fretes”!

 


Nota (actualização): Acabei agora mesmo no "Mais Futebol" que me esqueci do Beto. É mais um para juntar à lista dos formados em Alvalade...

 

Sensibilidade e bom senso

24
Nov10

É o que se exige de Vítor Pereira, ao fazer o exercício da nomeação de árbitros para os vários jogos desta Liga Zon Sagres.

 

E é o que ele tem demonstrado a menos.

 

Nomear Jorge Sousa, sem margem para grandes dúvidas, excelente árbitro e o único do quadro da primeira categoria, que indiscutivelmente nutrirá simpatia clubística pelo FC Porto, é uma asneira.

 

E é uma asneira ainda maior porque, de antemão, já se sabe que o ambiente vai estar escaldante, por causa da transferência do João Moutinho. Nomear o Jorge Sousa para este jogo, é deitar, logo à partida, mais lenha na fogueira.

 

É bem certo que não haveria muito por onde escolher. Teria à partida, que ser um árbitro internacional. Destes, o João Ferreira, que dirigiu este jogo na época transacta, não esteve particularmente bem no Vitória de Guimarães x SC Braga, da última jornada.

 

O Pedro Proença e o Duarte Gomes estiveram recentemente no massacre do Dragão e no Académica x FC Porto, respectivamente.

 

Dos outros, menos proeminentes, o Artur Soares Dias esteve na jornada anterior no Académica x Sporting, logo, nada feito. O Bruno Paixão estaria reservado para preencher a quota de árbitros de Setúbal, em jogos do mais grande do Mundo dos arredores de Carnide, e vai para Aveiro.

 

Restavam o Xistra e o Olegário. O Xistra esteve no embate entre o mais grande do Mundo e o Sporting (2-0) e no Vitória de Guimarães x FC Porto (1-1), jogos de má memória para ambos os contendores.

 

Correndo o risco de contra mim falar, porque não o Olegário? Sinceramente, preferia-o ao Jorge Sousa.

 

O Vítor Pereira ao escolher um árbitro com uma simpatia publicamente reconhecida por um dos emblemas, coloca-o numa situação difícil. Tal como também tinha feito já com o Duarte Gomes, quando o nomeou para a recepção ao Sporting no Dragão, quando este tinha uma situação de conflito aberto com os de Alvalade.

 

O árbitro, ou, de facto, demonstra toda a sua qualidade, que no caso, até nem é pouca, ou força-se a si próprio a actuar num registo de hiper-imparcialidade, que é o meu receio. Até porque, de certeza que o jogo da final da Taça Lucílio Baptista, há-de vir por aí à baila, de novo.

 

Caso contrário, e sem lhe retirar qualquer pontinha de consideração, se por algum infortúnio do destino, calha a errar a favor do FC Porto…

 

Está o caldo (verde e branco) entornado.

 

Sensibilidade e bom senso, dão-se alvíssaras a quem os encontrar.

 

Daaah!

23
Nov10

 

"a federação está na perfeita legalidade, porque é uma associação de direito privada, regularmente constituída e que se rege pelas normas das associações. no meu entender esse decreto é inconstitucional porque viola a norma constitucional sobre a liberdade de associação e organização associativa. portanto a federação está na legalidade, não tem direito é ao estatuto de utilidade pública desportiva. mas isso não a impede de exercer as suas funções."

 

Este é um excerto de uma entrevista concedida pelo novel Presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), àquela brochura pornográfica, “A Bola”, que infelizmente, não está integralmente disponível na versão online, pelo que o fui buscar ao blog do António Boronha.

 

Ora, finalmente alguém que vem a terreiro anunciar o (para mim) óbvio desde o início.

 

A FPF é uma associação de direito privado e, por isso mesmo, à luz do artigo 46.º da Constituição desta nossa República (CRP), desde que não se destine a promover a violência e os seus fins não se revelem contrários à lei penal, goza da prerrogativa de prosseguir livremente os seus fins “sem interferência das entidades públicas” (n.º 2 do artigo 46.º da CRP).

