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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

O passarinho, a merda, amigos e inimigos

04
Mai12

Era uma vez um passarinho teimoso que habitava num país onde o inverno era rigoroso. Como era teimoso, resolveu ficar para trás ao invés de voar como os outros para o sul.

 

O inverno chegou e o passarinho viu-se acometido de uma valente hipotermia. Não conseguindo voar, caiu no chão e ficou à espera da morte.


Uma vaca que passava por ali ficou com dó do passarinho e defecou em cima dele merda quente o reanimou e salvou.


O passarinho aquecido começou a cantar de alegria. Porém, um gato que por ali passava, escutou o seu canto tirou-o da merda e comeu-o.


Morais da história.


Nem sempre aquele que te poe na merda é teu inimigo.

Nem sempre aquele que te tira da merda é teu amigo.

Portanto se estás bem na merda, mantém a o bico fechado.

 

 

Quando li n’ "Os Invencíveis Azuis e Brancos", que a juíza que determinou a ida a julgamento do Hulk, do Helton, do Cristián Rodriguez, do Fucile e do Sapunaru, pela agressão aos stewards no túnel do Estádio da Lucy, àquela altura Cesta do Pão, simultaneamente, comunicou o arquivamento do processo movido por alegadas injúrias de Sandro Correia aos jogadores do FC Porto, lembrei-me do excerto que acima reproduzi, e da história do passarinho.

 

Caso não tenham lido na altura, aquele bocado de texto, não a história do passarinho, é parte integrante do Acórdão, produzido pelo Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, dirigido pelo nefando Dr. Ricardo Costa, e que decidiu o processo disciplinar aplicado ao Hulk e ao Sapunaru.

 

Impressionante, não é?

 

A douta senhora doutora juíza bem pode arquivar o processo acessório relativo às injúrias, e apesar de parecer estapafúrdio, manter a qualificação das agressões para forma qualificada, mas será que irá ignorar esta magnífica conclusão oriunda desse génio jurídico que é o Dr. Ricardo Costa?

 

É essa a consideração que, à justiça civil, merece a justiça desportiva?

 

Será que é o ex-conselheiro João Carrajola Abreu quem tem razão? Iremos chegar à conclusão de que esta juíza perceberá tanto de justiça desportiva como de um lagar de azeite?

 

Então, e se optar neste caso por ignorar aquele acórdão, tão explicito e inequívoco, como é que vão ficar aqueles para quem a justiça desportiva, em mais do que um sentido, é o ai Jesus da verdade, da transparência e da incorruptibilidade? Continuará a ser só na justiça civil que os juízes são todos portistas desde pequeninos?

 

A ver vamos como se irá portar esta juíza, e quem haveria de nos dizer que, com certeza inadvertidamente, o Dr. Ricardo Costa, pôs-nos na merda, mas ainda é capaz de se vir a revelar um amigalhaço…

 

Como substituir os insubstituíveis

23
Abr12

"Os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis".

(Georges Clemenceau)

 

Numa altura em que acabámos de celebrar os primeiros 30 anos de presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, trazer para aqui esta citação poderá parecer um tanto ou quanto descabido.

 

 

 

Espero que não o seja, porque se o faço é a propósito do nosso jogo, e daquilo que se lhe seguirá.

 

Vencemos, como seria de esperar, e, contando apenas connosco, faltam duas vitórias, ou uma vitória e dois empates, para assegurarmos o 10.º bicampeonato da história do clube.

 

Quanto ao jogo propriamente dito, nada que não se tivesse visto em anteriores ocasiões. Uma primeira parte de pasmaceira, como que a servir de aquecimento para um arranque fulgurante da segunda, mas ainda assim, pareceu-me a mim, não tão má como por aí vi pintado.

 

Falhámos muitos passes? É verdade. As únicas duas oportunidades de golo do Beira-Mar, surgiram nesse período? Também é verdade. O penálti que deu origem ao golo foi daqueles que punham o saudoso Pôncio Monteiro e o Gabriel Alves a perorarem sobre a intensidade da falta, durante umas valentes horas? Idem.

