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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Siga o "freak show"!

18
Ago13

 

 

E o Rui Pastorício sempre jogou! Quem diria?!

 

Bem, o José Manuel Meirim disse-o. E teve razão. Tal como dissera que o FC Porto deveria ser excluído da Taça Lucílio Baptista na época passada. E, não teve razão.

 

Uma coisa há a creditar-lhe: coerência.

 

Se no passado defendia a inexistência de estanquicidade entre os jogos das ligas e a taça da dita, agora defendeu o mesmo princípio, e então, o Pastorício, sendo elegível para a liga secundária, obviamente cumpriria aí o castigo decorrente da sua expulsão no jogo de apresentação do seu clube.

 

Faz sentido. Com um senãozinho. Se então, José Manuel Meirim o defendia em nome da verdade desportiva, e em detrimento da preservação da saúde física dos atletas, agora, onde é que fica a verdade desportiva?

 

É que, não sei se repararam mas, a partir de agora, depois desta abstrusa e aberrante situação, nenhuma equipa, desde que possua uma versão B, vai ter jogadores castigados.

 

Basta que o jogo da B se realize antes do da equipa principal, e que o jogador em causa seja elegível (o que não deve ser difícil, mas não me dei ao trabalho de confirmar...).

 

Nem sequer interessa se passaram 48, 72 horas ou 30 minutos entre as partidas. Se o homem está castigado, logicamente não poderá alinhar, logo a questão da antecedência, que tanta tinta fez correr em tempos, e que até a assaltos deu azo, está ultrapassada, e o cadastro limpinho, como dirá alguém.

 

Também não deixa de ser interessante ver o Rui Pastorício ser expulso por tão comezinha ocorrência como aquela.  Não foi algo parecido que o impediu de nos defrontar na temporada transacta, quando deveria ter sido expulso no jogo anterior, e não o foi.

 

Convenhamos que, depois de ver o Hugo Miguel e o Jorge Sousa marcarem penáltis por faltas dos guarda-redes do Trofense e do clube que jogou na ilha dos buracos, e perdoarem-lhes as respetivas exclusões, era injusto o Pastorício ficar a secar.

 

Podia lá perder-se a oportunidade do rapaz arrancar contra o Arouca, logo contra o Arouca (!), uma daquelas exibições de encher o olho, e ainda ser despachado antes do fim do mês?

 

É claro que tendo o Trofense defrontado a nossa equipa B, e sendo a outra equipa aquela que é, nada disto interessa. O que interessa sim, é debater se a acção, normal, ainda que pouco inteligente, do Josué, e a reacção anormal, e ainda menos inteligente do Kieszek, foram adequadamente punidas.

 

Isto, é claro, e como de costume, tendo como ponto de chegada, independentemente dos pressupostos de partida, que a punição do polaco foi exagerada, porque o Josué apenas foi amarelado, mas que se este último tem sido expulso...estava tudo bem.

 

Será que ninguém se irá lembrar que o Kieszek já jogou no Porto? Em Setúbal estas coisas aconteciam amiúde era com jogadores que haviam passado antes por um outro clube, e aí, estava tudo na santa paz.

 

Os do costume dirão que não há nada de anormal, apenas que no futebol português se passam coisas estranhas, e obviamente, é por causa delas que perdem, e perdem, e tornam a perder. Até a Lucílio Baptista...

 

É à conta das coisas estranhas que um FC Porto bisonho, triste e sem rasgo chegou para ganhar ao melhor rival dos últimos trinta anos. Ora, se o treinador que nada ganhou, e nas últimas quatro épocas perdeu mais do que ganhou, diz que está à beira da hegemonia, quem seremos nós, pobres mortais, para duvidar?

 

Valham-nos adversários destes, cujo maior risco que correm é o de deixar tudo exactamente na mesma, como, por exemplo, começar o campeonato, tal como nas últimas quatro temporadas, pela mão daquele treinador, sem saborear a vitória. Pela nossa parte, enquanto forem aparecendo Artur Jorges, Mourinhos, Adriaanses, Villas Boas e Paulos Fonsecas, vamo-nos reinventado, na medida do possível, e mantendo intacta a mesma ambição de sempre.

 

Bem vindos à Liga Zon Sagres 2013-2014!

 

Continuem com o "freak show", que nós seguimos para tetra...

As opções de Vítor Pereira, o outro (ou "A arte de quem parte e reparte")

28
Ago12

Mau. Vir falar de arbitragem logo à segunda jornada da liga, é algo que me desagrada. É uma postura um tanto ou quanto calimera. Mas quando à segunda jornada, há matéria suficiente para fazer um ponto de situação, é sinal que algo não está bem.

