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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Ele há coisas

13
Jan12

 

 

Ainda ontem, tomou posse como 6.º presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o candidato proposto pelo Marítimo, e hoje, quando vejo a lista das nomeações de árbitros para a última jornada da primeira volta, e quem é que calha(ou) ao FC Porto?

 

O madeirense Marco Ferreira. Puxo dos meus arquivos, e que constato?

 

Que o Marco Ferreira está em alta esta época, pressente-se. Este é já o quinto jogo que faz envolvendo os quatro primeiros classificados da época anterior.

 

Esteve no Dragão, no nosso embate contra o Vitória de Setúbal, no União de Leiria x SC Braga e no SC Braga x Paços de Ferreira, e ainda na Cesta do Pão, aquando lá se deslocou o Olhanense.

 

Ou seja, recuando ainda mais um pouco, já arbitrou tantos jogos entre aquelas equipas, quantos os que dirigiu na ápoca transacta. Teremos um internacional madeirense na calha?

 

Curiosamente, só não lhe tocam jogos do Sporting. Será que o Rui Gomes da Silva sabe porquê?   

 

Para os dois jogos dos rivais lisboetas, dois árbitros alfacinhas. O João Capela, na Pedreira, na recepção do SC Braga ao Sporting, e o tenrinho, como convém, Hélder Malheiro, que se estreia na Cesta do Pão, onde jogarão os sadinos.

 

Começando pelo último. Para quê obstar ao inevitável? Um jogo de campo inclinado, um adversário que não costuma levantar muitos problemas naquele palco, e um árbitro que tem a apadrinha-lo na estreia na categoria e na época, logo o mais grande do Mundo dos arredores de Carnide. Uma espécie de Bruno Esteves no jogo com o Paços de Ferreira na época passada. É preciso pedir mais?

 

João Capela empata com o Marco Ferreira no número de jogos dirigidos nesta temporada entre aquelas equipas - cinco, e são os que lideram a lista de presenças.

 

Vai ser o seu terceiro jogo com o Sporting. O primeiro foi na recepção dos verdes e brancos ao Gil Vicente e o segundo, foi na deslocação daquele à Cesta do Pão.

 

Com o SC Braga, vai ser a primeira vez. Para além destes jogos, esteve também nas nossas deslocações a Leiria e a de má memória, a Olhão.

 

Já agora, e porque falei nisso logo no início, diz-se por aí que o novo presidente da Liga, Mário Figueiredo, terá derrotado o candidato apoiado pelos grandes, António Laranjo.

 

Estranho. Pelo que se diz na notícia linkada, Mário Figueiredo é genro de Carlos Pereira, o homem dos guardanapos, que comprovadamente, se dá bem com o recreativo de Carnide.

 

Por outro lado, o homem é parceiro na sociedade que integra também o advogado do nosso presidente, Gil Moreira dos Santos, e ainda o administrador da FC Porto SAD, Adelino Caldeira.         

  

Se, como parece razoável, os laços familiares prevalecerem sobre as afinidades profissionais, se é que estas existem, parece que há por aí quem tenha apostado em dois cavalos.

 

…ou feito as coisas por outro lado, como de costume!

Coisas que fascinam: O maravilhoso mundo dos totós

25
Mar11

Quando, um belo Domingo há hora de almoço, li na capa do “Record” do meu sogro, que:

 

“O Sporting é um clube de totós”

 

 

 

Pensei que fosse um comentário do Rei Juliano, do “Madagáscar”

 

 

Depois, acabei por me aperceber que não. Afinal que tal veemente afirmação tinha sido proferida por alguém irresponsável, insindicável e inamovível: o candidato à presidência do clube, Juiz Abrantes Mendes.

 

Entretanto, praticamente todos os candidatos a presidente têm o seu candidato a treinador:

 

- Dias Ferreira – Frank Rijkaard;

- Bruno Carvalho – Marco Van Basten;

- Pedro Baltazar – Zico;

- Abrantes Mendes – Dunga;

- Godinho Lopes – primeiro pensou em Scolari, agora parece que vai mais pelo Domingos.

 

Garantidos, garantidos, estão dois brasileiros e dois holandeses. Na corda bamba, um brasileiro, difensor duis seus mininos portugueis, e um português.

 

Estes nomes de alto gabarito, e o gabarito, normalmente mede-se em notas, cheques ou chorudas transferências bancárias, prontos para embarcarem num clube que, como diz o outro, “não está morto, está é mal enterrado”, fazem-me um bocado de confusão.

