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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Incompetência: uma estranha forma de vida

22
Mai14

Os dois primeiros títulos de campeão nacional que não conquistámos nos últimos dez anos tiveram a assinalá-los algumas efemérides, que fazem deles qualquer coisa de irrepetível.

 

Primeiro foram o Estorilgate, os sumaríssimos, a cunha leal na Liga, para não falar dos penáltis do Sabrosa, ou do treinador campeão, que zarpou com saudades da família, e que está a demorar mais tempo a reencontrá-la do que o ET a chegar a casa.

 

Depois, no segundo, seguiram-se o túnel, o Ricardo Costa, a despedida do Lucílio Baptista e os golos anulados ao Falcao.

 

 

 

O título de campeão que não conquistámos esta época, quanto a mim, também fica assinalado por uma efeméride digna de registo, e que não tenho visto exaltada com frequência.

 

Não, não estou a falar do tripletezinho, que esse é mais badalado que o chocalho de uma vaca leiteira. Refiro-me à profissionalização da arbitragem.

 

Pois é, esta foi a temporada da profissionalização da arbitragem.

 

Acho que a única vez em que estive de acordo com o Paulo Bento, foi quando ele, a propósito da profissionalização da arbitragem, concluiu que a única diferença era que em vez de termos amadores incompetentes, iríamos passar a ter profissionais incompetentes.

 

E no entanto, para quem vê de fora, as coisas até não terão corrido excessivamente mal. Como acontece esporadicamente, sempre que um certo e determinado clube é o campeão, as razões de queixa são poucas, e apenas o segundo classsificado, fez por tomar o lugar do clube que mais reclama sempre que não ganha. Tudo normal, portanto.

 

Porém, aquilo que se viu foi que a premissa que supostamente, serviria de base a quem nomeia os árbitros: "os melhores árbitros para os melhores jogos", depressa se veio a revelar chão que deu uvas. Grande parte das arbitragens, com a do Estoril x FC Porto à cabeça, pareceram em vez disso,  o resultado de valentes pielas, ao passo que outras foram protagonizadas por verdadeiros artistas.

 

Mas o que é que foi feito afinal dos "melhores árbitros para os melhores jogos"?

 

Se partirmos do princípio que os melhores jogos serão aqueles que envolvem os clubes melhor classificados, e que os melhores árbitros serão os internacionais, aquilo que podemos constatar é que o campeão apenas teve onze dos seus trinta jogos dirigidos por juízes internacionais.

 

O segundo classificado teve dezasseis e o FC Porto, catorze.  Dir-me-ão talvez, que a diferença pontual cavada entre o primeiro classificado e as restantes equipas, terá tornado as coisas tão desinteressantes, que deixou de justificar-se a nomeação de árbitros de alta patente para as partidas disputadas pelo campeão.

 

Talvez. Mas, se aprofundarmos esta hipótese, o que verificamos é que cinco das arbitragens protagonizadas por internacionais aconteceram entre a 13.ª e a 19.ª jornada.

 

À 13.ª jornada, o futuro campeão seguia em terceiro lugar com 30 pontos, tantos quantos o FC Porto, e o primeiro era o Sporting, com 32 pontos. À saída da 19.ª jornada liderava com 46 pontos, o Sporting era segundo com 42 e o FC Porto, terceiro com 41 pontos.

 

A segunda leva de jogos do campeão apitados por internacionais, aconteceu entre a 25.ª e a 29.ª jornadas. Nada mais que quatro partidas.

 

Na 25.ª ronda o primeiro levava 64 pontos, mais sete que o segundo classificado, o Sporting, e o FC Porto quedava-se pelo 3.º lugar com 49. Pela 29.ª e penúltima jornada, o já campeão detinha 74 pontos, com a mesma diferença de sete pontos para o segundo classificado, que entretanto conquistara mais um ponto ao FC Porto, agora com 58 pontos.

 

Portanto, a tese do desinteresse para justificar a não nomeação de internacionais parece não se aplicar inteiramente, uma vez que mesmo quando as coisas pareciam encaminhar-se para aquele que viria a ser o desfecho final, continuaram a ser nomeados para os jogos do campeão.

 

Comparando, por exemplo, com o FC Porto, temos que a maior série de nomeações de árbitros internacionais para os nossos jogos, ocorreu entre a 20.ª e a 25.ª jornadas. Nada mais que seis, de seguida.

 

Aquando da 20.ª jornada, éramos terceiros, com 42 pontos, a dois do Sporting, e a sete do primeiro. Finda a 25.ª ronda, mantinhamos o terceiro lugar, mas a oito pontos do segundo e a quinze do primeiro. Não deixa de ser curiosa e por certo significativa, a diferença.

 

É claro que não podem ser sempre nomeados árbitros internacionais.Tem de haver alguma rotatividade, e todos, desde que habilitados para tal, devem ter a oportunidade de apitar jogos importantes.

 

Nem mais. Pois bem, onde é que fica a rotatividade se levarmos em linha de conta que dos 19 jogos do campeão, que não foram dirigidos por internacionais, nove deles tiveram a apitá-los apenas três árbitros?

 

Bruno Paixão, Paulo Baptista e Rui Costa foram, cada qual, juízes em três jogos do líder. "Os melhores árbitros para os melhores jogos"?

 

Paulo Baptista leva uma longa carreira, e apesar de já ter apitado a final da Taça de Portugal, não chegou a internacional. Rui Costa vai pelo mesmo caminho.

 

E quanto a Bruno Paixão, só se entende se for a personificação do "Princípio de Peter". Foi promovido até ao limiar da sua incompetência. Aí chegado, provou que era de facto incompetente, e foi despromovido, por isso, aparentemente, terá voltado a ser competente!

 

Há algo que não quadra aqui.

 

 
Como, de resto, também haverá naquelas teorias que dão o FC Porto como o menos interessado na profissionalização da arbitragem. Diziam que, com os árbitros a serem pagos pelo orçamento da Federação, ficaria menos espaço de manobra para os comprarmos por fora.
 
A ser assim, e combinando esta tese com aquela que faz do FC Porto o amo e senhor do "sistema", não teríamos qualquer interesse em ter árbitros internacionais nos nossos jogos. Ou teríamos? E afinal, quem é que teve menos internacionais a apitarem os seus jogos?
 
Visto de outro prisma, e pegando ainda no nosso suposto "domínio" sobre o "sistema", a existir, isso significaria que teríamos, por exemplo, sob controle, as promoções de árbitros a internacionais, e logo, a sua almejada profissionalização.
 
Assim sendo, fará sentido que outros, que não nós, tenham tido mais partidas dirigidas pelas grandes promessas da arbitragem?  

     

Tudo isto soa a incongruência, como também na aparência, têm sido ao longo dos tempos incongruentes muitas das nomeações de Vitor Pereira. Mas será mesmo assim?

 

Para terminar, este texto não pretende desculpabilizar a perda do título pelo maior ou menor acerto das equipas de arbitragem. O FC Porto perdeu este campeonato porque, em momentos decisivos, esta equipa primou pela falta de comparência.

 

O que escrevi tem apenas em vista, designadamente para memória futura, assinalar a efeméride de que o clube que teve o início do seu período áureo associado ao dealbar do profissionalismo dos jogadores, também fica associado ao primeiro título conquistado na era dos árbitros profissionais.       

O apelo irreprimível da idiotice

10
Mar13

"Na minha óptica, os árbitros não devem apitar jogos com clubes da sua preferência e de que são adeptos, nem devem apitar jogos com clubes que são adversários directos"

 

Esta frase terá sido proferida pelo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

 

Pergunto:

 

Qual o clube da preferência de grande parte dos árbitros do quadro principal? Pois é, esse mesmo.

