Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

A louca cavalgada da cavalaria rusticana

A coisa começou por aqui:

 

"Vieira é o pior presidente da história do Benfica", disse o José Veiga, após a derrota com o Sporting.

 

"Vieira colhe o que semeou" e, ele e Jesus estão a mais, acrescentou António Figueiredo.

 

O Gaspar Ramos, também aproveitou para molhar a sopa: "Continuidade de Jesus não é a melhor solução".

 

A seguir vieram as pinturas rupestres, dignas de ser classificadas de património arqueológico universal pela UNESCO.

 

 

Termina a Liga, e seguem-se as entrevistas. Um dos visados acima veio dizer que atingiu o limiar da sua competência, pelo que, por aplicação do Princípio de Peter, atingira o (seu) topo, para que é que quereria mais?

 

O António Carraça deu-lhe continuidade, dizendo que "mais vale sermos segundos, que ganhar com batota". Não se pode queixar. Na parte do “sermos segundos”, fizemos-lhe a vontadinha.

 

A parte da “batota”, foi o Director de Comunicação que a veio explicar, transformando-a em "tributo".

 

Seguiram-se mais uns quantos assalariados, na defesa da sua insigne entidade patronal. Artur Moraes, Rodrigo, e mais recentemente, o Matic, o mais desfasado da realidade de todos eles, ou o que mais dificuldades tem em expressar-se na língua de Camões.

 

Ainda falta dar direito de antena a uns quantos, até que o rol se finde, muito provavelmente, no mais desprezível e insignificante dos stewards, que circulam pelos túneis do Estádio da Lucy, ou seja, o único que não terá sido alvo das agressões do Hulk, do Sapunaru, do Helton, do Cristián, do Fucile, e da D. Gertrudes, que vende tremoços à porta do recinto, dito desportivo.

 

A reacção dos da “situação” não se fez esperar. Munidos de lata de tinta e trincha na mão, cá vai disto, e mais trabalho para a UNESCO.

 

 

[seria bom que alguém verificasse no próximo relatório de contas trimestral, se para além da existência de verbas para pagamento aos jogadores da União de Leiria, estão a ser registadas despesas com as latas de tinta e as trinchas]

 

Ontem, primeiro tivemos o José Eduardo Moniz - o tal que, quase que foi candidato opositor à presidência, mas que falou com o Vara, e acabou a trabalhar na sucursal angolana da Ongoing, a empresa dos aventais e dos espiões – a fazer a primeira parte do espectáculo, aquecendo as hostes para o número principal.

 

"O Benfica tem de deixar de ser gozado por Pinto da Costa". Sublime. Como se não bastassem as tristes figuras que fazem, e precisassem de alguém de fora para fazer-lhes isso!

 

A pièce de résistance haveria de chegar mais tarde. Qual Adelaide Ferreira, Luis Filipe Vieira, veio dizer que o papel principal era o dele.

 

Recapitulando. Num guião por demais conhecido de todos, primeiro foram ensaiadas as desculpas pelo insucesso, e agora segue-se o toque a reunir contra o inimigo comum habitual.

 

Mas será possível que ninguém contou a este ser néscio (obs.: parece que o dito, não gosta de ser apodado de “burro”, esse animal tão injustiçado e inteligente!), a história do menino e do lobo?

 

À primeira vez, passa. À segunda, ainda vá que não vá. À terceira, já ninguém o leva a sério, e vem mesmo o lobo. Será que acha que ainda o vão levar a sério desta vez?

 

Bem, quem quiser, que faça o favor de cair na esparrela. No entanto, a coisa parece ter surtido algum efeito. Até n’ “O Jogo”, menos dado a essas coisas. Há que conquistar audiências.

 

 

“Violento ataque a Pinto da Costa e ao FC Porto”, diziam ontem nas notícias. E não só. Violentíssimo ataque também aos juízes, que olham para o lado, e inclusivamente, ao papa, acusado de receber visitas de ladrões. Como se não lhe bastassem os problemas com a pedofilia!

 

A campanha está ao rubro lá para as bandas do Estádio da Lucy, e o acto eleitoral ainda é só daqui a uns cinco meses. O Luis tomou o seu comprimidinho azul (e branco, neste caso), e pôs-se em pé. Do que não se livra é da sensação de ejaculação precoce que deixou passar.

 

O vídeo que se segue, é um bom retrato do que foi, é e, muito naturalmente, irá ser o resto da campanha eleitoral.

 

música: Cavalleria rusticana - Intermezzo - Pietro Mascagni
sinto-me:
publicado por Alex F às 18:37
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