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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Fé em causa própria, descrença em causa alheia

03
Jul14

 

Por muito que se queira, é virtualmente impossível fugir à dentada do Luis Suaréz.

 

Durante o jogo com a Colômbia, o Bruno Prata a dada altura, comentou algo como que, para além do castigo que a FIFA impôs ao uruguaio, esta nova reincidência em ferrar os dentes num colega de profissão deveria levar a que o Suaréz fosse sujeito a um qualquer acompanhamento do foro médico/psicológico.

 

Achei interessante, e mais do que a ideia em si, fiquei curioso por saber o que é que o mesmo Bruno Prata achará de um treinador de futebol que, de há umas épocas a esta parte, é recorrentemente objecto de "punições disciplinares" por comportamento incorrecto, e continua a reincidir e a manter o mesmo padrão de comportamento. Que tipo de acompanhamento é que este indivíduo deveria ter?

 

No domingo à hora de almoço, o assunto veio novamente à baila, e na segunda-feira ao jantar, outra vez.

 

Nestes dois momentos, com a particularidade de os mais acérrimos defensores do exagero do castigo da FIFA, serem benfiquistas.

 

Que no Colômbia x Uruguai tinha passado a equipa que a FIFA queria que passasse. Bem, tendo em conta aquilo que o Uruguai apresentou neste Mundial, e aquilo que a Colômbia joga, não vejo grande vantagem para o Brasil, o grande favorito e protegido, em ter de de enfrentar os colombianos na próxima ronda. Mas isso sou eu.

 

Depois, que o castigo é um exagero e que a FIFA abriu um precedente perigoso ao castigar o jogador sem uma única imagem onde, inequivocamente, se vislumbre a dentada.

 

É verdade. Como diriam o George W. Bush e a Condoleeza Rice, faltou ali, tal como no Iraque, a "smoking gun". Não se vê com clareza, em momento algum, a famosa dentada.

 

Vê-se o movimento do Luis Suaréz, vê-se a reacção do Chiellini, e após isso, as marcas. E nada mais, o resto deduz-se, e a reincidência joga a desfavor do réu. Será suficiente?

 

O que mais me surpreendeu foi serem precisamente benfiquistas a defender esta posição, mas calei-me, porque, quem sabe, em ocasiões futuras, até pode dar jeito.

 

Então e o golo do Petit ao Vítor Baía? Alguém viu inequivocamente a bola entrar?  

 

Ou a agressão do Vandinho, naquela confusão à entrada do túnel da Pedreira? Para além do João "pode vir o João" Ferreira, mais alguém viu?

 

E já que se fala em túneis, e as agressões do Hulk e do Sapunaru, no túnel da Cesta do Pão? Uma vez que as imagens filmadas não valem, novamente alguém para além do João "pode vir o João" Ferreira viu alguma coisa?

 

E o "Apito Dourado"? Para além da Carolina Salgado, Dr. Ricardo Costa, alguém viu algum dirigente do FC Porto entregar algum envelope ao àrbitro?

 

E o Jacinto Paixão? Falou com alguém do FC Porto, ou alguém falou com ele? Alguém assistiu a essa pretensa conversa ou a algum acordo, antes do jogo na Merdaleja?

 

Ou muito me engano, ou as respostas serão negativas. Mas então, nestes casos, que são apenas alguns exemplos, onde é que está a "smoking gun"?

 

Chegam os filmes do tripulha no Youtube?

 

É uma questão de fé. Acredita-se porque se quer acreditar, ou acredita-se porque dá jeito naquelas situações. Ali chega, mas em condições normais, ou em causas alheias, como será o caso do Luis Suaréz, já não é suficiente.

 

É a FIFA quem abre o precedente? O precedente entre nós está aberto, e não é de hoje. Desde que seja a favor do mesmo lado de sempre.

 

No fundo, estou-me perfeitamente borrifando para se o tipo é castigado ou não, se é ou não primo do Conde Vlad, apenas me entristece constatar mais uma vez, a forma como pessoas inteligentes se deixam afectar pela cor vermelha.

O Incomparável Maximiliano

17
Jan13

Nas minhas deambulações bluegosféricas, não pude deixar de notar os comentários depositados em algumas caixas apropriadas para o efeito, por adeptos benfiquistas.

 

Com uma consternação, que me apertou o coração e quase uma lágrima a desaguar no canto do olho, constatei a comovente mágoa irreprimida desses adeptos, feridos por certo, na sua inabalável dignidade clubística, pelos aleivosos comentários produzidos pela mente torpe do nosso treinador, e em seguida verbalizados sem a necessária e conveniente pausa reflexiva sobre a matéria, a propósito da actuação desse ícone supremo e tantas vezes incompreendido, da leal e sã prática desportiva que dá pelo nome de Maximiliano Pereira, familiarmente conhecido por Maxi.

