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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Este é outro gajo, que também é bom comó caralho

06
Fev13
 
 
 
 

Cá está, seguindo na senda dos grandes goleadores, iniciada no texto anterior, outro gajo que também é bom comó caralho.

 

Quem o diz, do alto da sua tacanhez megalómana, é aquele indivíduo alvi-estúpido.

 

“Se jogasse melhor fora da área, era o melhor do Mundo” – diz ele.

 

Até ao Miguel Sousa Tavares é o jogador adversário que mais receio infunde.

 

E com fundadas razões. O gajo até é bom jogador, daqueles que jogam pelos cotovelos, não me canso de dizê-lo.

 

Mas, a bem da verdade, tentemos ser um pouco mais objectivos.

 

Azucrina-nos o juízo desde a temporada 2007/2008, e leva, entre penáltis e carambolas, 101 golos marcados, se entretanto não lhe atribuíram mais algum nos últimos dois jogos, que eu não tenha reparado.

 

Até aqui, tudo bem, os penáltis e as carambolas também fazem parte do jogo. O resto é que não.

 

E o resto é o quê?

 

Por exemplo, aquilo que escrevi sobre o triunfador da Bola de Prata 2009/2010, por sinal, o dito cujo Cardozo, e a forma como venceu:

 

“Comecemos precisamente por aqui. O melhor marcador de 2009-2010, acabou com 26 golos obtidos, em 29 jogos. O segundo classificado terminou com apenas menos um, 25 golos, e menos um jogo realizado, muito por força de um estúpido cartão amarelo, em vésperas de defrontar a equipa do primeiro.

 

Mas não só. O segundo classificado viu anulados três(!) tentos, sem que se saiba muito bem porquê.”
 
 
 

Relembro, só para os mais esquecidos, que o segundo classificado foi um rapaz de nome Falcao. Porém, esta foi sem dúvida a melhor época do paraguaio.

 

Talvez por influência do Mundial que se disputou nesse ano, ainda que aí, nem a promessa da Larissa Riquelme de se despir, caso o Paraguai chegasse às meias-finais, tenha surtido o efeito porventura desejado. Há limites para tudo.
 
  

 

Na temporada passada foi também o melhor marcador, ex-aequo, com o agora seu colega de equipa, Lima. À conta de quê?

 

Disto:

 

“Mais estúpido ainda, o rei dos marcadores do campeonato indígena alcançou a marca de 20 tentos. Tantos quantos o segundo classificado. Neste caso, irá ostentar o título apenas porque fê-lo, num menor número de jogos disputados (29 contra 30).

 

Ora, se tivermos em conta que o jogo a menos, não o disputou porque estava castigado, a que conclusão chegamos? O homem, que ainda por cima tem como característica jogar pelos cotovelos e não prima pelo bom comportamento, está, no fundo, através deste critério de desempate, a ser recompensado por se portar mal.

 

Que raio de fairplay é este?”

 

Curiosamente, estas duas situações logo haviam de ocorrer, nos momentos em que conquistou, penso que aqueles que serão os seus dois títulos individuais mais preciosos.

 

Estatisticamente, podemos constatar que o rapaz, sem contar com a actualmente em curso, leva uma média de 17,6 golos marcados por época.

 

Não é mau. Especialmente se tivermos em conta que o tal Falcao, nas duas que passou entre nós conseguiu chegar aos 20,5, e o recém-chegado Jackson Martínez leva até à data 18.

 

No entanto, houve um tal Givanildo Vieira de Souza, que oficialmente, nem sequer era avançado-centro, mas alcançou uma média de 13 golos em quatro temporadas, nas quais, uma delas começou apenas em Janeiro e noutra esteve “entunelado” por uns meses.

 

Portanto, o gajo é bom, é temível, mas fazer dele o melhor do Mundo parece tão exagerado, como ao Mark Twain lhe pareceram as notícias da sua morte.

 

Ou será que, quando lhe fazem tanta publicidade, e fazem-no recorrentemente de há umas épocas para cá, apenas lhe estarão a tentar arranjar um mercado, onde, de outra forma, ninguém vai?


