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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Momentos cor-de-rosa

29
Jul12

No dia/noite em que o FC Porto, nas grandes-penalidades, sofria a sua primeira derrota em jogos da pré-época, em Mestalla, contra o Valência, o seu presidente, ao que parece, voltava a alinhar pelo clube dos casados, algures no Brasil.

 

 

Sabendo por experiência própria o quão difícil é organizar uma boda, desde a marcação da igreja, do local da recepção, fotógrafo, música, padre ou registo civil, e todas essas minudências, tão imprescindíveis para demonstrar à saciedade, o quanto duas pessoas desejam unir-se sob o, supostamente, sagrado laço do matrimónio, compreendo a ausência do presidente do meu clube em Mestalla.

 

Ainda que, no caso, segundo consta, a cerimónia tenha sido bastante simples, realizada num condomínio fechado e com um número limitado de convidados. Além do mais, nos próximos fins-de-semana temos mais jogos, e o mesmo aconteceu nos anteriores.

 

É sempre bonito apreciar uma paixão que dá em casamento, e mais ainda quando a noiva até alvitra a possibilidade da união frutificar em rebentos, apesar da idade do consorte. “É natural, quando duas pessoas se amam” , ou coisa que o valha, terá dito.

 

No dia anterior, em plena Cesta do Pão, disputou-se mais uma edição da famosíssima Eusébio Cup, com a vitória de quem tinha de ser, como o Mourinho, sem dúvida profundo conhecedor do futebol nacional, e do folclore caseiro, se apressou a explicar nas entrelinhas.

 

Uma vez mais esteve presente uma paixão. Ou melhor, um Paixão, o Bruno. Também é facílimo de compreender a sua presença. Depois do susto que terá apanhado no final da temporada passada, em que se falou da sua despromoção de internacional, nada como um voto de confiança, um estímulo, para o tranquilizar e aumentar a auto-estima, como disse o Mourinho, em relação ao adversário.

 

Estaremos em presença do escolhido para lídimo herdeiro do Lucílio Baptista e do João “pode vir o João” Ferreira?

 

Se da outra paixão, e respectivo enlace, ainda se esperam criancinhas, deste Paixão, a consumar-se a coisa, que tipo de abortos resultarão?

Os lemingues também se abatem

30
Jan12

 

Varela, de seu nome, o rapaz da foto. Tenho de confessar que, quando ouvi por aí que o tal fulano que joga futebol pelos cotovelos, tinha sido considerado o “homem do jogo” de sábado à noite, não consegui conter a minha estranheza.

 

Como é que é possível? Sim, marcou um golo. E depois? O Varela fez o resultado do jogo. Não fora ele e o árbitro auxiliar, que invalidou um golo limpo ao Feirense, o desfecho do jogo não tinha ido além do nulo.

 

Coitado do rapaz, vai na volta até é bom moço. Foi só uma daquelas noites em que tudo corre mal. Bem, tudo também não, afinal foi ele o autor do único golo da sua equipa.

 

Quanto ao resto, depois do golo na própria baliza e do penálti, cada vez que o via aproximar-se da bola, fiquei à espera de um atraso para o guarda-redes ou um vermelho directo, só para compor o ramalhete. O vermelho esteve quase. Foi por uma nesga que não rasteirou o Rodrigo, quando este seguia isolado para a baliza.

 

A dada altura fez-me lembrar aquela anedota dos pais que vão ver o filho à parada militar, e que constatam embevecidos que o seu rebento é o único que vai com o passo certo.

 

Assim foi o Varela. Toda uma equipa a puxar para um lado, e só o bom do Varela a remar contra a corrente. É obra. Nunca tinha visto uma coisa assim. Ou melhor, até tinha, só que os protagonistas se chamavam Veríssimo e Marc Zoro.

 

Atenção, com o que acabei de afirmar não estou a querer insinuar rigorosamente nada, apenas a constatar a semelhança entre algumas actuações de jogadores, que no caso dos dois últimos, até tinham algumas coincidências no seu percurso desportivo.

 

Aliás, a bem da verdade, tenho que me penitenciar pelo comentário que fiz antes da partida, sobre a eventual maior ou menor entrega dos homens da Feira.

 

Na realidade, os rapazes do Feirense correram e suaram as camisolas até ao limite das suas forças. O Diogo Cunha até atirou uma bola ao travessão. Pronto, aconteceu aquilo do Varela, mas sobre isso já disse o que tinha a dizer.

 

Também não pretendi por em causa vitória de quem a obteve. Nem por sombras.

