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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Incompetência: uma estranha forma de vida

22
Mai14

Os dois primeiros títulos de campeão nacional que não conquistámos nos últimos dez anos tiveram a assinalá-los algumas efemérides, que fazem deles qualquer coisa de irrepetível.

 

Primeiro foram o Estorilgate, os sumaríssimos, a cunha leal na Liga, para não falar dos penáltis do Sabrosa, ou do treinador campeão, que zarpou com saudades da família, e que está a demorar mais tempo a reencontrá-la do que o ET a chegar a casa.

 

Depois, no segundo, seguiram-se o túnel, o Ricardo Costa, a despedida do Lucílio Baptista e os golos anulados ao Falcao.

 

 

 

O título de campeão que não conquistámos esta época, quanto a mim, também fica assinalado por uma efeméride digna de registo, e que não tenho visto exaltada com frequência.

 

Não, não estou a falar do tripletezinho, que esse é mais badalado que o chocalho de uma vaca leiteira. Refiro-me à profissionalização da arbitragem.

 

Pois é, esta foi a temporada da profissionalização da arbitragem.

 

Acho que a única vez em que estive de acordo com o Paulo Bento, foi quando ele, a propósito da profissionalização da arbitragem, concluiu que a única diferença era que em vez de termos amadores incompetentes, iríamos passar a ter profissionais incompetentes.

 

E no entanto, para quem vê de fora, as coisas até não terão corrido excessivamente mal. Como acontece esporadicamente, sempre que um certo e determinado clube é o campeão, as razões de queixa são poucas, e apenas o segundo classsificado, fez por tomar o lugar do clube que mais reclama sempre que não ganha. Tudo normal, portanto.

 

Porém, aquilo que se viu foi que a premissa que supostamente, serviria de base a quem nomeia os árbitros: "os melhores árbitros para os melhores jogos", depressa se veio a revelar chão que deu uvas. Grande parte das arbitragens, com a do Estoril x FC Porto à cabeça, pareceram em vez disso,  o resultado de valentes pielas, ao passo que outras foram protagonizadas por verdadeiros artistas.

 

Mas o que é que foi feito afinal dos "melhores árbitros para os melhores jogos"?

 

Se partirmos do princípio que os melhores jogos serão aqueles que envolvem os clubes melhor classificados, e que os melhores árbitros serão os internacionais, aquilo que podemos constatar é que o campeão apenas teve onze dos seus trinta jogos dirigidos por juízes internacionais.

 

O segundo classificado teve dezasseis e o FC Porto, catorze.  Dir-me-ão talvez, que a diferença pontual cavada entre o primeiro classificado e as restantes equipas, terá tornado as coisas tão desinteressantes, que deixou de justificar-se a nomeação de árbitros de alta patente para as partidas disputadas pelo campeão.

 

Talvez. Mas, se aprofundarmos esta hipótese, o que verificamos é que cinco das arbitragens protagonizadas por internacionais aconteceram entre a 13.ª e a 19.ª jornada.

 

À 13.ª jornada, o futuro campeão seguia em terceiro lugar com 30 pontos, tantos quantos o FC Porto, e o primeiro era o Sporting, com 32 pontos. À saída da 19.ª jornada liderava com 46 pontos, o Sporting era segundo com 42 e o FC Porto, terceiro com 41 pontos.

 

A segunda leva de jogos do campeão apitados por internacionais, aconteceu entre a 25.ª e a 29.ª jornadas. Nada mais que quatro partidas.

 

Na 25.ª ronda o primeiro levava 64 pontos, mais sete que o segundo classificado, o Sporting, e o FC Porto quedava-se pelo 3.º lugar com 49. Pela 29.ª e penúltima jornada, o já campeão detinha 74 pontos, com a mesma diferença de sete pontos para o segundo classificado, que entretanto conquistara mais um ponto ao FC Porto, agora com 58 pontos.

 

Portanto, a tese do desinteresse para justificar a não nomeação de internacionais parece não se aplicar inteiramente, uma vez que mesmo quando as coisas pareciam encaminhar-se para aquele que viria a ser o desfecho final, continuaram a ser nomeados para os jogos do campeão.