 

Assim de repente, vêm-me aleatoriamente à mente os nomes de Olegário Benquerença, Pedro Proença e Duarte Gomes.

 

E estes foram apenas aqueles que já sairam do armário. Outros, e ocorrem-me, por exemplo os nomes do João "pode vir o João" Ferreira ou Bruno Esteves, são como aqueles pederastas que não se assumem como tal, mas cujas posturas e maneirismos os denunciam à légua.

 

Qual é o clube que faz listas a banir árbitros, e vai ao ponto de pedir encarecidamente a árbitros seus apaniguados, para fazerem um favor ao clube do seu coração, e não o apitarem? Exacto, ver acima.

 

Qual é o objectivo do presidente da Liga? Que apenas árbitros de Setúbal dirijam encontros onde particpa o tal clube? (e talvez o Nuno Almeida...)

 

Mário Figueiredo, ou é um visionário, ou terá de passar a ter cuidado com os lugares que frequenta e com as pessoas a quem acompanha, porque há coisas que se apanham, e dá a impressão de que já anda a chocar algo.

 

 

Il y a quelque chose qui cloche (em azul e branco)

13
Dez12

Para que não fiquem a pensar, e que alguns venham reclamar, que só tenho olhos para outro(s) lado(s), aqui ficam, também do nosso lado, uns quantos apontamentos também eles dissonantes entre si. Na minha modesta opinião, é claro…

 

 

Do volume e da intencionalidade

 

Nos últimos três encontros disputados cá na lusitânia, fomos bafejados em lances duvidosos, por decisões arbitrais que, não tenho rebuço em admiti-lo, nos foram favoráveis.

 

Do mesmo modo que também ocorrera com o segundo penálti, na vitória sobre o Sporting.

 

É algo a que, vidé as primeiras jornadas desta edição da Liga, e mesmo no próprio jogo contra Moreirense, o último disputado, em que nos foi sonegada mais uma grande penalidade, não estamos habituados.

 

Nem nós, nem os nossos concorrentes, como se viu pelas reacções de várias figuras de um certo presépio, de onde ainda não expulsaram o burro.

 

Sobre o lance da Pedreira para o campeonato, disse-o na altura que, tendo em conta o entendimento vigente nesta matéria da inteligentzia futebolística, não me surpreenderia se tivesse sido apontado castigo máximo.

 

Apesar da curta distância a que é desferido o remate pelo Alain, e da, quanto a mim, mais que evidente, ausência de intencionalidade da parte do Alex Sandro, o facto de o membro com que o esférico impacta não se encontrar junto ao corpo, permite-lhe ganhar um acréscimo de volumetria, logo, penálti.

 

No regresso à Pedreira, para a Taça de Portugal, o lance com o Fernando e o Hugo Viana, não dá azo a grandes dúvidas.

 

Contra o Moreirense, aí sim, parece haver intenção do Alex Sandro, não de jogar a bola com a mão, mas de proteger-se. Ainda assim, há uma qualquer intencionalidade, uma (ou duas) mão(s) e uma bola, ou seja, os ingredientes necessários para a polemizar em torno do acontecimento.

 

Contudo, neste caso, não há qualquer ganho visível de volumetria: as mãos estão em frente ao corpo. Se a bola não lhes embatesse, de certo bateria noutra qualquer parte do dito.

 

E assim sendo, em que ficamos?

 

No primeiro caso, há ganho de volume, e não há intenção, no segundo, há intenção, mas não há volume ganho. E são os dois penálti? Porquê? A regra é disjuntiva? Em certos casos aplica-se um “ou”, e noutros…outra coisa qualquer?!

 

Ou, só será mão quando se aplicam ambos, ligando-os através de um “e”? Não seria mais razoável, e até talvez, quem sabe, mais dentro do espírito da lei?

 

 

…e não tivemos Paris

 

 

Não se deixem iludir pela imagem que encima o texto. Se esperam um desfiar de um rol de críticas ao nosso treinador, não continuem, porque estava e estou inteiramente de acordo com a afirmação destacada.

 

Tínhamos, e temos, plantel para ganhar em Braga, duas vezes seguidas, se for preciso, e em Paris. Mas não ganhámos. De facto, perdemos tanto em Braga, ao segundo ensaio, como em Paris. As duas primeiras derrotas da única equipa que até aí, ostentava a aura de imbatível em partidas oficiais.

 

Vi os dois jogos, quase todinhos. Ando a ver muito futebol ultimamente. E logo havíamos de perder os dois…

 

Sim, é verdade que estranhei a gestão do plantel feita em Braga. Compreendo perfeitamente que é imperioso ir dando, na medida do possível, minutos aos que menos frequentemente alinham, e gerir o esforço dos que são mais assíduos no onze, assim como a motivação de uns e outros.

 

Mas, logo em Braga?! Onde, ainda há uma semana triunfáramos, e os artistas locais não ficaram propriamente convencidos. E com o Olegário Benquerença no apito. Tantas modificações, quando o que estava em causa na Champions, nem por sombras se afigurava uma questão de vida ou morte, porquê?

 

Pronto, foram quatro jogos em treze dias (do SC Braga, para a Liga, em 25 de Novembro ao Moreirense, em 8 de Dezembro), é verdade.

 

No entanto, terá sido um ciclo assim tão infernal, que cheguemos à partida contra os homens de Moreira de Cónegos, num tal estado que o nosso treinador, perante um jogo menos conseguido, se dê por feliz por vencer, desse lá por onde desse?

 

Vejamos. Dos jogadores intervenientes nestes desafios, apenas o Mangala e o Otamendi, estiveram em campo os, pelo menos, 360 minutos jogados.

 

O James Rodriguez também alinhou inicialmente nos quatro encontros, mas foi substituído no último, aos 90 minutos.

 

O Danilo (301’) alinhou de início em três desses jogos, e foi suplente utilizado num deles, e o Lucho Gonzalez (253’) e o João Moutinho (269’) alinharam de início em três, sendo substituídos uma vez, e entraram em substituição de um colega no restante.

 

O Defour (209’) entrou de início duas vezes, e foi suplente utilizado, outras duas, e o Atsu, substituiu colegas por três vezes, e alinhou de início apenas uma, totalizando pouco mais de 110 minutos em campo.

 

Helton, Alex Sandro, Fernando, Varela e Jackson Martinez contam três presenças cada um (270’, 266’, 219’ 233’ e 270’, respectivamente).

 

Portanto, apenas quatro homens fizeram mais de três jogos completos: Mangala, Otamendi, James e Danilo.

 

Como seria expectável, na equipa titular que alinhou contra o Moreirense, todos os elementos faziam, no mínimo, a sua terceira partida.

 

Assim sendo, e como disse, compreendendo a necessidade imperiosa de dar alguma rotação ao plantel, e que azares, como os que aconteceram ao Danilo, ao Helton, e porque não, ao Castro, por vezes acontecem.

 

Contudo, será isso motivo e justificação suficiente para sermos eliminados da Taça de Portugal?

 

Ou para a entrada titubeante no Parque dos Príncipes, para depois até equilibrarmos as coisas, e empatarmos a partida com alguma relativa facilidade?

 

Ou ainda, para entrarmos num jogo em casa, contra o Moreirense, o último classificado, em modo de “ganhar, dê lá por onde der”, e ficar satisfeitos com um 1-0?

 

Esta Liga é cada vez mais uma corrida a dois, e os golos marcados e sofridos podem fazer a diferença. Ou isso, ou resolvemos a questão em Janeiro…

 

 

O Dragaleão de Oiro

 

 

Apesar de o meu cunhado afiançar garantidamente que o homem era sportinguista, custava-me a acreditar.

