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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Pianinho, Baixinho, pianinho!

06
Jul12

 

Romário, o Baixinho, que tanto admirei no Barcelona, veio dizer:   

 

"Existem 10 jogadores melhores que Hulk no Brasil"

 

Pois é meu caro Romário, assim será, e o argumento dos “nomes de respeito” até pode ser muito válido.

 

Mas, como disse o Sapunaru, e talvez não tenha chegado a Terras de Vera Cruz:

 

"São todos bons jogadores, mas só eu jogo no FC Porto e, por isso sou o melhor de todos eles”

 

O Hulk também é assim. E se Hulk não é um nome de respeito, não sei que nome incutirá mais respeito. Olha, chama-lhe Givanildo, se preferires.

 

Se "Pelé calado é um poeta", podes começar a declamar quando quiseres.

 

…e que saudades que vou ter do Sapunaru!

 

 

 

 


Nota: ainda não foi desta. Porra, que o gajo é chato!

 

Agora é que é…

Prémio “O Sexólogo com tomates de aço”

05
Jul12

Rui Gomes da Silva, vice-presidente benfiquista e ex-ministro do Governo de Pedro Santana Lopes, conseguiu fazer com que corressem com o Marcelo Rebelo de Sousa da TVI.

 

O Sócrates não logrou nem “comprar” a TVI, nem asfixiar o “Sol”.

 

Para Carlos Magno, e para a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), a pressão exercida pelo ministro Miguel Relvas, sobre a jornalista do “Público”, terá sido “inaceitável”, ainda que a deliberação não o diga, mas não “ilícita”, pelo que saiu ilibado, e até ver, ileso o ministro.

 

Júlio Machado Vaz cometeu, entre outras, imaginem, a blasfémia de colocar no “Fundo”, da rúbrica “Topo e Fundo”, do “Trio d’Ataque” da RTPI, o Carlos Lisboa, e foi corrido do programa.

 

Melhor ainda. O seu lugar, será ocupado, nada mais, nada menos, que por João Gobern, o benfiquista imparcial, que se limitou a festejar em plena emissão um tento da sua equipa.

 

Por este episódio, bem se vê quem detém efectivamente os cordelinhos da televisão neste País.

 

 

 

Nunca apreciei muito os programas sobre sexo do Júlio Machado Vaz, tal como os da Marta Crawford. É cá uma teoria minha, que quem fala muito sobre o assunto, deve praticá-lo pouco, com a excepção óbvia do “sex talk” telefónico.

 

Mas, após este episódio, confesso que o elegi à categoria dos raríssimos benfiquistas pelos quais nutro algum respeito.

 

Para terminar, deixo-vos a anedota simpática e pouco malfazeja que inspirou o título do texto.

 

Dois compadres agricultores, podem ser alentejanos ou não, como quiserem, discorriam sobre as agruras do seu labor.

 

“Compadre, o raio das galinhas vão-me caminho das tomateiras, e dão-me cabo de tudo. Não consigo tirar um tomate de jeito”

 

“Ó homi, você vá à drogaria do Ti Manel Curvadinho, qu’ele tem lá uns tomates de imitação, em aço. As bichas vão lá debicar e partem o bico. Vai ver que nunca mais lá voltam”

 

O Ti Manel, “Curvadinho” de alcunha, era o dono da drogaria da terra. Um simpático ancião, a quem o passar dos anos indesejavelmente contemplara com uma protuberante corcunda.

 

Dito e feito, o homem dirige-se à drogaria.

 

“Ó Ti Manel, vossemecê tem tomates de aço?”

 

“Nã senhora, Mestre Chico. Atão você nã vê qu’isto é por modos da espondilose?!”

 


Nota: Bem sei que tinha dito que só voltaria dia 16. O que é que querem? Não resisti. Dez minutitos, são só dez minutitos…

 

Agora é que é. Desta vez é a sério. Até dia 16 (vamos ver...)!

Fechado para avaliação

04
Jul12

Calma, nada de pânicos.

 

Não é nada de especial, não vão vir por aí mais anúncios bombásticos, como o do encerramento do Portistas de Bancada, ou coisa que o valha. Para más notícias, esta semana já basta.

 

E aproveito para esclarecer que o que está em avaliação, sou eu, e não o Azul ao Sul.

 

 

Seja como for, os próximos tempos requerem que dedique a minha integral atenção ao assunto que tenho entre mão, de modo a que, sem distracções doutra sorte, consiga compor uma bela peça de retórica narrativa.

