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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Reptilia

28
Out13

Ontem, num momento raríssimo, e que dificilmente se repetirá, por certo, estive de acordo com o João Gobern.

 

É verdade. Tenho de admiti-lo. Falava-se sobre os incidentes no exterior do Dragão e, sem ouvir o resto da conversa, que imagino, tratando-se do Gobern, tenha discorrido sobre os culpados do costume, ouvi-o a sugerir que aquelas imagens deviam figurar numa rubrica, que julgo ser do "Eurosport", e que se chama qualquer coisa como "Sem comentários".

 

Sem ver grande coisa das imagens, tive de concordar com ele. Violência daquele género é inadmissível seja onde fôr, e da parte de quem quer que seja. Se passar as filmagens no "Eurosport" servir para alguém pensar um bocado sobre aquela tristeza, apenas direi: "força, têm o meu apoio".

 

Hoje, depois de ver na SICN e na CMTv, o que se terá passado, tenho a dizer que, ainda era miúdo, e aprendi com um tio-avô meu, que não devemos maltratar lagartos, lagartixas, osgas e camaleões. Ainda que causem repulsa, e não seja capaz de tocar-lhes às boas - ao contrário de um dos meus filhos, que faz festinhas a tudo o que é bicharoco - reconheço que nos são muitos úteis, e ajudam a dar cabo de insectos e bicharada indesejável.

 

Não me passaria por isso, pela cabeça, fazer-lhes mal, e choca-me quando vejo alguém a fazê-lo.

 

No entanto, tenho de abrir uma excepção. Faço-o apenas porque vi ali um padrão de comportamento que acho preocupante.

 

 

 

No fundo, aquele grupo rapazes de preto vestidos, bem comportados, que por ali deambulava nas imediações do Dragão, a fazer não se sabe bem o quê, e que, quando se viu encurralado, acabou por se refugiar junto dos seguranças ou no próprio estádio, mais não fez do que um certo puto queque, que anda, há tempos e tempos, a tentar incendiar qualquer coisa, para depois, nem ter coragem de ir para a bancada ou para a tribuna, refugiando-se no lugar mais seguro do Dragão: o banco de suplentes.

 

E aqui abro a excepção. Parte daquelas pedradas e bordoadas perderam-se em destinatários incertos, deixando de fora o pirómano amador, que grandemente as poderá ter motivado. Foi pena.

 

Quanto ao Gobern, se aquelas imagens merecem destaque no "Sem comentários", as de um treinador de joelhos, engalfinhado com um polícia, ou de um árbitro, a cair redondo no chão, depois de levar uma cabeçada de um energúmeno qualquer, deveriam aparecer onde?

 

No "Watts"?

 

 

 

Um leão só e triste

17
Out13

O Carlos Tê, no seu "Porto Sentido", perpetuado pelo Rui Veloso, falava em "lampiões tristes e sós".

 

Nos dias que correm foi descoberta uma nova variedade: a dos lagartos sós e tristes.

  

 

Numa lógica muito valedeazevediana, talvez inspirada num Governo, que corta onde é mais fácil, em vez de reformar, o moçoilo, actual presidente do Sporting, descobriu que atacar o presidente do FC Porto compensa.

 

Nada de especial, vindo de um pobre coitado que faz lembrar aqueles putos queques da escola, com muita bravata, muita conversa, e uma postura empinada, mas que quando acossados, viola no saca e ala, que se faz tarde.

 

No fundo, não passa de um gajo solitário. Atacar o presidente do FC Porto é apenas um meio para granjear admiração junto dos adeptos do seu clube. Porém, afasta-o do FC Porto.

 

A estratégia, como se tem visto, joga-o nos braços do rival da Segunda Circular. É o ressurgir da Grande Lisboa. Os adeptos, esses não morrem de amores pelo adversário mais próximo. Contudo, o seu instinto de melancia deixa-os eufóricos perante as farpas dirigidas ao norte.

 

Resultados práticos? Nenhuns. Basta relembrar, mau grado a aliança lisboeta, a postura do presidente da Associação de Futebol de Lisboa. Passa pela cabeça de alguém que os do outro lado, depois de três anos sem molhar a sopa na Liga, e de uma época 100% fracassada, deixem escapar algum título para as bandas da Calimeroláxia?

 

Lá se vai a aliança, e veremos se não irá a admiração dos adeptos. É possível que não, porque afinal, as claques, que conseguiu, dê-se-lhe esse mérito, pacificar e juntar, estão com o homem.

 

Mas, do ponto de vista institucional, o que é que valem as claques? Com grande parte do património hipotecado ao BES e ao BCP, e com o capital angolano a financiar as aquisições de jogadores, já se viu que tanto faz um Godinho Lopes, como um Bruno de Carvalho. Com quem quer que esteja à frente do clube, quem manda são os bancos e os angolanos. As claques? Está bem, abelha.

 

O presidente do Sporting bem pode estar a realizar o seu sonho de criança, mas é no fundo, um homem só. A qualquer momento, e com a maior das facilidades, ver-se-á abandonado. Como dizia a minha professora da primeira classe, não passa de um pateta alegre.

 

Um pateta alegre bem pago, é verdade, com um salário de 5.000 euros, aprovado em Assembleia Geral pelos seus amigos das claques, mas ainda assim, um pateta alegre.