 

Pontos positivos. Foi uma pasmaceira direccionada, e a direcção foi apenas uma: a baliza dos aveirenses. O problema foi o do costume, uma vez lá chegados, as ocasiões de golo também não foram muitas, e só no tal penálti é que a bola entrou. Com bastas responsabilidades do Janko, diga-se.

 

Das oportunidades do adversário, uma delas só aconteceu porque o Otamendi teve mais um dos seus lapsos, e o Helton esteve a preceito em ambas.

 

No regresso dos balneários a música foi outra, mas durou pouco. Entre os 41 e os 47 minutos, com o intervalo de permeio, o nosso meio-campo foi todo amarelado (Defour, 41’; João Moutinho, 42’ e Lucho, 47’).

 

Aos 57 minutos, com o resultado feito e quando o Danilo se preparava para fazer o seu regresso aos relvados, o nosso treinador dava já indicação para abrandar. E, entretanto, do Beira-Mar nada se via.

 

Entrando na parte que diz respeito aos insubstituíveis, que ilações tirar deste jogo?

 

Deixando de fora desta conversa o Helton, porque sendo guarda-redes, é um caso muito particular, vi neste jogo dois jogadores “à Porto”: Sapunaru e Maicon.

 

O arreganho, o querer e a fibra que puseram em campo não deixa dúvidas quanto a isso. O Sapunaru só não recebe o prémio para melhor actor dramático, porque se excedeu naquela segunda simulação de penálti. Não havia necessidade de borrar a pintura assim.

 

Quanto ao Maicon, por muito que o empresário do Rolando e eventualmente, o próprio Rolando, achem que é ele o melhor defesa-central do FC Porto – quem, senão o noivo, para louvar a noiva? – na minha opinião, o Maicon, hoje por hoje, passou-lhe claramente à frente nesse particular. Em disponibilidade e segurança, não tenho a mais pequena dúvida, e nesta partida, ainda fez o passe para o terceiro golo.

 

O Rolando se se acha insubstituível, será só na cabeça dele, e na do empresário, e não me surpreenderia se estivesse de saída por uma porta bem mais pequena do que aquela que o estatuto, que julgará ser seu, lhe abriria.

 

Vi outros dois jogadores que nem precisam de se esfarrapar à Porto. Em qualquer lado, jogadores com a classe do João Moutinho e do Lucho, sobressaem.

 

E um, que faz a síntese entre uns e outros: o Hulk. Cada vez mais, quando as coisas lhe correm de feição, mistura momentos de pura classe, com outros em que luta como poucos, como muito bem notou o Jorge.

 

Estes foram, a meu ver, os pontos altos individuais da partida, deixando de fora o Helton, que esteve sempre bem, apenas pelo motivo que apontei acima.

 

Quanto aos demais, bem, nos demais temos aqueles que parecem bem encaminhados, e os outros em que as dúvidas são sensíveis.

 

Por exemplo, o Otamendi. Pelo que li recentemente, também poderá estar de saída. Nem chegou ao estado de insubstituível. As falhas frequentes não o permitem. Não é um elemento que me inspire muita confiança, e o eixo da defesa, caso efectivamente saia, não fica mal servido com o Maicon e o Mangala.

 

À esquerda, não andarei muito longe da verdade se disser que não se notou a ausência do Álvaro Pereira. O Alex Sandro esteve bastante melhor do que em anteriores aparições. Jeitoso a atacar e prático e despachado a defender.

 

Aliás, é diferente a equipa a atacar pelas alas com o Danilo e o Alex Sandro, em relação àquilo que faz com quaisquer outros dois, nomeadamente com o Álvaro Pereira. A saída para o ataque flui mais assente em técnica e toque de bola, em vez de em força, à base de arrancadas e repelões. Faz mais sentido numa equipa que privilegia como modelo de jogo, a conservação da posse de bola.