 

Assim sendo, quando o Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro (Regime Jurídico das Federações Desportivas), vem dizer que o regime jurídico aplicável às federações é o nele disposto e, “subsidiariamente, o regime jurídico das associações de direito privado”(artigo 4.º), não sei, não…

 

Por muito que isto custe a algumas pessoas, pelos mais variados motivos, e ao próprio Boronha, convém distinguir aquilo que são interesses e vinganças pessoais, do Estado de Direito em que vivemos.

 

A FPF, enquanto entidade de direito privado, pode, como muito bem entender, continuar a organizar campeonatos, por si, ou por delegação na Liga de Clubes, e os seus órgãos, de entre eles o CJ, a funcionar como dantes, quartel-general em Abrantes. A questão da não adaptação dos estatutos tem impacto sim, mas ao nível da atribuição do estatuto de utilidade pública.

 

Só que essa é outra história, e é esse estatuto que se encontra parcialmente suspenso pelo o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD).

 

Suspendeu-o porque esta, apesar dos esforços envidados para reformular os seus estatutos à luz do novo regime jurídico das federações desportivas, não os conseguiu fazer aprovar em devido tempo na sua Assembleia-Geral.

 

De acordo com o Regime Jurídico das Federações Desportivas (art.º 64.º), as federações desportivas existentes dispunham de um “prazo de seis meses a contar da publicação do despacho referido no n.º3 do artigo 26.º”, para proceder à adaptação dos seus estatutos, tendo em conta o novo enquadramento legislativo, que entrariam em vigor na época desportiva seguinte.

 

O despacho referido no n.º3 do artigo 26.º, determina quais as modalidades consideradas colectivas e individuais, e foi proferido pelo SEJD em 14 de Janeiro de 2009 (Despacho n.º 3203/2009), sendo publicado em Diário da República a 26 do mesmo mês.

 

Portanto, às federações desportivas, e designadamente à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), era concedido um prazo até 26 de Julho de 2009, para que procedessem às devidas adaptações dos seus estatutos.

 

Pelos vistos, a FPF, malgrado a bondade dos seus esforços, não conseguiu ver aprovados os novos estatutos até àquela data, de tal forma que, em Março de 2010, oito meses transcorridos, vá-se lá saber porquê, se por inércia, inépcia ou outro motivo qualquer, o SEJD dá um prazo definitivo de dez dias para regularização da situação, findo o qual a decisão de suspensão do estatuto de utilidade pública se tornou irreversível, com efeitos a contar a partir de 12 de Abril.

 

A suspensão da utilidade pública da FPF [art.º 21.º do Decreto-Lei n.º 248-B/2008), resultou, conforme se prevê naquele diploma (art.º 21.º, n.º1, alínea a)], da (v)iolação das regras de organização interna das federações desportivas constantes no (…) decreto-lei”.

 

E quais são as possíveis penalizações que, pelo diploma, serão susceptíveis de aplicação neste caso?

 

“a) Suspensão dos apoios decorrentes de um ou mais contratos-programa;

 

b) Suspensão de outros apoios em meios técnicos, materiais e humanos;

 

c) Impossibilidade de outorgar novos contratos-programa com o Estado pelo prazo em que durar a suspensão;

 

d) Impossibilidade de beneficiar de declaração de utilidade pública da expropriação de bens, ou direitos a eles inerentes, necessária à realização dos seus fins;

 

e) Suspensão de processos de atribuição de quaisquer benefícios fiscais;

 

f) Suspensão de toda ou parte da actividade desportiva da federação em causa.”

 

Aliás, a forma como o Diário de Notícias (DN) dava na altura a notícia e as citações extraídas do discurso do SEJD, parecem concordar comigo:

 

“A perda do direito de organizar competições desportivas para já tudo indica que não se coloca.”

 

“(…) o secretário de Estado já afirmou que não irá condicionar a actividade da FPF, nomeadamente a actividade das selecções….”

