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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Auxiliares de memória, precisam-se

26
Nov14

Corria o ano de 1981, e em 1 de Março, o FC Porto veio a Faro defrontar o SC Farense para a Taça de Portugal.

 

O jogo saldou-se por uma vitória azul e branca, com o Sousa a ser o autor de ambos os golos.

 

Ao intervalo, um pai sportinguista mexeu os seus cordelinhos, e conseguiu infiltrar o filho portista, vá-se lá saber como e porquê, (que a mãe também é sportinguista!) no pátio de acesso aos balneários do velhinho Estádio de São Luís.

 

E foi ali, a acenar envergonhadamente com um bloquinho de notasaos jogadores que iam passando, para que o assinassem, que resolveu a dúvida existencial do primeiro embate entre aqueles dois clubes a que assistiu.

 

Trinta e três anos depois, quase trinta e quatro, no rescaldo de um recente repasto em família, enquanto procurava um antigo jogo de xadrez para os filhos, outra vez feito miúdo, deu de caras com um bloco de notas, feito por si na aula de Trabalhos Manuais, que detestava.

 

De dentro do bloco, saltaram as duas folhinhas abaixo reproduzidas.

 

Autografos.jpg

 

Algumas das assinaturas são perfeitamente identificáveis. Duda, Frasco, Freitas, Fernando, um defesa-central barbudo, que viera do SC Braga, o Albertino, hoje pintor.

 

Mas a que resta, por mais que me esforce, não consigo identificar. Não sei se será do Sousa, o herói desse jogo.

 

Será que alguém com boa memória e acuidade visual me consegue ajudar?

 

Nota: Ainda não vi o jogo de ontem, todo. Mas gravei-o, e conto vê-lo logo, por isso, hoje apeteceu-me encher chouriços com esta manobra de diversão.

 

Nota da nota: Prometo que, quando lá chegar, vou festejar o golo do Herrera, como se fosse um momento único e irrepetível!

Porque ainda estamos a ressacar da noite dos Óscares

26
Fev13

Aproveitando o balanço da cerimónia de entrega dos Óscares, o Superstars, no SapoKids, aproveitou para fazer um apanhado dos mais famosos Óscares do desporto.

 

A maior parte não os conheço, e o mais famoso deles todos, dizem eles, como não poderia deixar de ser, não é outro senão o famosíssimo Óscar “Tacuara” Cardozo.

 

Se não fosse porquê, até dizia que teria sido um trabalhinho encomendado por alguém, para fazer mais um bocadinho de publicidade a este gajo.

 

Pois bem, o meu Óscar mais famoso é outro.

 

 

Ou seja, este que aqui vemos envergando uma camisola que pede meças aos mais elegantes vestidos da noite da entrega dos ditos, de tão bonita que é.

 

Óscar Vicente Martins Duarte. O Óscar que vestiu as nossas cores apenas uma temporada, em 1978/1979.

 

Não vou falar da sua carreira, até porque a idade, apesar de tudo, não mo permite.

 

Nas minhas primeiras reminiscências do Óscar, vejo-o com aquela camisola esquisita, aos quadrados, vestida. Talvez num cromo do José pargana, na colecção “O Planeta da Bola”.

 

 

Depois disso, lembro-me perfeitamente dele na Académica, nos tempos do Eldon e do Nicolau. E também andava por lá um tipo obtuso, de nome Álvaro, que consta que tinha seis dedos.

 

Um belo dia, aparece no Farense (o Óscar, o outro, o tal Álvaro, acabou num sítio esconso, lá para os lados da capital).

 

 

Aí sim, pude presenciar quem era o Óscar. Na altura o titular na ala direita era o José Rachão, que se lesionou. O Óscar entrou na equipa, e nunca mais saiu.

 

Era vê-lo com a sua barba à anos setenta a voar acima e abaixo, junto à linha lateral, numa cadência impressionante, para depois concluir as jogadas com centros muito razoavelmente medidos para os avançados.

 

No entanto, a sua verdadeira imagem de marca eram as meias em baixo. A partir de certo ponto as caneleiras atrapalhavam, e lá ia ele, à Manfred Kaltz.

 

Muito sinceramente não me recordo de nada de muito memorável que o tenha visto fazer. Esteve em alguns bons momentos do Farense, como na tão desejada subida de Divisão.

 

Porém, nunca sairá da minha memória por um simples motivo. Fez parte do meio-campo mais cacofónico que alguma vez vi jogar: Óscar-Alhinho-Mário Ventura e Skoda!

