Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Way, José (actualizado em 27.05.2010)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E pronto, para quem julgava que uma besta quadrada não era capaz de vencer a Champions, o José Mourinho fez o favor de demonstrar que, sim, senhor, até pode ser uma besta quadrada, mas de futebol, percebe ele.

 

O Van Gaal queixa-se de que o Inter se limitou a jogar à defesa e a aproveitar as falhas da sua equipa. Seja. Estou como o outro: no futebol não há nota artística, o que contam são as bolas que entram.

 

O que se faz para elas entrarem, a forma como elas entram, e como depois se evita que o adversário marque, isso é outra história. O Mourinho pegou naquela máxima de que uma equipa só joga o que a outra deixa jogar, e, não só confirmou a sua veracidade, como ainda lhe aditou um corolário: “o adversário até pode jogar até se fartar…desde que não marque”.

 

Aquele Inter, é uma amálgama onde entra alguma prata da casa (no sentido de que já lá estavam quando ele chegou – Júlio César, Zanetti, Samuel), à qual se junta refugo do Bayern (o Lúcio), e com as sobras do Real Madrid (Snejder, Samuel, Cambiasso, e até o Eto’o passou por lá), está feita mais de metade da equipa.

 

A grande vedeta que por lá andava (o Ibhraimovic), depois de tantas juras de amor eterno, foi despachada para Barcelona, de onde veio o Eto’o, e, ou muito me engano ou Maradona ainda vai ficar de cara à banda por não ter convocado o Cambiasso e o Zanetti.

 

Depois, lá vieram o Maicon, o Chivu, o Pandev e o Diego Milito, que andou perdido em Espanha, e ninguém deu por ele, e o nosso Quaresma, que tão bom rendimento tem dado ao FC Porto (mais quatro ou cinco milhões de euros. Nada mau, para quem joga onze jogos na Liga, e dois na Champions).

 

Tudo somado, não me digam que não há ali dedo do treinador. O gajo até pode ser uma besta arrogante, mas uma coisa é certa, é uma arrogância com sustentação no mérito dos resultados que foi obtendo ao longo da carreira.

 

Ali não há basófia oca, para otário ver, como no caso de uns e outros que andam por aí a ganhar “limpinho”. Ali, até o Benquerença, e convém não esquecer o Olegário do jogo do 3-1 ao Barcelona, não passa de um mero pormenor. Pudessem outros dizer o mesmo.

 

E agora, Real Madrid. Pela parte que me toca, é pena. Para mim o Real sempre foi, é e será o Benfica de Espanha, um albergue merengue para “peseteros”. De bom, só o terem contratado o Secretário e o Pepe. Agora parece que é a vez do Benfica: Di Maria, Coentrão, David Luiz, e não sei se o Mantorras também não vai para lá!

 

Agora a sério. Estou curioso para ver como é que o Mourinho se irá dar em Madrid. É que, desta vez, ao contrário do que é hábito, vai ter a imprensa (madridista) do seu lado, e vai estar do lado do “regime”. Uma premiére total.

 

No FC Porto, as coisas são como se sabe. O Chelsea não é dos clubes mais amados de Londres, quanto mais de Inglaterra, e o Abrahamovich não ajudou nesse capítulo.

 

Em Itália, ele próprio diz que não o respeitam e que não o estimam. Como é que irá ser em Madrid, com tudo do seu lado? Vamos ver.


Nota: o título é, supostamente, um trocadilho com "No way, Jose", que, em estrangeiro, até rima...

 

Nota2: o único italiano que jogou na final foi o Marco Materazzi. Os outros suplentes utilizados foram o Muntari e o Stankovic. Nem o Balotelli entrou... Expliquem-me lá outra vez, como se eu tivesse três anos, porque é que "o que é nacional, é bom..."

 

Nota 3 (em 27.05.2010): Está explicado o porquê do Materazzi...

 

 

sinto-me:
música: San José - Frankie goes to Hollywood
publicado por Alex F às 17:53
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