 

Esta estória começa com a nomeação do Olegário Benquerença para a final da Supertaça Cândido de Oliveira. Achei surpreendente.

 

O Olegário, ao longo da temporada transacta apitou apenas três jogos que envolveram os primeiros classificados: o nosso jogo em Guimarães, na ronda inaugural, a nossa ida a Braga, à 26.ª jornada, e o jogo do segundo classificado a Vila do Conde, na 28.ª.

 

O homem andou lesionado, até chumbou em testes físicos, mas no essencial, foi completamente ostracizado após o tal famoso jogo em Guimarães, de há duas épocas atrás, que motivou o patético apelo aos sócios de um determinado clube, para não assistirem aos jogos fora de portas da sua equipa.

 

A coisa foi de tal maneira que eu próprio, questionei no texto "Onde está o Wallygário?", por onde andaria. Na altura, ninguém se deu ao trabalho de o descobrir. Mas ele estava lá (é só confirmar abaixo…).

 

 

E também esteve na Supertaça. O jogo propriamente dito não teve nada de especial, em matéria de incidências arbitrais, e ao que parece o Olegário terá sido o segundo melhor classificado entre os árbitros principais na época passada.

 

Como Pedro Proença, o primeiro classificado arbitrara a edição de 2010/2011 (em que também foi o primeiro), possivelmente, não quiseram repetir a dose.

 

As nossas anteriores vitórias foram obtidas sob os auspícios do João “pode vir o João” Ferreira e o Jorge Sousa. Portanto, o critério, com excepção da excepção do João, parece ser semelhante.

 

O que é estranho é o Olegário ter sido o segundo melhor, andando tão arredado dos palcos mais importantes. Será que estamos numa espécie de “Perdoa-me”? Estará o Olegário de regresso à ribalta? A que preço? Mais do que uma homenagem na AF do Porto? Ou menos?

 

Depois veio a Liga. Nos nossos jogos tivemos dois árbitros de Lisboa (Duarte Gomes e Hugo Miguel), e os nossos rivais mais directos dois do Porto (Artur Soares Dias e Jorge Sousa).

 

Para o Sporting foram nomeados um de Lisboa (João Capela) e outro da Madeira (Marco Ferreira). Por sua vez, o SC Braga teve um do Porto (Artur Sores Dias) e um de Portalegre (Paulo Baptista).

 

Nada de mais. Aquilo que se vê aparenta ser a manutenção das premissas anteriormente aplicadas pelo Vítor Pereira: árbitros internacionais para os jogos fora de casa e para jogos entremuros com adversários directos, e não internacionais para partidas disputadas em casa, onde teoricamente, terão a vida mais facilitada.

 

No entanto, as diferenças são óbvias. Nomear Duarte Gomes para a nossa estreia, e logo em Barcelos, onde sofremos a única derrota na Liga passada, tem que se lhe diga. O Duarte Gomes, como todos sabemos, revela, como tantos outros, uma estranha apetência para marcar penáltis em catadupa, quando confrontado com a cor vermelha, e uma exacerbada tendência para errar em nosso desfavor, e depois vir desculpar-se pelo Facebook.

 

Dois penálties por assinalar a nosso favor seria o mínimo expectável.

 

Os outros três, tal como notei no texto anterior, em relação a alguns jogadores do nosso plantel, partem todos eles a cada temporada, de há umas épocas a esta parte, com expectativas elevadas.

 

Hugo Miguel quer chegar a internacional. Artur Soares Dias, tendo alcançado, apesar da sua juventude, o estatuto de internacional, terá a esperança de se afirmar definitivamente no panorama da arbitragem, e se em 2010-2011 foi dos mais solicitados, a época que passou não lhe correu tão de feição.

 

Curiosamente, ou não, apareceu a repetir presença na Cesta do Pão, no encontro inaugural do clube mais grande do Mundo dos arredores de Carnide. Talvez não se recordem, mas aconteceu o mesmo em 2009-2010.

 

Na altura, o adversário foi o Marítimo, e então o Soares Dias limitou-se a não descortinar uma entrada assassina do Cardozo sobre o Alonso, que lhe devia ter valido, logo ali, o vermelho directo, posteriormente complementada com uma simulação de penálti, que poderia ter dado azo à sua expulsão por acumulação de amarelos.

 

Não fui eu, mas o sim o Rui Santos, essa alcoviteira-mor do futebol nacional, que, na altura, o considerou desaconselhado para jogos daquele clube. Ele lá terá as suas razões.