 

Comparando, por exemplo, com o FC Porto, temos que a maior série de nomeações de árbitros internacionais para os nossos jogos, ocorreu entre a 20.ª e a 25.ª jornadas. Nada mais que seis, de seguida.

 

Aquando da 20.ª jornada, éramos terceiros, com 42 pontos, a dois do Sporting, e a sete do primeiro. Finda a 25.ª ronda, mantinhamos o terceiro lugar, mas a oito pontos do segundo e a quinze do primeiro. Não deixa de ser curiosa e por certo significativa, a diferença.

 

É claro que não podem ser sempre nomeados árbitros internacionais.Tem de haver alguma rotatividade, e todos, desde que habilitados para tal, devem ter a oportunidade de apitar jogos importantes.

 

Nem mais. Pois bem, onde é que fica a rotatividade se levarmos em linha de conta que dos 19 jogos do campeão, que não foram dirigidos por internacionais, nove deles tiveram a apitá-los apenas três árbitros?

 

Bruno Paixão, Paulo Baptista e Rui Costa foram, cada qual, juízes em três jogos do líder. "Os melhores árbitros para os melhores jogos"?

 

Paulo Baptista leva uma longa carreira, e apesar de já ter apitado a final da Taça de Portugal, não chegou a internacional. Rui Costa vai pelo mesmo caminho.

 

E quanto a Bruno Paixão, só se entende se for a personificação do "Princípio de Peter". Foi promovido até ao limiar da sua incompetência. Aí chegado, provou que era de facto incompetente, e foi despromovido, por isso, aparentemente, terá voltado a ser competente!

 

Há algo que não quadra aqui.

 

 
Como, de resto, também haverá naquelas teorias que dão o FC Porto como o menos interessado na profissionalização da arbitragem. Diziam que, com os árbitros a serem pagos pelo orçamento da Federação, ficaria menos espaço de manobra para os comprarmos por fora.
 
A ser assim, e combinando esta tese com aquela que faz do FC Porto o amo e senhor do "sistema", não teríamos qualquer interesse em ter árbitros internacionais nos nossos jogos. Ou teríamos? E afinal, quem é que teve menos internacionais a apitarem os seus jogos?
 
Visto de outro prisma, e pegando ainda no nosso suposto "domínio" sobre o "sistema", a existir, isso significaria que teríamos, por exemplo, sob controle, as promoções de árbitros a internacionais, e logo, a sua almejada profissionalização.
 
Assim sendo, fará sentido que outros, que não nós, tenham tido mais partidas dirigidas pelas grandes promessas da arbitragem?  

     

Tudo isto soa a incongruência, como também na aparência, têm sido ao longo dos tempos incongruentes muitas das nomeações de Vitor Pereira. Mas será mesmo assim?

 

Para terminar, este texto não pretende desculpabilizar a perda do título pelo maior ou menor acerto das equipas de arbitragem. O FC Porto perdeu este campeonato porque, em momentos decisivos, esta equipa primou pela falta de comparência.

 

O que escrevi tem apenas em vista, designadamente para memória futura, assinalar a efeméride de que o clube que teve o início do seu período áureo associado ao dealbar do profissionalismo dos jogadores, também fica associado ao primeiro título conquistado na era dos árbitros profissionais.       

A insustentável irrevogabilidade da minha própria opinião

25
Fev14

Bem, agora chega. Um princípio de gripe – afinal, parece que estava mesmo a chocar alguma. Os cabrõezinhos dos bicharocos apanharam-me! - e meio dia de reunião, ajudaram a passar o tempo, e deram margem suficiente para todos aqueles que cá quiseram vir insultar-me, ou que mais não seja, fazer pouco do meu estúpido optimismo.

 

Quem não veio, ou veio e não o fez, azar. Foram complacentes, agora é tarde, acabou o prazo.

 

O que é que se me oferece dizer sobre a nossa equipa, após a derrota de domingo?

 

Honestidade em futebol, não compensa.

 

Ainda que possa não ser no sentido em que poderão estar a pensar, não soa bem, é verdade, e não fica bem a quem tem dois putos para educar, mas é a mais pura das verdades.