 

Por curiosidade, fui confirmar, e é mesmo verdade.

 

Ainda assim, não me choca nada que lhe atribuam um Dragão de Ouro. Que mais não seja por uma questão de diplomacia. E também não me choca que o ministro Miguel Relvas tenha sido convidado para a cerimónia, pelo mesmo motivo.

 

Além do mais, sempre vai sendo a única forma de um sportinguista receber um troféu de jeito…

 

Por outro lado, não acho tanta piada ao facto de se atribuir um Dragão de Ouro a um sportinguista, de quem Manuel Vilarinho disse um dia, a seguir ao almoço: "Votem neste homem, que é este homem que vai ajudar [quem nós todos sabemos]!".

 

E de facto, ajudou. Isso é que me custa a engolir.

 

Mas pronto, também não é nada de novo. O Rui Pedro Soares também é Dragão de Ouro, e no entanto, não deixou por isso de merecer uma cartinha de recomendação vinda pelo outro lado.

 

 

E afinal, temos empréstimo

 

Estávamos a 10 de Setembro, e eu escrevia:

 

“(…) tomando como exemplo este caso concreto do Hulk, haveria mesmo a necessidade imperiosa de vender, agora e pelo preço a que se realizou a transação, seja ele qual fôr?

 

Tem-nos sido dito que sim. A maior parte dos sócios e adeptos acredita que sim. Muito sinceramente, também me parece o mesmo. Mas afinal, qual o impacto da transferência do Hulk nas contas da nossa SAD?

Desta vez, o argumento mais abundantemente empregue para justificar o estado de necessidade, foi o pagamento do empréstimo obrigacionista de 18 milhões, que vence até ao final no corrente ano.

 

Será isso? Se foi por 18 milhões, então as vendas do Álvaro Pereira, do Guarín e do Belluschi, resolviam a questão, e ainda sobravam uns trocados.

 

Indo ao Relatório de Contas Consolidado do 3.º trimestre – 2011/2012 (pág. 14), retiramos que o passivo da SAD ascendia, àquela data, a 214.171.035 euros, dos quais € 167.533.480, classificados no passivo corrente.

 

Por seu turno, o activo corrente é apenas de € 52.683.659. Portanto, sejam 40 milhões, 31 milhões, ou qualquer outro valor intermédio ou abaixo daqueles dois, o desequilíbrio era de tal sorte, que não é a venda do Hulk que vai equilibrar as contas.

 

Que ajuda, é inquestionável, mas daí até se concluir, neste momento e pelo montante que seja, pela sua imprescindibilidade, é outra história. É um daqueles casos que alivia, mas não cura”.

 

E aí está um novo empréstimo obrigacionista. Desta vez, inicialmente de 25 milhões de euros, aumentado posteriormente para 30 milhões, até 2015, à taxa de 8,25%.

 

É compreensível este esforço de consolidação e reestruturação do passivo, aliviando o curto-prazo e a tesouraria, como muito bem escreveu na altura própria o Dragão Vila Pouca.

 

A minha questão é outra. Uma operação inerente a um empréstimo deste tipo não é montada da noite para o dia.

 

Será muito natural que, em Setembro, quando foi vendido o Hulk, a coisa estivesse em marcha. Assim sendo, a sua venda não terá decorrido tanto da necessidade pontual de fundos para o pagamento do anterior empréstimo, como, ao menos a mim parecia, mas antes teve o seu quê, e não será pouco, de estrutural.

 

Portanto, eis que me vejo regressado à minha dúvida de 10 de Setembro:

 

“a venda do Hulk, neste momento e por qualquer que seja o valor, era efectivamente imprescindível ou vem resolver definitivamente alguma coisa, do ponto de vista financeiro?”

Querem rire?

14
Nov12

Lembram-se do Herman José, dos tempos saudosos em que ainda era o Herman José, e em que as piadas, trejeitos e imitações que agora, por vezes repete, saiam à cena pela primeira vez?

 

Nesses tempos, cada vez mais distantes, um dos personagens que encarnava era o Serafim Saudade. Um cantor de farta cabeleira preta encaracolada à David Luiz, ou vice-versa, que proporcionava momentos de musicol de elevado quilate.

 

 

Nos interlúdios entre músicas, quando não se dedicava a desancar as duas serafinetes de serviço, ou a murmurar com voz cavernosa, agarrado à barriga de uma delas, futura mãe do seu filho: “José Augusto, meu filho!”, perguntava ao público: “Querem rire?”

 

E lá vinham piadas do mais fino recorte humorístico, do género da do pai que chega a casa, vê o filho dentro de uma lâmpada, e diz-lhe: “Estás a ver filho, eu não te disse para não tomares banho na barragem?”

 

Pois é, foi dele que me lembrei ontem, quando li um certo comunicado, e por isso pergunto-vos eu: querem rire?

 

Então cá vai:

 

“O senhor presidente da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol) entendeu pronunciar-se sobre a arbitragem dos jogos do nosso Clube, dizendo que o Sporting “não tem razões de queixa”. O senhor presidente da APAF anda manifestamente distraído, só assim se percebe que possa dizer tais coisas.

 

Falemos então de arbitragem e de dados absolutamente objectivos, relacionados com o Sporting:

 

1. Só duas equipas não tiveram até agora grandes penalidades a favor. Uma é o Sporting, a outra é o Paços de Ferreira.

 

2. Até à 9.ª jornada da I Liga, o Sporting ainda não beneficiou de qualquer grande penalidade, ao invés dos seus adversários mais directos: FC Porto (3), Benfica (3) e Sp. Braga (2). Duas das grandes penalidades a favor do FC Porto foram no jogo com o Sporting, ambas mal assinaladas, como foi unanimemente referido.

 

3. O Sporting está no lote das equipas com 3 grandes penalidades assinaladas contra. Só o Moreirense tem mais (4).

 

4. Listagem de cartões até agora mostrados pelos árbitros nos jogos do campeonato é a constatação de uma vergonha, com uma disparidade de critérios inacreditável. Em matéria de cartões amarelos, o Sporting já viu 38, mais 9 (!) que a segunda equipa mais penalizada, o Olhanense. O Sporting viu mais 27 cartões que o Porto (!) 22 que o Benfica (!) 14 que o Sp. Braga (!) e é a equipa mais punida de todo o campeonato!

 

Conclusão: Só quem anda distraído é que pode dizer que o Sporting Clube de Portugal não tem razões de queixa!”

 

Vá, pronto, pronto, podem parar de rir. Enxuguem lá as lágrimas, e componham-se, que agora é à séria.

 

Então, queixam-se de não terem tido grandes penalidades a favor? Pois é. Que eu saiba, em futebol, a marcação de penáltis não obedece a qualquer procedimento administrativo democrático de repartição.

 

Como uma besta qualquer explicou aqui há tempos, quando a sua equipa era bafejada jogo sim, jogo sim, com grandes penalidades, mais do que duvidosas, os castigos máximos dependem do fluxo ofensivo das equipas. Quanto maior o fluxo, maior a probabilidade de serem marcadas.

 

Ora, uma equipa cuja propensão é mais causar o refluxo nos seus adeptos, do que gerar um fluxo ofensivo, será razoável que beneficie amiúde de grandes penalidades?

 

As duas grandes penalidades a favor do FC Porto foram “ambas mal assinaladas, como foi unanimemente referido”?

 

“Unanimemente referido”?! Onde? Nalgum comunicado deste género? Que me lembre, se houve alguma unanimidade foi em torno da hipótese de uma grande penalidade mal assinalada, e um acto de estupidez do Cédric. Estarei equivocado?