 

Jorge Sousa, depois de ter sido in illo tempore, o melhor entre os seus pares, almeja(rá) alcançar novamente o topo.

 

Os resultados da gestão destas expectativas foi o que se viu. O Hugo Miguel deixou passar mais uma grande penalidade a nosso favor, ao passo que o Artur Soares Dias se limitou a expulsar o homem errado do SC Braga, e o Jorge Sousa a expulsar um do Vitória de Setúbal aos sete minutos de jogo.

 

Nem vale a pena entrar em grandes pormenores sobre o Jorge Sousa, basta que (re)vejam o seu desempenho no nosso jogo na Calimeroláxia, duas épocas atrás, ou o penálti sobre o Aimar, em Leiria, à três, para se perceber para que lado pende.

 

O primeiro golo dos cinco que o nosso rival obteve, não obstante a exaltação que motivou a algunstão submissos noutras alturas, foi um mero bónus.

 

O facto de o Amoreirinha se querer tornar um lídimo sucessor dos Veríssimos e dos Marcs Zoros, que passaram pelas margens do Sado, também não passará certamente de mera coincidência.

 

Portanto, tenho para mim que, vergonha, vergonha, não é o José Pratas a correr à frente de um pelotão de jogadores do nosso clube.

 

 

Vergonhosa, continuo a dizê-lo, é a predisposição que certos árbitros continuam sistematicamente a revelar para errar a favor de uns e em desfavor de outros, e que continuem a ser apontados para jogos dessas mesmas equipas.

 

Vergonhoso e preocupante é que quem os nomeia, não sendo bruto e sem dúvida, que tendo arte, continue a nomeá-los, muitas vezes, cirurgicamente quando e para onde as conveniências ditam, sem qualquer tipo de pudor.

 

Vai de Mota

16
Mar12

 

Bem sei que ultimamente poderei parecer muito dado a teorias da conspiração, mas será que alguém me consegue explicar porque é que, para jogos envolvendo os cinco primeiros classificados da tabela, são nomeados quatro internacionais, e apenas uma dessas partidas não tem direito a ser dirigida por um internacional?

 

O Marítimo, vem ao continente defrontar o Vitória de Setúbal, e vai ser arbitrado pelo João Capela, de Lisboa.

 

O Sporting vai a Barcelos, e o árbitro será o portuense presumível ex-Super Dragão, Jorge Sousa.

 

Os bracarenses vão a Vila da Feira, ou a Aveiro, e terão o também lisboeta Duarte Gomes a dirigi-los no embate com o Feirense.

 

O FC Porto, digladia-se hoje, na Choupana sob os auspícios do Carlos Xistra.

 

Todos internacionais, como é bom de ver. Entretanto, no Estádio da Lucy, onde vai tentar jogar o Beira-Mar, vamos ter um tal de Manuel Mota, um jovem empresário de Braga, com 34 anos e um recém-chegado a estas andanças de gente importante. Além desta partida, apenas esteve na Calimeroláxia, quando lá jogou a União de Leiria.

 

Há alguma regra que obrigue a que os jogos fora daquelas equipas sejam apitados por internacionais, e os jogos em casa da outra equipa não? Será que esperam que o pobre rapaz se sinta esmagado pela imponência do palco onde vai actuar? É essa a expectativa? Ou serão de tal maneira favas contadas, que um qualquer maçarico serve?

 

O Marítimo e o Braga, que estão em disputa directa com clubes de Lisboa, levam com árbitros precisamente oriundos de Lisboa. Acaba por ser coerente com um bracarense no jogo do mais grande do Mundo dos arredores de Carnide.

 

E o Sporting? O Marco Ferreira não estava disponível desta vez? Ou foram asneiras em demasia no último fim-de-semana no Dragão, e jarra com ele?

 

E nós? O Xistra. Nos últimos tempos há quem tenha mais razões de queixa dele do que nós.

 

Assim de repente, na presente época, recordo-me do Sporting x Olhanense, que motivou aquela reacção apocalíptica dos leões, da derrota em Guimarães, do segundo classificado actual, e também da derrota deste na Pedreira, na temporada transacta.

 

 

Connosco, esteve no Estádio da Lucy, então Cesta do Pão, na meia-final da Taça de Portugal, em que virámos o resultado de 0-2, para 3-1. Boas recordações.

 

Contudo, dado o lastro em sentido contrário que o Xistra ostenta no seu currículo, não fico tranquilo. Por muito tempo que passe, não me consigo esquecer da dupla expulsão do Hulk, em Paços de Ferreira, no arranque da Liga Sagres 2009/2010.