 

O Álvaro Pereira é o segundo insubstituível, que poderá ter um desgosto no que resta de temporada.  

 

No meio-campo, o Defour teve a ingrata tarefa de fazer esquecer um senhor, esse sim, quase insubstituível: o Fernando.

 

Desta vez, com o João Moutinho mais adiantado, apareceu mais desacompanhado na posição seis, em vez do duplo pivot, anteriormente utilizado. Não esteve mal. Saiu amarelado, e não sei se esgotado, mas acredito que sim.

 

Com o Fernando, quase de certeza absoluta, na agenda de uma boa parte dos tubarões do futebol por essa Europa fora, e o João Moutinho a caminho dos 26 anos, e por isso mesmo, a não poder desperdiçar as hipóteses que por aí lhe surjam de dar o salto para fora, a presença do Defour e do Lucho é incontornável.

 

Aqui sim, mais do que em termos defensivos, poderemos vir a enfrentar problemas para substituir algum daqueles dois, ou ambos. E a alternativa mais imediata que vem à mente, resume-se ao regresso do Castro.

 

No ataque, mora outro verdadeiramente insubstituível: o Hulk, claro está!

 

 

Não tem substituto possível, e acredito que seja a maior dor de cabeça de quem tem nas mãos os destinos do clube. Por muito dinheiro que entre nos cofres com a sua venda, onde encontrar algum outro jogador que faça o mesmo?

 

No Sábado, correu, atacou, defendeu, perdeu e recuperou bolas, marcou dois golos – pronto, um foi de penálti, mas marcou-o, não marcou? – e fez o passe para o outro, quase obrigando o Janko a marcá-lo.

 

E nem foi dos seus melhores jogos. Como é que se substitui alguém assim?

 

Podíamos perguntá-lo ao James, por exemplo, para ver se acorda para a vida. O rapazola vai jogando, é certo. Só que daí até se poder levar a sério aquilo o Guarín diz dele, vai uma grande distância.

 

Não digo que veja o Silvestre Varela actual a fazer o mesmo que ele, mas um Djalma, sem convencimentos, sem arrogâncias e sem se por em bicos dos pés, não lhe fica muitos furos abaixo. Nas calmas.

 

Por outras palavras, artistas como Rolandos, Palitos ou James, com maiores ou menores dificuldades substituem-se. Para jogadores como o Fernando, o João Moutinho ou o Hulk, a coisa fia mais fino.

 

Quanto ao nosso Homem da curva, está aí para as curvas, e a vários níveis. Noutros sítios, as coisas são bem diferentes…
 
 
 
 
 
 

A lógica da batata

09
Mar12

E pronto.

 

“Cesse tudo o que a musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta”

 

Ultimamente isto por aqui anda um primor de erudição. Ele foi Marinho Neves, ele foi Tolstoi, e agora Luís Vaz de Camões. Querem melhor?

 

Mas que porra de merda é esta? Vamos lá atinar.

 

Bem Zé Luís, jogaste na antecipação, e como é costume estiveste bem. Porém, parece-me que o que está em causa não será a análise da derrota do City, pessoalizando-a, passe a redundância, na pessoa do Vítor Pereira.

 

Então, quando perdemos, os dois jogos da eliminatória, frise-se, não foi contra uma equipa com um orçamento de mundos e fundos, não sei quantas vezes superior ao nosso, com um naipe de jogadores cujos nomes e qualidade, metem medo ao susto, o primeiro classificado da Premier League? É lógico que foi, não foi?.

 

Não eram estas, mais coisa, menos coisa, as atenuantes que por aí se viam para o nosso descalabro?

 

O que é que aconteceu a essa equipa? Desvaneceu-se? Evaporou-se?

 

Não. Perdeu ontem, lá para os lados da Calimeroláxia, com um golo marcado pela sequoia do Xandão, ao melhor estilo do Cristiano Ronaldo ou do Rabah Madjer. Querem algo mais ilógico que isto?

