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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Poker de candidatos

10
Jan16

Depois da onda de impacto inicial do despedimento de Lopetegui, os nomes imediatamente mais falados para o substituir , pelo menos nas redes sociais, foram os de Nuno Espírito Santo, Jesualdo Ferreira e André Villas Boas.

 

Entretanto, pelo que me vou apercebendo, os nomes de Leonardo Jardim e Marco Silva, juntaram-se ao André Villas Boas no top dos mais falados, entre outras hipóteses menos verosímeis, que vão desde Sérgio Conceição, no Diário de Notícias, a Jesus, no Correio da Manhã.

 

Dos três mais palusíveis, os dois que passaram pelo Sporting têm o problema de os seus acordos de rescisão conterem cláusulas punitivas, caso regressem ao futebol português e ingressem em concorrentes directos, como seria o caso.

 

Quanto a mim, os potenciais candidatos são quatro:

 

Marco Silva. Segundo consta, será o candidato preferido de Pinto da Costa, que ainda assim, de acordo com o Correio da Manhã, uma vez mais terá contactado Jorge Jesus. Não desistem...

 

A hipótese Marco Silva parece-me, quase impossível. Para além da questão financeira, que levaria a ter de indemnizar o Sporting pela sua contratação, vai em primeiro lugar no campeonato grego, onde conta por vitórias todos os jogos disputados, e está na Liga Europa.

 

Abdicaria da probabilidade, quase garantida, de conquistar o seu primeiro título de campeão nacional, para vir treinar um FC Porto, também na Liga Europa, mas a quatro pontos do líder?

 

Leonardo Jardim. Pelo acordo de rescisão com o Sporting, terá, tal como o anterior, a obrigação de indemnizar esse clube, caso regresse a Portugal, e é a sua única desvantagem.

 

Desportivamente o Mónaco vai em terceiro lugar no campeonato francês, sem hipóteses de chegar-se ao Paris Saint Germain, e foi eliminado da Liga Europa.

 

Será, quase de certeza, o mais motivado para vir para o Porto. O óbice é o vil metal, e especialmente pô-lo nas mãos do Bruno de Carvalho.

 

André Villas Boas. Depois de ter sido campeão, o Zenit não vai bem no campeonato russo, mas está nos oitavos-de-final da Champions, onde vai defrontar o Benfica.

 

Não tem, que se saiba, cláusulas estranhas para a rescisão, e ao que parece, o clube russo ainda tem contas a acertar conosco, relativas à transferência do Hulk.

 

Já fez saber que quer regressar a casa, tem a vantagem de ser portista e conhecer os cantos ao Dragão e à Cesta do Pão, e a desvantagem de voltar a um sítio onde foi feliz.

 

A única coisa que o prende será a Champions. Mas ainda que passe esta eliminatória, até onde poderá chegar o Zenit, que valha a pena? Compensará arriscar?

 

Nuno Espírito Santo. Livre como uma donzela casadoira à espera do seu príncipe encantado, montado num corcel branco. Completamente desimpedido. Está desempregado e não tem cláusulas que atrapalhem.

 

Dos quatro, é o único que faz parte da carteira de Jorge Mendes.

 

Ou seja, se estivermos menos dependentes de Jorge Mendes, do que aquilo que julgo que estamos, Villas Boas parece ser o melhor candidato, seguido de Leonardo Jardim, e só depois Marco Silva.

 

Caso contrário, claramente Nuno Espírito Santo.

 

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Elogio da barbárie

03
Fev14

E agora Leonardo? Quando no Domingo terminou a partida do teu clube, por volta das oito horas da noite, a nossa ressaca durava à praticamente 25 horas, e nos teus vizinhos do lado, os festejos por nos ganharem um ponto, apesar de terem perdido dois, levavam já 23 horas.

 

E nem assim Leonardo, foste capaz de derrotar a Académica do Sérgio Conceição.

 

Percebes agora que aquilo que andas a apregoar, essa tua preocupação com os atrasos nas últimas jornadas do campeonato, não passa de uma treta?

 

Pois é Leonardo, eu sei que até és um gajo inteligente, e que sabes perfeitamente que, muito mais importante do que os horários a que começam e terminam os jogos, é os envolvidos nas disputas darem o seu melhor para vencê-las.

 

Sem isso, podes começar e acabar à hora que quiseres, que não ganhas nada. Viste-o ontem, não viste? Também já o tinhas visto aquando da Taça Lucílio Baptista, mas aí recusaste-te (e, pelos vistos, continuas a recusar!) a aceitá-lo.

 

Se não houverem Calabotes ou patranhas pelo meio, como a de Sábado em Barcelos, desde que todos dêem o seu melhor, não há nada a apontar a quem quer que seja.

 

O problema é quando isso não acontece. Já aconteceu até em Mundiais, e por isso, e apenas por isso, esta história dos jogos começarem todos ao mesmo tempo. Para evitar arranjos e combinações em que alguém se predisponha a perder propositadamente a favor de outrém.