 

Estas nomeações do Vítor Pereira (o dos árbitros, obviamente!) deixam-me sempre na dúvida se não terão por detrás alguma tentativa de reabilitação perante o establishment.

 

 

E agora para algo completamente diferente

10
Fev12

 

 

Um árbitro do Porto na Cesta do Pão, um de Braga, para o Sporting na Madeira, outro do Porto, na Pedreira, e finalmente, um de Vila Real no Dragão.

 

O Vítor Pereira, o dos árbitros, e não o treinador, deve ser apreciador de puzzles, ainda que me pareça, por vezes, que também o nosso técnico será aficionado por este tipo de passatempo.

 

É obra. O homem consegue por o Jorge Sousa a arbitrar o Nacional da Madeira, em Lisboa, o Cosme Duarte no Marítimo x Sporting, o Hugo Pacheco no SC Braga x Vitória de Setúbal, e o Rui Silva, a arbitrar-nos no encontro contra a União de Leiria.

 

Ou seja, um desencontro quase total entre as proveniências dos árbitros e os interesses dos clubes melhor classificados. Excepto no caso portista.

 

Ainda vão dizer por aí que está tudo feito para nos favorecer. Um portuense e suposto ex-Super Dragão, no jogo do adversário que nos precede na tabela classificativa. Outro portuense, no jogo da equipa que a nós se segue, e um bracarense no jogo do quarto classificado, logo atrás do SC Braga.

 

E árbitros de Lisboa para o Dragão? Não havia disponíveis? O Pedro Proença, fresquinho de eliminar o Nacional da Madeira da Taça de Portugal, vai estar ocupado em Paços de Ferreira, o Hélder Malheiro, em Olhão, o Hugo Miguel, teoricamente, não poderia, pois esteve no FC Porto x Vitória de Guimarães.

 

Ainda restavam o Capela e o Duarte Gomes. Porque não? Ah, pois é! Já mês esquecia. Deram grossa barraca nos jogos em que recentemente nos arbitraram. Pronto, OK, o Rui Silva está bom. Não insisto mais.

 

O Jorge Sousa, depois do jogo no Dragão com o actual primeiro classificado, parece que se estará a especializar em jogos daquele com equipas madeirenses. Depois do Marítimo, nos Barreiros, à 12.ª jornada, vem agora o Nacional. É o quinto jogo que faz entre os primeiros classificados, entrando assim no Top 3, com a companhia de João Capela, também com cinco jogos, e do Marco Ferreira, que lidera com seis.

 

O Hugo Pacheco e o Rui Silva fazem ambos o seu segundo jogo, sendo que este último repete o nosso clube, que havia dirigido à segunda jornada, aquando da recepção ao malfadado Gil Vicente.

 

O Cosme Machado também faz bis com o Sporting, agora fora de casa, depois de ter ido à Calimeroláxia na sexta jornada, quando lá jogou o Vitória de Setúbal.

 

Nada de especial, portanto.

 

De novo também não haverá nada neste tipo de comportamento de alguns indivíduos. Perfeitamente normal, natural, tudo nos conformes.

 

(tirado daqui)

 

Ainda para mais quando o visado é o Rui Costa (o árbitro, e não o outro que se orgulha de todas as suas vitórias, mesmo que lucílias ou à pedrada). Deste Rui Costa já todos sabemos sobejamente que é conhecido por nada ver, nada ouvir, nada dizer e nada escrever nos relatórios de jogo.

 

É claro que nada disto teve influência no desenrolar da partida, ou no golo anulado ao Feirense, pois aí, claro está, a responsabilidade foi do árbitro auxiliar. Obviamente.

 

O que é certo, e inegável, é que o golo era limpo e houve uma equipa que saiu de Aveiro com mais dois pontos do que deveria, e nós passámos de uma diferença de três pontos, em que o desfecho da Liga dependeria do nosso desempenho na Cesta do Pão (e não só, mas principalmente), para uma décalage de cinco pontos.

 

Nada de novo, e nada a que não estejamos acostumados.

 

Entretanto, a Deloitte lançou o estudo "Money Football League", objecto de ampla divulgação nos mais variados meios de comunicação social e anti-social.

 

Ou não se desse o caso de um clube português, que muitos cuidam tratar-se do mais grande clube do Mundo, ali dos arredores de Carnide, se encontrar na 21.ª posição.

 

Curiosamente, ou não, quando li a notícia, nos vários formatos em que a li, apenas faziam alusão a que um clube português se encontrava no top 30 da lista.

