Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
Estive no Dragão. É verdade.
O que dizer? Mais coisa, menos coisa, há talvez oito anos que tinha estado no Porto pela última vez.
Nunca cheguei a entrar nas Antas, apenas passei uma vez à porta no trajecto do, então aeroporto de Pedras Rubras, para a estação da Campanhã. E no Dragão, nem isso.
Perfeitamente natural para um algarvio. Mas agora, posso finalmente dizer que estive no Dragão.
Não estive nas bancadas, que só vislumbrei, assim como a relva que os artistas, e outros, pisam, através da grade de um portão. Ainda assim, foi inesquecível.
Estive no Auditório José Maria Pedroto. O mesmo onde são feitas as conferências de imprensa após os jogos. Aquele onde os jogadores rodearam o Jesualdo Ferreira quando fomos tetracampeões em 2009. A sala onde, quase um ano depois, o capitão Nuno Espírito Santo, retorquia a toda uma série de infâmias, com aquele magnífico “Somos Porto!”.
Estive lá, ali mesmo, pisei aquele palco, e sentei-me, talvez, na mesma mesa. Não vi o palco principal? Pois é. Mas, esse dia já esteve mais longe…
Estive no Dragão. Repito, o que dizer?
Agradecer aos organizadores, ao Jorge, ao José Correia e ao bLuE bOy, por se terem lembrado de mim?
Dizer-lhes que se deixem de tangas, e de agradecimentos especiais, apenas por ter ido do Algarve, quando o que eles me deram a mim, suplantou todo o meu putativo esforço, e foi muitíssimo além do que talvez possam imaginar?
Vale mesmo a pena ir por aí? É claro que vale. E considerem-no feito.
Olhando para trás, direi que foi uma experiência, quase como se estivesse no filme “Querida, encolhi os miúdos!”. Posso afirmar que passei uma tarde inteira, a sentir-me tão pequenino, do alto do meu metro e setenta e dois.
Tudo começou logo à saída da estação de metro do Dragão, quando dei de caras com o estádio. Mal consegui fitá-lo. Tive de seguir em frente.
De cada vez que o mirava de soslaio, como que para ter a certeza de que estava mesmo ali, tive de me forçar a olhar em frente, e continuar a andar. Há emoções que são difíceis de conter, o que é que querem?
Sou um gajo emotivo, não me metam em Bambis, Nemos, Rockys, bungee jumpings e cagadas dessas, que dá mau resultado. A recente expulsão do Maxi Pereira, é bem capaz de marcar o limite da minha tolerância a emoções fortes.
Fui para o centro comercial em frente, tomei um café, bebi uma água, e só depois de receber um telefonema do Jorge, a dizer que vinham a caminho, é que consegui sair, e ir ver o Dragão de perto.
Mal e porcamente, porque não gosto de fotografar e porque foi com o telemóvel, a minha câmara por excelência, mas lá tirei a fotografia acima, e pude apreciar a beleza da nossa casa.
A sensação de pequenez foi prosseguindo pela tarde fora, à medida que fui tomando contacto com a realidade do que foi aquele Encontro, e com os seus intervenientes.
Estar numa sala com tantos portistas, com tantos nomes apenas conhecidos das leituras na bluegosfera, tanta gente bem informada, conhecedora da realidade do clube, nos seus mais ínfimos e por vezes, sórdidos, pormenores, e nele envolvida até ao tutano, remeteu-me, sem dúvida, para a minha insignificância.
Para além dos que previamente mencionei, e entre outros tantos, que se não o faço, não é que seja por menor consideração, cruzar-me com nomes que leio com alguma regularidade, como Mário Faria, Enid, Mafaldinha, guardabel, José Lima ou Kosta de Alhabaite, ser fotografado e aparecer no Fotos da Curva, e por fim, last, but not least, conhecer em carne e osso, e ter o prazer de cumprimentar em pessoa, o Penta1975, assíduo e simpático comentador deste espaço, foram todos eles, sem dúvida, momentos memoráveis.