 

Porque os Óscares, os do cinema, leia-se, estão na ordem do dia, não vi o “Argo”, nem o “Lincoln”. Nestes tempos conturbados em que vivemos, soam-me a mais umas daquelas exaltações da americanice, que volta e meia por aí dão à costa.

 

Ainda que o primeiro tenha sido o mais premiado, e que o Daniel Day-Lewis, tenha estado excelente no outro, caso ainda não tenham visto, permito-me sugerir que não percam o “Guia para um Final Feliz”.

 

E garanto que não é apenas por causa da Jennifer Lawrence, que, por sinal, até foi considerada a melhor actriz.

 

 

 

Mas preparem-se, a equipa (de futebol americano) favorita dos gajos chama-se Eagles, e veste de verde!

 

Uma espécie de melancias lá do sítio…

Sobre cadeirões e rabos

23
Mai12

Como todos pudemos constatar, fruto da ampla divulgação, que com o devido espavento, foi feita sobre a situação, dos oito semi-finalistas da Liga dos Campeões e da Liga Europa, cinco eram espanhóis.

 

Um tão elevado número de equipas, todas elas oriundas da mesma Liga, quererá dizer alguma coisa sobre a valia da competição em causa.

 

Ainda que dessas cinco equipas só duas tenham efectivamente almejado atingir a final, e para cúmulo, a da competição residual ou dos pobrezinhos, como se queira chamar, a Liga Europa.

 

Se tal era perfeitamente previsível, encontrando-se três equipas espanholas em competição, já na Champions, ter como finalistas o Chelsea e o Bayern de Munique, terá sido, para muitos, e para mim, inclusivamente, uma surpresa.

 

Mais surpreendente ainda, que o campeão europeu acabou por ser o Chelsea, sexto classificado da Premier League. Pior do que os “blues” a nível interno, só o Athletic de Bilbao, finalista vencido da Liga Europa, que terminou em 10.º lugar na Liga BBVA.

 

 

 

 

 

O seu adversário na final, o campeão da Liga Europa, Atlético de Madrid, foi 5.º classificado, e o finalista derrotado da Champions, o Bayern de Munique, foi a equipa que concluiu a competição interna melhor posicionado, 2.º lugar.

 

 

Pelo caminho, nas meias-finais, ficaram os primeiros, segundos e terceiros classificados em Espanha, e o quarto na caseira Liga Zon Sagres.

 

Na Liga dos Campeões, dos quatro semi-finalistas, os germânicos foram únicos que disputaram a última eliminatória com a sua situação interna resolvida, dando-se até ao luxo, de descansar jogadores na Bundesliga, a pensar no confronto da segunda mão com o Real Madrid.

 

O Chelsea, nunca perderia a posição em que estava no campeonato. Quanto muito poderia alcançar o quinto ou, com muita sorte, o quarto lugar.

 

Barcelona e Real Madrid, não só estavam em plena disputa do primeiro lugar na liga espanhola, como, para cúmulo, se defrontaram entre as duas mãos da semi-final.

 

Tudo isto para concluir o quê? Muito francamente nada de especial. Apenas para recordar algo que ouvi pela primeira vez ao Artur Jorge, numa entrevista sobre a conquista da Taça dos Campeões de 1987. Qualquer coisa como:

 

“Não tínhamos rabo para dois cadeirões daquele tamanho. O campeonato português estava perdido, por isso apostámos tudo na Taça dos Campeões”.

 

Aparentemente, quem primeiro havia proferido tal frase teria sido Bella Guttman, depois de se sagrar campeão europeu nos anos sessenta, e perder o campeonato português para o Sporting.

 

É interessante que no futebol, que tanto evoluiu nos seus aspectos físico-tácticos, da década de sessenta até aos nossos dias, algumas realidades permaneçam quase imutáveis, como que a querer provar à saciedade que ainda é um desporto praticado por seres humanos, e que a capacidade destes tem limites.

 

Há alguns que se esquecem disso, e depois vêm lamentar-se dos ovos que colocam a mais de um lado, deixando por isso, de os pôr no outro. Mas esses, ao mesmo tempo que, em inesperados rasgos de algo que se assemelha a inteligência, chegam a essa brilhante conclusão, logo num ápice deitam por terra as expectativas de encontrar vida inteligente no seu cérebro (ou verticalidade, na coluna, dita vertical), e caem no discurso do costume: “Os árbitros, os árbitros, os árbitros…”.