 

Quem ganhou correu atrás do prejuízo. Correu, correu, correu, muito correram aqueles jogadores. E deram a volta ao resultado.

 

É impressionante o que aqueles homens correm. Jogar, não jogam muito, mas correm como se fossem onze Forrest Gumps. Ainda me lembro que foi isso que o seu treinador disse, quando chegou à Cesta do Pão. Que com ele, aqueles jogadores tinham de correr três vezes mais. E bolas, que o fazem. Melhor, fazem-no sem se ressentirem com lesões de esforço, ou coisa que o valha. Umas quantas gastroenterites e mais nada. O Rei da Chuinga deve ter descoberto a receita da poção do Panoramix.

 

Há, porém o reverso da medalha. Nunca dão a sensação de ter a partida controlada, basta ver as estatísticas, mas empregam-lhe uma dinâmica e uma intensidade difíceis de conter.O domínio do jogo fica repartido e embates como o de sábado, ficam transformados, como dizem os espanhóis a propósito dos jogos da NBA, em autênticos corre calles. Quando a coisa se parece encaminhar para o torto, vem de lá uma ajudazinha extra, que a repõe de volta nos eixos.

 

 

(Estatísticas Oficiais da Liga Zon Sagres - LPFP/wTVision/Amisco)

 

Logicamente que isso não é o quanto baste para garantir vitórias. Bem se viu naquele jogo. Não fora o Varela e o providencial golo anulado, e onde é que andaria a vitória. Achava eu, na minha ingenuidade, que o Rui Costa era demais para esta ida a Santa Maria da Feira.

 

Verdade seja dita, as minhas previsões deram quase todas, como se costuma dizer, com os burros na água.

 

Veja-se o caso do Sporting. Era capaz de apostar que não era desta que ganhariam. Ainda para mais, com o Duarte Gomes como árbitro.

 

Rotundo falhanço. O Onyewo encarregou-se de mandar as malvas as minhas capacidades preditivas.

 

Infelizmente, o único ponto em que acertei, foi no ardor estomacal que me dava a nomeação do Bruno Paixão para o nosso jogo. Admitamos também, que era o mais fácil de prever.

 

Como não vi o nosso jogo em Barcelos, apenas consegui ir ouvindo o relato radiofónico, vou abster-me de tecer grandes comentários sobre o assunto. Pelo que ouvi, e recorrendo às mesmas estatísticas que pesquei acima, foi um jogo à FC Porto actual: muita posse de bola, ataque inconsequente e defesa sobre brasas.

 

 (Estatísticas Oficiais da Liga Zon Sagres - LPFP/wTVision/Amisco)

 

Quanto ao resto, o título deste texto diz quase tudo. A trajectória do nosso clube nesta edição de 2011-12 da Liga Zon Sagres, faz lembrar um grupo de lemingues, numa cavalgada desenfreada e inexorável em direcção do abismo.

 

O Bruno Paixão limitou-se a dar o tiro de misericórdia que impede de sentir nos bigodes (acho que os lemingues, enquanto roedores, têm bigodes!) a vertigem do vazio, num salto de bungee, sem cabo. Como de resto, se adivinhava, e certamente correspondendo inteiramente às esperanças nele depositadas por quem o nomeou.

 

 

Pelo que disse logo no início, devem com certeza ter percebido que dei uma vista de olhos pelo jogo do clube que nos antecede na classificação. Estive num sítio onde a televisão estava ligada no canal do jogo, e, de vez em quando não resisti.

 

Como dizem os anglófonos, “better the devil you know”. Pior ainda, tive o desprazer de me sentar ao lado de um adepto daquele clube.

  

Pois bem, sabem qual é o principal motivo porque aquelas almas estão confiantes de que serão os novos campeões? Porque o Vítor Pereira é o nosso treinador.

 

Nem mais. Não é porque jogam enormidades, como há dois anos, ou porque há uma vaga de fundo, há quem lhe chame andor, que os empurra, ou porque tem que ser. Simplesmente porque o Vítor Pereira é o nosso treinador, e enquanto tal, estão confiantes. É triste.

 

Ainda a propósito do Vítor Pereira registei, como eu havia sugerido a troca da braçadeira de capitão de equipa entre o Helton e o Rolando. Pena é que a minha sugestão redundou (como se esperava, n’est-pas?) numa perfeita estupidez. Basta ver o nó cego que o André Cunha lhe pregou no lance do terceiro golo do Gil Vicente, para se perceber que a braçadeira não traz ao Rolando grande valor acrescentado.

