Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Da inevitabilidade do inevitável

Como aqui tinha previsto, era inevitável que a não divulgação dos árbitros nomeados para a jornada que passou da Liga Zon Sagres, só poderia redundar numa não-medida. Inevitavelmente.

 

Qual o impacto que uma medida deste género terá quando, para o jogo mais importante da ronda, no Estádio da Lucy, é nomeado o João “pode vir o João” Ferreira, e para Dragão, o tal Manuel Mota, que se havia estreado na alta-roda, há apenas duas jornadas, precisamente no Estádio da Lucy?

 

Ou, já agora, quando para Leiria, é indigitado o Pedro Proença, e para Coimbra, o Olegário Benquerença?

 

Era para evitar que os árbitros em causa fossem inevitavelmente submetidos a pressões inconvenientes? Tenham paciência.

 

Estão a ver algum benfiquista a pressionar o João “pode vir o João” Ferreira, ou sequer, a manifestar a mais ínfima contrariedade pela sua nomeação?

 

Ou um portista, a por em causa o Manuel Mota, que ainda não foi tido, nem achado, e a maior parte dos adeptos ainda não o viu mais gordo, nem mais magro?

 

Foi para os adeptos insulares não perturbarem o soninho de beleza do Olegário? Querem lá ver que foi um adepto sportinguista que agrediu o Pedro Proença no Colombo?

 

Sejamos sérios. Para quê uma tal medida, senão para “show off”? Não nos queiram atirar areia para os olhos, e tenham vergonha.

 

 

Para quê este aparato? Para esconder a nomeação do João “pode vir o João” Ferreira, até ao momento do facto consumado? Para evitar as inevitáveis e merecidas “bocas” e reacções a esse propósito? Será?

 

Começo a desconfiar que o Vítor Pereira (o dos árbitros!), é capaz de passar por aqui de vez em quando. Era certo e sabido, como disse no texto anterior, que uma boa maneira de evitar chatices, seria nomear o João “pode vir o João” e o Ferrari de Setúbal, e pimba, aí estão eles. Inevitavelmente.

 

E não quero dizer com isto que, ao contrário do que aconteceu noutras alturas, aqueles dois fulanos tenham sido preponderantes na determinação do resultado da partida.

 

Na realidade, foi uma aposta de risco que até não correu muito mal. O João “pode vir o João” Ferreira, como seria inevitável, foi autor de um trabalho à sua costumeira altura.

 

Disciplinarmente, perdoou inevitavelmente uns quantos cartões amarelos aos fregueses do costume da equipa da casa, e, eventualmente, um cartão vermelho ao Douglão. Tecnicamente, quanto a mim, esteve bem no penálti, mas o golo do SC Braga, nasce de um livre a punir falta que não existe.   

 

Se, muitos viram no nosso jogo em Paços de Ferreira, um penálti por assinalar contra nós, por falta do Sapunaru, então, ficou um penálti por apontar a favor do SC Braga, numa jogada com o inevitável Javi Garcia, como interveniente.

 

E para terminar em beleza, acabou o jogo com a bola a ser disputada na grande-área da equipa da casa.

 

Nada de por aí além, como vêem, a bosta do costume. Inevitavelmente.

 

A questão não tem tanto a ver com o seu desempenho, mas com aquilo que o poderá condicionar, e com a paz de espírito que a sua nomeação propícia.

 

Por muito tempo que passe, é inevitável que perdurem na minha memória o relatório produzido por este árbitro sobre os incidentes do túnel da Lucy, a sua brilhantíssima actuação na Supertaça da época passada, culminada com o “encosto” ao Álvaro Pereira (um aparte: vi este fim-de-semana o Pepe Reina ser expulso, por quase tanto como este encosto!), ou a expulsão por palavras a um colega, do Olberdam.

 

A bem da transparência, mandariam os bons costumes que, inevitavelmente, este árbitro não fosse indicado para jogos de uma certa equipa, ou outros cujos resultados pudessem ser do seu interesse.