 

Rodaram o plantel, descansaram titulares, estiveram-se a cagar para o adversário, enquanto por nós tiveram um respeitinho do caraças, e como topping, ainda tiveram azar?

 

É futebol, não é? Azar nosso a bela forma que arranjaram para demonstrar o quanto nos respeitaram.

 

Contudo, mais coisa, menos coisa, ou na hipótese ceteris paribus, como dizia um professor meu de economia, o orçamento permanece o mesmo, os nomes e a qualidade dos jogadores, até dos suplentes, que eram (são) tão superiores aos nossos, permanecem, e o primeiro lugar da Premier, idem.

 

Agora, trazem-se à colação os orçamentos de orçamentos de Gis Vicentes, Moreirenses e Vitórias de Setúbal, para la palissaniamente, se concluir, que é lógico que os orçamentos, as camisolas, os nomes, não vencem jogos. Logicamente.

 

Sei que sou idiota, mas não ao ponto de não admitir que todos aqueles factores também têm um peso decisivo no desfecho de uma qualquer partida de futebol, mas quanto a mim, a lógica da questão é outra.

 

Muito pura e simplesmente, fomos burros. Fomos burros quando programámos uma temporada, pensando que íamos jogar na Champions, e a seguir na Liga Europa, com um ponta-de-lança, mais o Walter, e com a alternativa do Hulk ao meio.

 

Fomos burros na abordagem que fizemos às partidas com o Manchester City. Sim, é muito bonito jogarmos de peito aberto, olhos-nos-olhos, taco-a-taco, jogo-pelo. jogo, e essas coisas todas.

 

Mas,…e resultados?

 

Comprovadamente, a lógica do jogar bonito não é condição necessária e suficiente para garantir vitórias. Pode ajudar, mas há mais vida para além disso.

 

E ainda, fomos burros, ou tivemos azar, na forma como sofremos um golo aos vinte e poucos segundos de jogo, quanto tínhamos um resultado adverso para recuperar.

 

Quanto a mim, este foi, muito logicamente, o cerne da questão.

 

Agora, o que me parece completamente ilógico é que, após uma vitória na Liga, logo surjam jogadores prontos para zarpar para outras paragens.

 

É o Hulk, a dizer-se "preparado para deixar o Dragão", e rumar a Espanha, Inglaterra ou à Alemanha (porquê a Alemanha? O euro está em baixa, e já não há deutsh marks).

 

É o futuro do James, que tal como o do André Villas-Boas, que passa pelo Inter de Milão.

 

Pergunto-me: “qual é a lógica disto?” Acaso ganhámos mais alguma coisa, para lá dos três pontos em disputa naquele jogo?

 

Estas novelas de carretel das saídas não tinham acabado com a saída daquele rapaz do chapéu colombiano? Estão mal por cá?

 

É claro, é lógico que todos querem melhorar de vida, mais a mais com esta crise, que se instalou e parece não querer desamparar a loja, mas é esta a motivação para o que falta jogar de temporada?

 

Bardamerda! Se é assim, parece-me que, muito logicamente, a probabilidade de as coisas correrem mal é elevada.

 

E fico mais piurço ainda quando vejo o Marco Ferreira a dirigir no Dragão, o nosso jogo contra a Académica de Coimbra.

 

 

Não é nada de pessoal, e até é já a terceira vez que o recebemos. Contra o Vitória de Setúbal e contra o Rio Ave, compreendi a nomeação: eram duas equipas que equipavam de riscas verticais verdes e brancas, portanto, fazia sentido que fosse o mesmo árbitro.

 

Mas, o que é que querem, por muito ilógico que pareça, a partir do momento em que foi eleito um presidente da Liga, com ligações àquele clube da ilha dos buracos, chateia-me ver este indivíduo nos nossos jogos. Chamem-lhe “superstição”, ou o que quiserem.