 

E vamos à parte do triste. É triste que o presidente de um clube como o Sporting, para fazer prova de vida, se tenha de pôr em bicos de pés e tente achincalhar alguém, a cujos calcanhares não chega nem em cima duma escada de bombeiros.

 

Fazê-lo, utilizando para isso a questão da idade, é ainda mais triste. Não por causa da menção ao seu próprio progenitor, que não terá culpa, coitado, porque assuntos de família são assuntos de família, mas por exemplo, porque o último presidente que foi campeão pelo seu clube tinha, no seu entender, a provecta idade de 69 anos quando tal aconteceu.

 

Ou porque o seu clube bem poderia, ou deveria ter como referência, se é que não tem, alguém como Moniz Pereira.

 

É triste, mas compreensível. Não se espera que um jovem queque irreverente conheça a história mais recôndita do seu próprio clube, e use como tema de brincadeira a idade, ignorando a vetustez de algumas das suas maiores figuras vivas.             

É que é cá duma puta duma desfaçatez

05
Mar13

O Anti-Lampião deu o pontapé de saída ao recordar alguns episódios interessantes, como um certo perdão fiscal, a comissão de fiscalização que afinal, não fiscalizava nada, ou os financiamentos da EPUL.

 

 

Até um dos patrocinadores da principal prova nacional, a Sagres, resolveu dar uma ajudinha, curiosamente, em detrimento do Sporting.

 

Algo que não é nada estranho, nem fora do comum. Também o Banco Espírito Santo (BES), através da ESAF, entrou nos fundos de ambos os clubes.

 

Porém, verificaram-se algumas discrepanciazinhas nos valores atribuídos a alguns jogadores. Ou então, confundiram o Daniel Carriço com o Roderick Miranda.

 

Isto apesar do indefectível sportinguismo de homens como Galvão Telles ou José Maria Ricciardi. Contudo, nada que inquiete as mentes de sportinguistas, que ainda não alcançaram, de uma vez por todas que, para o BES, enquanto o seu rival da segunda circular representa um negócio, um investimento (ou vários), o seu clube, mesmo que sendo o do coração, não passa de um hobby, um capricho.

 

Bem se viu ainda recentemente com Paulo Abreu.

 

Voltando à vaca fria, nem vou recuar mais atrás aos casos das alterações à medida de Planos Directores Municipais ou do tráfico de influências no da Euroárea, até por que esses serão mais da esfera profissional do seu presidente, do que do clube.

 

Assim como o financiamento de 250 milhões de euros, em tempos que se adivinhavam de crise através de um sindicato bancário constituído pelo sempre presente BES, pela Caixa Geral de Depósitos e pelo BCP Millenium.

 

 

É este presidente, este clube, esta SAD, neste último caso através de um administrador, por sinal também ele sportinguista, que vêm questionar um eventual perdão de dívida bancária ao Sporting, com o argumento de que [é] difícil entender que bancos intervencionados com os nossos impostos possam utilizar dinheiro dos contribuintes para perdoar dívida, seja a quem for.”

 

O banco intervencionado pelos nossos impostos é o BCP Millenium, por mero acaso um dos que entraram com os 250 milhões de euros, do empréstimo ao presidente.

 

É duma puta duma desfaçatez a toda a prova. Mas que tipo de moral é um sabujo destes tem para vir arrotar postas de pescadas nesta matéria?

 

Certamente já ouviram falar do Banco Internacional do Funchal, vulgo Banif?

 

Pois bem, o Banif também foi intervencionado pelo Estado. O que é isso significa?

 

Apenas isto:

 

“O Estado irá entregar 700 milhões em capital – acções com direitos especiais – e os restantes 400 milhões em dívida, através de instrumentos de capital contingente (dívida que se transforma em acções se não fôr paga). Vai ficar com o controlo e 99% do capital do banco até Junho. Nesse mês, o Banif irá fazer um aumento de capital de 450 milhões de euros para os seus accionistas. Se for bem sucedido, o Estado reduz a sua participação para 60% do capital e os direitos de voto para 49%, perdendo assim o controlo total da instituição”.

 

Agora, reparem se faz favor, naqueles que são os patrocinadores oficiais da Liga Portuguesa de Futebol Profissional:

 

 

 

 

Notam alguém conhecido?

 

É verdade. Todos nós, através dos nossos impostos, os que pagamos impostos, vamos ser, pelo menos até Junho, donos de 99% do Banif, e como tal, patrocinadores da Liga.

 

Estarão conscientes disto, os sem vergonha que agora se insurgem contra o perdão da dívida bancária de que se fala?

 


Nota: Pela minha parte, por princípio também não concordo com qualquer tipo de perdão, seja fiscal ou bancário, em que o nosso dinheiro esteja envolvido, nem que seja a título de gorjeta.

 

Porém, acho que é uma puta duma falta de vergonha vir quem veio a terreiro insurgir-se contra a situação.

E eis que a coisa se desex-aequolizou (ou “Unfuckingbelievable, outra vez”)

04
Mar13

É verdade, lá se foi o ex-aequo que eu tanto apreciava. Gosto da expressão ex-aequo. Não sei porquê, mas desde que me lembro, sempre lhe achei piada.

 

Quem pelos vistos, não lhe achava grande graça eram alguns dos nossos adversários de sábado, principalmente um tal de Wolfseiláquantos, e vai daí, lá se foi o ex-aequo.