 

Achas que foi isso que aconteceu no nosso jogo do Dragão contra o Marítimo?

 

Parece-te que o FC Porto ou o Marítimo alteraram aqueles que seriam os seus comportamentos expectáveis, apenas por ser conhecido, com três minutos de antecedência do apito final, o resultado do teu clube?

 

Ora, se bem te lembras, o Marítimo até se apanhou à frente no marcador, e o que fez?

 

Entrou pela via do anti-jogo, como se tivesse algo especial para demonstrar. De tal maneira que foi o último a entrar em campo na segunda parte, e foi por assistências a homens seus, que o árbitro teve de prolongar o jogo, ainda assim menos do que devia…

 

Esperavas que o FC Porto, a perder em casa, se ficasse? Nos dias que correm, não digo que não, mas apenas por impotência, e nunca por opção.

 

Pois é, como dizia um colega meu sportinguista, é uma “questão de princípio”, se está no regulamento é para cumprir.

 

Seja. Concordo. É claramente o princípio que nos separa da barbárie de outras modalidades.

 

Não sei se és apreciador de desportos automóveis, mas já deves ter ouvido falar da Fórmula 1 e do Mundial de Ralis?

 

Como deves saber, na F1, para determinar a posição de partida de cada piloto, há qualificações e, uma vez estabelecida a grelha de partida, saem todos ao mesmo tempo, e que vença o melhor.

 

 

E do rali da tua terra, o Rali Vinho da Madeira, já ouviste falar?

 

Não conheço a tua ilha, se é que és mesmo madeirense, mas não consigo imaginar o cortejo de carros a passar quase em simultâneo pelas vossas estradas. Não sei por quê, não me soa.

 

Nos ralis, como deves saber (e nos contra-relógios do ciclismo, também), o que acontece é que os pilotos partem cada um de sua vez, e cada um corre sozinho.

 

Que barbaridade! Como é possível? Mas assim, os que saem depois ficam beneficiados, pois já sabem o tempo dos anteriores!

 

Pois é. Sabes porque é que é possível? Porque estes bárbaros se dedicam a dar o melhor que podem. Todos eles, independentemente da posição de que partem, e de partirem antes ou depois uns dos outros.

 

É estúpido, não achas? Deviam era começar todos ao mesmo tempo. Se isto é uma questão de princípio, e não de estupidez!

 

Olha, nesta matéria vejo-me forçado a concordar com aquele pateta platinado, que um dia disse que o que interessa não é como “isto começa, é como acaba”.

 

Por isso Leonardo, deixa lá os arremedos de populismo bacoco para o teu presidente, e não te consumas com o que vai acabar por acontecer inevitavelmente no final do campeonato.

 

Tu não és burro, e por isso, não nos faças burros. Compreendemos que agora apenas te resta pressionar quem decide, para tentares regressar à Lucílio Baptista, mas deixa-te lá de coisas.

 

Da maneira como isto nos vai correndo, mais vale que não desbarates a boa onda de que (ainda) gozas entre os adeptos portistas, que nunca se sabe.

 

Quantos contratos é que cumpriste até ao fim, nos últimos tempos?

Coisas do fim-de-semana

28
Fev11

Sem espinhas

 

 

Em terra de gente do mar, parece-me que é uma boa forma de descrever a vitória do FC Porto sobre o Olhanense.

 

No final do jogo veio-me à cabeça aquela música do Zeca Afonso: “ Ó Vila [agora já é cidade] de Olhão; da restauração; Madrinha do [Porto]; Madrasta é que não”.

 

Foi o terceiro jogo do FC Porto, numa semana e meia, sempre em alta rotação, depois dos dois jogos da eliminatória com o Sevilha.

 

Ontem até o João Querido manha admitia na TVI24, que a crise estava superada e que estávamos de volta às boas exibições.

 

Pois é. Três a zero em Olhão não é para todos, ou melhor, até agora é só para nós, porque os da casa estavam invictos no seu reduto. E desta vez, que o Bicho não é o treinador do adversário, e que não estão lá não sei quantos jogadores emprestados pelo FC Porto, será que também vão dizer que o Olhanense abriu as perninhas?

 

E já agora, se o resultado foi exactamente igual com e sem Bicho, será que na época passada houve alguma abertura de pernas? Dá que pensar. Ou então foi só coincidência.

 

A questão é que o FC Porto, desta vez, não fuciletou, e com o Belluschi a moutinhar em grande estilo, como de resto já fizera na primeira parte no Dragão contra o Sevilha, e mais qualquer coisinha, como aquele golo, que faltou na quarta-feira, a vitória foi uma consequência lógica da exibição convincente, mormente na segunda parte.

 

Quando uma equipa que joga contra nós, faz nove remates, três dos quais à baliza, e cria, segundo o match center da Liga, duas oportunidades de golo em toda a partida (quais? Eu vi uma, e ainda assim…), só por milagre é que acontece o que sucedeu na eliminatória com os andaluzes, de um lado e do outro, diga-se em abono da verdade.

