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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Há carrapau!

25
Jan13

Lisboa – Setúbal – Lisboa – Setúbal. Eis-nos chegados àquela altura da temporada em que a gestão do plantel se torna decisiva. Em Fevereiro, vão novamente entrar em cena os jogos para as competições europeias, e é importante manter o balanço até lá.

 

Não é nada de novo. Vimo-lo em 2009/2010, e temo-lo visto desde então, com maior ou menor incidência. Num ápice ganhou foros de tradição, assim ao género do Dia dos Namorados, aqui há uns anos, ou agora o Halloween.

 

A troika Pereira, Guilherme e Baptista, indo na esteira das anteriores Comissões de Arbitragem, deu início de à três jornadas a esta parte, ao rodízio de árbitros de Lisboa e Setúbal, para os jogos de um certo clube.

 

 

Desta vez, calhou a Bruno Esteves apitar o próximo jogo dessa equipa na Pedreira. É claro que é apenas uma coincidência o facto de ser da terra do carrapau, e aparentemente, fazer nos tempos que correm as vezes de Lucílio Baptista em 2009/2010, quando, a cada três jogos, lhe calhava dirigir uma partida do clube mais grande do mundo dos arredores de Carnide.

 

Para os mais distraídos, recordo que se trata de um jogo entre o primeiro, ainda que ex-aequo, e terceiro classificados da Liga Zon Sagres, e que Bruno Esteves não é internacional.

 

Nem teria que o ser, quando um dos argumentos aduzidos por Vítor Pereira, o dos árbitros, não o nosso, para não nomear para o recente clássico, disputado entre os então primeiro e segundo classificados do campeonato, o melhor árbitro nacional e europeu do ano, foi que Pedro Proença não podia arbitrar os jogos todos.

 

Acontece que, no caso do Bruno Esteves, este é o terceiro encontro que irá dirigir da tal equipa. Antes, esteve na partida contra o Nacional da Madeira, em casa, e contra o Rio Ave, fora. Após esta jornada será o único que (t)repetiu, sendo repetentes uma vez, apenas Marco Ferreira e o inevitável João “pode vir o João” Ferreira. É um facto, não pode estar em todos os jogos, mas vai estando em alguns. Mais que outros.

 

Nada disto seria no entanto relevante, não fossem alguns pormenores comezinhos ocorridos sob os seus auspícios, em jogos do clube em questão.

 

Podemos recordar Paços de Ferreira na época passada, e a carícia afetuosa do Bruno César ao agora seu colega de equipa, Luisinho.

 

 

Ou, novamente Paços de Ferreira, mas há duas épocas atrás, quando teci alguns comentários em relação a certas ocorrências dessa partida, com as quais vos deixo, para que possam meditar sobre a matéria:

 

“O novo léxico futebolístico

 

(...)

 

1) penálti simulado pelo Fábio Coentrão – jogada do tipo “Aimar, Aimar, é cair, e marcar”;

 

2) falta inexistente sobre o Fábio Coentrão, que leva à expulsão do jogador pacense – jogada “E tudo o vento levou”;

 

3) agressão do Cachinhos Dourados – jogada em que o atleta de farta cabeleira encaracolada, amavelmente e com risco iminente para a sua própria integridade física, atinge na face com o seu membro superior um oponente, na tentativa esforçada de remoção de um dente cariado que atormentava de sobremaneira este último, pondo em causa a sua performance desportiva;

 

4) penálti cometido pelo Maxi Pereira – jogada em que o artista, provavelmente filho de mãe de profissão incerta, mas ainda assim inconfessável, projecta o seu antebraço de encontro à zona peitoral do adversário, numa tentativa, de resto, bem sucedida, de demonstrar o acerto da Teoria da Gravidade, da autoria de Sir Isaac Newton (ainda que o dito desconheça por inteiro a Teoria, o Sir Isaac, e tenho as minhas dúvidas quanto à mãe!)”.