 

Uma daquelas combinações sui generis de poesia, ciência jurídica, drama e ficção capazes de fazer verter lágrimas a um calhau, e que faça com que, quem a leia, se compadeça da minha insignificante condição humana.

 

Dito isto, poupo-vos a mais pormenores escabrosos sobre esta matéria, e porque vou aproveitar também para dedicar algum tempo a outras coisas que tenho vindo a negligenciar – não, não vou de férias, se é o que estão a pensar. Isso é só para o mês que vem -, estão dispensados da frequência deste espaço, o mais tardar, até ao próximo dia 16 (mais coisa, menos coisa).

 

Eu sei que vêm aí as contratações, os jogos de início de época, e todo o folclore tão típico da silly season, mas conto com a Vossa compreensão.

 

Vá, agora respirem de alívio, e fiquem bem, que vou tentar fazer o mesmo.

 

 

(tirado daqui)

De emprestado a emprestadado e fiado

03
Jul12
 

Comecemos pelo fim. Ou pelo princípio. Como as coisas estão, nem sei bem.

 

«Fiquei muito surpreendido e a medida coloca-me grandes reservas, até pela rapidez com que foi aprovada [durante uma assembleia geral extraordinária, de quinta-feira passada]. Acho que fazia mais sentido limitar o número de empréstimos. Passámos do oito para o 80», afirmou este sábado em entrevista ao jornal «Público», Mário Figueiredo, o presidente, aparentemente em funções, da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
 
 
 

Antero Henrique, diretor-geral da SAD dos campeões nacionais, deixou críticas à decisão, por entender que a medida representa um "retrocesso" para o jogador português.

 

"É um atentado ao jogador português. É um grande retrocesso no que diz respeito à necessidade de desenvolver o jogador português que assim vê o seu espaço diminuído. As equipas B são uma excelente medida, mas é preciso um nível intermédio", afirmou o dirigente em entrevista ao jornal 'O Jogo'.

 

Antero Henrique deu vários exemplos de atletas nacionais, que foram recentemente emprestados a clubes da primeira divisão e estiveram em bom plano: Adrien, Atsu, Cédric, Kelvin ou Pizzi.

 

"Isto caminha num sentido muito escuro, porque o que se defende é a solidariedade no futebol português, sobretudo num contexto de dificuldades financeiras", explicou.

 

O diretor do FC Porto acrescentou que não acredita em "sucesso sem planeamento", defendendo que esta decisão deveria ter sido "discutida com tempo, porque há vários modelos para a questão e basta ver o que aconteceu na liga mais comercial do mundo, a inglesa, onde as regras foram amplamente debatidas".

 

Antero Henrique criticou também os clubes que eram muito beneficiados com os empréstimos e votaram a favor da proposta do Nacional: "Muitos clubes andam hipnotizados, não sabemos muito bem com o quê. No fim deste hipnotismo vamos perceber como é que isto está...".

 

Entretanto, consta que, tanto FC Porto, como o segundo classificado da época passada, terão votado contra, assim como outros sete clubes, contra 19 que votaram a favor da medida proposta pelo Nacional da Madeira, e contando-se ainda uma abstenção.
 

 

O presidente do Sindicato de Jogadores é a favor: «"há algum tempo o Sindicato de Jogadores já tinha sugerido uma redução dos empréstimos, de modo a assegurar uma competição mais leal".

 

Sem jogadores cedidos, frisa, "todos os clubes ficam em pé de igualdade", dando um exemplo: "um clube que tem 27 jogadores que lhe pertencem, tem um orçamento mais elevado do que outro que recorre a empréstimos".

 

Ainda assim, o dirigente sindical entende que "deveria haver um período de transição, com limitação do número de empréstimos e não proibição imediata". E revela que "alguns clubes que votaram esta decisão porventura nem saberiam o que estava a ser discutido"».

 

 

Na óptica de Luis Duque, administrador da SAD do Sporting, que apoiou a medida, esta «"Vai, sobretudo, dar mais transparência ao futebol português", disse o dirigente, recordando que a proibição de empréstimo de jogadores a clubes da mesma divisão "é um facto em campeonatos como o inglês".

 

Para Luís Duque, "o princípio está aprovado”, mas caso apareça “quem saiba contornar a regra, isso fica para o julgamento de quem segue o futebol".