 

Mas o que me faz ainda mais confusão é, como é que alguém no seu (possível) perfeito juízo, se lembra do Scolari para um clube de totós?

 

 

Num clube de totós, para treinador ideal só há uma hipótese…

 

 

 

Tá mai que visto! …e até pode acumular com a presidência, que não faz grande diferença!

 

 

Por Belenos e por Toutatis!

19
Out10

"Com os actuais estatutos e o peso que as associações têm, será difícil. Se pensarmos onde estavam os principais líderes das associações, estavam na Islândia a ver o jogo de Portugal. Isso quer dizer algo importante e tudo indica para uma recandidatura de Gilberto Madail.

(…)
Quem quer ser presidente da Federação, não é só porque lhe apetece. Se dependesse da opinião pública a história seria outra. Mas quem quiser ser presidente tem que saber que vai vencer. Com os actuais estatutos, o futebol contínua na ilegalidade e só perante um cenário de mudança neste aspecto é que as coisas poderão ficar mais clarificadas."

 

Depois de ler estas declarações recentes de Vítor Baía, n’"A Bola", a minha mente vagueou para o “Astérix na Córsega”, da dupla Goscinny e Uderzo.

 

Apesar de simétricos no seu desenrolar, os processos eleitorais corso e para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) são, como podem ver, impressionantemente semelhantes.

 

 

 

 

Os corsos põem os votos nas urnas, deitam-nas ao mar, sem as abrir, e o mais forte é “eleito” Chefe.

 

Na FPF, tendo em conta os “preliminares” que vão sendo do conhecimento público (e só estes) – viagens à Islândia, jantares e por aí fora – primeiro congregam-se os apoios e fica-se a saber quem ganha as eleições, e depois (finalmente!), vota-se.

 

Ou seja, às malvas com a democracia e a liberdade de escolha. As urnas, que em princípio, seriam por excelência o local de decisão, não passam em ambos os casos de um belo adorno decorativo, ou, no caso da Córsega, de poluição marítima.

 

Bem visto Vítor Baía. Assim não vale a pena. Palhaçada por palhaçada, mais vale ir lá o Fernando Seara, que nesse capítulo, joga em casa.

 

Como diria o Astérix:

 

“Por Belenos e por Toutatis, são doidos estes lusitanos!”


Nota: Não obstante, há que reconhecer que as “potenciais” candidaturas de Vítor Baía e Fernando Seara seriam/são bastante diferentes nos seus pressupostos de base.

 

 

Para este último, independentemente de se decidir a avançar ou não, uma candidatura destas, visa com certeza, mais do que um objectivo. Ou quem a patrocina não tivesse por hábito movimentar-se “por outro lado”, em vários tabuleiros.

 

 

Antes de mais, tenho para mim que a candidatura de Seara se integra na estratégia global de descredibilização do futebol português, seguida por quem faz disso álibi recorrente para quando as coisas não lhe correm de feição.

 

 

É mais uma candidatura de “uma pessoa seríssima e consensual” (e independente, acrescento eu), que tem em vista a regeneração deste nosso pobre futebol, a bem da verdade desportiva.

 

 

Se for bem sucedida, temos verdade desportiva. Se não, então é a vitória de todos os sistemas e mais alguns, dos que não têm vergonha, e dos que estão interessados na manutenção do actual status quo.

 

Por outras palavras, se ganharem, ganham, e se perderem, ganham capital de queixa, para continuarem como se tem visto até aqui, na política do quanto pior melhor. Bem hajam!

 

De um outro ponto de vista, quanto mais longe for a candidatura de Fernando Seara, e quanto mais comichão causar a Gilberto Madaíl, melhor.

 

Para quem estrategicamente “os lugares na Liga são mais importantes do que contratar bons jogadores”, quanto mais apertado estiver Madaíl, maiores probabilidades terá de colocar os seus peões de brega.

 

Basicamente é o mesmo tipo de jogada utilizado na negociação com a Sportv, com a entrada em cena da BenficaTv. Não são de facto muito imaginativos.

 

Tacticamente não revelam grande riqueza, mas lá está, é dos livros, e não é mais do que a aplicação do velhinho “em equipa que ganha, não se mexe”. Em táctica vencedora também não.

 

Resta saber é até que ponto esta será vencedora. Duas Ligas já rendeu, mas mais do que isso, a ver vamos…

 

Quanto ao Vítor Baía, deve ter aprendido que dar a cara e boa vontade, não chegam para este tipo de cavalarias, e se pensou que sim, então muito anjolas terá sido.

 

Razão tinha o Figo quando disse que só se quisesse ter chatices é que voltava para Portugal.