 

E com toda a razão deste Mundo, e eventualmente de outros. De tal sorte que, abertos de par em par pelo seu fervor de adeptos do maior clube da Terra, os majestosos portões da clarividência, trataram de demonstrar-nos, reles trupe de néscios, ignaros incapazes de distinguir um fora-de-jogo dum jogo fora, que, do nosso lado, outros houve face aos quais o Maxi, na sua imaculada inocência, poderia pedir meças à Madre Teresa de Calcutá, ela própria. 

 

Este era, também, um dos motivos porque queria ver aquele que [f]oi um jogo entre duas grandes equipas, um grande espectáculo”, e onde o ”João [“pode vir o João”] Ferreira fez uma grande arbitragem”.

 

Finalmente consegui vê-lo no meu online favorito. E o que foi que vi? Entre outras coisas, aquilo que se segue:

 

1’ - primeira falta do Maxi Pereira, não assinalada pelo árbitro-que-fez-uma-grande-arbitragem,;

 

3’ – pisadela do Matic ao Defour;

 

5’ – falta do João Moutinho;

 

6’ – dupla falta do Maxi Pereira. Não assinalada a primeira tentativa, à segunda não falhou;

 

9’ – Alex Sandro faz falta, salvo erro sobre o Sálvio. O árbitro dá a lei da vantagem, e este último segue com a bola controlada. Quando fica cara-a-cara com um adversário, o árbitro decide assinalar a falta;

 

17’ – Jardel tenta obstruir, com contacto físico, o Lucho Gonzalez. O árbitro nada assinala;

 

24’ – Pisadela do Fernando a um adversário;

 

25’ – Falta, sem bola, do Maxi Pereira;

 

27’ – Lucho Gonzalez faz falta, o árbitro não assinala, e dá a lei da vantagem;

 

37’ – Falta do João Moutinho;

 

38’ – Cotovelada do Enzo Pérez ao João Moutinho;

 

41’ – Lance entre o Mangala e o autor do golo fantasma. O árbitro nada aponta;

 

41’ – Na sequência da jogada anterior, é assinalada falta do João Moutinho sobre o Lima, numa jogada em que este simula a bom simular, a falta que não existe. Peso na consciência da jogada anterior, ou apenas uma melhor posição para quem marca a falta?

 

43’ – 41% de posse de bola para a equipa da casa, 59% para o FC Porto;

 

46’ – Nova pisadela do Fernando;

 

51’ – Nova falta inexistente assinalada ao João Moutinho;

 

52’ – Falta inexistente, desta vez apontada ao Lucho Gonzalez;

 

53’ – Falta do Enzo Pérez;

 

58’ – Nova falta sem bola não assinalada, do Maxi Pereira;

 

59’ – Mais uma falta não assinalada ao Maxi Pereira;

 

61’ – Falta do Matic;

 

64’ – Uma nova falta apontada ao João Moutinho, mas que não existe;

 

71’ – Falta do Alex Sandro;

 

73’ – 11 faltas para a equipa da casa, 15 para o FC Porto. Como se pode constatar, nas minhas contas não estão incluídas todas as faltas. Não queriam mais nada? Como a paciência não abunda, limitei-me àquelas perpetradas pelos que considerei serem, ou poderem vir a ser, os actores mais relevantes.

 

Curiosamente, o número a que chego para a equipa da casa, entre as que efetivamente existiram e foram assinaladas, e as que passaram em claro, coincide com o da estatística.

 

Para o FC Porto, contabilizo menos três faltas. Por aqui podem aferir da fiabilidade deste estudo exaustivo.

 

75’ – Falta do Matic;

 

76’ – Falta do Carlos Martins;

 

78’ – Nova falta do Matic;

 

81’ – Falta do João Moutinho;

 

81’ – Falta não assinalada do Maxi Pereira;

 

84’ – Falta do Maxi Pereira;

 

88’ - 48% de posse de bola para a equipa da casa, 52% para o FC Porto;

 

92’ – Falta do Mangala;

 

94’ (final do jogo) - 50% de posse de bola para a equipa da casa, 50% para o FC Porto;

 

Algumas das pérolas acima mencionadas, poderão ser visualizadas no vídeo que se segue,  da lavra dos Guerreiros da Invicta:

 

 

 

Portanto meus amigos, vamos ser um bocadinho sérios e objectivos. Não estaremos a comparar o incomparável?