 

Contudo, fiquei na esperança de que o Vítor Pereira fosse capaz de aqui vir beber mais alguma ideia gasificada. Mas não, ilusão minha. Não foi daqui que ele sacou a ideia. Afinal houve, como sempre há, uma razão muito mais lógica para a atribuição daquela responsabilidade ao Rolando. Resultados é que, nem por isso.

Avivar de memórias

27
Jan12

 

 

Ora então esta semana tivemos Vítor Pereira, o das nomeações, e não o nosso treinador, quase de volta ao seu melhor com uma série de nomeações que trazem à memória os mesmos artistas, noutros tempos e situações.

 

Duarte Gomes, em Alvalade, na recepção ao Beira-Mar, Bruno Paixão, em Barcelos, no nosso jogo, e o Rui Costa, em Vila da Feira, com o mais grande do Mundo dos arredores de Carnide.

 

 

Como seria de esperar, Duarte Gomes não colhe grandes simpatias entre os adeptos sportinguistas, assim como Bruno Paixão, também não suscita paixonites agudas cá para os nossos lados.

 

Na Calimeroláxia, os da casa perderam uma boa parte do seu poder de fogo com a lesão do Wolfseiláquantos. Do outro lado, o Beira-Mar continua a ostentar uma das melhores defesas desta Liga. Com uma ajudinha do Duarte Gomes, desconfio que ainda não é desta que o Sporting irá saborear uma vitória em 2012. Se contribuisse para pagar as dívidas dos clubes ao fisco, e jogasse no "Totobola", era "x" ssem espinhas...

 

Com a sua presença nesta partida, o Duarte Gomes faz o pleno dos quatro primeiros classificados da época passada: esteve no Rio Ave x SC Braga, na ida do Vitória de Guimarães à Cesta do Pão e na nossa recepção ao Marítimo. Faltava-lhe o Sporting, e, no que toca aos grandes e mais grandes, sempre em casa. É o homem dos grandes e mais grandes palcos, sem dúvida! 

 

A aversão portista ao Paixão, já vem de outros carnavais, e reconheça-se, tem algo de epidérmico. E já nem é por aquela famosa estória de Campo Maior, ou pelos penaltis que não marcou no Estádio do Mar. Muito mais recentemente do que isso, tivemos a derrota em Coimbra e a eliminação da Taça de Portugal. Por acaso, por mero acaso, aí até nem consta que tivesse estado mal, mas não deixa de ser um presságio.

 

Além disso, causa alguma estranheza o Vítor Pereira se lembrar agora do Paixão, ele que, no que vai de temporada, tem andado arredado das lides que envolvem os grandes – só esteve na sétima jornada em Guimarães, quando lá se deslocou o Sporting. Vamos ver o que vai dar, mas que é estranho, é.

 

O Rui Costa, é o tal que não viu, não ouviu e não fez constar em relatório a pouca vergonha protagonizada pelo Prof. Doutor Rei da Chuinga, no jogo da sua equipa contra o Nacional da Madeira. Para uma deslocação a Vila da Feira, não será um exagero?

 

 

Ainda me lembro das imagens do nosso jogo contra o Feirense, e de ver um tal de Diogo Cunha a esfarrapar-se todo a cada lance que disputava, depois de ter sido amarelado ainda na primeira parte.

 

Se o espírito dos restantes comandados do Quim Machado for este, e partindo do princípio que estes indivíduos que fazem dos jogos contra nós, os jogos das vidas deles, normalmente não têm comportamento similar contra uma certa equipa, desconfio que não advirão grandes problemas ao líder, na sua deslocação a Vila da Feira ou a Aveiro.

 

Sim, porque os homens da Feira, até prescindiam de jogar em casa para ver se abichavam uns trocados extra em Aveiro. Como o Estoril-Praia, aqui há uns anos, lembram-se? A Liga é que não foi na conversa, "por maioria, e não por unanimidade". Quiçá faltou por lá uma cunha leal!

 

Pelos vistos nem o anunciadoboicote dos diabretes vermelhuscos fez esmorecer as expectativas dos feirenses. É pena, mas não se perde tudo. Afinal, tal como em Leiria, é o mesmo benemérito que vai pagar os ordenados. Será que se fizer um choradinho bem feito, me pagam o subsídio de férias e o de Natal?

 

 

Apetece-me parafrasear o Diego Armando

10
Fev10

O Benfica empatou 1-1, com o Vitória de Setúbal. Quanto a mim, por aquilo que vi, o empate ter-se-á antes do mais, ficado a dever a que o Cachinhos Dourados, desta vez, em vez de imitar o Bruno Alves, resolveu imitar o Rolando, e ao facto do melhor jogador em campo do Benfica, ter sido o Marc Zoro.