 

É compreensível. Com os nossos colegas de poleiro a jogarem mundos e fundos, a marcarem golos a torto e a direito, às vezes, mais a torto que a direito, mas enfim, e olharem para o lado e darem de caras connosco com os mesmos pontos, e ainda por cima, ligeiramente à frente, era dose.

 

Após o nosso empate com o 11.º classificado, na Calimeroláxia, era óbvio que essa iria ser a consequência mais que lógica a retirar.

 

Não digo isto para em seguida desfiar uma qualquer teoria marada da conspiração. Digo-o apenas, porque é um facto. Quantas vezes estivemos nós na mesma situação do nosso rival, e beneficiámos da expulsão estúpida de um rival, logo nos minutos iniciais de uma partida, ou de um penálti, como o do Hugo ontem?

 

Quem se lembrar, que responda, eu não me lembro.

 

Atenção, não pretendo com isto pôr em causa a legitimidade do actual primeiro classificado, há tantos outros motivos para o fazer, que não seja por esse, ou lançar um anátema de suspeição sobre árbitros ou quem quer que seja.

 

Limito-me apenas a notar que, no nosso jogo contra os aveirenses, o Jackson para passar o Hugo, que até é um gajo experiente, teve de lhe dar um valente nó, que se não lhe partiu os rins, ao menos deixou-o em mau estado.

 

Ontem, o mesmo Hugo parecia um principiante a saltar daquela maneira à bola. Não por saltar de braços abertos, que a motricidade humana e a gravidade ainda são o que são, mas pelo deficiente posicionamento em relação ao adversário, que, se não tem tocado na bola com a mão, quase de certeza que se isolava.

 

Mas isto são tudo coisas que acontecem naturalmente, sem que encerrem em si algo de sobrenatural. Por incrível que pareça, a cor vermelha que tanto estimula a raça taurina, noutro tipo de bestas funciona mais como ansiolítico. Certamente será uma questão de metabolismo…

 

Independentemente de tudo isso, o FC Porto só se pode queixar de si mesmo. O futebol é um jogo e o resultado nunca está por isso, garantido à partida, mas seja como for, se no campo do 11.º não é para ganhar, onde é que será?

 

No final da semana e no próprio sábado, fartei-me de ler por aí que a Calimeroláxia, era o sítio onde perdíamos mais pontos, e que ali, o Sporting era assim a modos que a nossa némesis.

 

Que raio. Então levámos anos para conquistar a ponte, para agora encalharmos nesta maravilha arquitectónica?

 

 

E não quero saber se era a equipa A, a equipa B ou a equipa X. Era o 11.º classificado, e pronto.

 

Nessa história das letras das equipas, o Vítor Pereira esteve bem na resposta ao palerma platinado, não se pode deixar o palerma platinado sem resposta à altura. Mas ele sabe, todos nós sabemos, que é uma melhor aproximação à realidade, dizer que o Sporting joga com meia equipa B, do que empatar com a equipa B, do Barcelona, e fazer uma festarola, como se fosse um grande êxito.

 

Outro ponto que me parece evidente, é a falta que o João Moutinho faz naquela equipa, quando pura e simplesmente não está presente, ou quando não está num dia dos seus, o que é raro.

 

Na época passada tínhamos equipa, mas levámos a época quase toda a clamar por um ponta-de-lança, que desse sequência ao futebol produzido, e o materializasse em golos.

 

Agora, temos um ponta-de-lança que marca golos que se farta, e ainda falha bastantes oportunidades. Um ponta-de-lança que, mesmo quando não marca, como aconteceu no sábado, ainda assim é considerado o “Homem do jogo”, na “Zona Mista”, e o que é que se vê?

 

Um empate a zero com o 11.º classificado.

 

Este facto suscita-me duas interrogações. Partindo do princípio que era financeiramente imperioso transferir um de dois jogadores, o João Moutinho ou o Hulk, a permanência do primeiro ter-se-á ficado apenas a dever, como então se mencionou, à questão da partilha do seu passe com o tal fundo de jogadores?

 

O que se nota é que a equipa funciona sem o Hulk. Já sem o João Moutinho…

 

A outra dúvida, que decorre da primeira, tem a ver com a colocação do Hulk como avançado centro, em detrimento da aquisição atempada de um jogador com as características mais adequadas.

 

O estilo de jogo do brasileiro, feito de arranques em força, que arrastavam atrás de si a equipa, tem muito pouco a ver com o futebol mais colectivo agora praticado, tão do agrado do nosso treinador.

 

Resolvia jogos, é certo, mas não era a mesma coisa. O que me leva a pensar se a compra de um avançado a sério, não terá sido consumada por falta de verba, ou por mera opção de gestão do plantel.

 

E já agora, se a partir daí, a colocação do Hulk a avançado centro terá então sido mesmo ditada pela necessidade, ou terá sido uma mera opção táctica no sentido de “domar a fera”, ajustando-o teimosamente ao estilo de jogo pretendido.

 

O que, infelizmente e inevitavelmente me conduz a isto…

 

 

Quanto ao Sporting. O Sporting fez o que lhe competia, fez aquilo que qualquer equipa mais fraca faz perante uma que lhe é superior. É claro que tal como no nosso jogo contra o Olhanense e ao contrário do que aconteceu na visita da Académica à Cesta do Pão, tratando-se de um clube com alguns pergaminhos, não se ouvirá falar em autocarros.