 

Se há coisa que salta aos olhos nesta equipa do FC Porto, é a sua honestidade.

 

Com Vitor Pereira, muito fruto da concepção egoísta que este tem do futebol, quando a equipa não jogava, fiquei muitas vezes com a sensação de que não o fazia propositadamente.

 

Os jogadores entretinham-se a trocar a bola entre si porque, para o treinador, o mais importante era furtar o esférico ao adversário, e mantê-lo na nossa posse. Para os jogadores, isso também acabava por se tornar mais cómodo, do que andar a correr que nem uns desalmados.

 

A maior valia técnica de algumas das nossas unidades, chegava e sobrava para tanto, e sempre que necessário, nas alturas decisivas, diziam presente. Isto, a nível interno, que fora de portas, como não poderia deixar de ser, foi outra loiça.

 

Agora, fico quase sempre com a sensação que, salvo honrosas excepções, os jogadores fazem o que podem. Há ali uma honestidade desarmante. Não fazem mais, porque não podem. Não dá para mais. E quem dá o que tem, a mais não é obrigado.

 

Mas devia ser.

 

Com o treinador é a mesmíssima coisa. Os espanhóis têm uma expressão para quando estão confortáveis em certo sítio, ou quando algo está de acordo com a sua vontade: "estar a gusto".

 

O Paulo Fonseca está (ainda) entre nós, mas de há uns tempos a esta parte, ainda que estando, está a custo, em vez de “a gusto”.

 

Nota-se por ali que há um grande desconforto incontido. Quem, quando fala, se refugia em lugares comuns e frases feitas, das duas, uma: ou não tem nada para dizer, ou não quer expressar o que lhe vai na alma.

 

Ora, se no início da temporada a comunicação social exaltava a lufada de ar fresco que os novos treinadores do FC Porto e do Sporting personificavam em matéria comunicacional, ou Paulo Fonseca mudou, ou não o faz porque simplesmente não está para aí virado.

 

E talvez ninguém lhe levasse a mal se tivesse mudado. Veja-se o caso do Leonardo Jardim, que agora parece um calímero de toda a vida.

 

Será sintoma do seu desconforto?

 

O que é certo, é que todos os treinadores que o antecederam, de alguma forma conseguiram impor a sua filosofia de jogo, por mais estapafúrdia que fosse. Co Adraanse, Jesualdo Ferreira, ou Vitor Pereira, todos eles impuseram a sua visão. E triunfaram.

 

No caso do André Villa-Boas, o caso não foi tanto uma questão estratégica, foi mais ao nível da dinâmica incutida aos jogadores, e estes fizeram a estratégia.

 

A presença do Fernando a meio-campo ditou que Paulo Fonseca falhasse rotundamente a este nível.

 

Se a perspectiva que Paulo Fonseca tem do futebol passa por um duplo pivot, com Fernando na equipa isso tornou-se impraticável.

 

Quando Paulo Fonseca tem como referências no futebol Arséne Wenger e o pateta platinado, isso só por si é já preocupante.

 

Para além de serem dois perdedores inveterados, no caso do segundo, para além do seu quê de invertebrado, adivinhar-se-ia a predilecção por um estilo de futebol mais vertical e directo do que aquele a que estamos habituados.

 

Paulo Fonseca, claramente não logrou atingir esse desiderato, e pior ainda, não demonstrou até à data, ser possuidor de suficiente agilidade mental, para conseguir fazer as coisas doutra forma. Daí ao seu estampanço ao comprido e à irrelevância de que falei há dias, foi um apenas um pequeno passo.

 

De resto, confirmado pelo próprio Paulo Fonseca nos últimos dois jogos. Mais do que os lapsos sobre Dortmund, o Bayer ou Leverkusen, fico perplexo quando a equipa perde ou empata, e o treinador nem sequer esgota as substituições.

 

O jogo estava demasiado fechado para o Quintero? Então e não é para isso que serve o Quintero? Para desatar os nós górdios mais apertados.

 

É por demais evidente que Paulo Fonseca atirou a toalha ao tapete.