 

Ora se ao Maxi Pereira, entre faltas com bola e sem bola, lhe são apontados quatro atropelos às leis do jogo, e ficam por assinalar outros cinco, a que título é que o vamos comparar, por exemplo, com o João Moutinho?

 

O João Moutinho fez faltas, é verdade. Nada mais, nada menos, que três. Contudo, foram-lhe assinaladas mais duas, cortesia das quedas aparatosas de Gaitán, Sálvio, Enzo Pérez, Carlos Martins, e Cia. Lda.ª.

 

Ao Lucho Gonzalez, outro dos escolhidos para a comparação, foi-lhe apontada uma única infracção, que logo por azar, não existiu. A que efectivamente cometeu não foi assinalada, compensada pela lei da vantagem.

 

Tentemos o Fernando. Deu duas pisadelas a adversários, ou pisões, que não de Moura, se preferirem. Mais uma que o Matic. Caso para expulsão? E a cotovelada do Enzo Peréz ao João Moutinho?

 

Então e o lance do Mangala com o marcador do golo fantasma? Um faz-se ao lance em movimento para diante (Mangala), o outro, às arrecuas. O choque no ar é inevitável. Quem entra de frente, tendo noção de onde se encontra o adversário e da inevitabilidade do choque, faz por proteger-se, utilizando o(s) braço(s)/cotovelo(s).

 

Para mim, é um lance perfeitamente casual, mas não me chocaria que o árbitro assinalasse falta, apenas pela vantagem que detinha o defesa, de frente para a jogada, e pela forma menos prudente como se fez ao lance.

 

Não entrou de cotovelos à frente, naquela que o diga o Sapunaru, é uma das especialidades do seu adversário naquele momento. Para além dessa, não obstante todo o vigor físico que aplica na refrega, só cometeu mais uma falta, e no dealbar da partida.

 

E o lance do Jardel sobre o Lucho?

 

Ou seja, meus caros, não há comparação possível entre aquilo que é o Maxi Pereira, e que por não querer, nem que seja por mero acidente, ofender a sua progenitora, vou abster-me de enunciar, e o que são e fizeram durante aquele jogo, outros jogadores, de ambos os lados.

 

O Maximiliano segue na esteira de outros que vestiram aquelas cores, e assim de repente vêm-me à mente os nomes de um Mozer, um Schwarz ou um Veloso, quando as forças começaram a minguar.

 

E também não adianta compará-lo com alguns outros que envergaram a nossa camisola, como tanto lhes apraz fazer, recordando Fernando Couto, Jorge Costa, Paulinho Santos ou Bruno Alves.

 

Há uma diferença insanável entre estes e o Maxi Pereira, que ficou bem patente neste desafio: o proteccionismo que lhe é tributado pela equipa de arbitragem.

 

Fernando Couto, Jorge Costa, Paulinho Santos ou Bruno Alves, foram aquilo que foram em campo, por sua própria conta e risco. Mais tarde ou mais cedo, acabaram por sofrer na pele as consequentes punições pelos seus actos, quiçá menos vezes do que o mereceram.

 

O que acontece com esta espécie de gladiador, como lhe chamam, dos tempos modernos, é que fá-las perfeitamente consciente de que permanecerá imaculadamente inimputável, o que apenas concorre para intensificar o dolo da sua conduta.

 

Por isso, tenham juízo, que desta vez até têm razão: o Maxi Pereira é, verdadeiramente, incomparável!

Julian Assange, benfiquista (quase) desde pequenino!

24
Ago12

   

  

Depois de ouvir falar da decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que reduziu o castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina, a um certo indivíduo desbocado, consta que Julian Assange, pondera seriamente prescindir do asilo político que lhe foi concedido pelo Equador. Fã danossa hospitalidade, da praia, do sol, das sardinhas assadas e do vinho tinto, dar-lhe-á mais jeito entregar-se às autoridades portuguesas, à guarda daquele benemérito Conselho de Justiça.

 

Tratando-se de uma decisão que não se toma de ânimo leve, até porque, no seu caso, pode representar a linha que o separa de um qualquer xilindró gringo, aguarda ainda, só para tirar teimas, pelas decisões daqueles dois Conselhos sobre o processo instaurado a um certo treinador de futebol, por por em causa o bom nome de um bandeirinha e ao jogador que não agrediu um árbitro, curiosamente, ambos do mesmo clube.