 

Pior ainda, quando o Bruno Esteves é nomeado para Paços de Ferreira. Há um fétiche qualquer de alguém por este árbitro e jogos entre papoilas saltitantes e castores.

 

Na primeira volta, no Estádio da Lucy, quem é que lá esteve? Ele. Na época passada, quando se estreou nestas andanças, quem é que lá esteve? O próprio.

 

E que bem que correu esse jogo, recordam-se? Ele há lógicas que me transcendem. Ou não, o que às vezes ainda é pior.

 

Por tudo isto, muitos parabéns ao Sporting, pela vitória, e por demonstrar que, por muito lógico que pareça, nem sempre o destino da batata, quando a colhem, é a fritadeira.

Top Spin – Com efeito…

14
Mai10

De fugida, pareceu-me ouvir no ”Trio d’Ataque” de terça-feira passada, algo que tive de confirmar pelo vídeo do programa, para acreditar no que ouvia (se não quiserem perder tempo a ver o programa todo, basta dar um salto para o minuto 50 e picos… Infelizmente os meus conhecimentos informáticos, e ao meios de que disponho, ainda não me dão para editar filmes!).

 

De acordo com o ilustre representante do benfiquismo ali residente, o Hulk, que esteve foram de acção mais de vinte jogos, dos quais, se bem me lembro, dezassete a mais, em relação ao castigo que resultou da convolação pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, do castigo de três meses, que lhe foi imposto pela Comissão Disciplinar da Liga do dr. Ricardo Costa, afinal de contas (benfiquistas) só teria cumprido um jogo de castigo a mais (cinco), em vez dos quatro com que foi efectivamente punido.

 

Ora cá está um belo exemplo daquilo em que a época que passou foi profícua. Um belíssimo exemplo de como funcionou a “contra-informação” benfiquista.

 

É brilhante. Tenho pena de não ter visto nem o “Prolongamento”, nem o “Dia Seguinte”, para confirmar se o Fernando Seara e o Sílvio Cervan defenderam a mesma tese. Mas acredito que sim.

 

São os “spin doctors” encarnados em toda a sua pujança, a debitarem a desinformação do costume, para quem a queira tragar.

 

Não sendo benfiquista, tenho alguma dificuldade em apreender o raciocínio pelo qual se chega a esta conclusão, mas penso que só poderá ser este o processo mental: está(ão) a contabilizar apenas os jogos não disputados pelo Hulk, desde que foi conhecido o castigo da Comissão Disciplinar, e até à “convolação” da pena, esquecendo os que ficou de fora no decurso da “suspensão preventiva”, porque aí, não estava castigado.

 

É aquilo a que se poderia chamar um “achado”, não só jurídico, mas de senso comum. Se o homem esteve suspenso preventivamente, e se, o excelso dr. Ricardo Costa tivesse tido uma decisão consentânea com os princípios de Direito, legitimamente seguidos pelo Conselho de Justiça, então, à data do acórdão do Conselho de Disciplina, encontrando-se já cumpridos mais de quatro jogos de castigo, o jogador portista estava livre para exercer a sua profissão.

 

Portanto, todos os jogos em que aquele não alinhou, para além dos quatro do castigo, foram a mais, e o resto é “spinning”, conversa.

 

Assim sendo, há aqui qualquer coisa que me escapa. Se não tem nada “empatado” nesta decisão [do dr. Ricardo Costa], não consigo entender esta necessidade constante do Benfica, de branquear e justificar a(s) decisão(ões) do senhor em questão. Transcende-me.

 

Um clube, que, na sua enorme magnanimidade, até se abstém de recorrer da sentença inicial, para não agravar a pena dos jogadores do FC Porto, a qual até achou insuficiente, mas pronto, o que lá vai, lá vai… vem, por tudo e por nada, procurar desculpabilizar o dr. Costa.

 

Então, afinal de contas, que peso é que esta decisão teve para o Benfica, o maior do Mundo e arredores, e que ganha sempre “limpinho”?