 

No fundo, o Paulo Fonseca não fez mais do que confirmar aquilo que afirmei: do ponto de vista da estrutura da equipa, a questão está perfeitamente resolvida e estabilizada.

 

 

 

As restrições que o Paulo Fonseca colocou a si próprio, quer pelo afastamento de alguns jogadores, quer pelas suas “opções tácticas”, reduziram-no à sua irrelevância. Olha para o banco, e não vê qualquer alternativa, tornando a sua presença, de pé, de braços cruzados ou a bater palminhas, perfeitamente inútil.

 

O único gesto de que talvez se pudesse socorrer, e eventualmente obter algum sucesso, seria aquele parecido com o do polvilhar culinário, e que entrou no léxico gestual de muitos outros treinadores, com o significado de “troquem a bola”.

 

Mas esse, ao Paulo Fonseca nunca o vi fazer.    

 

Assim sendo, nestes termos, tenho de admitir que não vale a pena continuar. Ir a Frankfurt, Leverkusen ou Dortmund, ou não, tanto faz. É igual. O melhor será mesmo irem uns para um lado, e o outro, para outro.

Dedicado a uns tipos com umas camisolas às riscas verticais azuis e brancas

01
Fev14

 

 

Para que não fiquem dúvidas ou mal entendidos, esta dedicatória vai direitinha para os senhores Fernando, Otamendi, Mangala, Jackson Martinez, Defour e Quintero.

 

Lembram-se de dois indivíduos, que vestiram umas camisolas iguais às vossas, mas que lhe sabiam a pouco?

 

Davam pelo nome de Álvaro Pereira, vulgo, Palito, e Fredy Guarín.

 

Pois é, como lhes sabia a pouco, forçaram a saída do clube. E sairam.

 

A fazer fé nas últimas notícias, o primeiro, depois de uma passagem fugaz e sem grande glória por Itália, parece que está no Brasil. Óptimo para ele. Sempre fica mais perto do Mundial.

 

O outro, segundo informação do próprio, consta que terá sido posto à venda, e esqueceram-se de o avisar.

 

Antes deles também os senhores Bruno Alves e Raúl Meireles, Paulo Assunção, Maniche e Costinha, acharam que era tempo de mudar de ares, e fizeram o mesmo.

 

Experimentem espiolhar as suas magníficas carreiras, e tentem descobrir onde é que registaram os seus pontos mais elevados. Desportivamente falando, é claro.

 

Possivelmente, inquirir-me-ão desafiadoramente: "Então, e o Falcao?"

 

Bem, se se acham ao nível do Falcao, então está tudo dito. Meto já a viola no saco, e acabou-se a conversa.

 

No meio disto tudo, o pobre do Paulo Fonseca, ainda é capaz de ser o menos responsável pelo actual estado da nação. Coitado, que culpa tem ele se o seu limiar de competência se situa no terceiro lugar?

 

Para um Paços de Ferreira, é excelente. É um passo em frente. No FC Porto, não. São dois gigantescos passos atrás.

 

E agora, o valente pontapé no traseiro vai para...? 

Reptilia

28
Out13

Ontem, num momento raríssimo, e que dificilmente se repetirá, por certo, estive de acordo com o João Gobern.

 

É verdade. Tenho de admiti-lo. Falava-se sobre os incidentes no exterior do Dragão e, sem ouvir o resto da conversa, que imagino, tratando-se do Gobern, tenha discorrido sobre os culpados do costume, ouvi-o a sugerir que aquelas imagens deviam figurar numa rubrica, que julgo ser do "Eurosport", e que se chama qualquer coisa como "Sem comentários".

 

Sem ver grande coisa das imagens, tive de concordar com ele. Violência daquele género é inadmissível seja onde fôr, e da parte de quem quer que seja. Se passar as filmagens no "Eurosport" servir para alguém pensar um bocado sobre aquela tristeza, apenas direi: "força, têm o meu apoio".

 

Hoje, depois de ver na SICN e na CMTv, o que se terá passado, tenho a dizer que, ainda era miúdo, e aprendi com um tio-avô meu, que não devemos maltratar lagartos, lagartixas, osgas e camaleões. Ainda que causem repulsa, e não seja capaz de tocar-lhes às boas - ao contrário de um dos meus filhos, que faz festinhas a tudo o que é bicharoco - reconheço que nos são muitos úteis, e ajudam a dar cabo de insectos e bicharada indesejável.