 

 

 

Belluschi à cabeça, convirá não esquecer a importância da reviravolta estratégica operada pelo André ao intervalo, com a entrada do Fucile e do James, para os lugares do Sapunaru e do Varela. Ficámos com a defesa que, passe o pleonasmo, mais adeptos tem entre os adeptos portistas, e o James entrou muito bem no jogo, enquanto que o Varela estava desinspirado, como vem sendo hábito.

 

Mas, quanto a mim, a melhoria do FC Porto nos últimos três jogos passa necessariamente pelos regressos do Álvaro Pereira e do Falcao. Não só do ponto de vista da sua presença em campo, como do foro psicológico.

 

O caso do Falcao, então, é mais que evidente. Não tendo Falcao, o André bem pode tentar caçar com o Monstro Verde, e o Hulk até pode ter jogado a avançado centro no Japão ou na Conchichina. Essa não é a sua posição. O Hulk, que teve pormenores técnicos deliciosos nos últimos dois jogos, apesar de ter ficado em branco, quando pega na bola, arrasta a equipa atrás de si. Mas depois, se joga ao meio, das duas, uma: ou finaliza a jogada individualmente, ou falta-lhe alguém a quem passar a bola.

 

No meio falta-lhe espaço, e essencialmente falta-lhe aquilo que o Falcao tem, e que dá logo outra dimensão à equipa: capacidade para pensar o jogo, para tabelar, quando é para tabelar, segurar a bola, quando tem que ser, e finalizar, se para isso tiver oportunidade.

 

E isso viu-se nos últimos dois jogos. Com o Sevilha tivemos azar e o Howard Webb, com o Olhanense, foram mais três pontos sem espinhas.

 

Agora, com o Falcao, o ataque volta à sua melhor disposição táctica (ou não, porque o James jogou muito bem pelo meio!), e só falta o Hulk mudar o "chip" para, paralém de rematar, acertar na baliza, de preferência dentro da dita.

 

Em suma, estamos bem, recomendamo-nos, e temos auto-estima mais do que suficiente para não necessitarmos de andar por aí a massajar o ego, com constantes auto-elogios.

 

   

Três em linha

 

É caso para dizer que, às vezes, mais valia ficar calado.

 

Ainda há dias elogiei o Record, pelo seu rigor informativo, em contraponto com o papel para forrar fundos de gaiolas de periquitos, e agora, saem-se-me com esta:

 

"Dragões têm opção por Leonardo Jardim"

 

“Pinto da Costa valida mudança de técnico para Braga”

 

 

 

 

Com que raio de objectivo é que dão à estampa uma proto-pseudo-notícia destas?

 

Para desestabilizar o André Villas-Boas, na véspera de um jogo em Olhão, onde ainda ninguém tinha vencido?

 

Para atormentar o espírito do Domingos, na jornada que antecede a recepção ao segundo classificado, e quando tem um jogo com a Naval 1.º de Maio, treinada pelo Mozer, e “pode ser o” João [Ferreira] a arbitrá-lo?

 

Ou desestabilizar o Beira-Mar, que, para já, concedeu ao Portimonense a sua primeira vitória fora de portas?

 

Parabéns, dos três, já conseguiram o último. Pelos vistos, os aveirenses sofreram os danos colaterais.

 

Muito rasteirinho, mesmo vindo de onde vem!

 

 

Previsão meteorológica



 

Um centro de altas pressões localizado sobre a zona de Carnide faz com que se prevejam fortes ventanias ao longo da próxima semana.

 

Como é do conhecimento geral, o ar circula das zonas de altas para as de baixas pressões, por isso mesmo, antecipa-se que o vendaval se fará sentir por todo o restante País, e com particular incidência, nos programas de comentário desportivo que se avizinham.

 

Às expectativas de que a ventania viesse ajudar a dissipar algumas nuvens escuras que ficaram a pairar no fim-de-semana sobre esses locais, e a arejar as ideias de alguns dos ilustres paineleiros, há que resignarmo-nos ao facto de que o vento não se propaga no vácuo que existe entre as suas respectivas orelhas.

 

 

 

  

Põe-te a pau Paulinho



 

 

José Couceiro entrou no Sporting para administrador da SAD sportinguista, com o propósito de aliviar o Presidente da SAD, na sua intervenção junto da equipa de futebol.

 

Passadas umas (duas ou três) semanas, o Presidente pôs-se ao fresco, e essa situação tornou-se ainda mais efectiva.

 

Um mês volvido, e é o Director para o futebol que é demitido, e o Couceiro lá substitui o Costinha.

 

Agora, o Cepo é posto a andar, e quem é que o substitui? O Couceiro.

 

Por sorte, enquanto jogador não foi grande espingarda, se não, com jeitinho, com jeitinho, ainda fazia uma perninha no lugar do Polga!

 

Se eu fosse o Paulinho, punha-me a pau. Primeiro deixam de brincar com ele, a seguir...



 

Olho no Couceiro, Paulinho!