 

O último jogo do FC Porto do Artur Jorge antes de partir para Viena, e se tornar campeão europeu, pela primeira vez, foi contra o “meu” Sporting Clube Farense. Completam-se amanhã 25 anos.

  

Por interdição do velhinho São Luís (Não me lembro do motivo. Ainda pensei que tivesse sido por causa da garrafa de água na cabeça do baixinho Sepa Santos, mas isso afinal, foi na temporada seguinte), a partida foi disputada em Portimão.

 

Como naqueles tempos não podia deixar de ser, estive lá. Foi ver o Algarve, quase sempre desunido, uno do Sotavento ao Barlavento, mais do que a puxar pelo Farense, contra o FC Porto. O Algarve, salvo seja, antes, os adeptos dos clubes da capital.

 

 

O Farense ganhou por 1-0, com um golo do saudoso Paco Fortes, a um FC Porto, fraquinho, e com a cabeça já em Viena.

 

Um futuro campeão europeu sem o capitão João Pinto, sem o Celso, o Jaime Magalhães, o André, o Madjer e o Futre, que viriam a ser, todos eles, titulares contra o Bayern de Munique.

 

Foi um jogo fraquinho, com o Farense a apostar num futebol de contenção, com três trincos (Pires, Pereirinha – pai do actual jogador do Sporting, e o Orlando), e o FC Porto em contenção de esforços.

 

Sinceramente, não liguei muito às incidências da partida, tal a profusão e a violência dos muitos urros e apupos oriundos das bancadas. Recordo-me de pensar qualquer coisa como: “Ai, ai, espero que em Viena seja a sério, se não, grande baile vamos levar!”

 

Enganei-me. E enganei-me redondamente, como se comprovou três dias depois. E ainda bem.

 

Lembro-me de ficar impressionado com um jogador – o Walter Casagrande. Como é que aquele tipo, de ar (ar?!) ganzado e pernas de bailarina chegou ao escrete? Enfim, o Waldir Peres e o Serginho, também lá foram, não é?

 

Esta filosofia dos rabos e dos cadeirões também ajuda a explicar, em parte, a nossa época, que findou.

 

Uma vez conquistada a Supertaça, também, mal seria se o não fosse, o objectivo prioritário passou a ser a Liga. Concentrámo-nos nela com todas as nossas forças, e conquistámo-la. Os outros, andaram por aí a espalhar ovos, e depois queixam-se.

 

Tudo isto, uma vez mais, não é nada de novo, mas permitam-me concluir, enaltecendo o FC Porto do André Villas Boas, e o próprio André, pois não há dúvida que, nos últimos tempos, foi a equipa com o maior traseiro que vi.

 

 

 

 


Nota: Nos últimos dois textos utilizei nos títulos as palavras “cú” e “rabo”. Isto começa a parecer uma fixação. Em textos futuros, vou tentar dedicar-me a outras extremidades do corpo humano.

 

Nota2: Falando nisso, hoje há a negra da final da Liga de basquetebol (que se joga com as mãos, como sabem) no Dragão Caixa. Para quem não vai poder lá ir (como eu), é às 20:30, com transmissão em directo pelo Porto Canal.

Não há Mal que dure cem anos

18
Out10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nem sequer o Big Mal. Faleceu Malcolm Allison. Cá por estas bandas ficou conhecido por ter treinado aquela que, para alguns, é actualmente a nossa sucursal de Lisboa, o Sporting.

 

Não era, nem por sombras, um Sir, como o Bobby Robson. Nem lá andava perto. Parecia mais um daqueles ingleses castiços que vêm para Albufeira, para o golfe e as nights regadas de whisky, com música de fundo da Bonnie Tyler a bombar.

 

No entanto, quanto a mim foi o último treinador que conseguiu ser campeão no Sporting, enquanto este ainda era um grande clube. Convirá não esquecer que foi o último campeão em Alvalade antes dos dezoito anos de jejum, interrompidos pelo Augusto Inácio e pelos cotovelos do Acosta, a que se seguiu, duas épocas depois, o campeonato do guaraná, perdão, do Jardel, com a modesta colaboração do Boloni.

 

Como disse, aquando da sua passagem pelo Sporting, ainda este era uma grande equipa, que lutava taco-a-taco pelos títulos das competições que disputava, e ganhava jogos por 3-0, com os golos todos marcados em penáltis sobre o Manuel Fernandes e o Jordão. Daí para cá, aprimorou-se em segundos lugares (com acesso à Champions), e mesmo isso já vai sendo difícil.