 

“As actividades da FPF não podem ser prejudicadas, algumas delas da mais alta importância para o País”.

 

Tratou-se, como terá referido então o SEJD, de «“fechar a torneira” dos apoios financeiros (…) dos quais muitas dependem para viver». E só.

 

Fundamentalmente, foi uma penalização de carácter financeiro, atingindo, no caso, a FPF e a Federação Portuguesa de Vela, onde mais lhes dói: no bolso.

 

Porquê então todo este drama à volta da ilegalidade da FPF?

 

Convirá lembrar como é que esta questão surgiu, recordam-se?

 

Pelo que me lembro foi trazida à baila por alguém que, não foi convidado a permanecer no cargo que ocupava, no novo elenco da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Liga).

 

Alguém que saiu da Liga e se tornou cronista num (mal) afamado diário desportivo.

 

Um fulano que, quando resolve dar vazão ao narciso que há em si, emite opiniões, que em geral, e no caso do FC Porto, em particular, não colhem na maioria das vezes a concordância dos seus colegas de profissão.

 

Um sacripanta que afastou dois profissionais portistas dos relvados por tempos e tempos, para depois se vir a verificar, que afinal, até não era bem assim.

 

Exactamente. Já lá chegaram: o ilustríssimo Ricardo Costa.

 

Tanto quanto sei, esta questão foi suscitada numa entrevista concedida pelo dito cujo a Sílvia Freches, da revista de sábado do jornal Diário de Notícias, intitulada “Ricardo Costa – O perfeccionista que mexeu no futebol”, cujas passagens fundamentais, a meu ver, serão as seguintes:

 

“Tinha ambições para continuar no cargo?

 

Nenhumas. Logo, se tivesse sido convidado, a resposta era não.

 

Porquê?

 

(…) parece-me que a lei das federações não permite a continuação em funções da Comissão Disciplinar desde Julho deste ano. Nunca exerceria este cargo nesta situação de incerteza e dúvida sobre a legalidade da justiça desportiva da Liga.”

 

(como não consegui aceder à entrevista online, no site do jornal, tive que ir por outros caminhos, até onde quem a quiser ler na íntegra, poderá encontrá-la)

 

Mas, porquê toda esta preocupação com a ilegalidade da FPF, e por consequência, da Liga, e porque é que só se torna preocupante a partir de 1 de Julho de 2010?

 

Ok, de acordo com o regulamento de competições da Liga, a época 2010-2011, começa precisamente a 1 de Julho. A data coincide.

 

Só que, se era para estar com tremores, então o bom do Costa, talvez os devesse ter tido logo a partir do momento em que à FPF foi retirado o estatuto de utilidade pública, ou seja, em 12 de Abril de 2010.

 

Bem vistas as coisas, a partir desse momento a Federação deixaria de ter “competência para o exercício, em exclusivo, (…) de poderes regulamentares, disciplinares e outros de natureza pública (…)”(art.º 10.º do Decreto-Lei n.º 248-B/2008).

 

A haver alguma ilegalidade, então ela remontaria a essa data, e não à data em que os estatutos reformulados deveriam entrar em vigor, ou seja, na época seguinte, ou 1 de Julho, como defende a tese ricardina.

 

Ora, a Liga, a cujo Conselho de Disciplina este presidiu, não tem competência própria para o exercício do seu poder disciplinar. Exerce-o por delegação de competências da Federação. Logo, estando a Federação “ilegal”, a partir da data da suspensão da utilidade pública, também o órgão do Costa, assim o estaria.

 

Será que não duvida também da legalidade de todas as decisões que tomou a partir daquela data? Só é ilegal a partir de Julho de 2010? Porquê?

 

Que azar só agora ter dúvidas. É que se estas o tivessem acometido na devida altura, talvez não tivesse deixado passar sem recurso a decisão do Conselho de Justiça da FPF de reduzir as penas aos atletas do FC Porto!