 

Para mais, os vermelhuscos pareceram-me cansados. Aquele indivíduo malcriado, que faz as vezes de treinador dos encarnados, lá saberá as linhas com que cose, mas aquela rábula da antecipação do jogo com a União de Leiria, não parece ter dado o resultado esperado.

 

São muitos jogos em poucos dias, com uma equipa que tem jogado no limite desde a pré-época. Mas, ele lá saberá se o alívio resultante da hipotética transferência da pressão psicológica para o SC Braga, compensa a sobrecarga física. Talvez ele treine super-homens, como ele nunca foi, até recentemente.

 

É bem certo que, do ponto de vista psicológico, para uma equipa que está predestinada desde ainda antes do primeiro momento, à conquista da Liga, e que chega a esta altura da época, e não vislumbra da parte do SC Braga qualquer réstia de tréguas, deve ser complicado.

 

Aqueles jogadores, devem estar mentalmente arrasados. Agora, parece que se junta a isso a exaustão física.

 

Quanto à transferência da pressão psicológica para o SC Braga, a resposta cabal foi dada pelos minhotos no Restelo. Os arsenalistas não têm nada a perder. O que vier a mais, para além da Liga Europa, é lucro. Qual é a pressão que os aflige?

 

A única equipa nesta Liga, que TEM obrigatoriamente que ganhar, é o Benfica, logo, a tão almejada liderança pode aliviar a frustração, mas não a pressão.  

 

Voltando ao jogo de Setúbal. Numa entrevista após o dito, confrontaram o tal indíviduo malcriado com o facto de ter sido anulado um golo limpo aos sadinos.

 

Foi claro, e consensual entre todos os comentadores. A resposta do tipo foi qualquer coisa como: "Pois, e a nós, antes disso, não marcaram um penálti [por pretensa mão do Marc Zoro], e depois disso, ficou por marcar outro penálti [por falta Collin sobre o Di Maria]".

 

E, pronto. Como "amor, com amor se paga", a coisa ficou ela por ela. Mas este gajo julga que somos todos estúpidos, ou quê?

  

A anulação de um golo limpo tem implicação directa no resultado final do jogo (como se viu nos jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, e antes, com o Belenenses), enquanto que um penálti, pode ser convertido ou não, como, de resto, o Cardozo amplamente demonstrou a seguir.

 

E já agora, se o lance do Collin não me deixa dúvidas quanto à existência de falta, no do Zoro tenho algumas dúvidas. A bola é cabeceada pelo benfiquista, muito perto do sadino, que até dá a idéia de não olhar para a bola.

 

É certo que aquela lhe vai à mão, mas quanto à intencionalidade ficam-me dúvidas. Mas também, muito sinceramente, com todas as interpretações que já ouvi (e li) a esse respeito, por esta altura não sei se isso conta para alguma coisa.

 

O que me parece é que o árbitro, a partir de determinada altura terá resolvido ignorar algumas das intervenções do sado-benfiquista Marc Zoro, certamente, a bem da ética desportiva, tal a abundância de jogadas em que tentou enterrar a sua actual equipa.

 

Da mesma maneira que resolveu ignorar um empurrão do Fábio Coentrão ao Collin, com o jogo parado e na sequência do penálti não assinalado sobre o Di María, que deixou o setubalense sentado no relvado, e uma falta gritante do Aimar, sobre um jogador do Vitória, no lance do golo sadino.

 

Aí, o Jorge Sousa deu bem a lei da vantagem, mas depois, esqueceu-se de mostrar o cartão ao benfiquista.   

 

O Bruno Paixão (quem haveria de ser!), é que tem boa memória, e no jogo do SC Braga, em Belém, resolveu aumentar a pressão sobre os bracarenses expulsando o Moisés, aos 15 minutos de jogo, numa jogada inesquecível.

 

São jogadas destas que ficam para a História do futebol, e o Bruno Paixão, tal como o Carlos Xistra, com a dupla expulsão do Hulk, em Paços de Ferreira, reforçou o seu lugarzinho na memória futebolística deste País, arduamente conquistado em Campo Maior.

 

Na mesma jogada, um jogador levar dois amarelos, e o correspondente vermelho, é obra. E nem digo que tenha sido mal dada a ordem de expulsão. Agora que é uma raridade, como o Jorge de Sousa havia já mostrado, ai lá isso é.

 

Ainda bem que não há "colinhos".