 


 

Nota: Parece que o FC Porto corre o sério risco, ui, ui, de se ver excluído da Taça Lucílio Baptista. Não se faz. Isto é coisa da verdade desportiva do Rui Santos, ó se é!

Logo agora que andavam todos tão contentinhos, nomeadamente o João Querido Manha e o Joaquim Rita, porque finalmente levávamos aquilo a sério!

Vá lá, como disse um dia o Domingos Paciência sobre a bola de prata do Nené, dêem duma vez a merda do caneco aos seus legítimos donos!

Os deuses devem estar loucos

14
Mar12
 

“Marco Ferreira foi classificado com nota 7 no FC Porto-Académica. Os maiores erros terão sido dois penáltis por marcar a favor do FC Porto e um fora de jogo mal assinalado quando Hulk surgiu isolado diante do guarda-redes Peiser”.

 

Já Bruno Esteves é classificado com uma nota 8 de 0 a 20 pela arbitragem no Paços de Ferreira-Benfica. Rui Santos chama a atenção para dois erros graves: penálti por marcar sobre Bruno César e vermelho por mostrar ao mesmo jogador do Benfica”.

 

A minha alma está parva. Estou extasiado, siderado, apoplético, que nem posso. Como dizia a minha saudosa Avó: “Deve haver um pobre que vai ficar sem burro!”

 

Quando o próprio «Rui Santos chama a atenção para o facto de "ter havido factos nesta jornada que desvirtuaram a verdade desportiva", lembrando ainda "o golo mal anulado à União de Leiria no encontro com o Sporting de Braga"», e aponta aqueles dois exemplos, logo ele, um eminentíssimo portista dos sete costados, desde pequenino, como todos sabemos, o que dizer?
 
 
 

Talvez que lhe escapou um singelo pormenor. No caso dos Brunos, as situações são mutuamente exclusivas. Ou seja, havendo o cartão vermelho, não haveria lugar ao penálti. Assim como ao segundo golo da sua equipa, e às duas expulsões no adversário.

 

 

Mas isso são meros pormenores, que o Rui Santos omite. Compreende-se. Resta contudo, dada a raridade da efeméride, registá-la para a posteridade. Sabe-se lá se não será irrepetível…

A lógica da batata

09
Mar12

E pronto.

 

“Cesse tudo o que a musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta”

 

Ultimamente isto por aqui anda um primor de erudição. Ele foi Marinho Neves, ele foi Tolstoi, e agora Luís Vaz de Camões. Querem melhor?

 

Mas que porra de merda é esta? Vamos lá atinar.

 

Bem Zé Luís, jogaste na antecipação, e como é costume estiveste bem. Porém, parece-me que o que está em causa não será a análise da derrota do City, pessoalizando-a, passe a redundância, na pessoa do Vítor Pereira.

 

Então, quando perdemos, os dois jogos da eliminatória, frise-se, não foi contra uma equipa com um orçamento de mundos e fundos, não sei quantas vezes superior ao nosso, com um naipe de jogadores cujos nomes e qualidade, metem medo ao susto, o primeiro classificado da Premier League? É lógico que foi, não foi?.

 

Não eram estas, mais coisa, menos coisa, as atenuantes que por aí se viam para o nosso descalabro?

 

O que é que aconteceu a essa equipa? Desvaneceu-se? Evaporou-se?

 

Não. Perdeu ontem, lá para os lados da Calimeroláxia, com um golo marcado pela sequoia do Xandão, ao melhor estilo do Cristiano Ronaldo ou do Rabah Madjer. Querem algo mais ilógico que isto?

 

Rodaram o plantel, descansaram titulares, estiveram-se a cagar para o adversário, enquanto por nós tiveram um respeitinho do caraças, e como topping, ainda tiveram azar?

 

É futebol, não é? Azar nosso a bela forma que arranjaram para demonstrar o quanto nos respeitaram.

 

Contudo, mais coisa, menos coisa, ou na hipótese ceteris paribus, como dizia um professor meu de economia, o orçamento permanece o mesmo, os nomes e a qualidade dos jogadores, até dos suplentes, que eram (são) tão superiores aos nossos, permanecem, e o primeiro lugar da Premier, idem.