 

Mas afinal de contas, porque é que o ilustre Costa confunde a data em que a FPF entra em pressuposta “ilegalidade”, e que deveria coincidir com a retirada do estatuto de utilidade pública, com a data em que deveriam entrar em vigor os novos estatutos federativos?

 

Por distracção? Porque não sabe mais? Porque lhe dá jeito? Ou porque lhe apetece?

 

Mistério! O que se sabe, porque é público, é que o Secretário de Estado Laurentino Dias vetou o nome de Ricardo Costa, para integrar a Comissão para a Justiça Desportiva, que irá debruçar-se sobre o estado da arte da (in)justiça desportiva e a possível implementação de um Tribunal Arbitral Desportivo, e que houve um clube  que recentemente vetou o Secretário de Estado, considerando-o “persona non grata”.

 

Coincidência, obviamente!

 

Para concluir, que isto já vai chato e comprido como o peixe-espada, descubram as diferenças entre a primeira parte do excerto da entrevista do ex-Presidente do CD da Liga, e aquela anedota com barbas brancas, do alentejano que ouve dizer que a companhia aérea nacional se encontra a recrutar pilotos de aviação.

 

Dirige-se pressurosamente para Lisboa, e nos serviços administrativos do Aeroporto da Portela, pede para falar com alguém dos recursos humanos.

 

“Era por causa do anúncio p’a piloto!”

 

“Ah! Sim, sim, faça favor. O senhor tem brevet de piloto?”

 

“Tenhe o queim?!”

 

“Brevet de piloto de aviação. Licença para conduzir aviões?”

 

“Na tenhe, nã senhora!”

 

“Então, e já conduziu algum tipo de avião?”

 

“Nã senhora!”

 

“Ao menos fala inglês?”

 

“Nã!”

 

“Então o que é que veio cá fazer?”

 

“Olhi, ê vim p’ra dezer p’a nã contaren cumigue!”

 

Anedota é anedota. O dr. Ricardo Costa, até ver, é real.

 

…e depois os alentejanos é que são estúpidos!

Dribulam, dribulam, mas não metem góis

22
Nov10

A primeira vez que li esta frase, ou tinha sido proferida por José Maria Pedroto, ou então a ele terá ficado associada, após um jogo em que a sua equipa tinha dominado, mas não conseguira concretizar o seu ascendente territorial em golos.

 

 

 

Era a velha questão dos trinta metros finais do terreno de jogo, que Pedroto dizia que faltavam às equipas portuguesas, para se poderem equiparar às melhores do Mundo (do Mundo, Mundo, e não dos arredores de Carnide!).

  

Ouvindo as declarações do André Villas-Boas após o jogo contra o Moreirense, recordei-me de Pedroto.

   

O nosso treinador resumiu o jogo numa frase: “Apesar do controlo do jogo e do controlo territorial, faltou-nos o momento de definição e, por isso, não criámos mais oportunidades”

 

Ou seja, tivemos o domínio, mas este foi inconsequente.

 

E pronto. Foi isto.

 

Sem entrar em grandes sofismas e sem charadas cifradas, cujo entendimento fica além do alcance do adepto médio, e que só dão azo a leituras de entrelinhas, e a interpretações de primeiras, segundas e terceiras intenções nos programas de comentário desportivo semanais.

 

Assim ficam para a discussão o golo mal anulado ao Moreirense e, caso alguém tenha reparado nisso, o penálti não assinalado sobre o Hulk, que até agora, ainda não consegui ver em nenhum dos resumos do jogo na televisão.

 

Temos um treinador que para além de saber ler o jogo, e cada vez vão sendo menos as dúvidas a esse respeito, sabe transmitir a sua leitura sem entrar em teorias transcendentais sobre processos e afins. Acredita sim, e isso já o disse por diversas vezes, nos “factores de transcendência”, que levam os jogadores a superarem-se em certas e determinadas ocasiões.

 

Este é, neste momento, o grande desafio da nossa equipa: encontrar a cada jogo esses “factores de transcendência”, e evitar o adormecimento.