 

Pelo menos enquanto não ficasse devidamente esclarecido, porque é que, de entre uma panóplia de árbitros oferecidos, todos os demais são recusados, porque “isso é tudo para nos f…!”, mas o “João, pode vir o João”. Especialmente, quando há coisas que estavam a ser feitas “por outro lado”.

 

Parece-me que seria interessante. Para além disso, é uma teoria minha, ou pelo menos ainda não a vi exposta em parte alguma, mas independentemente do trabalho que realize no terreno, dá-me a ideia que a nomeação deste árbitro como que funciona como um ansiolítico, em prol da estabilidade emocional do desequilibrado que dirige a equipa em causa.

 

Há uma certa preocupação com os detalhes que concorrem para esse objectivo, de entre os quais, a supressão de jogadores adversários, veja-se o caso do Hulk, e a nomeação de árbitros, com os quais esteja “à vontade”, leia-se: por exemplo, os que indiquei no texto anterior.

 

Sem isso, inevitavelmente, as coisas não aparentam ser tão lineares, e as asneiradas tácticas revelam uma certa tendência para emergir com mestria, como segundo rezam as crónicas, aconteceu recentemente contra o Chelsea, e acontecera de forma mais evidente no cincazero, com o Cachinhos Dourados a ser desviado para a esquerda para marcar o Hulk.

 

 

 

Adiante. Inevitável, como não poderia deixar ser, foi também a nossa vitória sobre o Olhanense. Mal seria se assim não fosse, caramba!

 

E isto apesar de mais um Neuer, desta vez Fabiano de seu nome. O Vítor Pereira (que não o dos árbitros!), acabou por condescender ao bom senso, e admitir inevitavelmente aquilo por que, atrevo-me a dizer, grande parte dos portistas ansiavam.

 

Penso que não andarei muito longe da verdade se disser que os onze que entraram em campo, eram aqueles inevitáveis para todos nós, arrotadores de postas de pescada encartados, e que ele, treinador, insistia em não reconhecer.

 

O Sapunaru à direita, o Maicon ao centro, o Rolando no banco, o Fernando no meio do terreno e o James, na esquerda, penso que seria o sonho de quase todos os portistas. Só faltou mesmo contentar os que ainda anseiam pelo Iturbe. A seu tempo, a seu tempo…Inevitavelmente?

 

Ganhámos, ganhámos bem, com o inevitável um penálti do costume por assinalar. Gostei da lógica do “contacto iniciado dentro da área, mas a falta acontece fora”, que por aí ouvi a justificar a não marcação.

 

Quase tanto como do cartão vermelho, que terá ficado inevitavelmente por mostrar ao Sapunaru, e não a outros, que tiveram entradas do mesmo género.

 

Enfim, a inevitável lenga-lenga do costume.

 

Assim como inevitáveis foram as declarações do Prof. Doutor Rei da Chuinga no final do jogo contra o SC Braga, queixando-se de que só tem tempo para jogar e recuperar, e os outros, dão se ao luxo de, ter tempo para treinar, vejam bem.

 

Mas, diz ele, “as grandes equipas são assim”, estão em todas as frentes.

 

É verdade. Com uma nuance. As equipas mais grandes são assim. Estão em todas as frentes, e vai-se a ver, no fim saem de lá com uma mão cheia de nada, ou felizes da vida, com a inevitável Taça do Lucílio.

 

As equipas maiores, como aquela que na temporada passada esteve em cinco provas, e limpou quatro delas, chegam lá e triunfam. E só têm tempo para jogar e recuperar.

 

É essa a linha, muito pouco ténue, que marca inevitavelmente, a diferença entre as equipas mais grandes e as maiores, e é essa a linha que, no final da Liga, espero que não venha a ser quebrada por um labrego ruminante.

 


Nota: para a próxima jornada, a mais decisiva, após a última jornada mais decisiva que já passou, vamos ver se há ou não divulgação dos árbitros nomeados. Seja como for, aposto, desde já, no Duarte Gomes, para a Calimeroláxia e no Pedro Proença, para a Pedreira. Quem alinha?

sinto-me:
música: Who can it be now - Men at Work
publicado por Alex F às 13:41
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