 

Mas quando uma equipa alinha à partida com três trincos defensivos, é o quê? O autocarro apenas estacionou um bocadinho mais à frente, em vez de imediatamente defronte da baliza.

 

O Jesualdo bem pode dizer que nesta altura, o Dier ainda não se definiu, que não é defesa nem médio. Ou que a expulsão o impediu de lançar em campo mais jogadores que explorassem as suas famosas transições rápidas. Quais? O Gaël Etock e o Zezinho?

 

O Jesualdo também diz que foi ofendido pelo árbitro, mas foi ele que o mandou para o c…

 

Foi também o Jesualdo que disse um dia, que “os cagões é que voltam as costas”. Ele voltou as costas ao jogo. O que é que isso faz dele?

 

 

Para já, o que convém ter presente é que esta partida não era decisiva para nada. Decisivas são todas aquelas que vamos disputar de agora em diante até à 28.ª, em que não podemos perder pontos.

 

Nessa altura, o actual primeiro classificado, se quiser ser campeão, terá de passar no Dragão.          

 

Olha, sem querer, versejei. Que tal para conclusão?

Unfuckingbelievable

01
Mar13

Uma vez mais vamos jogar na capital, e uma vez mais não vai estar um árbitro internacional a dirigir o jogo.

 

Ou seja, nas duas vezes em que medimos forças com aqueles que à partida, muito à partida, tão distantemente à distância, seriam os nossos principais rivais na disputa do título, a lógica de nomear os melhores juízes para os recontros mais importantes não prevaleceu.

 

A primeira vez, na Cesta do Pão, não sendo de todo expectável, o recurso ao João “pode vir o João” foi perfeitamente compreensível, ficando para registo a falta de vergonha de quem o nomeou. Agora, surge o nome de Paulo Baptista para a Calimeroláxia.

 

 

Porquê? Pergunto eu. E a pergunta não tem que ver especificamente com o Paulo Baptista. Antes ele que outra dose do amigo João, ou o Duarte Gomes, ou mesmo, uma vez que o Maicon vai, quase de certeza, jogar, o Jorge Sousa.

 

O Paulo Baptista, ainda que não sendo o decano do quadro principal, lugar ocupado pelo João “pode vir o João”, é a par deste, um dos mais experientes em actividade, mais exactamente desde 1987/1988.

 

Pelo que li há tempos num comentário, consta que é benfiquista, e que gosta de festejar as vitórias do seu clube. Mas isso, também eu. Não sou é árbitro, Deus me livre.

 

Ainda assim, não guardo dele muito más recordações. Esteve há uns anos, ainda no tempo do Jesualdo Ferreira, numa derrota nossa no Funchal, com um autogolo do Rolando, e na derrota caseira por 0-2, que sofremos numa primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, e que haveríamos de reverter com um 3-1, na segunda mão, em plena Cesta do Pão.

 

Em contrapartida, apitou na Figueira da Foz a nossa vitória inaugural da época de 2010/2011, e assinalou o tal penálti que deixou muita gente com uma prolongada sensação de ardor estomacal.

 

Nunca chegou a internacional, e julgava eu, que a final da Taça de Portugal da época passada teria sido o ponto mais alto da sua carreira. No entanto, vai-se a ver e é actualmente, em paralelo com os internacionais João Capela, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra, e o não internacional Bruno Esteves, um dos que mais partidas em que marcaram presença algum dos clubes grandes, mais grandes, ex-grandes, e aspirantes a grandes, que leva dirigidas.

 

Porquê? Pergunto novamente. Estarão todos os internacionais indisponíveis para amanhã?

 

Embora não sendo transparente se ainda subsistem algumas normas na matéria, seguindo a regra, talvez ilusória, de que o mesmo árbitro só poderia repetir um mesmo clube a cada dois jogos, o Xistra, o Soares Dias e o Hugo Miguel, estariam assim excluídos. E os outros?

 

Proença, Benquerença, Capela, ou o recém promovido Marco Ferreira? Deixo de fora por motivos óbvios o Duarte Gomes e o Jorge Sousa, e o Vasco Santos, porque pertence à AF Porto, e não quero trilhar ninguém.

 

Fazem todos parte de alguma lista de proscritos? Se sim, de quem? Quem não gosta de árbitros internacionais? Que se saiba, da parte do FC Porto, para além do Bruno Paixão, que já nem é internacional, não consta que haja qualquer outra incompatibilização. E mesmo essa, vale o que vale…

 

Do Sporting? De terceiros, que não os querem ver nos nossos jogos?

 

Porque é que se afastam árbitros internacionais destes encontros? Memórias recalcadas do “isso é tudo para nos f…”?

 

Se o homem não tem categoria para ser internacional, e é nomeado, terão os demais categoria para serem internacionais? Esta pergunta é retórica. Prestam lá para fora, mas não servem para a Calimeroláxia?

 

Estas nomeações que continuam a ser feitas, por razões que a razão desconhece, ou não atinge, não concorrem de sobremaneira para credibilizar quem as faz.

 

Só falta no domingo, o Bruno Esteves em Aveiro…(ou o João “pode vir o João”, ou o Duarte Gomes).