O dirigente sportinguista argumentou com as equipas B para justificar o fim desses empréstimos: "Os jogadores que precisarem de evoluir podem fazê-lo ‘em casa', isto é, nos clubes que os contratam e em provas profissionais"».

 

Ou seja, em poucas palavras, a balbúrdia do costume, e a sensação de que a Liga de clubes, neste momento não tem rei, nem roque. É a ditadura do proletariado, na sua expressão clubística. Com um clube de viscondes de permeio, é certo, mas cada vez mais lumpen.

 

No meio disto tudo, quem sai a ganhar com tal medida?

 

Os clubes que emprestam jogadores? Basta ver a posição assumida pelo administrador da nossa SAD, para perceber que dificilmente assim será. Quanto aos outros que votaram contra, estas coisas para eles são poliédricas. Têm lados em barda, e eles utilizam-nos a todos.

 

Lucram alguma coisa os clubes que recebiam hospitaleiramente os jogadores emprestados? Se tivermos em conta o que diz o presidente do Sindicato dos Jogadores, também não. Aliás, a fiarmo-nos nas suas palavras, esses clubes têm é vivido até aqui num regime de favorecimento encapotado, face aos que não contam nas suas fileiras com jogadores emprestados.

 

É interessante esta preocupação do homem sindicalista, que nada tem a ver com os jogadores, que supostamente representa, propriamente ditos, mas com a igualização dos pés dos clubes.

 

Então se um clube com a corda na garganta, como quase todos eles vivem permanentemente, tiver jogadores emprestados, com os quais não suporta encargos, a sua capacidade de solver os compromissos com os demais aumenta ou diminui, senhor sindicalista?

 

E os emprestados, preferirão estar encostados ou jogar pelas equipas B, ou rodar numa outra equipa qualquer do escalão principal? O sindicalista representa os seus sindicalizados ou falou a título meramente pessoal?

 

Mais transparência e verdade no futebol português? Reforço das equipas B?

 

Quando quem fala em transparência – Luis Duque, é simultaneamente o primeiro a dar-lhe a machadada: "o princípio está aprovado”, mas caso apareça “quem saiba contornar a regra, isso fica para o julgamento de quem segue o futebol".

 

O Mística Azul e Branca, sem grandes mistérios, também rapidamente aventou uma forma expedita de contornar a situação:

 

 “(…) está mesmo a ver-se o que vão fazer os clubes que queiram continuar a emprestar os seus excedentários: contratos de venda fictícios com uma cláusula de opção de recompra pelo mesmo preço, ou outra artimanha parecida! Se o jogador lhes interessar, vão lá buscá-lo. Isto a menos, claro, que o senhor Figueiredo também queira alterar as leis do Código Comercial e que só seja possível efectuar negócios, debaixo da sua tutela”.

 

É verdade que a medida, à primeira vista, parece entroncar na criação das equipas B. Até nem seria de todo desprovida de sentido.

 

Havendo a possibilidade de emprestar jogadores a clubes da mesma liga, com o fito de, para além da componente desportiva, de per si, gerar uma esfera de influência, porque iriam os clubes colocar os jogadores nas equipas B?

 

E os jogadores? Penso fundamentalmente naqueles com algum estatuto, real ou imaginário. Podendo jogar na liga principal, porque diabos iriam dar um passo atrás nas carreiras, e alinhar pela B, numa divisão secundária?

 

Esta proibição pode funcionar como um argumento para o clube, tipo “meu amigo, tem três hipóteses: é a B, ou zarpa para a estranja, ou fica a coçar os ditos cujos no banco”.

 

Sem dúvida que, para quem patrocinou a reactivação das equipas B, esta medida parece essencial, no sentido da sua afirmação e do reforço da competitividade artificial do futebol português.

 

Todos sabemos que, independentemente da simpatia que os portugueses nutrem pelo clube da terrinha, quando esta não coincide com o local de origem de algum dos três grandes, serão poucos aqueles que não têm preferência por um destes últimos.  

 

São estes clubes que levam público aos estádios, sendo que um deles, de tal maneira se ufana disso mesmo, que até houve por bem incitar os seus adeptos a não acompanharem a equipa do seu coração fora de portas.

 

Assim sendo, havendo a possibilidade de ver o clube da terra a defrontar, e eventualmente, até bater-se de igual para igual, com um dos grandes, será essa hipótese desprezível? É a equipa B dos outros? Que seja, o que é que isso interessa? Será sempre o FC Porto, ou o outro ou aqueloutro.