 

Foi, de facto, um azar dos diabos (vermelhos?), o brasileiro regressar, e o FC Porto ganhar oito jogos de seguida (sim, já sei, perdemos com o Arsenal…mas esse jogo não foi a nível interno). É que lá caiu por terra aquela teoria patética de que o castigo até nos tinha sido um favor, porque estávamos melhor sem o Hulk, do que com ele.

 

Agora, lá tiveram que desencantar mais esta. E a seguir, de certeza que virá outra qualquer… A produção de desinformação para os lados da Cesta do Pão é incessante.

 

Quanto a mim, na vitória do Benfica nesta edição da Liga de futebol-de-10-para-11, mais do que o mérito desportivo, que eventualmente lhe possa ser descortinado, há que realçar o enorme mérito da estratégia de comunicação e de manipulação de massas, de que fizeram alarde desde o início da época.

 

Se vivêssemos num País mais observador e menos avermelhado, tenho a certeza de que, na próxima edição do “Mercator”, ou qualquer outro livro sobre marketing ou gestão comercial, este seria um “case study” a não desprezar.

 

E depois, com portentos, como o agora famoso Pragal Colaço, para sustentarem juridicamente estas posições…

 

Aqui há tempos, discutia este caso com um benfiquista, e dizia-lhe, sem êxito, claro está, para ligar menos às opiniões do Pragal, e para pensar mais pela sua cabeça.

 

A resposta foi qualquer coisa do género, que, coitado do senhor, até admirava como é que o deixavam exercer direito quando cometia esse crime hediondo que é ser benfiquista.

 

Nem respondi de volta. Com tal argumentação, não vale a pena. A exercer advocacia, penso que não terá cometido nenhum crime (já no seu papel de comentador na Benfica TV, não sei, não…), pois, que eu saiba, ainda não há nenhuma lei que proíba um benfiquista de o fazer.

 

Ainda para mais num País em que o próprio Secretário de Estado da Justiça é um benfiquista convicto.

 

Mesmo assim, não sei se não terá feito já o suficiente para uma litigânciazita de má-fé, ou coisa que o valha…

 

Talvez não seja criminoso deixá-lo exercer, mas lá que é arriscado é. Bem vistas as coisas, desde o caso do Nuno Assis, passando pelo Apito Dourado, pela diarreia mental da exclusão do FC Porto da Champions, pela tentativa de trazer de volta o Vale e Azevedo, que há quase dois anos ensaia sem sucesso, e agora este, os casos mais bem sucedidos em que se envolveu foram o caso “Mateus” e as últimas eleições do Benfica.

 

Até ver. Porque neste último ganhou por “falta de comparência” (o candidato derrotado levou uma tareia tão grande, que decidiu nem tentar impugnar as eleições) e no primeiro ainda não há decisão dos tribunais comuns, e até lá…

 

O resto, foi o que se viu. Não é por nada, mas eu, se tivesse que escolher um advogado para me defender, e isto, só para falar de ilustres benfiquistas, para não ser acusado de facciosismo, entre o Pragal Colaço e o Vale e Azevedo, escolhia o Vale e Azevedo.

Uma dúvida canina

07
Abr10

Depois de ler (e reler) o Acórdão do Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, relativo ao Processo Disciplinar n.º 39-09/10, de que resultaram os castigos de três e quatro meses de suspensão, aplicados respectivamente, aos jogadores do FC Porto, Hulk e Sapunaru, fiquei sem qualquer réstia de dúvida de aquele órgão, presidido pelo Dr. Ricardo Costa, aderiu ao paradigma do “socialmente correcto”, privilegiando, sem margem para dúvidas, a inclusão.

 

 

Senão, como compreender que seja incluída nos “intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo”, toda a gente e mais alguma, que por este último se lembre de passar, nem que seja para vender tremoços?