Nota (actualização): Com o andar da carruagem, estou a aperceber-me de que não terá sido feliz a menção de "gajo bom", no título deste texto. As minhas desculpas a todos(as) aqueles(as) que eventualmente cá venham parar por engano...

Esse estranho lugar chamado futebol português

13
Mai12

Há, de facto, coisas muito estranhas no futebol português.

 

O árbitro de Lisboa, que é mais do que certo, vai ser eleito pela segunda vez consecutiva o melhor do ano, e que os dois clubes de Lisboa não querem nem ver, vai, ao que parece, arbitrar a final da Liga dos Campeões.

 

Ainda vão dizer que é a recompensa pela sua arbitragem num certo jogo, em que se equivocou sistematicamente em desfavor de um clube, que no final, haveria de beneficiar de um erro de um seu auxiliar. Ou pelas expulsões do Onyewu e do Polga. Ou ainda, consequência da panelinha entre o Pinto da Costa e o Platini, que ditou a passagem do Chelsea às meias-finais da Champions.

 

(tirado daqui)

 

Mais estúpido ainda, o rei dos marcadores do campeonato indígena alcançou a marca de 20 tentos. Tantos quantos o segundo classificado. Neste caso, irá ostentar o título apenas porque fê-lo, num menor número de jogos disputados (29 contra 30).

 

Ora, se tivermos em conta que o jogo a menos, não o disputou porque estava castigado, a que conclusão chegamos? O homem, que ainda por cima tem como característica jogar pelos cotovelos e não prima pelo bom comportamento, está, no fundo, através deste critério de desempate, a ser recompensado por se portar mal.

 

Que raio de fairplay é este?

 

Bem sei que o que se pretende premiar é a produtividade. Marcou os mesmos golos, em menos jogos, ganhou. Tudo bem, é compreensível. Mas não me levem a mal se, como faz um jornal em relação ao número de títulos conquistados por um certo clube, eu disser, parafraseando o Domingos Paciência: "O caneco, dêem-no a quem quiserem, o melhor marcador foi o Lima".

 

Quanto ao resto, num País onde estar desempregado é uma oportunidade, que mais dizer?

 

PQP

26
Abr10

Pêquêpê era o nome-de-guerra utilizado por Pedro Queirós Pereira, nas suas andanças de piloto de ralis. Segundo consta, o actual Presidente do Conselho de Administração da Semapa foi um dos bons pilotos que existiram (e existem no nosso País).

 

A mim, dizia-me alguma coisa porque, na ânsia de pôr nomes de pilotos nas caricas que participavam nas sempre empolgantes corridas de caricas, que se faziam em ciricuitos sempre novos, traçados nas areias da Praia de Faro, recorri aos serviços de consultoria do meu Pai, que, na sua ignorância do que era a F1, me indicou os nomes que lhe eram familiares, e que eram pilotos de rali.

 

Entre outros, o Pêquêpê, o irmão (penso eu de que...!) Mêquêpê, o Santinho Mendes, os algarvios Carlos Fontaínhas e o Rogério Seromenho. Estes, concorriam nas areias, sem grandes espinhas, com o Jody Scheckter, com o Gilles Villeneuve, o Bruno Giacomelli, o James Hunt, o Clay Ragazzoni, e claro, o Alan Jones e o Carlos Reutmann, por vezes até os nós dos dedos sangrarem. E até ganhavam, dependendo do bom estado da carica...

 

Mas, o PQP a que me refiro não é este. Esta introdução é só para desanuviar um bocadinho, e porque não tive a coragem necessária para escarrapachar no título, de caras, "Puta que pariu".

 

O que até é pena, porque, de certeza que aumentava exponencialmente o número de visitantes do blog! A desilusão depois é que seria pior...

 

O PQP a que me refiro, não é outro senão o acrónimo de "Puta Que Pariu".

 

Convirá esclarecer de que, apesar de tudo, não se trata de um "puta que pariu" destinado a alguém em especial, senão seria o portuguesinho "vai para a puta que te pariu".

