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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

És um mito, ó mano. Perdão, mitómano.

18
Ago15

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Jorge Jesus sabia que o perigo do CSKA, vinha do Musa, que tem jogado habitualmente como avançado-centro.

 

Mas também sabia, que hoje, como o Doumbia ia entrar na equipa, o Mussa iria alinhar à esquerda.

 

No entanto, fez alguma coisa em relação a isso? Foi o que se viu!

 

"O problema não é só nosso, é de todas as equipas que jogarem contra ele". Pois, com o mal dos outros...

 

Porém, "foi só na primeira parte", e ele sabia que ia ser assim. Por isso, para quê fazer alguma coisa? O João Pereira, e quem quer que jogue contra ele que se desenrasquem.

 

É o que qualquer grande equipa, ao nível da Champions, dotada de "grande criatividade individual e colectiva", faria.

 

Este gajo continua a ser um verdadeiro tratado de mitomania.

 

A Leste nada de novo

11
Mar11

A tradição, regada a JB ou a vodka, ainda é o que era, e o FC Porto trouxe na bagagem, da Rússia, sem amor, que o Love deve ter ficado por terras ex-soviéticas, a sua vitória habitual.

 

Antes de mais, e a bem da verdade, tenho que me penitenciar em relação àquilo que disse no artigo anterior. Na realidade, a este FC Porto não são união, espírito de grupo e determinação que fazem falta. Erro meu.

 

Com a personalidade que esta equipa revela, muito por força do miúdo que a orienta, basta-lhe ser igual a si própria para, nesta altura da temporada, levar água ao seu moinho.

 

Mesmo quando se torna necessário introduzir alterações, como nas trocas do Álvaro Pereira pelo Fucile, e deste pelo Sapunaru, ou quando elas são introduzidas voluntariamente, como nos casos do Guarín e do James, nas posições do Belluschi e do Varela.

 

Quando vi a equipa inicial não estranhei a entrada do James, tendo em conta as exibições apagadas do Varela, nos últimos tempos, mas admito que fiquei surpreendido pela inclusão do Guarín. Num terreno esquisito, e em princípio mais para o duro que o contrário, parecia-me a mim, que estou de fora, que para dar combate à maior familiariedade dos russos com o piso, a técnica seria uma boa arma, e daí a opção pelo Belluschi.

 

É verdade que este não jogou quase nada contra o Vitória de Guimarães, e que o colombiano, pelo que jogou merecia o prémio. Por outro lado, nunca tinha visto jogar o CSKA, ao contrário da nossa equipa técnica, e de facto, o frenesim russo justificava plenamente a chamada do Guarín, como ficou provado. Pena aquela inoportuna lesão.

 

Posso estar enganado, mas pareceu-me que aquela primeira parte do FC Porto teve algo mais do que mera incapacidade para fazer mais, como há uns quatro ou cinco jogos atrás. Deu-me a sensação que a lição táctica estava bem estudada, no sentido de aguentar aquela fúria cossaca, para depois ver em que parariam as modas.

 

O CSKA, ao contrário dos nossos últimos adversários, criou várias oportunidades de golo (três ou quatro)? É verdade. Mas também, e sem menosprezo algum, não estávamos propriamente a jogar contra os vimaranenses ou o Olhanense!

 

Acho que o FC Porto teve o jogo controlado, dentro daquilo que seria o hipotético “plano de jogo”. Fez o possível, tendo em conta as características do palco de jogo e do opositor, e quando a coisa deu para o torto, as tais oportunidades de golo, estava lá o Helton, que se lá está, não é para passear a braçadeira.

 

A forma como o Hulk e o James pegavam na bola e partiam para cima dos russos, não se via no Honda ou na grande vedeta deles, o tal Dzagoev, e a nossa reacção na segunda parte, de certa maneira, ainda mais me convenceu daquilo que disse atrás.

 

Aparentemente, o CSKA é conhecido pela alcunha de “Os Cavalos”, e caramba, que lhe fazem jus. E de que maneira. Muito correm aqueles indivíduos.

 

A dada altura dei por mim a pensar que, com aquela alcatifa, e com aquela espécie de hamsteres hiperactivos, a correr em alta rotação de um lado para o outro, se pusessem umas tabelas, tínhamos um jogo de futebol de salão, tamanho XXXL.

 

Esta equipa do CSKA, para além disso, tem valor. Mais uma vez apanhámos com um rival que se organiza em 4-4-2. E nós que estamos tão bem talhados para o 4-3-3…

 

Quatro defesas clássicos, dois médios, um mais defensivo, outro ofensivo, dois extremos abertos e dois avançados, praticamente em cunha.

 

Os quatro defesas e o trinco são, do ponto de vista táctico, os mais estáticos da equipa, o que quer que isso signifique para estes tipos. No entanto, sem que isso impeça que os laterais, mais o esquerdo que o direito, se dediquem de quando em vez, a longas cavalgadas pelas suas estepes.

 

Daí para a frente, os avançados, um abre nas laterais para receber a bola (o Doumbia) e o outro recua com mais frequência no terreno. Os extremos jogam à linha, mas entram para o centro inversamente ao lado por onde se desenvolve o ataque, e o médio mais ofensivo também se adianta para junto dos avançados.

 

Ou seja, quase um quinteto avançado à antiga, sempre em movimento, e com o Vágner Love, igual a si próprio, ainda que no seu íntimo deva querer parecer-se ao Romário. Contudo, o Romário foi o Romário, e o Vágner Love, ainda é o Vágner Love.