 


Nota (actualizado às 15h05): Intervalo para o café. Acabei agora mesmo de ler no "Correio da Manhã", que o sportinguista Duarte Moral considera uma afronta ao seu clube a nomeação do Paulo Baptista para o clássico, porque, diz ele, foi um dos árbitros que alinhou na época passada, no boicote aos jogos do Sporting. Hmmm! Começo a gostar deste Paulo Baptista! 

Curtas e grossas

24
Fev13

 

Quando será que se convencem de que, um penálti à Panenka falhado, não passa de um penálti marcado à panasca?

 

Quando será que alguns de nós, que não andamos lá dentro, nos convencemos que não há noites descansadas em ressacas europeias? E porque é que não as há?

 

Quando será que os tipos da TVI24, que vão aos jogos, começam a prestar atenção ao que se passa no campo, para não terem de perguntar ao Nuno Espírito Santo, o que é que ele achou dos dois penáltis marcados?

 

Quando um avançado está numa posição favorável para marcar, vai ultrapassar o último jogador adversário entre si e a linha de golo, que neste caso, até era o guarda-redes, e é rasteirado por este dentro da área, não deveria ser jogada de penálti e consequente expulsão do infractor? Quando é que mudaram as regras?

(este último comentário não tem que ver com o nosso jogo, mas com isto:

 

)

 


E se se decidissem, duma puta de uma vez por todas?

01
Fev13

 

Embora me provoque alguma comichão na epiderme, ainda que moderada, tendo em conta a importância da coisa em si, não consigo afastar, para além da dúvida razoável, a sensação de que alguém na nossa SAD meteu a pata na poça à grande neste caso da Taça Lucílio Baptista.

 

Inconscientemente, por incúria, desleixo, distracção ou outro sucedâneo do género, ou conscientemente, confiando para lá da conta na incompetência de terceiros para detectarem a situação, algo se terá passado de pouco normal.

 

E claro, como não poderia deixar de ser, o caso deu azo a diferentes leituras. Uns em estado quase orgásmico viram neste episódio uma falha flagrante de uma estrutura reputada de infalível a todos os níveis, e ficaram exultantes por isso. Quase toda a imprensa desportiva enveredou por este caminho, cantando e rindo.

 

Para o “Record”, conforme realçou o Dragão Vila Pouca, no seu Dragão até à morte, estaria inclusivamente a ser posta em causa pelos accionistas, a continuação de Pinto da Costa, à frente da SAD.

 

Por certo, terá faltado desta vez um repasto confabulatório, num qualquer estabelecimento hoteleiro da capital, para afinação estratégica de agulhas nesta matéria e estabelecimento da “linha oficial” a seguir.

 

Só assim se compreende que, por exemplo, João Gobern no “Trio d’Ataque”, também mencionado no texto acima referido do Dragão até à morte, ainda que sob o escudo protector do anonimato daquilo que circula na internet, se dê ao ridículo de reproduzir a “teoria” de que o FC Porto utilizara conscientemente os jogadores, sabendo que seria punido por isso, para dessa forma, “compensar” o Vitória de Setúbal pelo adiamento do jogo de 14 de Dezembro para 23 de Janeiro.

 

Como disse há não muito tempo, o adiamento daquele jogo pareceu-me, muito sinceramente, ser do interesse de todos os interveniente directos. O menos interessado seria interveniente, mas apenas por via indirecta.

Uma diarreia mental desta natureza vai de facto de encontro à posição oficial desse interveniente indirecto. Como é que se passa a mensagem de que o clube dos corruptos controla tudo e todos, e depois comete uma aselhice daquela dimensão?

 

Até em momentos como este, há que enaltecer a capacidade conspirativa do rival, que nada deixa ao acaso, e nada melhor para tanto que uma teoria que circula na internet. Posta a circular por quem?

 

Mas a coisa não ficou por aqui. Hoje, no “Mais Futebol”, Luís Sobral escreve sobre “Niculae, Kléber e o amigo FC Porto”, e deixa uma série de perguntas a que o Sporting terá de responder.

 

Uma das quais, a sexta, reza assim:

 

6. F.C. Porto salvador? Falhou Niculae, voltou a hipótese Kléber. Os dois clubes já tinham tentado, sem sucesso. Quando se viu perdido, o Sporting voltou a perguntar pelo brasileiro. Chegou a acordo com os portistas, mas não foi capaz de convencer um jogador lesionado, sem perspectivas de competir. Foi mais uma demonstração de incapacidade, que o Sporting dispensava. Até porque sublinhou uma realidade incómoda: quando está em apuros, alguém em Alvalade telefona para o Dragão. Negócios entre rivais fazem sentido. Ser auxiliado por alguém com quem se devia discutir o campeonato é difícil de compreender e levanta diversas questões.”

 

O Luís Sobral que escreveu isto, é o mesmo que uma semana atrás, a propósito do imbróglio da Taça Lucílio Baptista, dizia no mesmo sítio, qualquer coisa como isto:

 

1. O F.C. Porto. Parece evidente, até pela ténue reação do clube (em off, sem que Pinto da Costa se tenha desta vez disponibilizado para atacar a Liga), que o F.C. Porto errou. O lapso ocorreu na Taça da Liga, é verdade, mas não deixa de ser um erro que expõe a organização, tantas vezes elogiada. Num outro emblema já teria havido adeptos a questionar semelhante fragilidade, mas no F.C. Porto parece interiorizado que a Taça da Liga é uma competição em que o clube nem devia cansar os jogadores.”