 

Reclamam dos muitos cartões amarelos?

 

Quem tem como defesas centrais um Rojo e um Boulharouz, um Pranjic, que se diverte a reclamar com os árbitros, arremessando a bola ao chão, ou um Wolfseiláquantos, que se diverte a entrar sobre os adversários a destempo, e já agora, um Rinaudo que também não é meiguinho nos seus afagos, será assim tão descabido que coma com amarelos em catadupa?

 

Certo é que são originais. Há que conceder-lhes isso. Os outros reclamam e fazem barulho à quarta jornada, quando perdem ou empatam. Eles, fazem comunicados choramingados, logo a seguir a ganharem um jogo em que é mal anulado um golo ao adversário. Notável.

 

É uma pena que, com tantos sportinguistas inteligentes, que os há, logo este comunicado tenha sido escrito por alguns que faltaram à chamada no dia em que foi distribuída a massa cinzenta, e que, pelos vistos querem pintar os outros à sua imagem.

 

 

Só para que conste

12
Nov12

Esta temporada começou bastante equilibrada, do ponto de vista das nomeações arbitrais do Vítor Pereira.

 

Para os nossos primeiros dois embates, dois árbitros de Lisboa - Duarte Gomes em Barcelos e o Hugo Miguel, no Dragão contra o Vitória de Guimarães. Para o segundo classificado, dois árbitros do Porto – Artur Soares Dias, na recepção ao SC Braga, e Jorge Sousa para a deslocação à outra banda, a Setúbal.

 

À terceira ronda, árbitros de Setúbal para todos: nós, apanhámos com o João “pode vir o João” Ferreira, em Olhão. A eles, saiu-lhes o Bruno Esteves, na Cesta do Pão, contra o Nacional da Madeira.

 

Na quarta jornada, o Manuel Mota, de Braga, esteve no Dragão, e o Carlos Xistra, acompanhou as papoilas, no seu salto a Coimbra.

 

Até aqui tivemos um, chamemos-lhe “critério”, mais ou menos uniforme nas nomeações para os jogos de ambos os emblemas, ou seja, árbitros internacionais para os jogos fora de casa e não internacionais, para as partidas disputadas entre muros.

 

A excepção foi a ida do SC Braga aos arrabaldes de Carnide, o que até é compreensível, tratando-se, em princípio, de dois potenciais candidatos ao título.

 

 

Mete-se a quinta ronda, e a antecede-la eis as declarações do Rui Gomes da Silva, a ditar numa espécie de caderno de encargos dedicado ao Vítor Pereira, os juízes que, já agora, se fizesse o obséquio, aquele se poderia abster de despachar para jogos do seu clube. A saber: Carlos Xistra, Artur Soares Dias, Olegário Benquerença, Pedro Proença, João Capela, Rui Silva e Hugo Miguel.

 

Duas notas sobre estas declarações. Parece haver lá para aqueles lados, uma certa propensão para a diarreia mental à quarta jornada.

 

Quem não se recorda, aqui há duas épocas atrás, o apelo encarecido aos adeptos para não acompanharem o clube nas suas deslocações? Pois é, foi também à quarta jornada. À quinta, estava o Vítor Pereira a justificar-se publicamente. Ainda por cima, a coisa parece resultar.

 

Na altura estavam 9 pontos atrás de nós, e na ressaca de uma derrota em Guimarães. Desta vez, até só estavam a dois pontos, mas aquele empate em Coimbra…Podia lá ser!

 

Na época passada, também estavam a dois pontos de distância, mas, valei-nos isso, o triunfo em Guimarães, foi o Imodium, que evitou males maiores.

 

Outro ponto interessante, pelo menos na minha perspectiva, é que dos árbitros arrolados, apenas o Xistra e o Artur Soares Dias marcaram presença no que vai decorrido de temporada, em jogos do dito clube.

 

E em partidas do FC Porto, só o Hugo Miguel e o João Capela. Interessante também é o caso do Rui Silva, que aparece metido nestes assados quando apenas anda nestas andanças, nada mais, nada menos, que desde a época transacta, e só leva no curriculum dois singelos desafios apitados entre os clubes maiores, mais grandes e afins, cá da terra.

 

 

Pronto, ambos tiveram o nosso clube como interveniente, e ambos foram no Dragão (Gil Vicente e União de Leiria), mas daí até à inclusão naquele rol… Coitado, deve estar mais pequeno que o bago de milho!

 

Terminado este breve parêntesis, voltemos à quinta jornada. O que aconteceu de marcante nessa ronda?

 

Talvez nada de especial. Ou talvez não.

 

O certo é que para as idas do FC Porto a Vila do Conde e do outro clube a Paços de Ferreira, ao contrário do que vinha sucedendo até aí, foram nomeados dois árbitros não internacionais, respectivamente, Bruno Esteves e Marco Ferreira.

 

Por coincidência, ou talvez não, perdemos aí dois pontos, e fomos alcançados no topo da tabela pelo nosso rival, que desde então, nunca mais descolou.

 

Por coincidência, ou talvez não, nas quatro partidas subsequentes, das quais, do nosso lado, três em casa (Sporting, Marítimo e Académica), foram nomeados um internacional – Jorge Sousa, para o jogo com os viscondes, o que é normal, vista a possibilidade, cada vez mais cedo, mais remota de chegarem ao título - e dois não internacionais – Cosme Machado e Hugo Pacheco.

 

Para o jogo fora de portas, com o Estoril-Praia, o lisboeta João Capela, de má memória desde Olhão na época passada.

 

Do outro lado, dois jogos em casa e igual número fora. Para o despique com o Beira-Mar na Cesta do Pão, foi nomeado Rui Costa. Um não internacional e, simultaneamente, o homem que não viu as cenas edificantes protagonizadas pelo protagonista do costume, após o encontro com o Nacional da Madeira. Perfeitamente natural.

 

Contra Gil Vicente, fora, Vitória de Guimarães, em casa, e Rio Ave, novamente fora, foram indigitados, Vasco Santos, João “pode vir o João” Ferreira e Bruno Esteves. Ou seja, um recém internacional, um internacional e um, até sou capaz de apostar, futuro internacional.

 

Ora, se o Vitória entrou para o seu jogo no quinto lugar, a que se deve a necessidade imperiosa de termos um portador de insígnias nesse jogo?

 

O Bruno Esteves, não sendo ainda internacional, havia estado nos Arcos quando nós lá fomos. E deu mau resultado. Agora regressou. Terá sido uma tentativa de equilibrar as coisas? Esperaria o Vítor Pereira que o homem, sendo de Setúbal, tirasse pelos da casa nalgum súbito ataque de simpatia com a indumentária?

 

Tudo isto são, é claro, meras conjeturas, e devaneios de quem não tem (era bom!), mais o que fazer.

 

O certo é que, desde o Xistra, à quarta jornada, por incrível coincidência, ou talvez não, a última em que aquele clube perdeu pontos, nenhum dos árbitros ostracizados por Rui Gomes da Silva foi nomeado, e nós já comemos com três, dos quais as recordações que temos não são claramente as melhores: Bruno Esteves, Jorge Sousa e João Capela.

 

O certo é que qualquer um dos árbitros nomeados para as últimas cinco jornadas daquele clube, e com especial destaque para as duas derradeiras, veste na perfeição às avessas, a fatiota talhada por Rui Gomes da Silva.

 

É ainda certo, como se destacou amiúde na comunicação social, ao longo do pretérito fim de semana, que o Mona Lisa, terminou de cumprir o castigo que lhe foi imposto como consequência da não agressão ao árbitro alemão.