 

Achei estranho, e fiquei intrigado sobre o porquê de, primeiro, se fazer descer a análise aos trinta primeiros, e depois, porque apenas estes.

 

Porque não ficar pelos dez melhores? Ou os vinte? Fácil. Porque o tal clube aparece no lugar imediatamente a seguir.

 

Pronto, fica plenamente explicada a necessidade do top 30. Mas quando fico a saber que afinal, o FC Porto se encontra nos quarenta primeiros, apetece-me perguntar: “porquê ficar pelo top 30?”, se até há uma outra equipa nacional nos cinquenta ou nos cem primeiros.

 

Certamente por “critérios próprios”, como diria um certo jornal a propósito das fórmulas de desempate da Liga Zon Sagres. Ou para não gerar confusões com o Ali Babá e os 40 Ladrões. Que sei eu?

 

Nada de especial, tudo normal, pouco de ou nada de novo. E em especial tendo em conta os critérios de avaliação adoptados no estudo, que passam, entre outros, pelo número de sócios. Factor relativamente ao qual todos sabemos que aquele clube é o maior do Mundo, em termos de sócios vivos, mortos, no limbo, no purgatório, imaginários e etc.

 

Pergunto-me quando será que este bando de idiotas de pacotilha compreende que, quanto mais eleva certos e determinados clubes, mais valoriza as nossas vitórias? Mas ainda bem, porque ao contrário de alguns apaniguados e responsáveis do dito clube, a mim não me dá gozo nenhum, como sói dizer, “bater em mortos”.

 

Para acabar, mais uma novidade. De hoje em diante vou deixar de me referir àquele estádio em Lisboa, que fica em frente a uma conhecida superfície comercial, como a “Cesta do Pão”.

 

Para todos os efeitos, salvo algum eventual lapso de percurso, que farão o favor de me desculpar, vou passar a denominá-lo de “Estádio da Lucy”. Por motivos óbvios…

 

 

 (surripiado daqui)

Vida, ó vida

05
Mar11

Os apaniguados de um certo e determinado clube, vai não vai, enchem a boca para voltar à carga com aquela história vista, revista, julgada e arrumada, do árbitro que foi tomar um cafezinho a casa do presidente do FC Porto, na véspera de dirigir um jogo da nossa equipa.

 

Ainda recentemente, o árbitro que vai estar no Dragão para ajuizar o nosso próximo embate, esteve para mais de duas horas, precisamente na casa desses adeptos. E alguém se queixou? Bem, queixou-se o Couceiro, mas, até à data, que se saiba, foi o único.

 

 

 

Quer dizer, os árbitros dos nossos jogos podem ir à casa deles, mas não podem vir à nossa. É isso?

 

É assim a vida. Ó vida.

 

Palhaçada!

29
Nov10

 

 

Jorge Sousa resolveu apresentar em Alvalade, sob os auspícios dos, supostamente, seus companheiros de clube, a sua candidatura à renovação do título de “Melhor Árbitro”, e vai daí, foi aquilo que se viu.

 

Jorge Sousa é, quanto a mim, sem sombra de dúvidas e a par de Pedro Proença, um dos melhores árbitros nacionais. Contudo, muito por força da sua preferência clubística e do seu passado de Super Dragão(?), tem sido perseguido pelas eminências pardas (ou parvas) do regime encarnado.

 

É curioso que, quando assinalou em Leiria, na época passada, aquele penálti que deu a vitória ao mais grande do Mundo do arredor de Carnide, no mínimo dos mínimos, duvidoso, ninguém se queixou.

 

Depois, quando lhes anulou um golo em Braga, é que a porca começou a torcer o rabo. Seguiu-se a final da Taça Lucílio Baptista, e aí, nem a vitória, os calou. O teste veio com a nomeação para o derradeiro jogo da época, contra o Rio Ave. Uma nomeação comprometedora, de um árbitro comprometido, para um jogo inacreditavelmente decisivo. Se corresse mal, era o fim do Mundo, lá para os arredores de Carnide.

 

Correndo as coisas como se esperava, parecia que a coisa ficaria por ali. O aviso para o Jorge Sousa de que não era assim, soou quando o Pedro Proença foi considerado o melhor árbitro da época passada.

 

Já nesta temporada, o Rio Ave x FC Porto, e as derrotas do mais grande contra a Académica e o Nacional da Madeira, vieram reavivar velhas mágoas logo à terceira jornada.

