Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

A massa e o molho

O Jorge antecipou-se a toda a gente, e fez no seu www.porta19.com, no post "Afinal estamos com medo de quem?!" uma antevisão do nosso próximo embate com os Guerreiros do Minho (serão o ramo minhoto da família da minha esposa?), brilhante, do ponto de vista motivacional.

 

A comparação mano-a-mano que é feita entre os onzes previsíveis (ou que iniciaram os respectivos jogos na jornada passada) é-nos, assim à primeira vista, bastante favorável.

 

Contudo, tenho que colocar-lhe algumas reservas, mas poucas.

 

Começo pela maior. Gostei em particular d’”O Lima tem a experiência do Janko”. Sim, porque de facto, se não for pela experiência e pelo jogo de cabeça, dêem-me o Lima, sem hesitações.

 

O Lima bate o Janko aos pontos, e é um dos avançados que gostaria de ver com as nossas cores. E não é de hoje. Aliás, foi uma pena que, ao contrário do que era uma certeza aqui há tempos , ele e Sílvio, não terem vindo para o FC Porto.

 

Na altura, não era tanto pelo que jogava, mas porque, como muitos outros, desde os seus tempos de Belenenses, revelava uma tendência irritante para marcar grandes golos ao nosso clube. Agora joga bem mais, o que complica as coisas.

 

Outro ponto é “O Mossoró tem a classe e a visão do Lucho?”. A classe, não terá certamente. A visão, também não, mas não está mal de todo. No entanto, tem uma coisa que vai faltando ao Lucho, que é a forcinha nas gâmbias.

 

Por incrível que pareça, o último parêntesis diz respeito ao Álvaro Pereira. E aqui não é tanto por comparação directa. Que o Elderson não “bate o Álvaro Pereira em alguma área do jogo”, é uma evidência.

 

O que me preocupa é que o Alan bata o Álvaro Pereira a jogar aquilo que vi contra o Olhanense.

 

No computo geral, diria que, massa temos. Falta o molho, e o molho é o modo como os nossos rapazes se vão comportar diante dos bracarenses.

 

Para este tipo de jogo não me preocupam muito as tácticas. 4x4x2, 4x3x3, 4x1x2x3 ou 4x2x1x3? Quero lá saber! Como dizia o Pedroto: “É tudo à molhada!”

 

O que interessa não é o esquema táctico, mas sim a dinâmica que os jogadores lhe imprimem. Ainda assim, tenho cá uma fezada no regresso do duplo pivot a meio-campo, mesmo com o Fernando.

 

Por curiosidade, vi uma grande parte do jogo do SC Braga no Estádio da Lucy, e, muito sinceramente, fiquei surpreendido quando li no SAPO Desporto, o título "Nota artística destrona o líder Braga".

 

É que, ou o meu online estava mais desfasado (temporalmente) da realidade, do que é costume, ou, de onde é que raio é que vinha a história da “nota artística”? Que exagero!

 

Aquilo que vi na primeira parte foi um SC Braga à Sá “socos” Pinto contra o enorme Metalist, parecia uma réplica daquilo que foi a equipa do Domingos na época passada, no mesmo cenário e durante todo o desafio: recolhido na rectaguarda, talvez à espera que passasse o ímpeto inicial do adversário, e a contar que este, uma vez chegado à ponta final dos últimos jogos, não pudesse com uma gata pelo rabo.

 

Digo isto porque, como se diz no artigo acima linkado, do adversário, a partir dos 10-15 minutos da partida, não se viu quase nada de jeito, até ao final da primeira parte.

 

Ainda assim, a primeira parte, em termos de posse de bola terminou com 61% para os da casa, e 39% para o SC Braga. Elucidativo.

 

No segundo tempo, em que os bracarenses efetivamente, resolveram entrar no jogo, as coisas equilibraram-se – o indicador final da posse de bola, ficou em 57%/43% - e com as substituições o domínio ficou ainda mais repartido, com os ataques a sucederem-se de parte a parte.

 

 

Aquilo que vi foram duas defesas, relativamente fracas, em palpos de aranha para conterem os ataques opostos. Com uma nuance, do lado dos da casa, as ofensivas iam sendo feitas mais em quantidade que em qualidade, ao inverso do que acontecia com o nosso próximo adversário, que com poucas unidades, basicamente, o Lima e pouco mais, punha em guarda o último reduto dos contrários.

 

Aliás, assim o diz a história dos golos. O primeiro, resulta de uma imbecilidade defensiva do Elderson. O do empate, de uma falha defensiva não provocada por bloqueios ou coisa que o valha, não muito usual. O da vitória, com simplicidade, numa daquelas situações de superioridade numérica.

 

Por outras palavras, é de evitar correrias - como se isso fosse nosso apanágio, muita atenção ao contra-golpe - o Fernando é crucial para garantir a cobertura do meio-campo nas transições rápidas do SC Braga, e muito jogo pelas alas, onde estão os dois jogadores que mais vezes são acometidos de panes cerebrais da parte deles.

 

Ou seja, temos a massa, e temos o molho. Esperamos que seja q.b..

 

Passe a publicidade, é como aquele anúncio do Marco Bellini:

 

“O que é que é mais importante: a pasta ou o molho?”

 

“Marco Bellini diz que é tudo!”

 

"Marco Bellini é que sabe!"

 

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
música: That's amore - Dean Martin
publicado por Alex F às 13:21
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