 

Sem querer dar demasiada a esse facto, convirá não esquecer que, há não mais que uma semana atrás, aquele elemento era mais importante para o seu treinador, que o Witsel ou o Javi Garcia, ou os dois juntos. Agora, alguém terá dito ao treinador, que talvez essa não fosse a melhor maneira de motivar os que jogam, e já não é bem assim.

 

 

Associando as duas coisas, como disse, sem querer dar-lhe mais importância do que merece, não seria de todo desprezível a possibilidade de aguentar as pontas, e não perder pontos, no mínimo até aqui. Seria bem lixado perdê-los logo duas jornadas antes do seu regresso.

 

Mas isto, é claro, não passam de deambulações paranóicas. 

 

Agora, depois de uma sequência Marco Ferreira-Rui Costa-Vasco Santos-João “pode vir o João” Ferreira e Bruno Esteves, quem será o freguês que se segue para o Olhanense? Soares Dias? Duarte Gomes?

 

E para a nossa ida à Pedreira? O Olegário, que mais uma vez anda longe das vistas? Ou o Pedro Proença? Ou o Xistra. Ainda não nos tocou o Xistra esta época. Era mesmo ao queres…

 

Para terminar, só uma breve nota relativamente aos três novos internacionais e ao Bruno Paixão.

 

 

 

Do Hugo Miguel e do Vasco Santos, não há grande espanto. Há algum tempo que se percebia que eram os delfins de Vítor Pereira, e seria uma questão de tempo até ostentarem as insígnias fifeiras. Tal como o Bruno Esteves…

 

Em 2011/12, não houve promoções, mas na primeira oportunidade, eles aí estão. O Marco Ferreira, a partir do momento em que a Liga está nas mãos de quem está, era perfeitamente expectável que ascendesse à internacionalização.

 

Quanto ao Hugo Miguel, estranho muito a sua inclusão na lista vermelha. Nas últimas quatro temporadas fez seis jogos da nossa equipa, três dos quais em 2009/2010, época em que nem sequer fomos campeões.

 

De então para cá, constam mais três, excluindo a corrente época. Dois em casa no pretérito campeonato (Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães), e outro em 2010/11, no Funchal, contra o Marítimo. Em todos eles, não me recordo de erros clamorosos a nosso favor.

 

Má memória a minha, ou lapso do Rui Gomes da Silva?

 

No que toca ao Bruno Paixão, há quem queira veja na sua despromoção o dedo do FC Porto ou a marca distintiva do seu jugo sobre o mundo da arbitragem.

 

É compreensível. Porém, recordo que havia por aí quem pedisse muito mais que a sua despromoção.

 

E que esse alguém, ao que parece, faz gosto em visitar a Rua Alexandre Herculano. Há falta de melhor…

Há coisas tão simples, não há?

30
Mar12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem, com esta não-medida super-hiper-mega transparente de não divulgar os árbitros nomeados para a 25.ª jornada da Liga Zon Sagres, quase que ficava sem assunto para hoje.

 

Para além do enorme prejuízo que essa atitude estultícia, tão egoísta, me poderia causar, há ainda que ter em conta, nos tempos austéros em que vivemos, os custos que acarreta uma tomada de posição deste género.

 

Reparem, se o Ministério da Admnistração Interna gizou, como se diz por aí, um plano de segurança para proteger os árbitros, certamente enquanto estes não mudam de casa, para morada novamente incerta, como acontecia antes da divulgação dos seus dados pessoais, então, mais valia divulgar a lista de nomeações.

 

É que divulgando-a, bastava proteger um árbitro (e/ou a respectiva família) a cada ronda. Assim, têm que estar constantemente de olho em vinte e cinco. Convenhamos, numa altura em que as forças policiais não dispõem de efectivos e viaturas suficientes para garantir a segurança dos cidadãos, ou quando os têm lhe faltam as condições para os utilizar, este esforço adicional é obra. Mais valia, de facto, mudarem de casa!

 

Mas falemos de coisas sérias. Parece-me a mim, que sou básico, que a solução desta questão da arbitragem é muito simples, como não poderia deixar de ser.

 

Vejamos então algumas medidas simplórias e de sucesso garantido, que poderiam ser implementadas por quem de direito:

 

a) Regresso imediato e compulsivo à actividade, a título excepcional e vitalício, do Lucílio Baptista e do Paulo Paraty. Se o Paul Scholes regressou ao Manchester, porque é que o Lucílio e o Paulo Paraty não o hão fazer?

 

Por causa de algo tão comezinho como um “limite de idade”? Num País onde o 13.º mês e o subsídio de férias não são sagrados, vamos prender-nos a minudências dessa ordem?

 

b) As partidas a disputar pelo clube mais grande do Mundo dos arredores de Carnide, só poderão ser dirigidas por um daqueles árbitros regressados, pelo João “pode vir o João” Ferreira ou pelo Duarte Gomes.

 

Quanto muito, admite-se a título muito excepcional, e quando os jogos estão de antemão decididos, que possam intervir como uma espécie de árbitros, o Vasco Santos e o Bruno Esteves, desde que comprovada e inequivocamente continuem a demonstrar a sua (in)habilidade para o exercício da actividade que frequentemente insultam.

 

Ou ainda, quando o treinador da equipa em questão estiver naquelas alturas do mês, em que lhe apetece ofender e agredir adversários, é aceitável a nomeação do Rui Costa.

 

Estas nomeações serão antecipadamente calendarizadas para a totalidade da época, e delas será dado, para os efeitos tidos por convenientes, prévio conhecimento aos interessados. Ou seja, aos titulares das equipas de arbitragem em causa, e à formação que na ocasião trajar de vermelho.

 

Havendo mais do que um contendor que envergue vermelho, será notificado unicamente aquele cujo treinador apresentar a trunfa mais desgrenhada;

 

 

c) Nunca, mas nunca mesmo, em hipótese alguma, poderá o árbitro assistente Ricardo Santos ser incluído em equipas de arbitragem escolhidas para jogos da equipa mais grande do Mundo dos arredores de Carnide.

 

Para esses jogos poderão ser nomeados, ou o rapaz de Setúbal com alcunha de carro desportivo de alta cilindrada, ou aquele moço jeitoso que esteve a acompanhar a tal equipa em Aveiro no encontro com o Feirense, ou ainda qualquer outro, desde que dê pelo nome de Venâncio Tomé.

 

Dadas as dificuldades que estas restrições poderão colocar na escolha de árbitros assistentes, abre-se uma excepção. Nos desafios disputados em casa, e apenas nestes, poderá fazer-se recurso a alguns assistentes que se encontrem nas bancadas

 

Como aquele indivíduo diabólico de Gaia, com uma barbicha, que em tempos salvou um colega de sufocar por engasgamento, com um calduço bem aplicado, ou um outro personagem de barba e cabeleiras fartas, que por lá costuma vegetar;   

 

d) Para os jogos do FC Porto deverão ser nomeados, qualquer um dos árbitros indicados acima, excluindo-se da lista, contudo, os nomes do Vasco Santos, do Bruno Esteves e do Rui Costa, e acrescentando-se-lhe os do Bruno Paixão, e, apenas para as partidas a disputar na Calimeroláxia, do ex-Super Dragão Jorge Sousa;

 

e) A nível de critérios para a nomeação de árbitros assistentes, dá-se preferência a indivíduos com o nome de Venâncio Tomé.