 

À cautela, e ainda que ao passo a que as coisas andam por cá, o mais provável é que, quando forem decididos aqueles dois processos, os crimes de que é acusado na Suécia , devem ter entretanto prescrito, tem já na sua pose uma proposta de sócio do clube em causa. Porém, para grande espanto seu, quando tentou integrar uma claque de rapazes sem nome, afecta ao dito clube, para usufruir dos descontos nos bilhetes e adereços "desportivos", viu ser-lhe negado o pedido, por o seu registo criminal, horripilante para o Barack Obama, por exemplo, se revelar "insuficiente".

 

Consternados com esta hipótese ficaram o Sporting e os "jornalistas" do papel para forrar fundos de gaiolas de periquitos, que temem que, com Assange como sócio daquele clube, o Wikileaks lhes roube os exclusivos das fugas de informação sobre os dados pessoais dos árbitros, e os "furos" jornalísticos dos milhentos jogadores que vão ser contratados pr aquele clube, e dos milhentos e um que vão dar às de vila diogo do FC Porto.

Cai o pano sobre a taça latina, com passagem obrigatória pela latrina

02
Jul12

 

Sim, eu sei, não, não vou dizer, como o Vítor Espadinha, que “tudo são recordações”. Eu sei que tinha dito que me desinteressava da questão do Euro 2012.

 

Mas o que é que querem? Uma final sempre é uma final, e nem foram precisos caracóis, nem imperiais, para dar uma motivação extra, que isto, quando se têm miúdos pequenos em casa, a melhor maneira de não ter que alterar planos, é nem sequer perder tempo a fazê-los.

 

Pois é, embora contrariado, acabei por ver a final entre a Espanha e a Itália, quase toda, só falhei o último golo espanhol. Como seria de esperar, se se recordam do que escrevi no texto imediatamente anterior a este, confirmou-se integralmente o que então disse:

 

“os últimos acontecimentos encarregaram-se de deixar bastante claro o quanto (não) percebo até aos mais ínfimos pormenores, de tudo quanto ao jogo da bola diz respeito”

 

A Itália, ao contrário do que antecipara, não ganhou. A Espanha, que parecia ter terminado de bofes de fora o jogo contra nós, surgiu renascida e os italianos, que estiveram quase sempre por cima contra a Alemanha, é que pareciam estar todos rotos, e a lesão do Thiago Motta, não ajudou.

 

Acabou por triunfar a equipa que alterações menos significativas introduziu (a troca do ponta-de-lança, pelo pseudo-ponta-de-lança) em relação ao último jogo, como que a dar razão ao dito de que “em equipa que ganha, não se mexe”.

 

Salvo algum motivo de ordem física, cuja percepção foge ao alcance de quem está de fora, ou a mim, pelo menos, não percebi a troca do lateral-esquerdo italiano. O Balzaretti tinha estado bem contra os merkelianos, porque é que o treinador italiano foi mexer na equipa?

 

Que três centrais não eram necessários contra uma Espanha, que nem com um ponta-de-lança, na verdadeira acepção do termo, utilizou, parece evidente. Mas a Alemanha também só tinha um homem em cunha, e nesse jogo jogaram os três centrais (Bonocci, Barzagli e Chiellini), mais o Balzaretti.

 

Neste jogo, fazer do Chiellini defesa-esquerdo, soou-me um tanto ou quanto estapafúrdio. Mas enfim, não conheço os jogadores, nem o Prandelli, o suficiente para me pronunciar com mais propriedade sobre a matéria, como se tal fosse possível…

 

Pronto, venceu a Espanha, ganhou por 4-0, e triunfou bem. Uma final com dois finalistas latinos, e mais a equipa de arbitragem, também ela latina. A Europa do sul representada em grande no encerramento do Euro 2012.

 

Outro motivo que me levou a ver o jogo, foi o almoço que o antecedeu. Por imperativos familiares, que já mencionei também noutras ocasiões, almocei ao lado de dois benfiquistas. Com os amigos ainda podemos ter algum cuidado na escolha, a família não se escolhe.

 

Então quais foram os seus comentários mais relevantes em relação ao jogo? “O polvo Platini já escolheu quem vai ganhar”, e que os espanhóis terão ficado preocupados, quando souberam que o árbitro era o Pedro Proença, por ser conhecida a sua tendência para favorecer a equipa que veste de azul.

Perante isto, o que dizer? Vejo-me forçado a dar razão ao Miguel, quando diz no Tomo II, que entre os benfiquistas, há uma grande prevalência de indivíduos que personificam autênticos monumentos à estupidez.

 

A cegueira é de tal ordem que, em tão pouco, conseguem logo à partida contradizer-se. Então se o Platini escolheu o vencedor, e pelo que disse publicamente, se depreende que seria a Espanha, iria nomear em seguida um árbitro com uma extrema sensibilidade visual à cor azul?