 

Ora, se neste último caso “a organização, tantas vezes elogiada”, ficou exposta pelo erro, resta saber exposta a quê, porque será tão incómoda a pretensa realidade constatada, de que “quando está em apuros, alguém [na Calimeroláxia] telefona para o Dragão”?

 

Incomoda a quem? [É] difícil de compreender e levanta diversas questões”? Será assim tão difícil de compreender? E que questões, certamente duma pertinência considerável, serão essas?

 

É pá, decidam-se de uma puta de uma vez por todas:

 

ou somos muita bons, controlamos, compramos, subornamos este mundo e o outro, e é exclusivamente por causa disso que ganhamos a torto e a direito;

 

ou somos burros até mais não, susceptíveis como todos os mortais ou pior, de cometer erros de palmatória, e temos de nos aliar ao grupo desportivo dos bancos Espírito Santo e BCP Millenium para derrotar o grande clube, ou o mais grande, se preferirem, que quer-me parecer será o mais preocupado por detrás de tudo isto;

 

Em que ficamos?

Tudo, menos isso

31
Jan13

 

Com a chegada ontem do certificado internacional do Liedson, ficou concluída a componente burocrático-administrativa da transferência, falta agora a consumação no terreno de jogo.

 

Se, no caso do Izmaylov, era o joelho que me deixava de pé atrás, por muito que anatomicamente isso fosse complicado, no do Liedson, eram certas e determinadas atitudes com que nos presenteava de cada vez que nos defrontava.

 

Mas, let bygones be bygones, o que lá vai, lá vai, agora está do nosso lado, e concordo plenamente com o nosso treinador quando refere que jogadores como aqueles dois, com a qualidade e o conhecimento do nosso campeonato de que são detentores, se em boa forma física, aportam quase instantaneamente um acréscimo qualitativo à equipa.

 

Ambos têm em comum o facto de, tal como o João Moutinho, serem provenientes, ou pelo menos ter passado por lá, no caso do Liedson, da Calimeroláxia, esse pomar verde e branco de fruta podre.

 

Tendo em consideração esta tendência hortofrutícola, dei por mim a magicar se não haverá por aqueles lados mais algumas peças de fruta com algum interesse.

 

Comecemos pelo princípio, e neste caso o princípio será a baliza.

 

Rui Pastorício. É bom guarda-redes, sem dúvida. Com o Beto a dar frangos como o da Pedreira contra o actual segundo classificado, ex-aequo, e sem saber muito bem em que estado estará o Eduardo, é sem dúvida o melhor guarda-redes nacional.

 

No entanto, até ver, ou seja, a reforma do Helton, estamos bem servidos nesse capítulo, e é demasiado caro, uma espécie de Louis Vuitton da Pepa. Desnecessário.

 

Na defesa, o meu favorito era o Bruno Pereirinha. Que na realidade, tanto pode ser defesa como médio. Uma espécie de sósia do Danilo, mas com menos corpo, menos técnica e sem ser internacional pelo Brasil.

 

 

Gosto deste rapaz, fundamentalmente por aquilo que conheci do pai, o Pereirinha, que jogou no Farense. Também fazia de lateral, nos dois lados, e ainda médio, se bem que mais defensivo.

 

Profissional sério e compenetrado, manteve uma regularidade impressionante ao longo das épocas em que passou por aqui. O filho dá a ideia de ser da mesma cepa, com mais propensão ofensiva, e é outro daqueles que gostam de jogar contra nós.

 

Falta-lhe explodir, no bom sentido, e alguma raça, que pelos vistos não adquiriu no clube do leão, contrariando o anúncio da Peugeot, mas que tenho a certeza, entre nós conseguiria explanar. É com pena que o vejo de partida para a Lazio.

 

No centro do terreno, gosto do Schaars. É inteligente, tem experiência e, tanto técnica como tacticamente, parece-me evoluído. Talvez até demais para aquele habitat.

 

Há quem prefira o Rinaudo, mas esse acho-o um tanto ou quanto estranho. Não é muito usual ver alguém com o seu tipo físico, ter tantas dificuldades ao nível dos rins. Caramba, não se pede um contorcionista, mas neste tipo o tronco parece que foi montando em cima das pernas de outra pessoa.

 

Mais adiante, têm três extremos que não jogava fora, especialmente se tivesse o Varela actual como termo de comparação: o Carrillo, o Jeffrén e o Capel.

 

Com o Carrillo, o problema ao que consta será uma certa tendência para se exceder nas ocasiões festivas, especialmente quando regressa à santa terrinha. Dá-me a ideia de que, devidamente domesticado, poderá tornar-se em algo interessante.

 

Ao Jeffrén vi-o fazer coisas engraçadas quando ainda estava no Barcelona. O passo que agora deu na carreira, não foi necessariamente no sentido evolutivo, e talvez se esteja a ressentir mais disso, do que das lesões.

 

O Capel conhecia-o do Sevilha, quando nos defrontou. Apesar daquela mania muito futriana de pôr os olhos na bola e desatar a correr com ela colada ao pé, ainda assim é o mais efectivo dos três.

 

A possibilidade, ainda que remota, de vê-lo com as nossas cores causar-me-ia bastante apreensão, pelos mecos utilizados nos treinos e por ele próprio, na eventualidade de esbarrar contra a peitaça do Mangala, por exemplo.