 

Ganhou ainda, salvo erro, por 4-1, aquela final da Taça de Portugal, contra o Sporting de Braga, em que o Quinito para o Estádio Nacional de Oeiras de fato, gravata e florzinha na lapela. Muito lhe serviu!

 

Recordo ainda a sua estadia mais tarde no Vitória sadino, onde a dada altura reencontrou Manuel Fernandes e Jordão, já bem entrados nos trintas, e onde, com a ajuda do heterodoxo Roger Spry (este sim, passou pelo FC Porto!), pôs aquela equipa a jogar como nunca mais se viu.

 

Eram os tempos dos treinos inspirados nos métodos dos comandos de Sua Majestade, da música, e das caras com pintadas e dos gritos de guerra. Esquisito? Pois sim. O que é certo, é que deu resultado.

 

Depois, recordo a sua efémera passagem por um Farense moribundo, que não conseguiu salvar. Uma vitória em três meses e caminho aberto para a saída, dele e do Presidente Fernando Barata, culminando com a ascensão de Paco Fortes a treinador, e a entrada de António Boronha para Presidente.

 

No Farense, como o meu cunhado e Boronha me recordaram, teve o seu apogeu no jogo decisivo da época contra o Sporting de Braga, em que se lembrou de colocar o central Luisão, a jogar a avançado-centro. Precisávamos ganhar…e perdemos.

 

Para mim, mais do que isso, aquilo que mais me marcou foi, logo após a sua chegada, a “transformação” do Fernando Cruz, precisamente de avançado-centro em trinco.

 

Para os que não se lembram, o Fernando Cruz era um avançado, que começou a sua carreira em Setúbal, e que, sendo alto e franzino, costumava descair mais para as laterais. Ficou famoso por um golo marcado num jogo contra o FC Porto, que, juntamente com outro (ou outros!?) do seu colega, um brasileiro pequenino, de nome Da Silva, contribuíram para o empate, se não me engano 3-3, nesse jogo.

 

Andou pelo Sporting nos anos pós-Manuel Fernandes e Jordão, e, quando chegou ao Farense, estava feito um guarda-fato, alto e espadaúdo, que onde encostava, era dele, mas que, pronto, em termos técnicos, a bola atrapalhava um bocadinho.

 

A primeira coisa que o bom do Allison fez quando o viu, foi pô-lo a jogar a trinco, e era confrangedor!

 

Ver um tipo a jogar naquela posição, que cada vez que tentava levantar uma perna para dominar uma bola a saltitar a meio-do-campo, dava a impressão que entravámos numa qualquer twilight zone, e a velocidade do jogo passava para slow-motion, era aflitivo.

 

Só mesmo com muito whisky no bucho. E o resultado foi o que se viu.

 

Dito isto, podia ter passado sem conhecer o colorido que o bom do Big Mal trouxe ao nosso futebol? Podia…mas não era a mesma coisa.

 

Que descanse, mas quase de certeza que não será em Paz! 

 

Eu tenho dois amores*

31
Mai10

 

Do esforço se faz a vitória,
que no tempo nos trará saudade,
duma página bela de história,
escrita p’la nossa vontade.

 
Com os olhos postos no futuro,
e a grandeza que o sonho nos traz,
mostraremos ao mundo as façanhas,
de que a gente de Faro é capaz.

 

Cantaremos todos numa voz,
à vitória Farense, à vitória,
içaremos a tua bandeira,
brindaremos em tua memória,
e para as gerações do futuro,
à vitória Farense, à vitória,
nunca mais murchará a semente,
do arrojo, da fama e da glória

 

Cantaremos todos numa voz,
à vitória Farense, à vitória,
içaremos a tua bandeira,
brindaremos em tua memória,
e para as gerações do futuro,
à vitória Farense, à vitória,
nunca mais murchará a semente,
do arrojo, da fama e da glória

 

 

Para que não restem dúvidas: sou portista. Embora nado e criado em Faro, clubisticamente, fui portista antes de ter noção real da existência do Sporting Clube Farense, enquanto clube de futebol.

 

Isto, apesar de no meu prédio morar um jogador do Farense, o Almeida, que, curiosamente também jogara no FC Porto, e que, por uma coincidência com que naqueles tempos eu nem sonhava, era pai de dois gémeos.