 

É aceitável a nomeação do Ricardo Santos, contanto que, na parte do encontro em que lhe caiba acompanhar o ataque do FC Porto, se veja forçado a abandonar o recinto de jogo, por motivo imprevisível, como os que se indicam: ter deixado o arroz ao lume, ter disparado o alarme de casa, ter a água do banho a correr ou ter-se esquecido de deixar o jogo a gravar;

 

f) No caso do Sporting, os jogos que realize deverão ser dirigidos alternadamente, pelo Carlos Xistra ou pelo Bruno Paixão.

 

Quando algum destes dois provocar ataques de choro compulsivo, e se a birra não passar, dá-se-lhes um bocadinho de Aero-OM, e para roca, o André Gralha, ou qualquer outro que apresente uma tendência irreprimível para marcar penáltis inexistentes;

 

g) Quanto ao SC Braga, não consegui encontrar dados que possa considerar válidos para estabelecer algumas preferências, ou o contrário. Ainda me dei ao trabalho de pesquisar no Facebook, se de entre os amigos haveria algum árbitro ou árbitro assistente, ou nos “likes”, mas não encontrei nada de jeito. Ficará para aprofundar numa próxima ocasião;

 

Pois é. Como vêem a solução dos problemas da arbitragem, do futebol português e do País em geral, quiçá, pois afinal de contas, o país são eles, é fácil e expedita, basta haver vontade para tal. E essa, de certeza que não falta.

 

Quais greves, qual carapuça!

 

 

Caso algum dos meus Estimados Leitores, possua meios de fazer chegar estas minhas humildes sugestões a quem tenha poderes de facto para as implementar, estejam à vontade, que não serão cobradas royalties ou direitos de autor.

 


 

Nota: Não é por nada, mas tenho cá um feeling que, tal como a nota do Bruno Paixão, no último Gil Vicente x Sporting, não deve tardar mesmo nada para que se saiba quem são os árbitros nomeados para esta jornada. Ou, pelo menos, que alguns o saibam...

Onde está o Wallygário?

06
Mar12

 

 

Bem sei que, por vezes, há momentos em que por motivos dos mais variados, as pessoas em geral, e algumas em particular, perturbam-se e ficam fora de si.

 

Quando os indivíduos em questão, ainda por cima, padecem de mais do que evidentes desequilíbrios emocionais, a coisa pode assumir proporções com grau mais elevado de perigosidade.

 

A conjugação destes dois factores motivou os vários comentários que fiz no texto anterior, sobre o treinador do nosso adversário da pretérita sexta-feira.

 

Contudo, a uns diazitos de distância e após ter visto e revisto a intervenção do dito sujeito, mais uns quantos comentários a propósito da mesma, concluo que me equivoquei.

 

Na realidade, aquilo que me pareceu uma perturbação momentânea decorrente do resultado menos positivo no jogo, deixou de me soar tão espontânea como tudo isso. A forma como as baterias do treinador e do presidente daquele clube se assestaram ao árbitro parece tudo menos fruto do improviso.

 

É que nada daquilo foi novo, ou estava por ver, vindo senão das mesmas figuras, de outras suas equivalentes (no caso do treinador, fundamentalmente).

 

Mesmo antes do jogo, "O Porto é o maior, carago", divulgou uma mensagem de telemóvel, onde adeptos daquele clube davam a conhecer o, ao que suponho, contacto telefónico do árbitro Pedro Proença. Certamente com o objectivo de o felicitarem após a partida...

 

Também isto não era novo. Como se recordarão, na época 2009/2010, em que curiosamente, não fomos campeões, houve por aí uma onda de ameaças a árbitros e a quem os nomeia, perpetradas segundo consta por adeptos de um clube. Na altura, os visados foram, não só Vítor Pereira (o dos árbitros!), mas também o João “pode vir o João” Ferreira, Jorge Sousa e Vasco Santos, assim como as respectivas famílias.

 

Sempre ouvi dizer que “não é com vinagre que se apanham moscas”, por isso, não acredito, nem por um breve momento que, qualquer um daqueles indivíduos altere o seu comportamento por causa de tão boçais ameaças. Haverá com certeza algo mais profundo do que isso.

 

 

Senão, como é que se explicaria o ascendente que a partir de um certo jogo no Bessa, um clube ou o seu presidente, passaram a exercer sobre o árbitro Lucílio Baptista? O que é que esse presidente terá querido dizer quando, para além de pedir a intervenção da Polícia Judiciária, afirmou que sabia “quem tinha jantado com quem, e onde tinham jantado”?

 

Alguém investigou? Tanto quanto aquela celebérrima tirada do “fazer isto por outro lado”.

 

Porque é que esse presidente, que agora não se coíbe de “recomendar” a um árbitro que peça escusa de dirigir encontros do seu clube, que por mero acaso até é o de ambos?

 

Não foi este mesmo presidente que disse, a propósito de alguns árbitros que, “isso é tudo para nos fod…”. O que é que isto queria dizer? Ninguém terá tido a curiosidade de saber porque é que os juízes em questão, quereriam tramar o tal clube?

 

E os árbitros visados? Não se terão sentido de alguma maneira atingidos na sua honorabilidade por aquela afirmação?

 

Já agora, o tal árbitro que podia vir, porque é que continuou a apitar jogos daquele clube? Ou melhor ainda, dos concorrentes directos do tal clube. Não recomendaria a prudência que assim não acontecesse?

 

As questões são mais que muitas. E podemos continuar nesse caminho.

 

Porque é que o Pedro Henriques, depois do famoso golo anulado ao Nuno Ribeiro, no tal jogo com o Nacional da Madeira, foi sendo progressivamente afastado de jogos importantes?

 

Apenas duas épocas bastaram para o seu desaparecimento total de cena, e nem duas arbitragens do piorio em jogos nossos contra o Vitória de Setúbal, incluindo um cartão amarelo ridículo ao Falcao, que o impediu de defrontar o clube de que se fala, o salvaram.

 

Por onde anda o Olegário Benquerença? As últimas notícias que houve a seu respeito, foram que teria chumbado nos testes yo-yo da UEFA, e ponderava por fim à carreira, apesar de querendo, poder repetir os tais testes.

 

Antes disso, estivera de “baixa”. Alguém acredita que o Olegário Benquerença errou na época passada, no jogo do mais grande do Mundo dos arredores de Carnide em Guimarães, por causa do prémio que recebeu na Associação de Futebol do Porto?

 

Então, e na temporada anterior no Dragão, na partida em que quiseram, sem sucesso, fazer o “jogo da festa do título”, quando expulsou o Fucile, sem motivo para tal? Ou na Taça da Liga, da mesma época, em que, também contra os vimaranenses, admoestou apenas com amarelo o Luisão, retirando toda e qualquer hipótese de aquele vir a ser penalizado por via de um sumaríssimo, depois de uma agressão mais que evidente?

 

Será que está ainda a pagar a factura do golo invalidado ao Petit, nos tempos do Mourinho? No que vai de 2011/2012 fez cinco jogos na Liga Zon Sagres, apenas um envolvendo uma equipa do topo da tabela: na primeira jornada, na nossa deslocação a Guimarães.

 

Ainda gostava que me explicassem, como se eu fosse muito burro, que vai na volta, até serei, porque é que o tempo passa, e o mesmo clube que recusou alguns árbitros, continua a querer determinar quais aqueles que podem ou não dirigir os seus jogos?

 

Sobre esta questão dos árbitros, escrevi no meu primeiro blog, há mais ou menos quatro anos (21 de Fevereiro de 2008, para ser mais exacto), após uma arbitragem de Pedro Henriques, numa deslocação do FC Porto à ilha dos buracos, um texto intitulado "Irracionalidade Arbitrária", onde disse qualquer coisa como isto:

   

“Meus amigos, os árbitros erram! Os árbitros erram muito! Os árbitros erram com uma frequência que não devia acontecer.