 

Agora, trazem-se à colação os orçamentos de orçamentos de Gis Vicentes, Moreirenses e Vitórias de Setúbal, para la palissaniamente, se concluir, que é lógico que os orçamentos, as camisolas, os nomes, não vencem jogos. Logicamente.

 

Sei que sou idiota, mas não ao ponto de não admitir que todos aqueles factores também têm um peso decisivo no desfecho de uma qualquer partida de futebol, mas quanto a mim, a lógica da questão é outra.

 

Muito pura e simplesmente, fomos burros. Fomos burros quando programámos uma temporada, pensando que íamos jogar na Champions, e a seguir na Liga Europa, com um ponta-de-lança, mais o Walter, e com a alternativa do Hulk ao meio.

 

Fomos burros na abordagem que fizemos às partidas com o Manchester City. Sim, é muito bonito jogarmos de peito aberto, olhos-nos-olhos, taco-a-taco, jogo-pelo. jogo, e essas coisas todas.

 

Mas,…e resultados?

 

Comprovadamente, a lógica do jogar bonito não é condição necessária e suficiente para garantir vitórias. Pode ajudar, mas há mais vida para além disso.

 

E ainda, fomos burros, ou tivemos azar, na forma como sofremos um golo aos vinte e poucos segundos de jogo, quanto tínhamos um resultado adverso para recuperar.

 

Quanto a mim, este foi, muito logicamente, o cerne da questão.

 

Agora, o que me parece completamente ilógico é que, após uma vitória na Liga, logo surjam jogadores prontos para zarpar para outras paragens.

 

É o Hulk, a dizer-se "preparado para deixar o Dragão", e rumar a Espanha, Inglaterra ou à Alemanha (porquê a Alemanha? O euro está em baixa, e já não há deutsh marks).

 

É o futuro do James, que tal como o do André Villas-Boas, que passa pelo Inter de Milão.

 

Pergunto-me: “qual é a lógica disto?” Acaso ganhámos mais alguma coisa, para lá dos três pontos em disputa naquele jogo?

 

Estas novelas de carretel das saídas não tinham acabado com a saída daquele rapaz do chapéu colombiano? Estão mal por cá?

 

É claro, é lógico que todos querem melhorar de vida, mais a mais com esta crise, que se instalou e parece não querer desamparar a loja, mas é esta a motivação para o que falta jogar de temporada?

 

Bardamerda! Se é assim, parece-me que, muito logicamente, a probabilidade de as coisas correrem mal é elevada.

 

E fico mais piurço ainda quando vejo o Marco Ferreira a dirigir no Dragão, o nosso jogo contra a Académica de Coimbra.

 

 

Não é nada de pessoal, e até é já a terceira vez que o recebemos. Contra o Vitória de Setúbal e contra o Rio Ave, compreendi a nomeação: eram duas equipas que equipavam de riscas verticais verdes e brancas, portanto, fazia sentido que fosse o mesmo árbitro.

 

Mas, o que é que querem, por muito ilógico que pareça, a partir do momento em que foi eleito um presidente da Liga, com ligações àquele clube da ilha dos buracos, chateia-me ver este indivíduo nos nossos jogos. Chamem-lhe “superstição”, ou o que quiserem.

 

Pior ainda, quando o Bruno Esteves é nomeado para Paços de Ferreira. Há um fétiche qualquer de alguém por este árbitro e jogos entre papoilas saltitantes e castores.

 

Na primeira volta, no Estádio da Lucy, quem é que lá esteve? Ele. Na época passada, quando se estreou nestas andanças, quem é que lá esteve? O próprio.

 

E que bem que correu esse jogo, recordam-se? Ele há lógicas que me transcendem. Ou não, o que às vezes ainda é pior.

 

Por tudo isto, muitos parabéns ao Sporting, pela vitória, e por demonstrar que, por muito lógico que pareça, nem sempre o destino da batata, quando a colhem, é a fritadeira.