 

E há ainda o Wolfseiláquantos. Gosto dele. Tem lances de fora-de-série, e depois, de repente, desaparece.

 

Tenho cá para mim que padece do mesmo mal de que sofria o Izmaylov, e que uma mudança de ares não lhe faria mal. Pode ser que agora, com a concorrência do Niculae, espevite, porque o Viola, tocava muito baixinho.

 

Há apenas um jogador, dos actuais ou dos que mudaram entretanto de ares, que não quero, nem pintado ver com as nossas cores, e desconfio que se fosse o caso, e lhe propusessem um blushzinho ou um rimmel, ele quase de certeza não recusaria.

 

 

Obviamente, o Miguel Veloso.

 

O bundão do Scolari. E não é por motivos técnico-tácticos, de profissionalismo, ou por ser filho de quem é.

 

Reconheço que, esteticamente daria um lifting ao look médio do plantel, e um certo je ne sais quoi de metrossexualidade. Os penteados são magníficos e as sobrancelhas arranjadas um must, mas nem assim.

 

Chamem-me o que quiserem, mas ainda vejo o futebol, masculino, está visto, como um desporto para gajos de barba rija e pilosidades desenvergonhadas nos membros inferiores, onde ele, os Djalós e os Nunos Ribeiros, serão sempre apenas as excepções que confirmam a regra.

 

O desprezo, segundo Barroso

08
Jan13

 

 

Da ida de Izmailov para o FC Porto, e a possibilidade de alinhar mal assente arraiais no Dragão, diz Eduardo Barroso:

 

 

 

Por sua vez, da troca de Vercauteren por Jesualdo Ferreira, observa que:

 

 

 

Portanto, se bem percebo, e até não deixo de concordar em parte, um jogador que faz fita para não jogar pelo clube, como forma de pressionar a sua saída, e que chega ao novo emblema, disponível para alinhar de imediato, é desprezível.

 

Um clube contrata um treinador. Poucos meses volvidos contrata um novo treinador para passar por director-técnico, manager, treinador de treinadores, ou lá o que é, arranjando maneira de fazer do anterior um supranumerário, à boa maneira do funcionalismo público.

 

Vendo que o homem não se toca, e dá de frosques por sua conta, corre com ele, porque não convenceu os adeptos e porque seria catastrófico não aproveitar o que, entretanto, foi contratado, o qual, obviamente assume o lugar.

 

Como é que poderemos classificar este tipo de comportamento da parte do clube? “Desprezível”, será adequado?

 

Estes são, pelos vistos, dois dos níveis de “desprezível” de Eduardo Barroso, insigne presidente da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal.

 

Poderá haver outros intermédios, como as tonalidades de cinzento, entre o preto e branco, consoante as situações.

 

Quanto ao novo treinador, apenas por algum respeito ao seu passado com as nossas cores, prefiro pensar que foi apanhado no meio de tudo isto.

Il y a quelque chose qui cloche

12
Dez12

"Fomos avisados do que podia acontecer em Coimbra"

 

 «roubo...de Vaticano»; Xistra é um dos nomes que «devem ser impedidos» de apitar jogos dos encarnados.

 

[o clube] e Vitor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, «já tinham sido avisados do que podia acontecer ontem à noite em Coimbra». Por isso, (…) que se investiguem as nomeações dos árbitros em Portugal, já que os prejuízos são «sempre para os mesmos»

.

«Quem dirige a arbitragem» deveria impedir a escolha de nomes como Pedro Proença, Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Soares Dias, João Capela, Hugo Miguel e Rui Silva para os jogos dos encarnados. «Nos últimos 5 anos prejudicaram sempre a mesma equipa».

 

 

FPF pune Rui Gomes da Silva com suspensão de 11 meses

 

 

O Conselho de Disciplina da FPF considerou que este dirigente do Benfica atentou contra a «honra e reputação» da instituição ao questionar a arbitragem do Académica-[etc.].

 

O Conselho de Disciplina puniu Rui Gomes da Silva por 10 meses depois de este ter dito que o «[clube] foi avisado do que poderia acontecer em Coimbra», mensagem que o vice-presidente encarnado disse que chegou ao presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira.

 

O órgão da FPF decidiu ainda punir Rui Gomes da Silva, que também terá de pagar uma multa de 5253 euros, com mais um mês de pena por falta de comparência para prestar declarações no decorrer do inquérito.

 

 

Rui Gomes da Silva recorre de castigo de 11 meses

 

 

o [clube] pretende recorrer para o Conselho de Justiça do castigo aplicado a Rui Gomes da Silva, atual vice presidente do clube.

A TSF apurou ainda que existe perplexidade em relação à forma como foram tratadas as declarações de Rui Gomes da Silva à comunicação social.

O conselho de disciplina, de acordo com as fontes contatadas, não se terá detido na investigação da denúncia feita pelo vice presidente encarnado.

 

 

"Tentei, mas Vieira não quis falar comigo"

 

Godinho Lopes garante que fez tudo o que estava ao seu alcance para falar com Luís Filipe Vieira. O presidente do Sporting recusa a ideia, colocada a correr, de que os leões não tentaram o contato direto com o [outro clube].

 

(…) é portanto «mentira» que o Sporting não tenta comunicado formalmente (…) a intenção de adiar o jogo de segunda-feira.