 

Com esta indigitação, e com o trabalho que realizou, o Jorge Sousa mostrou que compreendeu o recado. Dou de barato o lance do fora-de-jogo no golo sportinguista, porque esse é da lavra do auxiliar, mas o lance da expulsão, revela tudo sobre a sua motivação.

 

Nesse lance não se vê a posição do Jorge Sousa, que pode estar nas costas dos jogadores envolvidos. Se está nas costas, dificilmente terá vislumbrado qualquer falta (até porque não existiu!).

 

Se assim foi, teria necessariamente que ter ficado na dúvida. Mesmo assim, e encontrando-se envolvido na jogada o Liedson, que todos conhecemos de ginjeira, tomou não só a decisão de marcar a falta, como a ainda mais gravosa, de expulsar o Maicon.

 

Ou seja, disse alto e bom som ao que ia.

 

  

  

 

 

“Fizemos um jogo tacticamente perfeito até à expulsão de Maicon, com excepção para o lance que dá o golo do Porto”

 

“O FC Porto na Turquia foi elogiado por jogar com dez e ganhar por 3-0. Foram só flores”

 

“O Porto foi muito bem anulado pelo nosso posicionamento”

 

“Não fomos inferiores ao Porto” 

 

Leio, depois de as ouvir, estas declarações do treinador do Sporting, porque é sempre bom confirmar, e chego à conclusão que o gajo é mesmo um Cepo.

 

Portanto, o FC Porto não conseguiu fazer as flores que fez na Turquia, a jogar com dez (e com nove), porque foi anulado pelo bom posicionamento do Sporting. Que, por sua vez, fez um jogo tacticamente perfeito até à expulsão do Maicon, ou seja, até o FC Porto jogar com dez.

 

Basicamente é isto, não é? Ah, e não foram inferiores ao Porto.

 

Pois não Cepo, mas foram inferiores ao Vitória de Guimarães e ao Olhanense (entre outros!). Acaso não tenhas percebido, o futebol a sério, joga-se de onze para onze. Não ser inferior a uma equipa que joga com dez, deve ser uma grande consolação.

  

Continua assim, ó Cepo, que vais longe!

  

 

 

Desconheço a actividade profissional da infeliz progenitora desta indigente criatura, por isso, e só por isso, não lhe vou chamar aquilo que na verdade me apetecia.

 

Continua a sua brilhante carreira por terras dos portugas, a enganar quem se deixa enganar (e, vai na volta, ainda agradece em cima). Todos o conhecem, todos sabem do que é capaz, e todos vão na dele. Um caso de sucesso.

 

Ficamos a aguardar pelo sumaríssimo e pela multa, por ludibriar daquela maneira o Super Dragão.

  

  

 

 

Depois de duas partidas de castigo, regressar e ter uma entrada como aquela que teve aos 60 minutos de jogo, sobre o João Moutinho, é de…Maniche.

  

 

Arrepiante! É claro que não anda lá dentro para magoar ninguém!

  

…e um sumaríssimo, que mais não fosse pela reincidência, não vai?

  

 

 

Por motivos óbvios.

 

 

Depois do patrão vir dizer que era com ele que ia continuar a ganhar (o quê? Cabelos brancos?), lá se descoseu e veio admitir a sua responsabilidade no trajecto ziguezagueante da equipa.

 

É de homem. Macho.

 

Porque é que não o fez antes? Teve medo que utilizassem esse argumento como fundamento para o despedimento com justa causa?

  

Machão!

  

 

 É de palhaços que se fala, não é?


Nota1: Com este texto não pretendo, de forma alguma, ofender esses nobres profissionais da arte fazer rir, a quem estes fazem concorrência desleal, os “palhaços”. Pelo contrário, se algum dos visados se ofender, tanto melhor…

 

Nota2: Na época passada, o campeão pré-anunciado também foi empatar a Alvalade. No final do encontro, o seu treinador, que acabou o jogo a defender o nulo inicial, se bem se lembrarão, regozijou-se porque tinha afastado um rival da luta pelo título.

 

O Sporting ficara então, a 13 pontos do SC Braga, que liderava com 28 pontos, a 11 do futuro campeão e 8 do FC Porto.

 

Nós, mantivemos o Sporting a 13 pontos e estamos 8 à frente do campeão, no entanto, soube a pouco…

 

São estes pormaiores que fazem a diferença!

Apetece-me parafrasear o Diego Armando

10
Fev10

O Benfica empatou 1-1, com o Vitória de Setúbal. Quanto a mim, por aquilo que vi, o empate ter-se-á antes do mais, ficado a dever a que o Cachinhos Dourados, desta vez, em vez de imitar o Bruno Alves, resolveu imitar o Rolando, e ao facto do melhor jogador em campo do Benfica, ter sido o Marc Zoro.