 

Uma palavrinha para o “sintético”, que de acordo com os comentários na rádio, não é de “última geração”. Não sei de que geração será, se será rasca ou à rasca, mas é isto que o Sporting quer para Alvalade?

 

Tenham juízo. Ainda vão ter que dispensar uns quantos jogadores, que ali corre-se a valer, e não se pára um segundo. Maniches, Pedros Mendes, Polgas? Tá bem, tá.

 

Para a segunda mão, e como acho que este CSKA está um bocadinho como o SC Braga no início da época, a correr demais para quem vai iniciar um campeonato, quiçá precisamente por efeito do “sintético”, vamos dar-lhes um tapete de relva fofinha, devida e previamente demolhada, para ver como é que eles reagem.

 

Além disso, convirá ter presente que na eliminatória anterior passámos perdendo por 0-1, em casa, como eles, e com uma vitória fora por 2-1.

 

A propósito de SC Braga, os meus parabéns ao Domingos e aos guerreiros do Minho. Ganhar ao Liverpool (como também já tinham feito ao Arsenal), ainda que possam ir de barco a seguir, não é para todos. Até há quem seja goleado!  

 

Só uma nota artística, que não daquelas do outro. O Álvaro Pereira devia pintar o cabelo de azul e fazer umas trancinhas. Aquela entrada do Love, sobre o Hulk, antes do golo do FC Porto, com o Howard Webb, era expulsão na certa.

 


Nota: Por acaso repararam que o símbolo do CSKA tem uma estrelinha, até vermelha, por sinal? As estrelas perseguem-nos ultimamente.

 

Falando nisso, grassa por aí uma tal nervoseira, que até já há quem tenha trazido à baila (outra vez!) o nome do Delane Vieira. Não tarda nada e está a Polícia Judiciária, a pedido da sua congénere belga, italiana ou do Cazaquistão, a fazer buscas na Torre das Antas, por causa dos negócios do Luciano d’ Onofrio. Esperem-lhe pela pancada!

Soyuz, malta!

10
Mar11

“RUSSIANS

 

In Europe and America, there's a growing feeling of hysteria

Conditioned to respond to all the threats

In the rhetorical speeches of the Soviets

Mr. Krushchev said we will bury you

I don't subscribe to this point of view

It would be such an ignorant thing to do

If the Russians love their children too


How can I save my little boy from Oppenheimer's deadly toy

There is no monopoly in common sense

On either side of the political fence

We share the same biology

Regardless of ideology

Believe me when I say to you

I hope the Russians love their children too


There is no historical precedent

To put the words in the mouth of the President

There's no such thing as a winnable war

It's a lie that we don't believe anymore

Mr. Reagan says we will protect you

I don't subscribe to this point of view

Believe me when I say to you

I hope the Russians love their children too


We share the same biology

Regardless of ideology

What might save us, me, and you

Is that the Russians love their children too”

 

(Sting, 1985)

 

 

Em 1985, Sting, que deixara os The Police, lançava-se a solo com o álbum “The Dream of The Blue Turtles” (“O Sonho das Tartarugas Azuis”, tinha de haver algo de azul por aqui!), que incluía o tema “Russians”.

 

Estava-se de saída da Guerra Fria, e de entrada na Guerra das Estrelas, e não era a do George Lucas, nem as estrelas em causa davam azo a grandes leituras.

 

No mesmo ano, Elton John dava ao Mundo esse hino da azeiterice que foi a “Nikita”, e dois anos mais tarde Billy Joel e os UB40 viajavam até à Rússia, onde gravaram discos ao vivo.

 

Do primeiro ficou a versão de “Back in the USSR”, dos Beatles, e dos segundos o álbum “Live in Moscow”, onde constava, por coincidência ou não, o “Rat in the Kitchen”.

 

Muito antes disso, e nem a Lady Gaga sonhava ainda com o seu “Ra, ra; ra, ra, ra”, em finais dos anos 70, os Boney M cantavam “Ra, ra, Rasputine, greatest russian love machine”.

 

Entretanto, a perestroyka e a glasnost, não só deitaram abaixo o Muro de Berlim, como parece que varreram a inspiração para novas canções.

 

 

 

 

Os sovkhozes e os kolkhozes, que se estudavam em Geografia, foram substituídos pelas Gazprom e Sibnefts, e aos estudantes angolanos e de outros Países, politicamente ligados à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que davam um toque paradoxal de exotismo, juntaram-se agora os jogadores de futebol brasileiros, como o Vágner Love.

 

Na vizinha ex-república soviética Ucrânia, o Shakhtar Donetsk, nosso velho conhecido da caminhada para o título europeu de 87, com o seu contingente de brasileiros, acabou de bater inapelavelmente e bater a Roma por 6-2 (vitórias por 3-2, fora, e 3-0, em casa).

 

Cuidado com eles.

 

“Soyuz”. Para além de ter sido um programa e uma nave espacial soviéticos, significa “união”.

 

É isso que vai ser preciso hoje. Soyuz, espírito de sacrifício e determinação, é o que nós, que vamos ficar confortavelmente sentados no quentinho dos sofás, vos pedimos rapazes.

 

E no final da partida, e só no final, não se esqueçam de fazer o tradicional brinde com vodka. E de partir o copo, claro está.

 

Que os defesas russos fiquem com tantas dores nos rins, como as que a vodka provoca nas costas. Daqueles que cavaram as batatas para a produzir.

 

Zdorovʹya!

 


 

Nota: Bolas! Dêem-me um casaco ao Rolando, que o gajo ainda se constipa!