 

 

Ficou-me ainda, porém, uma “(pe)canina” dúvida. Imaginem a cena: um jogador (qualquer um, para este efeito não interessa nem quem é o jogador, nem o clube), sai do terreno de jogo para recuperar uma bola, chutada pela linha lateral por um seu adversário, de modo a efectuar o lançamento lateral, pertença de direito à sua equipa.

 

 

A bola pára próximo de um agente das forças de segurança pública, que se faz acompanhar de um canídeo. Este, reagindo ao aproximar o jogador, e seguindo aquele que é o seu instinto primário de animal irracional, mais não faz que abocanhar o dito, que reage, afinfando-lhe um valente pontapé.

 

 

Pela lógica do Acórdão, o canídeo em causa, também é um “interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo”.

 

 

Atenta a definição engendrada pelo Conselho de Disciplina, após uma soberba exibição de contorcionismo jurídico, de que interveniente no jogo” habilitado a estar presente no “recinto desportivo” é aquele que intervém na realização do jogo com a responsabilidade especial de desenvolver uma actividade na competição, desempenhar uma função na competição ou exercer um cargo na competição””, qual é a dúvida de que o cão-polícia claramente tem aqui enquadramento?

 

 

Nada diz que o interveniente tem que ser uma pessoa. Ou que será um ser racional ou irracional. Porque não o cão?

 

 

Assim sendo, se o animal é agredido pelo jogador na qualidade de “interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo”, qual a pena a que estará sujeito neste caso, o jogador?

 

 

Suspensão de seis meses a três anos e multa de € 2.500 (dois mil e quinhentos euros) a € 7.500 (sete mil e quinhentos euros)?

 

 

E em relação ao clube? Não nos esqueçamos que, pelo Regulamento de Competições da Liga, “[c]ompete aos Clubes na qualidade de visitados ou considerados como tal, assegurar a manutenção da ordem e disciplina dentro dos seus recintos desportivos, antes, durante e após os jogos neles realizados, mediante policiamento e vigilância adequados”, zelando pela “protecção dos (restantes) intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo”?

 

 

Multa de € 250 (duzentos e cinquenta euros) a € 2.500 (dois mil e quinhentos euros)?

 

 

Quid juris?

 


 

Nota: estou perfeitamente consciente de que o que acabei de escrever é perfeitamente absurdo. Assim como absurdo, é também o enquadramento alargado de

“interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo”, congeminado pelo Conselho de Disciplina da Liga, vá-se lá entender a que título.

 

É só para desafiar algumas mentes iluminadas a matutarem sobre o assunto…

 

Tem toda a razão

04
Mar10

 

Da defesa do jogador do FC Porto, Hulk (Acórdão do Processo Disciplinar n.º34-09/10):

 

Da defesa do jogador do Benfica, Javi Garcia (Acórdão do Processo Sumaríssimo n.º 01-09/10):

 

 

 

 

 

 

Da defesa do jogador do Benfica, Aimar (Acórdão do Processo Disciplinar n.º 17-09/10):

 

 

O homem desta vez tem toda a razão. Há, de facto, por aí “gente que perdeu o pouco que lhe restava de vergonha”!

 

...e também há quem nunca a tenha tido!!!

 

 

Foi você que pediu...a treta do costume!

29
Out09

 

Na terça-feira passada surgiu a notícia da convocação do Hulk  para a Selecção brasileira.

 

 

Na quarta-feira, o Dunga é babaca, porque o Hulk perde muitas bolas.

 

 

 

Hoje, o David Luiz é o próximo a ir à selecção (brasileira).

 

 

 

 

E agora digam lá: há notícias encomendadas no jornalismo em Portugal?

 

Claro que não. Há é muitas coincidências. E certos clubes, que nem nas pseudo notícias jornalísticas podem dar-se ao luxo de perder. Como é que ficavam os 27 milhões de capitalização bolsista?

 


Nota: O Benfica não perde bolas. É por isso que só ganha jogos por mais de quatro golos, e vai ser campeão.