 

Não, este "puta que pariu" é de origem brasileira, e de acordo com o wikcionário, expressa susto, apreensão ou aflição.

 

E isto vem a propósito de quê? Vem porque "puta que pariu", foi o que me veio à cabeça quando soube que o Falcão não ia jogar contra o Benfica, por ter visto o quinto amarelo em Setúbal.

 

Puta que pariu, foi o que me ocorreu quando vi a jogada inacreditável que ditou a amostragem do quinto amarelo.

 

Puta que pariu, se o concorrente directo do Falcão pela bola de prata não podia ter sido expulso por jogadas piores, nas duas primeiras jornadas da Liga Pescada, e levado mais uns quantos amarelos, por jogar "pelos cotovelos".

 

Puta que pariu, como é que estará o Lionn, depois da entrada do Máxi Pereira, e quanto jogos ficará de fora o tipo a que o Carlos Martins partiu a perna?  

 

Puta que pariu, pelo azar que o FC Porto teve por o Djikinné não jogar. É que se jogasse, o árbitro podia, simplesmente não o expulsar, como no jogo da primeira volta, e escusava de prejudicar o FC Porto também no jogo com o Benfica.

 

Puta que pariu, que este árbitro continua a fazer de conta que arbitra à inglesa, e a deixar jogar, mas cada vez mais me convenço que, afinal de contas, ele não sabe mesmo é o que anda a fazer. A continuar assim, mais tarde ou mais cedo, ainda o voltam a deixar arbitrar jogos do Glorioso...

 

Puta que pariu, quando vi que o Benfica, com quinze minutos de jogo, ganhava já por um a zero.

 

Puta que pariu, quando percebi que o Cardozo é que tinha marcado o golo.

 

Puta que pariu, quando soube que o golo tinha sido de penálti.

 

Puta que pariu, quando me apercebi que o Olhanense estava a jogar, desde os dez minutos, com dez jogadores.

 

Puta que pariu, quando vi a jogada do penálti.

 

Puta que pariu, que não percebo nada disto. Então não era opinião generalizada entre os benfiquistas que o golo que lhes foi anulado no jogo contra o Nacional da Madeira, por este mesmo árbitro do jogo do FC Porto, por mão do Miguel Vítor, esparramado no chão, e que lhe valeu a erradicação dos jogos do Benfica, tinha sido uma vergonha?

 

Puta que pariu, se não há pelo menos um benfiquista, que ainda não se conseguiu esquecer da expulsão injusta (para ele!) do Djalma, num Marítimo x FC Porto, há quase dois anos, numa jogada deste género?

 

Puta que pariu, se na jogada em que o Castro pontapeia a bola contra o Aimar, a bola não lhe vai ao braço, como na jogada do Delson.

 

Puta que pariu, como é que o árbitro nem sequer tem dúvidas, em qualquer uma daquelas jogadas?

 

Puta que pariu, se o Cardozo não simulou atabalhoadamente um penálti no final do jogo (com direito a reclamação e tudo, mas muito comedida. Deve estar consciente de que não é grande actor!)? Não podia ter levado o segundo amarelo?

 

Puta que pariu, isto vai ser assim até ao fim, não vai?

 

Agora sim, apetece-me mandá-los, à portuguesa, para as putas que, desafortunadamente, os pariram...

 


Nota: Como diria o Octávio, "vocês sabem de quem é que eu estou a falar..."     

 

 

 

Vai uma aposta?

02
Out09

 

É para este fim-de-semana, e especialmente dedicado àqueles que já estão a mandar bocas ao Jorge Costa, por causa do próximo jogo Olhanense x FC Porto, fica aqui um desafio.

 

 

Tentem lá adivinhar:

 

A quantos minutos de jogo é que o Cardozo vai converter o penálti contra o Paços de Ferreira, na sequência de "falta" cometida sobre o Aimar?

 

A quantos minutos de jogo é que vai ser expulso o primeiro jogador do Paços de Ferreira? E o segundo?