 

«(…), desde as 11 horas de sexta-feira, que tinha conhecimento que queríamos adiar o jogo», diz Godinho Lopes, em declarações ao Record. «Não só esperei pelas 10h45 da manhã para saber se haveria jogo, em função da inspeção da UEFA, como minutos depois enviei um documento oficial para a Liga, naturalmente com cópia para o [adversário], a requerer o adiamento do derby».

 

«Não é que tenha prazer em falar com ele, mas ele é que não me atendeu e nem respondeu à minha mensagem».

 

E continua o ataque, sublinhando que o [outro clube] alegou «razões ridículas» para não adiar a partida e evitar mais conversas sobre o tema. E quais são essas razões?

«Invocaram o facto de as contas do incêndio na bancada do Estádio da Luz não estarem ainda fechadas. Admito que Luís Filipe Vieira não tivesse sido informado dos motivos que foram alegados a este nível, mas foi isto que se passou»

O dirigente insiste ter pedido a várias pessoas (…) para chegar à fala com Vieira. Sem sucesso. «Tomei a iniciativa de enviar sms (…), depois de ter tentado entrar em contacto através de telemóvel».

 

«Não me apeteceu falar com ele de manhã. Não é uma pessoa que aprecie”

 

 

João Gabriel desmente Godinho Lopes

 

O diretor de comunicação (…), João Gabriel, disse hoje que os “encarnados” apenas vão esclarecer a questão do alegado pedido de adiamento por parte do Sporting do dérbi de segunda-feira, da 11.ª jornada da I Liga de futebol, depois do jogo.

 

«Só após o jogo de segunda-feira (…) agirá em conformidade e de forma a repor a verdade dos factos, que não é aquela que é dita pelo senhor presidente do Sporting»

 

«As três equipas que vão entrar em campo merecem-nos demasiado respeito para comentar essas declarações», afirmou João Gabriel.

 

Para o responsável “encarnado”, «o jogo deve ser jogado dentro das quatro linhas».

 

 

Já pagámos uma fatura de termos tido um aldrabão

 

 

«Só dou confiança a quem eu quero e a quem merece», comentou Luis Filipe Vieira a propósito do pedido dos leões para adiar o jogo e do facto de Godinho Lopes ter dito que o presidente encarnado se recusou a atender-lhe o telefone. «Nós benfiquistas já pagámos uma fatura de termos tido um aldrabão durante três anos, por isso não tenho mais nada a dizer sobre esse aspeto», afirmou, ainda (…), numa alusão clara a Vale e Azevedo.

 

«(…) um aldrabão que deixou o clube como deixou e ainda estamos a pagar a fatura»

 

 

(...) não jogou com dois guarda-redes

 

Após a vitória (…) sobre o Sporting por 1-3, Luís Filipe Vieira falou na zona mista do Estádio de Alvalade e aproveitou para enviar um recado ao rival FC Porto.

 

«[A equipa] só jogou com um guarda-redes, ao contrário de outras equipas que jogam com dois guarda-redes», ironizou o presidente, referindo-se ao corte da bola com a mão de Alex Sandro no desafio da 11.ª jornada entre o FC Porto e o Moreirense.

 

 

 

Serei só eu, ou há aqui qualquer coisa que não joga?

 

Primeiro são avisados do que poderia acontecer em Coimbra, e até têm uma lista de nomes que não querem ver indigitados para os jogos da sua equipa.

 

Depois, faltam à audiência para prestar declarações no âmbito do inquérito que se seguiu às declarações proferidas.

 

A seguir, interpõem recurso. Porquê? Aparentemente por causa da forma como foram tratadas as declarações, e por não terem sido investigadas as denúncias.

 

Ora, se o próprio denunciante se abstém de prestar declarações no inquérito, iam investigar o quê?

 

Por sua vez, Godinho Lopes diz que tentou contactar o homólogo, mas que do outro lado, não quiseram falar com ele, nem sequer se dignaram a responder-lhe à sms.

 

Mais, que teriam sido alegadas razões para essa recusa, e que as mesmas eram ridículas.

 

Prontamente desmentido, ficou a reposição da verdade com rendez-vous agendado para depois do jogo.

 

Acaba o jogo, e o que acontece?

 

Aparece alguém a chamar-lhe por meias palavras, aldrabão, e a disparar em todas as direcções, desde Vale e Azevedo ao FC Porto.

 

E quanto ao resto? Sobre o busílis da questão? Nada a dizer? Houve ou não contactos? Houve ou não telefonemas e sms?

 

O que é que o FC Porto e o árbitro do jogo com o Moreirense, têm que ver com o caso?

 

Onde é que está “reposta a verdade dos factos”? Basta dar a entender que do outro lado está um aldrabão, e numa extraordinariamente perspicaz constatação do óbvio, argumentar que jogam só com um guarda-redes?

 

Porque será que este comportamento cobarde de acusar em falso, de lançar o odioso para cima de outros, sem nunca fundamentar as acusações, a não ser com base em vídeos do YouTube, de criar cortinas de fumaça e usar truques de prestidigitação, para desviar as atenções, é tão recorrente em certas pessoas?


 

Nota: para que conste, e para que não me acusem de pretenciosismo, o título não é originalmente meu. Numa consulta no Google, encontrei-o aqui, num contexto completamente distinto.