 

Na Taça de Portugal o grande desafio será a conquista do tri. É uma boa meta. Mas será suficiente para que levar os jogadores a superarem-se? Pelo que se viu em Moreira de Cónegos, objectivamente que não, com as gratas excepções do Belluschi e do Falcao.

 

No entanto a vitória na Taça não deixaria de ser um objectivo desejável. Só que o jogo mais apetecido nesta competição, é aquele que dá acesso à vitória, é obviamente, a final. Os outros jogos fazem-se, porque se têm necessariamente de fazer, e porque sem os disputar e vencer, não se chega à final.

 

Na Liga Europa, conquistada que está a passagem à segunda fase da competição, e com dois jogos para disputar a liderança, o simples, mas não despiciendo, objectivo de alcançar o primeiro lugar do grupo para evitar os derrotados da Champions, será suficiente quando uma vitória nos basta? Veremos.

 

E chegamos à Liga Zon Sagres.

 

Os nossos rivais na luta pela conquista do título, especialistas na urdidura de estratégias e teorias da conspiração, desta feita congeminaram um plano maquiavélico para adormecer a nossa equipa, e vai de perder pontos, que chegaram a ser 10 em 10 jornadas para o mais directo perseguidor.

 

Adormecem-nos porque depois, como disse o treinador de um deles, na segunda volta é que vai ser a sério, e aí é que vão recuperar. Ao Jesualdo Ferreira, na época passada com este tipo de raciocínio, saiu-lhe o tiro pela culatra...

 

O que é certo é que a falta de competitividade da nossa Liga é um dado sobejamente adquirido, e recordo-me que já o Mourinho, numa das primeiras entrevistas que deu quando se transformou no Special One, afirmou que a Liga portuguesa era fácil de vencer, para isso “bastava vencer nos sítios certos, nos momentos certos”.

 

Assim, como motivar uma equipa como o FC Porto, nestas condições?

 

 

O André Villas-Boas faz o que pode e definiu como objectivo chegar ao final do ano sem perder pontos para os rivais. É aquilo a que se pode chamar um “objectivo intermédio”.

 

É grave se forem perdidos pelo caminho alguns pontos? Ficará a conquista do título irremediavelmente comprometida? É provável que não. Mas nesta nossa Ligazinha, temos que nos ir motivando e superando a nós próprios desta maneira.

 

A mim, pessoalmente, enquanto simples adepto portista, entristece-me que seja necessário fazer uso deste tipo de estratégia motivacional. Na minha infinita estupidez, sempre me pareceu que vestir aquela camisola azul e branca, seria motivação suficiente para o que quer que fosse.

 

 

Por outro lado, não me parece que tenha estado bem o nosso treinador ao anunciar publicamente este objectivo. É um objectivo nosso, um objectivo interno. Desta forma, cada uma das três equipas que vamos defrontar até ao final do ano (eram quatro quando foi definido o objectivo, porque foi antes do jogo com o Portimonense), passou automaticamente a incorporar como objectivo seu (se não o tinha já!) a perspectiva de poder vir a ser a primeira a infligir-nos uma derrota.

 

Ou é precisamente uma tentativa de “abrir o jogo” dos adversários que nos vão defrontar, Sporting incluído?

 

Seja como for, parafraseando o “Homem do Pinheiro” e o Pedro Abrunhosa, contra o Besiktas, em Portimão, perdão, no Estádio do Algarve e em Moreira de Cónegos, “fizemos o que tínhamos a fazer”, resta-nos agora “fazer o que ainda não foi feito”.

 

E isso é encontrar a motivação para conseguirmos ser consequentes nos últimos trinta metros de terreno. Deste ponto de vista é uma pena que o “Homem do Pinheiro” não tenha conseguido o seu pinheiro. Sempre era uma motivação extra espetar-lhe umas quantas bolas, para ajudar na decoração de Natal…


Nota: Agora que terminei, reparei que no mesmo texto, consegui falar do Pedroto, do Mourinho e do André Villas-Boas. Que grande coincidência!  

 

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