Atenção, que eu não disse que erram de propósito, mas erram muito, e contrariamente ao que alguns querem fazer crer, não erram sempre para o mesmo lado!

 

Contudo, se acreditar que o que acabei de dizer não é verdade, dá conforto e contribui para a felicidade de alguém, lindamente, continuem”.

 

Hoje, quatro anos volvidos, mantenho a mesmíssima opinião, sem retirar uma vírgula que seja.

 

Quero dizer com isto que vi um número de jogos mais que suficiente no campo de um clube pequeno, para perceber a ratio operandi dos apitadores nacionais. Os árbitros portugueses, em primeira linha, favorecem tendencialmente as equipas chamadas grandes, mais grandes ou que foram grandes.

 

Depois, sendo bichos caseiros, puxam pela equipa da casa, não vá o diabo tecê-las…

 

E só depois entram em conta com factores como sejam os amores, desamores ou ódios de estimação.

 

Dentro desta lógica, por certo nenhum adepto do FC Porto esperaria algum dia ver o Elmano Santos ou o Bruno Paixão, a “favorecer” o seu clube, da mesma maneira que ninguém esperará em tempo algum ver o João “pode vir o João” Ferreira ou o Duarte Gomes decidirem contra o seu clube do coração.

 

Mas estes serão epifenómenos, digamos que, naturais, pois cada um tem direito às suas paixões e às suas aversões.

 

O problema é mais do que errar. Porque errar, erra-se, porque é natural errar. A predisposição para errar sempre para o mesmo lado, seja a favor, seja contra, é que é preocupante. E é isso que se via e vê nos árbitros que acabei de indicar.

 

Agora, vamos dizer que aqueles juízes ou outros quaisquer erram ou erraram, porque estão de alguma forma “comprados”?

 

Lamento, mas não acredito. Socorrendo-me uma vez mais do economês, do Adam Smith, e da sua “Teoria da Mão Invisível”, é um pressuposto de base que os agentes económicos se comportem racionalmente, e tomem as opções que melhor defendem os seus interesses.

 

Nós de certeza que o fazemos. Quando investimos o pouco que ainda resta para investir, se é que resta, optamos por aqueles produtos ou depósitos que nos oferecem melhores garantias de rendimento.

 

Assim são os árbitros. Dentro daquilo que é o nacional porreirismo e a ostensiva subserviência pátria perante quem detém o poder, parece-me perfeitamente natural que as decisões arbitrais pendam arbitrariamente, em caso de dúvida, para o lado de quem manda. Ou de quem aparenta mandar.

 

E é aqui que reside o busílis da questão. Da parte do FC Porto, nunca se assistiu, quiçá devido à sua dimensão, a um esforço tão desmesurado para fazer alarde do poder de que falo.

 

O mesmo não se poderá dizer de um outro clube, que imaginarão qual é. A época de 2009/2010 foi paradigmática nesse sentido. Tudo empurrava no mesmo sentido, foram investidos rios de dinheiro, como disse Pinto da Costa, “quase que fizeram do [tal clube] o clube do regime”.

 

Ou seja, uma tal conjugação de factores que fez com que, quase sem surpresa, as decisões dos árbitros pendessem invariavelmente para aquele lado.

 

Este foi, de resto um objectivo confessado por António-Pedro Vasconcellos, quando ainda fazia parte do painel do “Trio d’Ataque”.

 

A dada altura, a propósito dos tais “roubos” nas primeiras jornadas da temporada finda, incessantemente trazidos à colação, a propósito de tudo e de nada, lamuriou-se justificando as suas queixas pelo facto de os árbitros, perante situações de dúvida ocorridas em jogos do FC Porto e do seu clube, no nosso caso decidirem a favor, e no deles, contra.

 

Ficou por ver o que é que o indivíduo em questão e os seus equivalentes consideram como caso de dúvida. No limite, todas as jogadas em que não são beneficiados… Mas isso são contas de outro rosário.

 

Aquele era, na visão enviesada dos dirigentes e adeptos daquele clube, o grande desígnio a atingir. Que, quando em dúvida, a decisão caísse para o seu lado.

 

Esta foi também a grande vitória conseguida pela direcção do tal clube no processo “Apito Dourado”.

 

Bem podemos ir superando os obstáculos colocados nas mais diversas sedes. UEFA, tribunais administrativos de primeira e segunda instância, enfim, em todo lado onde haja alguém com dois dedos de testa, todas essas conquistas, neste contexto, não passaram de vitórias de Pirro.

 

Tudo bem, vamos ganhando os processos, mas qual foi o árbitro que, naqueles tempos conturbados do “Apito Dourado”, teve a coragem de, em caso de dúvida, e quero dizer dúvida mesmo, decidir a favor do FC Porto?

 

Muito poucos, ou mesmo nenhuns. O mérito de termos ganho quatro títulos nesse período em que ninguém pode apontar qualquer réstia de favorecimento, não nos tiram, por muito que se esforcem.

  

Nos dias de hoje, a situação mudou, mas não se alterou significativamente.

 

Com a amplificação que a comunicação social faz dos erros da arbitragem a nosso favor, enquanto omite e obscurece tanto os que nos prejudicam, como os que favorecem a concorrência. Com, por exemplo, a divulgação casuística e selectiva dos relatórios dos observadores dos árbitros mais convenientes, qualquer um que erre, como se viu agora com a equipa do Pedro Proença, vê cair sobre si um tal manto de suspeição, que progressivamente se vai tornando insustentável a sua continuação em funções.

 

Que o digam o Pedro Henriques, Olegário Benquerença, e a ver vamos o que vai agora suceder com Pedro Proença. Por via das dúvidas, será bom que se acautele quando voltar ao Colombo.

Fim de estação

19
Mar11

Bem, para este fim-de-semana (que se estende até segunda-feira) não temos nada de muito extraordinário. Começa a ser usual.

 

Hugo Miguel, no SC Braga x Rio Ave, Rui Costa, no Sporting x União de Leiria, André Gralha, no FC Porto x Académica, e Artur Soares Dias, na recepção ao mais grande do Mundo dos arredores de Carnide, na capital do móvel.

 

Hugo Miguel, Rui Costa e André Gralha fazem o seu quarto jogo envolvendo os primeiros quatro classificados da temporada passada. Juntam-se assim a outros doze árbitros que detinham já essa marca. Aliás, dos vinte juízes que actuaram em jogos dessas equipas, dezasseis fizeram-no por quatro ou mais vezes.

 

Para o Hugo Miguel, vai ser a segunda vez que dirige o SC Braga, depois de ter estado no Funchal, no jogo com o Marítimo. De resto, esteve também nos jogos das papoilas contra o Portimonense, no Algarve, e na Cesta do Pão, com o Rio Ave.

 

Curiosamente, na época passada também marcou presença em quatro jogos, mas três do FC Porto e um do Sporting. Esta temporada estreou-se com as equipas de vermelho, e tomou-lhe o gosto. Ou alguém tomou por si…

 

Rui Costa vai para o terceiro jogo com os sportinguistas, depois de Nacional da Madeira (em casa) e Portimonense (fora). Com os madeirenses também esteve na Cesta do Pão.

 

É outro que lhe tomou o gosto. Na Liga anterior sempre foi mais variado. Também fez quatro jogos, dois do Sporting, um do FC Porto e um do SC Braga.

 

De época para época vão rodando as equipas que dirigem, e as que não.