Resta saber se vou conseguir continuar como até aqui, porque, convenhamos, é preciso ter lata, para andar aqui a arrotar postas de pescada, perante uma tal companhia.
Sobre o Encontro propriamente dito, o tema que me calhou em sorte, “A bluegosfera no contexto das novas formas de comunicação”, foi, sem dúvida o que menor polémica suscitou.
Digamos que o relato daquelas que são as experiências pessoais de cada um, não deixa grande margem para polemizar. Ninguém caiu na tentação de tentar “normalizar” a bluegosfera, e isso reflecte muito daquilo que ela é, e o entendimento, mais ou menos generalizado, porque há sempre excepções, que quem a frequenta, dela faz.
Um excelente sinal, quanto a mim, e uma garantia para os que (ainda) receiam pela sua possível submissão a outros interesses, que não o puro e simples portismo.
Descontando a atrapalhação inicial com a geringonça para fazer avançar os diapositivos, e o atabalhoamento do discurso, provocado em grande parte pelo quadro emocional acima descrito, a coisa, da minha parte, fez-se.
Recomendo apenas, para terem uma ideia, a leitura da intervenção do guardabel. Simplesmente dez estrelas!
Os outros dois temas, “A relação entre o Clube, os sócios e os adeptos portistas”, dá sempre, e em qualquer circunstância, pelo que percebi, pano para mangas, e questionar se “As modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto”, no contexto de suspensão da secção de basquetebol, não podia ser mais actual.
Se quiserem saber mais, digo-lhes que a cobertura em directo do Encontro, feita no Porta 19, está óptima. No Mística Azul e Branca, pelas teclas do José Lima, e no Mística do Dragão, a cargo do Emanuel, encontram mais dois bons resumos das intervenções, e claro, as fotos, no citado Fotos da Curva.
Foi um sucesso, não foi um sucesso? É subjectivo e sou suspeito para avaliar
O que é que acham? É claro que foi, carago!
Somos Porto! Viva o Porto!
Caro Portista,
No próximo dia 21 de Julho, vai realizar-se o I Encontro da Bluegosfera, o qual terá lugar no Estádio do Dragão, Auditório José Maria Pedroto (Piso -3, entrada P1).
Este evento é organizado por três sócios do FC Porto ligados a três blogues portistas – ‘Reflexão Portista’, ‘ Porta 19’ e ‘Bibó Porto, carago!!’ – e irá contar com a participação de vários sócios/adeptos portistas que escrevem regularmente em diversos espaços da bluegosfera (blogues, sites, fóruns), os quais foram convidados para efetuar apresentações integradas num dos três painéis do evento (ver Programa em anexo).
Cada um dos painéis do evento tem uma duração prevista de uma hora e incluirá três ou quatro apresentações de, no máximo, 10 minutos cada. Concluídas as apresentações, o tempo que sobrar em cada painel será destinado a um debate, com moderação, envolvendo os elementos do painel, mas aberto a questões e comentários do público presente.
O I Encontro da Bluegosfera é dirigido a todos os Portistas que, olhando para o passado, presente e futuro próximo, estejam dispostos a participar numa discussão aberta onde, concerteza, irão ser focados muitos aspetos positivos e abordados outros que possam contribuir para que este glorioso clube centenário seja ainda e cada vez melhor.
NOTA IMPORTANTE: Atendendo ao número de lugares ser limitado, a participação está sujeita a uma pré-inscrição pela Internet (através do endereço eletrónico encontro.bluegosfera@gmail.com) e confirmação posterior por parte da organização.
Contamos contigo.
Antes de mais, permitam-me que antecipadamente apresente as minhas desculpas pelo valioso tempo que vos irei fazer perder, se, por um acaso inexplicável do destino, decidirem ler o resto deste texto até ao seu términus.
Para não digam que não avisei, o que se segue subdividir-se-á em duas partes distintas. A primeira, um mais que flagrante exercício de masturbação intelectual, consubstanciado numa auto-louvaminha, assim ao jeito de “quem para louvar a noiva, se não o noivo”. E porque será que ninguém louva alguma vez o noivo? Nem sequer a noiva!