 

Não me passaria por isso, pela cabeça, fazer-lhes mal, e choca-me quando vejo alguém a fazê-lo.

 

No entanto, tenho de abrir uma excepção. Faço-o apenas porque vi ali um padrão de comportamento que acho preocupante.

 

 

 

No fundo, aquele grupo rapazes de preto vestidos, bem comportados, que por ali deambulava nas imediações do Dragão, a fazer não se sabe bem o quê, e que, quando se viu encurralado, acabou por se refugiar junto dos seguranças ou no próprio estádio, mais não fez do que um certo puto queque, que anda, há tempos e tempos, a tentar incendiar qualquer coisa, para depois, nem ter coragem de ir para a bancada ou para a tribuna, refugiando-se no lugar mais seguro do Dragão: o banco de suplentes.

 

E aqui abro a excepção. Parte daquelas pedradas e bordoadas perderam-se em destinatários incertos, deixando de fora o pirómano amador, que grandemente as poderá ter motivado. Foi pena.

 

Quanto ao Gobern, se aquelas imagens merecem destaque no "Sem comentários", as de um treinador de joelhos, engalfinhado com um polícia, ou de um árbitro, a cair redondo no chão, depois de levar uma cabeçada de um energúmeno qualquer, deveriam aparecer onde?

 

No "Watts"?

 

 

 

Três tristes jogos...e mais um

29
Set13

 

 

Diz, com razão, o Miguel Esteves Cardoso, que a puta da vida é linda. Mas há merdas que acontecem que deitam a moral abaixo, como se fosse um castelo de cartas.

 

Tenho andado tão a leste de tudo isto, mas tão a leste, que nem sequer me tinha apercebido como se encontrava revolto o mar em volta do nosso treinador, com a maré de contestação que se adivinha por aí a formar.

 

A sério. Por mim, com três pontos de avanço, ainda que com três jogos menos conseguidos, um deles absurdamente decidido pela equipa de arbitragem, estava tudo na santa paz.

 

Acordei esta semana e, qual não é o meu espanto, quando deparo com críticas que vão desde o ser um treinador de clube pequeno, às substituições, e designadamente, a entrada do Ghilas nos derradeiros minutos da última partida, as opçõs do tipo "entra Josué-sai Josué" ou "Defour imprecíndivel-Defour no banco", e até a sua admiração, em tempos manifestada, pelo pateta platinado e pelo Wenger. Imperdoável!

 

Pois bem. A meu ver, os três jogos maus foram perfeitamente normais. Um jogo a anteceder a estreia nas competições europeias corre mal? Normal.

 

O jogo de estreia na Champions não foi brilhante? Pois não. Mas foi a estreia desta equipa técnica em competições deste nível, e a isso, somem-lhe o peso de jogar num palco que tanto simbolismo carrega para nós, portistas. Ganhámos à equipa que, no plano teórico, será a mais fraca do grupo. Jogámos mal? É verdade, mas ganhámos.

 

O jogo a seguir à Champions traduziu-se no primeiro que não vencemos até à data. Um empate no jogo na ressaca da Champions, e na Amoreira é mau? Pois é

 

Ou seja, o que é que há aqui de fora do habitual?

 

Também não surpreenderia se o jogo de ontem, sendo na véspera de receber o Atlético de Madrid, tivesse dado para o torto, ou que isso aconteça no próximo, em Arouca.

 

Estou a baixar surpreendentemente os meus padrões de exigência? Talvez. Ou talvez seja apenas realismo.

 

Contudo, realisticamente, também compreendo quando leio que a questão não são só os resultados, mas também a falta de conteúdo da equipa, que não abre perspectivas muito optimistas.

 

Uma vez mais, qual é a novidade? Não é nada que não se tivesse visto antes.

 

Imputar a responsabilidade pelo que de mal vai acontecendo à postura mais defensiva ou ao duplo pivot, em especial, é, quanto a mim, uma falsa questão.