 

Para o André Gralha, esta jornada marca a estreia em jogos do FC Porto. Esteve em Alvalade por duas vezes (Olhanense e Vitória de Guimarães), numa delas por acidente (lesão de Elmano Santos, no Sporting x Vitória de Guimarães), e, acidentalmente, confundiu a bola com as luvas do Nilson.

 

Helton, nada de luvas brancas (ou da cor da bola, se não for branca!).

 

O internacional Artur Soares Dias, no jogo de Paços de Ferreira. É o nono jogo que vai dirigir com a participação de alguma das equipas grandes e mais grandes do nosso futebol.

 

Será o terceiro jogo do Paços de Ferreira que vai ajuizar, depois das recepções ao Sporting e ao FC Porto. Cada vez que vai um grande ou mais grande, à capital do móvel, lá está o Soares Dias.

 

É o segundo jogo das papoilas que dirige, pois esteve em Alvalade. O que dizer? É um internacional, num jogo entre o segundo classificado, que já não está em prova, e o quarto classificado.

 

Para além disso, o trabalho de sapa fê-lo o Marco Ferreira, em Aveiro, onde arrumou três centro-campistas castores: o Leonel Olímpio (vermelho directo), e o André Leão e o David Simão (por acumulação de amarelos).

 

Com estas nomeações e as da semana passada, Cosme Machado, Paulo Baptista, André Gralha e Artur Soares Dias, estão fora do dérbi da 25.º ronda. Aposto no Pedro Proença.

Que desconsolo!

28
Out10

Com nomeações destas, não tarda nada e ainda faço a vontade a alguns crentes do mais grande do Mundo dos arrabaldes de Carnide, e até a alguns portistas, e deixo de comentar os árbitros escolhidos a cada jornada, porque, como eles dizem, dando uma volta (Deus me livre!) pela blogosfera dos vários emblemas, a conclusão a que se chega é que “todos se queixam do mesmo”. 

 

 

 

 

 

O que dizer então? João Capela, no Rio Ave x SC Braga. Depois do FC Porto (em casa, com Beira-Mar) e do Benfica (na Madeira, com o Marítimo), agora toca-lhe o SC Braga. Na época passada ficou-se pelo Benfica x Leixões (excelente arbitragem!) e pelo Académica x FC Porto. Está em progressão: três jogos com equipas grandes (mais o SC Braga).

 

Na União de Leiria x Sporting, o João Ferreira. O que é que se pode dizer? “Pode vir”! E veio mesmo. É mais um internacional num jogo do Sporting, depois do Olegário na jornada anterior, e é mais um que fez asneirada da grossa recentemente. Ainda não percebi se o Vítor Pereira os manda para os jogos dos sportinguistas por castigo ou para se tentarem redimir.

 

Duarte Gomes, no Académica x FC Porto. Sempre é melhor que o João Capela, de 2009-2010. 

 

E para o Benfica x Paços de Ferreira, o Bruno Esteves, que se estreia nestas andanças, de jogos com equipas grandes (mais o Sporting e o homónimo de Braga). 

 

É mais um produto desse magnífico alfobre de árbitros que é a associação de árbitros de Setúbal, que deu ao futebol nacional nomes como Carlos Valente, Lucílio Baptista, Bruno Paixão e João “pode vir” Ferreira. Seguirá na sua esteira? A ver vamos. 

 

Uma coisa é certa, com estas nomeações, Duarte Gomes está fora da rota do Dragão na próxima jornada. Os meus favoritos para esse jogo, digo-o já, em jeito de aposta, são Pedro Proença, Olegário Benquerença e o Jorge Sousa. 

 

Destes três, o Olegário e o Sousa certamente causam calafrios aos vermelhuscos. Como estamos a entrar na época das gripes, não convêm. O Proença, não sendo o ideal, será aceitável. Para o FC Porto, o pior deles todos será o Olegário. 

 

Numa segunda linha de hipóteses estariam o João “pode vir” Ferreira, o Xistra e o Bruno Paixão. Era preciso não ter vergonha na cara para achar que lá poderia ir o Ferreira (e, quiçá por isso mesmo, será um forte candidato…). Na Cesta do Pão, não me surpreenderia, mas no Dragão. Fia mais fino. 

 

O Xistra ainda agora esteve em Guimarães, e já fez o Benfica x Sporting. O Paixão, é areia de mais para a camioneta dele, bem como do Artur Soares Dias, a quem nem sequer incluo ainda nestas contas. 

 

Por exclusão de partes, aposto no Pedro Proença.

 

No entanto, com a “greve” dos árbitros podem haver surpresas, consoante os que se mostrarem disponíveis ou não para actuar nesse fim-de-semana. Se faltarem os internacionais, pelo menos o Hugo Miguel e o Vasco Santos não devemos apanhar. 

 

Daí para diante, entre Capelas, Elmanos, Cosmes, Costas e Baptistas, venha o diabo, de preferência, que não seja vermelho, e escolha. Não será muito melhor do que isto: 

 

 

"FC Porto-Benfica pode ser dirigido por espectadores"

 


Nota: Fica finalmente esclarecido o porquê da solicitação benfiquista de 2.500 bilhetes para o Dragão. Assim, na ausência em campo do adepto do apito, sempre estão lá 2.500 na bancada prontos para substituí-lo. Ou queriam uma equipa de arbitragem 100% azul e branca?

 

Nota2: Este Luís Guilherme da APAF ainda é o mesmo que o João Bartolomeu, presidente da União de Leiria, estava convencido que tinha sido colocado na Comissão de Arbitragem da Liga e era influenciado nas suas nomeações por alguém, que nem sei bem quem era? 

 

Nota3: Assim, também eu fazia peito, ó prof. Doutor Rei da Chuinga!

 

  

 

 

Ínsipidas, relativamente inodoras e (quase) incolores - actualizado

12
Ago10

 

 

Ora aí estão elas, as famosas nomeações do Conselho de Arbitragem para a 1.ª jornada da Liga ZON Sagres.

 

Xistra no SC Braga contra o estreante Portimonense. Na época passada começou com a dupla expulsão do Hulk. Dessa já nos livrámos!

 

Artur Soares Dias no Paços de Ferreira x Sporting. Para quem arbitrou em 2009-2010, um único jogo do Sporting (o Rio Ave x Sporting, à 10.ª jornada), esta época começa mais cedo.

 

Paulo Baptista na Naval 1.º de Maio x FC Porto. É o do Marítimo x FC Porto da época transacta, que perdemos com um auto-golo do Rolando. Será para tentar reviver o passado?

 

Cosme Machado no Benfica x Académica. Pelos vistos no ano passado a coisa correu bem. Repete a nomeação. Apitou três jogos em que intervieram os "grandes", e arbitrou, precisamente o Benfica x Académica (os outros dois jogos foram o Sporting x Marítimo e o FC Porto x Olhanense). Pelo vistos correu-lhe bem...

 

Convirá lembrar que este foi o tal jogo em que o Villas Boas teve aquela tirada de que perder por 4-0, "não era uma goleada", e em que o Cachinhos Dourados, que se encontrava em fuga do 5.º cartão amarelo, que o afastaria da partida com o FC Porto,  foi capaz de derrubar na grande área, de uma vez só, dois jogadores academistas, sem que fosse marcado o respectivo penálti.

 

Memórias...

 

É curioso que vamos ter dois internacionais (e benfiquistas) nos jogos de Braga e de Paços de Ferreira, um aspirante a internacional na Cesta do Pão, e um aspirante a nada de especial no nosso jogo.


Pós-texto (em 12.08.2010): uma nota curiosa, que certamente não passará de uma mera coincidência, todos os árbitros acima mencionados viram os seus nomes envolvidos no processo "Apito Dourado".