 

O Farense é o clube da minha terra, o único pelo qual joguei oficialmente (uma carreira brilhante no basquetebol, que o quase nenhum jeito não deixou ir mais além...), e o único do qual fui sócio, por isso, não deixa de ser também o meu clube.

 

É bem certo que temos andado algo desencontrados. Praticamente desde o advento da SAD que deixei de assistir a jogos no São Luís, parecia que adivinhava o que aí vinha a seguir...

 

Nem sei se ainda serei sócio, mas era o mil e qualquer coisa. Um dia, ainda hei-de confirmar. 

 

Para aqueles que estarão a pensar: "e como é que era quando o Farense jogava com o FC Porto", respondo: era complicado. Os jogos do FC Porto em Faro eram sempre quentes. E não estou a falar do clima algarvio!

 

A primeira vez que vi o FC Porto em Faro, foi num jogo para a Taça de Portugal, em que o Farense perdeu por 0-2.

 

Mas, foi um jogo especial. No Farense jogou a central o Viramilho (oficialmente, Virgílio), um filho do Alto Rodes, que raramente jogava, e no intervalo, o meu Pai, com umas "palmadinhas nas costas" e uns "favorzinhos", acompanhados de uns quantos "vá lá, senão o miúdo não se cala!", lá conseguiu introduzir-me no balneário.

 

Sai de lá com autografos do Freitas (um dos meus ícones, a partir daí), e do Fernando (ex-SC Braga, e que pouco jogou no FC Porto). E foram os únicos que estavam disponíveis! Os outros estavam a ouvir a "palestra".

 

Nesse jogo, de David contra Golias, fui Farense o tempo todo. Daí para a frente, acho que a história foi sempre a mesma.

 

Há muitos benfiquistas e sportinguistas em Faro. Então, costumava entrar no Estádio a torcer pelo Farense, mas, à medida que o jogo ia decorrendo, e que ia ouvindo os meus fervorosos colegas adeptos farenses (e do Benfica e do Sporting...), gritarem para partirem as pernas aos portistas, na falta de outra forma de reagir, acabava os jogos a torcer pelo FC Porto.

 

(o Domingos, actual treinador do SC Braga, sempre foi um dos mais visados. Vá-se lá saber porquê. Premonições..., talvez! E até o Rui Barros, não escapava. Como se alguém lhe conseguisse acertar nas pernas...)

 

O politicamente correcto "torcer pelo empate", nunca funcionou comigo...

 

Voltando ao que interessa:

 

Sou de FARO, sou FARENSE!

 

E aqui fica a minha homenagem ao SC Farense!

 

Um belo presente pelo Centenário que comemora...


(*) os amores a que se refere o título, são, obviamente, os futebolísticos!

 

Nota: as minhas desculpas ao Marco Paulo, pelo uso abusivo do título.

 

Nota2: não deixa de ser irónico que esta subida de Divisão, aconteça na época em que um clube que, tal como o Farense, também era devedor de importâncias consideráveis às Finanças, conseguiu permanecer na Divisão principal do futebol português à custa de certidões ilegalmente obtidas e da aceitação das acções da sua SAD, como garante dessas dívidas - coisa nem sequer cogitada no caso do Farense, mas também do Salgueiros, do Estrela da Amadora... - se sagrou campeão nacional.

 

 

 

 

 

 

Homenagem ao Zé Carlos

30
Jul09

    Faleceu há dias o ex-guarda-redes do SC Farense, José Carlos, com 47 anos, vitimado por aquilo a que num eufemismo, pouco eufemístico, se costuma designar, por "doença prolongada", ou seja, cancro.

 

Bem melhor que eu, nada como o "seu" Flamengo para falar sobre ele, e faço minhas as palavras que constam na sua apresentação no site negro-rubro:

 

 

apesar de realizar defesas impossíveis, de puro reflexo e elasticidade, o ex-goleiro pecava em situações relativamente simples

 
O Zé Carlos de que me lembro era isto mesmo, o que levava o pessoal a "carinhosamente" apodá-lo de "frangueiro".
 
Parece mal, quando estamos perante um dos três melhores guarda-redes que vi alguma vez jogar pelo Farense, mas era mesmo com uma grande dose de respeitoso carinho, que o tratávamos assim.
 
Para além dele, e sem entrar em qualquer tipo de ordenação, só mesmo o Ferenc Meszaros e o Peter Rufai.
 
Aqui fica a minha singela homenagem, a um grandessíssimo guarda-redes.
 
Descansa em Paz Zé Carlos.