 

Isto faz sentido? Não faz. Até admito que aqueles comentários tenham sido produzidos a título de brincadeira, tão descabidos e incoerentes que são, quando tomados em conjunto. 

 

Agora, o que não é brincadeira nenhuma é a aversão que os benfiquistas nutrem, afinal de contas, por um dos seus. E que agora, tornam extensível ao monsieur Platini, como que numa tentativa de globalizar (europeizar, seria mais correcto) a conspiração que os impede de chegar aos desejados títulos.

 

Não tenho nenhuma procuração para defender qualquer um dos dois, nem nenhuma particular predilecção por qualquer um deles, mas, porra pá, isto tem ponta por onde se lhe pegue?

 

O Pedro Proença beneficia o FC Porto? Aonde? No jogo da Supertaça contra o Vitória de Guimarães, onde deixou por marcar, pelo menos uns quatro penáltis a nosso favor?

 

Ou é ainda a propósito do jogo do golo em fora-de-jogo do Maicon? O tal em que o Pedro Proença errou ao longo de toda a partida, sempre para o mesmo lado, e não foi o que vestia de azul, e depois o árbitro assistente, lá meteu água a nosso favor, e deu-nos a vitória. É isso? É por esse jogo?

 

Serão coisas doutros carnavais? Ou será porque a recente nomeação de Pedro Proença para a final da Champions, e agora do Campeonato da Europa, contribui para deitar por terra e tornar cada vez menos verosímil a estratégia de descredibilização da arbitragem que insistentemente prosseguem?

 

Se falir o desejável quanto pior, melhor, como justificar o recurso a árbitros estrangeiros em jogos das ligas profissionais nacionais?

 

 

 

Como disse, não fui avençado para defender o Pedro Proença. Contudo, tenho-o em conta como sendo um dos poucos árbitros, que, errando, como todos fazem, não o faz deliberadamente. A maior parte das vezes dá a ideia de fazê-lo por excesso de autoconfiança, por ter-se em grande conta ou narcisismo, se quiserem, mas não intencionalmente.

 

A única vez que me lembro de ter contestado uma sua presença num jogo do FC Porto, foi pouco tempo após a eclosão do Apito Dourado, quando por alturas da sua nomeação para um jogo em que também intervinha a sua equipa, a mesma que o despreza, se ficou a saber que se constituíra assistente naquele processo.

 

Naquela altura, Apito Dourado era sinónimo de FC Porto. Alguém que era assistente no processo apitar aquele jogo, parecia um despropósito. Era meter a colher entre o acusado e o acusador.

 

Será isso que os benfiquistas não lhe perdoam? O ter sido o único árbitro que, sujeito à humilhação por eles patrocinada, de ver o seu nome envolvido no Apito Dourado, ousou reagir, ao contrário dos demais, que comeram e calaram, como de costume, e tomar parte no processo?     

 

Ora, se os benfiquistas o rejeitam, como também fazem com o Olegário Benquerença, e como de resto, com quase todos os árbitros internacionais, excepção feita aos casos do João “pode vir o João” Ferreira e do Bruno Paixão, quem é que querem ver a dirigir os seus jogos?

 

Sim, já sabemos: árbitros estrangeiros. Mas, e fora esses?

 

Hugos Miguéis, Vascos Santos, Marcos Ferreiras, Brunos Esteves, Hugos Pachecos? Porquê?

 

Esta é a “million dollar question”, cuja resposta nos pode levar, à velocidade da luz, do campo da mais pura e naïf estupidez, para a mais deslavada desonestidade intelectual. Por uma questão de mera higiene pública, prefiro mil vezes a estupidez.

 

No entanto, não posso deixar de notar, e achar estranho que pessoas, que reputo de inteligentes, e capazes de pensar pelas suas cabeças, num momento critiquem e digam que não concordam com a(s) estratégia(s) do presidente do seu clube, e a seguir, defendam ou repliquem posições idênticas, a propósito do Pedro Proença ou do Platini.

 

Há desejos que são inconfessáveis, porém, não deixam de ser desejos…

 

Pulha três vezes ou Viagra para benfiquistas

27
Jan10

Por estes dias as esposas de alguns adeptos benfiquistas andam felizes da vida.

 

Descobriram um novo herói: o Tripulha ugandês que disponibilizou no Youtube as escutas do “Apito Dourado”.

 

Já não se tinha notícia de tantos benfiquistas com tesão, desde o dia em que viram o Nuno Ribeiro, alternativamente equipado de cor-de-rosinha.