 

Para mais, os vermelhuscos pareceram-me cansados. Aquele indivíduo malcriado, que faz as vezes de treinador dos encarnados, lá saberá as linhas com que cose, mas aquela rábula da antecipação do jogo com a União de Leiria, não parece ter dado o resultado esperado.

 

São muitos jogos em poucos dias, com uma equipa que tem jogado no limite desde a pré-época. Mas, ele lá saberá se o alívio resultante da hipotética transferência da pressão psicológica para o SC Braga, compensa a sobrecarga física. Talvez ele treine super-homens, como ele nunca foi, até recentemente.

 

É bem certo que, do ponto de vista psicológico, para uma equipa que está predestinada desde ainda antes do primeiro momento, à conquista da Liga, e que chega a esta altura da época, e não vislumbra da parte do SC Braga qualquer réstia de tréguas, deve ser complicado.

 

Aqueles jogadores, devem estar mentalmente arrasados. Agora, parece que se junta a isso a exaustão física.

 

Quanto à transferência da pressão psicológica para o SC Braga, a resposta cabal foi dada pelos minhotos no Restelo. Os arsenalistas não têm nada a perder. O que vier a mais, para além da Liga Europa, é lucro. Qual é a pressão que os aflige?

 

A única equipa nesta Liga, que TEM obrigatoriamente que ganhar, é o Benfica, logo, a tão almejada liderança pode aliviar a frustração, mas não a pressão.  

 

Voltando ao jogo de Setúbal. Numa entrevista após o dito, confrontaram o tal indíviduo malcriado com o facto de ter sido anulado um golo limpo aos sadinos.

 

Foi claro, e consensual entre todos os comentadores. A resposta do tipo foi qualquer coisa como: "Pois, e a nós, antes disso, não marcaram um penálti [por pretensa mão do Marc Zoro], e depois disso, ficou por marcar outro penálti [por falta Collin sobre o Di Maria]".

 

E, pronto. Como "amor, com amor se paga", a coisa ficou ela por ela. Mas este gajo julga que somos todos estúpidos, ou quê?

  

A anulação de um golo limpo tem implicação directa no resultado final do jogo (como se viu nos jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, e antes, com o Belenenses), enquanto que um penálti, pode ser convertido ou não, como, de resto, o Cardozo amplamente demonstrou a seguir.

 

E já agora, se o lance do Collin não me deixa dúvidas quanto à existência de falta, no do Zoro tenho algumas dúvidas. A bola é cabeceada pelo benfiquista, muito perto do sadino, que até dá a idéia de não olhar para a bola.

 

É certo que aquela lhe vai à mão, mas quanto à intencionalidade ficam-me dúvidas. Mas também, muito sinceramente, com todas as interpretações que já ouvi (e li) a esse respeito, por esta altura não sei se isso conta para alguma coisa.

 

O que me parece é que o árbitro, a partir de determinada altura terá resolvido ignorar algumas das intervenções do sado-benfiquista Marc Zoro, certamente, a bem da ética desportiva, tal a abundância de jogadas em que tentou enterrar a sua actual equipa.

 

Da mesma maneira que resolveu ignorar um empurrão do Fábio Coentrão ao Collin, com o jogo parado e na sequência do penálti não assinalado sobre o Di María, que deixou o setubalense sentado no relvado, e uma falta gritante do Aimar, sobre um jogador do Vitória, no lance do golo sadino.

 

Aí, o Jorge Sousa deu bem a lei da vantagem, mas depois, esqueceu-se de mostrar o cartão ao benfiquista.   

 

O Bruno Paixão (quem haveria de ser!), é que tem boa memória, e no jogo do SC Braga, em Belém, resolveu aumentar a pressão sobre os bracarenses expulsando o Moisés, aos 15 minutos de jogo, numa jogada inesquecível.

 

São jogadas destas que ficam para a História do futebol, e o Bruno Paixão, tal como o Carlos Xistra, com a dupla expulsão do Hulk, em Paços de Ferreira, reforçou o seu lugarzinho na memória futebolística deste País, arduamente conquistado em Campo Maior.

 

Na mesma jogada, um jogador levar dois amarelos, e o correspondente vermelho, é obra. E nem digo que tenha sido mal dada a ordem de expulsão. Agora que é uma raridade, como o Jorge de Sousa havia já mostrado, ai lá isso é.

 

Ainda bem que não há "colinhos".