 

Por outro lado, pensava eu que a vitória do FC Porto sobre a Naval 1.º de Maio, era, a todos os títulos, pacífica. Eis quando me apercebo, que afinal de contas, para alguns benfiquistas, o livre de que nasce o primeiro golo postista, da autoria do Tomás Costa, terá sido marcado ao contrário.

 

A falta, jogo perigoso, não é do homem da Naval, mas do Álvaro Pereira.

 

Acho que sim. E porque não? Já que vale tudo, porque não?

 

O jogador da Naval levanta o pé a uma altura, e entra de uma forma, que mesmo que portista não baixasse a cabeça, a bota ficava-lhe ao nível desta.

 

Ainda que assim não fosse, o homem do FC Porto limita-se a fazer um movimento com a cabeça, como se dissesse que "sim", e não mais do que isso. Não tentou ganhar o lance baixando excessivamente a cabeça, e nem sequer dobrou o corpo, que se mantém direito. E é jogo perigoso?

 

Bem, então e o adversário, por acaso não o terá atropelado no processo? Não seria falta, independentemente do jogo perigoso, fosse de quem fosse? A ver pelo que aconteceu com o Beluschi, no jogo com o Nacional da Madeira, parece que isso deixou de ser falta. 

 

E sendo falta, dentro da área, não seria penálti, em vez de livre indirecto? E já agora, se é jogo perigoso, e se, como claramente se vê nas imagens, há contacto físico entre os jogadores, não seria também penálti, como na jogada do Aimar, em Leiria (a tal da famosa "Lei 12")?

 

Jogo perigoso activo, com contacto físico?

 

Já agora, e até porque há por aí quem insista em não compreender aquilo que eu disse sobre a jogada do Aimar, passo a esclarecer.

 

Não se me oferecem grandes dúvidas de que a jogada de Leiria, é de jogo perigoso, ainda que me pareça que a bola é disputada abaixo da cabeça do Aimar, que, como se sabe, é enorme (fisicamente!).

 

Agora, uma coisa para mim é evidente: o jogador da União de Leiria, faz um pontapé acrobático, todo no ar, e joga a bola. Ora, tendo em conta a Lei da Gravidade, o único movimento que poderia fazer a partir dali, seria no sentido descendente, caindo no chão.

 

Logo, não foi ao encontro do benfiquista. Já este, faz um movimento em direcção ao leiriense, procurando disputar a bola, não se percebendo muito bem com que parte do corpo. Com a cabeça, é que não é, e como está de lado, será o ombro? Será o braço?

 

Quanto a mim, atira-se de encontro ao leiriense, à procura, tão simplesmente, de "cavar" uma falta. O que até consegue.

 

Portanto, e para esclarecimento de quem insiste nesta tecla, há jogo perigoso. Sim senhor, aceito. Mas o contacto, que é o elemento fundamental que marca a diferença entre o livre indirecto, como no caso do Álvaro Pereira, e o penálti, esse, para mim, é da responsabilidade do Pablito.

 

De qualquer maneira dirão: "mas, e como é que o árbitro, no terreno de jogo, e com fracções de segundo para decidir, vê isso tudo, e age em conformidade?"

 

É simples, não vê, e não age. Na dúvida, dizem as regras, com excepção do fora-de-jogo, dá-se o benefício a quem defende.

 

Tanto o Hugo Miguel, como o Jorge Sousa, fizeram o contrário, e aí terão errado os dois.

 

   

 

Dito isto, vendo (e ouvindo) as declarações do Jorge Jesus, as pequenas "partidas" que vão pregando ao SC Braga, e a honestidade intelectual de alguns comentadores da nossa praça, só me apetece parafrasear o Diego Armando Maradona:

 

"Qué la chupen, e que sigan chupando!"

 


Nota: antes que me venham acusar de ter modificado a fotografia acima com o "Photoshop", informo que a sua inclusão tem propósitos meramente decorativos. É que o texto já ia longo, e chato, e foi o que se arranjou...

 

Nota2: a área técnica do treinador do Benfica é diferente daquelas dos outros treinadores? É que o sr. Jorge Jesus passa mais tempo fora da área técnica do que dentro. No jogo de Setúbal, por exemplo, saiu da dita área para ir insultar um jogador adversário, na circunstância o Ricardo Silva, e ninguém se chateou muito com isso! Lá está, razão tem o Rui Costa quando diz que o quarto árbi tro tem um papel estúpido...

 

Nota3:  se o Jorge Jesus é assim em público, para quando a divulgação das imagens do túnel da Luz, no jogo Benfica x Nacional da Madeira, de que falou o Rúben Micael?