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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

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Dez10

Trigésimo quinto jogo consecutivo sem saber o que é a derrota. Oitavo na Liga Europa, com sete vitórias e um empate. É obra. 

 

 

Desta vez contra o CSKA de Sófia, de que me recordo a dar luta ao Farense, em jogos particulares, nos tempos do “sinhor” Hristo Mladenov, e, salvo erro, ao Belenenses, já em jogos para as competições europeias.

 

Foi uma equipa simpática este CSKA, mas nada de especial. Um guarda-redes, M’Bolhi, com pinta e que gostava de rever, e dois defesas, o lateral-direito, Stoyanov, enquanto durou, e apesar de ter tido que se haver com o melhor Walter, até à data, e o central Vidanov, apesar do penálti, e mais uma ou outra falta em zonas de perigo iminente. 

 

Ficou provado que Michel Platini, ainda se escreve só com um “n”, em Platini, porque aquele que lá andou, com dois, não era nada de especial. O outro brasileiro, Marquinhos, resmunguice e pouco mais. A dar a ideia de querer ser o herói da companhia, porém, claramente fora do seu elemento.

 

 

     

Do FC Porto, e por ordem decrescente das minhas preferências, uns breves apontamentos sobre alguns dos artistas de ontem:  

 

Falcao. Até pode ter falhado mais um penálti, até pode não ter conseguido aquele pontapé de bicicleta, mas cada vez que toca na bola, nota-se a diferença. É jogador e avançado até mais não. Excelente. 

 

Fucile e Álvaro Pereira. Em dia sim, sim, vale a pena ter lá este Fucile. Correu, jogou, e até foi ao meio dobrar os centrais (ou, pelo menos, tentou, como no golo búlgaro). 

 

Do Álvaro, bem-vindo. 

 

Walter. Afinal parece que é jogador. Mesmo descaído para a esquerda, fez do melhor que lhe vi até agora. Para quem não se mete em grandes correrias, aquele apontamento final foi uma maldade para os coitados dos búlgaros.

  

Otamendi e James. Mais um golo do argentino. A estatura e a postura em campo fazem-me lembrar os italianos Ferri e Cannavarro, e o Córdoba. Bom sinal. 

 

O puto tem pinta e não se fica. É intermitente, mas quando pega na bola, vê-se que fá-lo com a propósito.  

 

Helton e Belluschi. Cumpriram. O Helton jogou duas ou três vezes a líbero, e escusava era de ter largado aquela bola aos pés do avançado contrário. 

 

Ruben Micael. Que sabe jogar à bola, já nós sabemos. Agora, falta-lhe ritmo. Se não tivesse na equipa um João Moutinho, talvez não se notasse, mas assim… O seu habitat natural é nas proximidades da área. Mais para trás e principalmente, a fazer o vaivém, é que a porca torce o rabo. 

 

Maicon e Souza. Os piores. Do Maicon, que dizer? Estimo as melhoras. 

 

O Souza mostrou claramente, mais uma vez, que não é trinco. Mas também não é um “box-to-box”. O que é que raio é que este gajo é? Em que posição é que jogava no Brasil? Será que o Vascão jogava com aquela táctica do Parreira, dos dois volantes, em que um fica e o outro sobe, mas pouco? Não se percebe. 

 

João Moutinho. No pouco tempo que jogou, demonstrou qual é a diferença entre um bom jogador, o Ruben Micael, e um grande jogador, o próprio. 

 

Hulk. Venham lá os jogos a sério, que assim até chateia. 

 

Resumindo, uma boa primeira parte, e uma segunda que fez por não desmerecer da primeira. 

 

Com o James, que tanto joga à linha (lateral), como entra pelo meio, e o Walter, ensaiou-se um sistema alternativo aos extremos abertos nas alas, que pode dar jeito para quando a inspiração faltar ou quando nos conseguirem manietar (podem sempre tentar, não é?!) os flancos. 

 

Implica é, para aprofundar o jogo até à linha final (se for necessário…), um maior recurso aos defesas-laterais, e consequentemente, mais compensações defensivas dos médios, se as equipas forem um bocadinho melhores que este CSKA. A rever. 

 

Uma preocupação. Para mim, a dupla de centrais de ontem seria a ideal, o que me deixou preocupado. O Otamendi, talvez por força da posição em que joga na selecção Argentina, tem tendência para abrir na direita. 

 

O Maicon, para compensar as subidas do Palito, descai com frequência para a esquerda. Com um trinco menos posicional, menos pivot defensivo, abre-se uma clareira ao meio, como se viu no lance do golo búlgaro. 

 

Falhada a intercepção pelo Maicon (o que é que ele não falhou ontem?), o Otamendi não estava lá, e foi o Fucile, quem tentou, infelizmente, sem êxito dessa vez, dobrá-los. O próprio Helton, também fez de líbero umas quantas vezes. 

 

Contra o CSKA, deu no que deu, e foi numa reposição de bola do guarda-redes. Com equipas rápidas na transição defesa-ataque, após nossa perda da posse da bola, pode ser problemático. 

 

Enfim, a fase de aquecimento da Liga Europa acabou. Estamos bem, e recomendamo-nos, venham de lá os segundos classificados, para passarmos de seguida aos frustrados.