 

O ideal mesmo era que, para além de equipas B, criassem equipas C, D, E, F, e as espalhassem por todas as divisões. Aí sim, é que o nosso futebol, num ápice, se iria tornar um primor de competitividade e até a capacidade dos estádios teria de ser revista, para albergar tamanhas multidões de adeptos.

 

Se querem saber a minha opinião, o último chefe que tive, com quem realmente aprendi alguma coisa de jeito, dizia que “as leis são feitas para ajudar os amigos, lixar os inimigos e aplicar aos indiferentes”.

 

Vamos aguardar, como disse o Luis Duque, para ver quem vai ser o primeiro a mijar fora do penico, e a “contornar a regra”. Aí ficaremos a saber quem são os “amigos” e os “inimigos”, e consequentemente, o verdadeiro porquê desta proibição.

Cai o pano sobre a taça latina, com passagem obrigatória pela latrina

02
Jul12

 

Sim, eu sei, não, não vou dizer, como o Vítor Espadinha, que “tudo são recordações”. Eu sei que tinha dito que me desinteressava da questão do Euro 2012.

 

Mas o que é que querem? Uma final sempre é uma final, e nem foram precisos caracóis, nem imperiais, para dar uma motivação extra, que isto, quando se têm miúdos pequenos em casa, a melhor maneira de não ter que alterar planos, é nem sequer perder tempo a fazê-los.

 

Pois é, embora contrariado, acabei por ver a final entre a Espanha e a Itália, quase toda, só falhei o último golo espanhol. Como seria de esperar, se se recordam do que escrevi no texto imediatamente anterior a este, confirmou-se integralmente o que então disse:

 

“os últimos acontecimentos encarregaram-se de deixar bastante claro o quanto (não) percebo até aos mais ínfimos pormenores, de tudo quanto ao jogo da bola diz respeito”

 

A Itália, ao contrário do que antecipara, não ganhou. A Espanha, que parecia ter terminado de bofes de fora o jogo contra nós, surgiu renascida e os italianos, que estiveram quase sempre por cima contra a Alemanha, é que pareciam estar todos rotos, e a lesão do Thiago Motta, não ajudou.

 

Acabou por triunfar a equipa que alterações menos significativas introduziu (a troca do ponta-de-lança, pelo pseudo-ponta-de-lança) em relação ao último jogo, como que a dar razão ao dito de que “em equipa que ganha, não se mexe”.

 

Salvo algum motivo de ordem física, cuja percepção foge ao alcance de quem está de fora, ou a mim, pelo menos, não percebi a troca do lateral-esquerdo italiano. O Balzaretti tinha estado bem contra os merkelianos, porque é que o treinador italiano foi mexer na equipa?

 

Que três centrais não eram necessários contra uma Espanha, que nem com um ponta-de-lança, na verdadeira acepção do termo, utilizou, parece evidente. Mas a Alemanha também só tinha um homem em cunha, e nesse jogo jogaram os três centrais (Bonocci, Barzagli e Chiellini), mais o Balzaretti.

 

Neste jogo, fazer do Chiellini defesa-esquerdo, soou-me um tanto ou quanto estapafúrdio. Mas enfim, não conheço os jogadores, nem o Prandelli, o suficiente para me pronunciar com mais propriedade sobre a matéria, como se tal fosse possível…

 

Pronto, venceu a Espanha, ganhou por 4-0, e triunfou bem. Uma final com dois finalistas latinos, e mais a equipa de arbitragem, também ela latina. A Europa do sul representada em grande no encerramento do Euro 2012.

 

Outro motivo que me levou a ver o jogo, foi o almoço que o antecedeu. Por imperativos familiares, que já mencionei também noutras ocasiões, almocei ao lado de dois benfiquistas. Com os amigos ainda podemos ter algum cuidado na escolha, a família não se escolhe.

 

Então quais foram os seus comentários mais relevantes em relação ao jogo? “O polvo Platini já escolheu quem vai ganhar”, e que os espanhóis terão ficado preocupados, quando souberam que o árbitro era o Pedro Proença, por ser conhecida a sua tendência para favorecer a equipa que veste de azul.

Perante isto, o que dizer? Vejo-me forçado a dar razão ao Miguel, quando diz no Tomo II, que entre os benfiquistas, há uma grande prevalência de indivíduos que personificam autênticos monumentos à estupidez.