 

Para mim, o penálti e a primeira expulsão vão ser aos 37 minutos de jogo. Até dá para imaginar a jogada: o Danielson espirra na área, o Aimar cai. É castigo máximo e vermelho directo, porque o argentino ia isolado para a baliza, em claro fora-de-jogo.

 

Mas isso não é para aqui chamado.

 

A segunda expulsão vai ser três minutos depois do golo do empate do Paços, que não entra nesta estória, por isso nem vou tentar adivinhar quando será.

 

 


Nota: Desculpem lá olhanenses, mas só espero que o Jorge Costa não se arme em Domingos!

 

 

Nem a Alanis fazia melhor...

23
Mar08

UEFA convidou Bruno Alves para mostar técnica defensiva

 


Bruno Alves foi convidado pela UEFA para demonstrar a sua técnica defensiva numa secção do site oficial daquele organismo na internet chamada Training Ground " ou "Campo de Treino" em português.

 

(…)

 

Bruno Alves, que foi totalista pelo FC Porto na Liga dos Campeões, cometendo apenas 17 faltas em 750 de jogo, foi escolhido pela UEFA - naturalmente indiferente às polémicas internas - para demonstrar a sua técnica defensiva naquela secção. As filmagens do contributo do central portista para a UEFA deverão decorrer durante os primeiros dias de Abril.

Fonte: O Jogo

 


Numa semana em que decorreu o peditório nacional, para que fosse aplicado ao Bruno Alves um processo disciplinar sumaríssimo, e certamente, o consequente castigo, como resultado da jogada com o Jorge Gonçalves, no jogo com o Leixões, logo haviam de vir os senhores da UEFA, com as parvoíces deles.

 

Sem dúvida que o rapaz, de vez em quando excede-se, e o convite vale o que vale, mas pronto, não será para qualquer mânfio .

 

Deve ter sido um valente baque, para todos aqueles que defendem que o Bruno Alves deveria ir para a rua "jogo sim, jogo sim", da Bwin Liga!

 

É que não for por mais nada, os números impressionam. 17 faltas cometidas em 750 minutos (sim, falta a indicação de "minutos" no texto acima), são 17 faltas em, qualquer coisa como, 8 jogos! Ou seja, mais ou menos 2 faltas por jogo!

 

Ele há estrelas em ascensão no panorama futebolístico português, na mesma posição, mas noutros clubes, que, vendo bem as coisas, não farão 750 faltas em 17 minutos, mas, entre as que são marcadas e as que os árbitros deixam passar em claro, as fariam, por certo, em 17 jogos. Se os jogassem...

 

Ora, como penso que a UEFA não terá convidado o homem, para ir dar uma lição sobre a melhor maneira de apanhar cartões amarelos, as faltas cometidas não devem ser, ainda por cima, faltas graves.

 

E agora? Será que o Pinto da Costa conseguiu endrominar os tipos da UEFA, ou comprou os árbitros daqueles 8 jogos, como faz em Portugal?

 

Ou será que o rapaz, que segundo dizem, até nem prima particularmente pela inteligência, joga de uma maneira em Portugal, e com os árbitros portugueses, e muda de forma de jogar, quando vai para a estranja?

 

Se for assim, pelo menos revela mais inteligência que o Óscar Cardozo , que faz uma asneirada em Portugal, e safa-se, e depois vai repetir a mesma brincadeira lá fora, e claro, vai para o olho da rua!

 

Será que os defensores de que o Bruno Alves nem devia entrar em campo (em Portugal, pelo menos!), já conseguem aceitar que o rapaz pode não ser um Humberto Coelho ou um Eurico, nem sequer um Ricardo Carvalho, mas que evoluiu bastante, e até joga à bola?

 

Não? Então, continuem em estado de negação, como têm estado nos últimos tempos, se isso vos consola!

 

O que, quanto a mim, não deixa de ser  interessante é que o Conselho de Disciplina que não aplicou o "sumaríssimo" ao Bruno Alves, foi o mesmo que também não o aplicou ao Cardozo , e a UEFA que convidou o Bruno Alves, foi a mesma, cujo órgão de disciplina castigou em três jogos, o Cardozo !

 

É irónico!