Bem, voltemos ao cold cut do momento. Vem a seguir aquela que reputo de parte mais interessante do texto, quiçá a única, onde se fará o enaltecimento do serviço prestado por alguém, em prol da comunidade azul e branca.
O Azul ao Sul atingiu ontem as mil visitas, no que vai decorrido do mês de Junho. Será o quinto mês consecutivo, desde que regressou à actividade em Janeiro, que este estaminé ultrapassa as mil visitas.
No pretérito mês de Abril, o número de visitantes ascendeu, pela primeira vez e única, a mais de dois mil. O número de páginas vistas, por duas vezes ultrapassou as duas mil.
Será pouco para alguns, que somam estes números num dia, ou numa semana, poderá ser significativo para outros. Para mim, confesso que supera claramente as minhas expectativas à partida, o que, de resto, até não era difícil, pois que estas eram praticamente nulas.
Contudo, admitindo eu que por vezes possa parecer algo estúpido, tenho-me em conta, com algum optimismo, como não sendo totalmente obtuso. Dêem-me algum crédito, s.f.f..
Estou perfeitamente consciente que muitos que aqui vêm, não o fazem pelos meus lindos olhos.
Num contexto em que cada vez menos se vêem aplicações práticas da meritocracia, mais a admiro. Assim sendo, mal ficará se não der mérito a quem o merece.
E, neste caso, cumpre aqui salientar o impacto do Porta 19, nos números que acima referenciei.
Aquilo que se pode ver na imagem, retrata a origem dos últimos vinte visitantes desta humilde casota, por volta das 12 horas de hoje. É de hoje, mas bem podia ser de outro dia qualquer. Mais uma, menos uma, o panorama não é usualmente muito distinto.
Desconheço se será também assim noutros sítios. A realidade, aqui neste pedacinho azul e branco é esta, sem prejuízo de noutras paragens poder ser diferente. Somos todos diferentes, unidos em torno do mesmo, e é isso que interessa.
Disse em tempos num comentário que fiz, que o Porta 19 devia ser promovido a portal, porque sem dúvida que uma presença na sua lista de portas azuis e brancas, é meio caminho andado para outra dimensão. Dá-me ideia que não serei o único que, quase diariamente, faz daquele blog o seu browser de lançamento para o universo portista.
Tudo isto, claro está, sem a mais pequena beliscadura ou desprimor para com outros colegas como o Tomo II, o Dragão até à morte ou o Reflexão Portista, ou num outro nível, com menor expressão, o Azul Dragão, o Observatório Portista do Jornalismo ou até, o Nunca mais.
Este serviço desinteressado de divulgação e partilha prestado pelo Porta 19, e pelos demais colegas, é priceless, impagável, por isso, deixem que expresse aqui o meu devido reconhecimento pessoal aos “pais da malta”, talvez subscrito pela demais arraia miúda.
Se por acaso, alguém que não tenha um blog, mas tencione dedicar-se a esta preciosa perda de tempo, estiver a ler este escrito, garanto que o segredo do sucesso que um dia possa(m) vir a ter, é muito simples e o caminho das pedras é fácil de perceber.
Para não vos roubar mais precioso tempo, quero apenas aproveitar este interlúdio para participar que, fazendo-me valer da falta de assunto propícia da época, vou abrandar o ritmo a que vai sendo actualizado o Azul ao Sul.
Espero que não levem a mal, mas não quero tê-los a morrer de tédio aqui por estas bandas. Além disso, todos aprendemos a lição daquela equipa que jogava que se fartava, sempre em cima, a 100%, com notas artísticas elevadíssimas, e que chegou ao fim da época apenas com a Taça Lucílio Baptista no bolso.
Esse é um risco que não quero correr. O ritmo tem sido elevado, e é incomportável mantê-lo assim, portanto, mais vale pianinho…
As minhas sinceras desculpas se alguém ficar desapontado por isso. Será bom sinal.