 

A cegueira é de tal ordem que, em tão pouco, conseguem logo à partida contradizer-se. Então se o Platini escolheu o vencedor, e pelo que disse publicamente, se depreende que seria a Espanha, iria nomear em seguida um árbitro com uma extrema sensibilidade visual à cor azul?

 

Isto faz sentido? Não faz. Até admito que aqueles comentários tenham sido produzidos a título de brincadeira, tão descabidos e incoerentes que são, quando tomados em conjunto. 

 

Agora, o que não é brincadeira nenhuma é a aversão que os benfiquistas nutrem, afinal de contas, por um dos seus. E que agora, tornam extensível ao monsieur Platini, como que numa tentativa de globalizar (europeizar, seria mais correcto) a conspiração que os impede de chegar aos desejados títulos.

 

Não tenho nenhuma procuração para defender qualquer um dos dois, nem nenhuma particular predilecção por qualquer um deles, mas, porra pá, isto tem ponta por onde se lhe pegue?

 

O Pedro Proença beneficia o FC Porto? Aonde? No jogo da Supertaça contra o Vitória de Guimarães, onde deixou por marcar, pelo menos uns quatro penáltis a nosso favor?

 

Ou é ainda a propósito do jogo do golo em fora-de-jogo do Maicon? O tal em que o Pedro Proença errou ao longo de toda a partida, sempre para o mesmo lado, e não foi o que vestia de azul, e depois o árbitro assistente, lá meteu água a nosso favor, e deu-nos a vitória. É isso? É por esse jogo?

 

Serão coisas doutros carnavais? Ou será porque a recente nomeação de Pedro Proença para a final da Champions, e agora do Campeonato da Europa, contribui para deitar por terra e tornar cada vez menos verosímil a estratégia de descredibilização da arbitragem que insistentemente prosseguem?

 

Se falir o desejável quanto pior, melhor, como justificar o recurso a árbitros estrangeiros em jogos das ligas profissionais nacionais?

 

 

 

Como disse, não fui avençado para defender o Pedro Proença. Contudo, tenho-o em conta como sendo um dos poucos árbitros, que, errando, como todos fazem, não o faz deliberadamente. A maior parte das vezes dá a ideia de fazê-lo por excesso de autoconfiança, por ter-se em grande conta ou narcisismo, se quiserem, mas não intencionalmente.

 

A única vez que me lembro de ter contestado uma sua presença num jogo do FC Porto, foi pouco tempo após a eclosão do Apito Dourado, quando por alturas da sua nomeação para um jogo em que também intervinha a sua equipa, a mesma que o despreza, se ficou a saber que se constituíra assistente naquele processo.

 

Naquela altura, Apito Dourado era sinónimo de FC Porto. Alguém que era assistente no processo apitar aquele jogo, parecia um despropósito. Era meter a colher entre o acusado e o acusador.

 

Será isso que os benfiquistas não lhe perdoam? O ter sido o único árbitro que, sujeito à humilhação por eles patrocinada, de ver o seu nome envolvido no Apito Dourado, ousou reagir, ao contrário dos demais, que comeram e calaram, como de costume, e tomar parte no processo?     

 

Ora, se os benfiquistas o rejeitam, como também fazem com o Olegário Benquerença, e como de resto, com quase todos os árbitros internacionais, excepção feita aos casos do João “pode vir o João” Ferreira e do Bruno Paixão, quem é que querem ver a dirigir os seus jogos?

 

Sim, já sabemos: árbitros estrangeiros. Mas, e fora esses?

 

Hugos Miguéis, Vascos Santos, Marcos Ferreiras, Brunos Esteves, Hugos Pachecos? Porquê?

 

Esta é a “million dollar question”, cuja resposta nos pode levar, à velocidade da luz, do campo da mais pura e naïf estupidez, para a mais deslavada desonestidade intelectual. Por uma questão de mera higiene pública, prefiro mil vezes a estupidez.

 

No entanto, não posso deixar de notar, e achar estranho que pessoas, que reputo de inteligentes, e capazes de pensar pelas suas cabeças, num momento critiquem e digam que não concordam com a(s) estratégia(s) do presidente do seu clube, e a seguir, defendam ou repliquem posições idênticas, a propósito do Pedro Proença ou do Platini.

 

Há desejos que são inconfessáveis, porém, não deixam de ser desejos…

 

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