 

Por outro lado, pensava eu que a vitória do FC Porto sobre a Naval 1.º de Maio, era, a todos os títulos, pacífica. Eis quando me apercebo, que afinal de contas, para alguns benfiquistas, o livre de que nasce o primeiro golo postista, da autoria do Tomás Costa, terá sido marcado ao contrário.

 

A falta, jogo perigoso, não é do homem da Naval, mas do Álvaro Pereira.

 

Acho que sim. E porque não? Já que vale tudo, porque não?

 

O jogador da Naval levanta o pé a uma altura, e entra de uma forma, que mesmo que portista não baixasse a cabeça, a bota ficava-lhe ao nível desta.

 

Ainda que assim não fosse, o homem do FC Porto limita-se a fazer um movimento com a cabeça, como se dissesse que "sim", e não mais do que isso. Não tentou ganhar o lance baixando excessivamente a cabeça, e nem sequer dobrou o corpo, que se mantém direito. E é jogo perigoso?

 

Bem, então e o adversário, por acaso não o terá atropelado no processo? Não seria falta, independentemente do jogo perigoso, fosse de quem fosse? A ver pelo que aconteceu com o Beluschi, no jogo com o Nacional da Madeira, parece que isso deixou de ser falta. 

 

E sendo falta, dentro da área, não seria penálti, em vez de livre indirecto? E já agora, se é jogo perigoso, e se, como claramente se vê nas imagens, há contacto físico entre os jogadores, não seria também penálti, como na jogada do Aimar, em Leiria (a tal da famosa "Lei 12")?

 

Jogo perigoso activo, com contacto físico?

 

Já agora, e até porque há por aí quem insista em não compreender aquilo que eu disse sobre a jogada do Aimar, passo a esclarecer.

 

Não se me oferecem grandes dúvidas de que a jogada de Leiria, é de jogo perigoso, ainda que me pareça que a bola é disputada abaixo da cabeça do Aimar, que, como se sabe, é enorme (fisicamente!).

 

Agora, uma coisa para mim é evidente: o jogador da União de Leiria, faz um pontapé acrobático, todo no ar, e joga a bola. Ora, tendo em conta a Lei da Gravidade, o único movimento que poderia fazer a partir dali, seria no sentido descendente, caindo no chão.

 

Logo, não foi ao encontro do benfiquista. Já este, faz um movimento em direcção ao leiriense, procurando disputar a bola, não se percebendo muito bem com que parte do corpo. Com a cabeça, é que não é, e como está de lado, será o ombro? Será o braço?

 

Quanto a mim, atira-se de encontro ao leiriense, à procura, tão simplesmente, de "cavar" uma falta. O que até consegue.

 

Portanto, e para esclarecimento de quem insiste nesta tecla, há jogo perigoso. Sim senhor, aceito. Mas o contacto, que é o elemento fundamental que marca a diferença entre o livre indirecto, como no caso do Álvaro Pereira, e o penálti, esse, para mim, é da responsabilidade do Pablito.

 

De qualquer maneira dirão: "mas, e como é que o árbitro, no terreno de jogo, e com fracções de segundo para decidir, vê isso tudo, e age em conformidade?"

 

É simples, não vê, e não age. Na dúvida, dizem as regras, com excepção do fora-de-jogo, dá-se o benefício a quem defende.

 

Tanto o Hugo Miguel, como o Jorge Sousa, fizeram o contrário, e aí terão errado os dois.

 

   

 

Dito isto, vendo (e ouvindo) as declarações do Jorge Jesus, as pequenas "partidas" que vão pregando ao SC Braga, e a honestidade intelectual de alguns comentadores da nossa praça, só me apetece parafrasear o Diego Armando Maradona:

 

"Qué la chupen, e que sigan chupando!"

 


Nota: antes que me venham acusar de ter modificado a fotografia acima com o "Photoshop", informo que a sua inclusão tem propósitos meramente decorativos. É que o texto já ia longo, e chato, e foi o que se arranjou...

 

Nota2: a área técnica do treinador do Benfica é diferente daquelas dos outros treinadores? É que o sr. Jorge Jesus passa mais tempo fora da área técnica do que dentro. No jogo de Setúbal, por exemplo, saiu da dita área para ir insultar um jogador adversário, na circunstância o Ricardo Silva, e ninguém se chateou muito com isso! Lá está, razão tem o Rui Costa quando diz que o quarto árbi tro tem um papel estúpido...

 

Nota3:  se o Jorge Jesus é assim em público, para quando a divulgação das imagens do túnel da Luz, no jogo Benfica x Nacional da Madeira, de que falou o Rúben Micael?