 

O problema, tal como noutras ocasiões recentes, é que não temos construção de jogo a meio-campo. A equipa está partida, e não há transposição de bola da, como agora lhe chamam, primeira fase de construção, junto à defesa, para a segunda, a meio-campo.

 

Tirando o jogo com o Maastricht, em que alinhámos de início com o Castro e o Josué, ainda não me apercebi a sério do tal duplo pivot. O sistema do Paulo Fonseca faz-me lembrar muito mais o Manster Unite, do que outra coisa qualquer, com o Fernando, e o Defour ou o Josué nos papéis de um Carrick e um Scholes.

 

O nosso esquema tende muito mais para um 4-4-2, do que para um 4-2-3-1. O problema, ou problemas, que são vários, começam por os nossos extremos não serem extremos, na verdadeira acepção da palavra.

 

O Licá, que ainda assim é o que mais se aproxima, não é um extremo puro, daqueles que vão à linha e servem o ponta-de-lança. O Quintero e o Josué, não são extremos. O Varela não é o Varela, e o Ricardo está muito verdinho. O Kelvin?

 

Para que a coisa funcione, com apenas dois homens a meio-campo, seriam essenciais os adiantamentos dos laterais. Acontece que os adversários não andam a ver passar os comboios, e o Paulo Fonseca bem se queixou que o Estoril nos dificultou bastante a vida na primeira fase de construção de lances, e ontem, os dois extremos do Guimarães foram, basicamente, dois defesas-laterais adiantados.

 

Somemos a isso uma certa contenção dos nossos rapazes (ai os jogos europeus!). Sem extremos e sem laterais, são poucas as bolas que chegam lá adiante, e se a jogada segue pela lateral, quando chega a um Quintero (deliciosa a comparação com o Maradona dos Cárpatos, Jorge), acaba.

 

O Quintero não é menino para tabelar. Recebe a bola, mete-se para dentro, e lá fica o lateral colado à linha, mais um espectador, à espera do que se seguirá.

 

Se a bola não chega lá adiante, não vale a pena esperar que o Jackson, que ainda por cima, está nas lonas, só não percebo se física, se psicologicamente, e o Lucho, resolvam alguma coisa.

 

Não admira por isso que dos pés do Josué saiam passes verticais, que mais vezes do que o desejável, morrem nos adversários.

 

Alguém tem de levar a bola da defesa para o ataque. O Lucho tem aparecido mais adiantado, e mais virado para o último passe ou para a finalização, do que para o transporte da bola do meio-campo para diante.

 

O Fernando, nesta filosofia dos dois médios, ao contrário do que vinha fazendo nos últimos tempos, aparece mais posicional, quase transformado numa espécie de Paulo Assunção. Por outro lado, carrilar o jogo pelo centro do terreno, onde o aglomerado de jogadores é maior, não parece boa idéia.

 

Que alternativa, então? Assim de repente, parece-me que restam os centrais. Em vez de se limitarem a passes lateralizados entre si, ou para o médio mais recuado, ou a pontapés directos para diante, fadados ao insucesso, que tal serem eles próprios a adiantarem-se no terreno, transportando a bola até à entrada do meio-terreno adversário, e criando assim uma hipótese de supremacia.

 

Tanto o Mangala como o Otamendi já jogaram a laterais. Será muito complicado? Implica a subida de toda a defesa, é verdade. Será demaisado arriscado? Se o Fernando já anda tão por cá atrás, não poderá fazer a compensação?

 

Bem, ontem tivemos sorte. O Pedro Proença viu uma falta naquela jogada em que os costados do vimaranense, agrediram barbaramente a peitaça do Quintero, enquanto este coreografava o "Learning to fly" do Tom Petty.

 

Noutras ocasiões, vamos ver como será. Mas valerá a pena começar já a retirar a carta do canto da fila de baixo do castelo?


 

Nota: As imagens que encimam o texto foram seleccionadas para memória futura. Para que, quando outros forem beneficiados por erros de arbitragem, nos lembremos delas e as comparemos com as que nesses dias, estiverem nas capas daqueles jornais...  

 

Siga o "freak show"!

18
Ago13

 

 

E o Rui Pastorício sempre jogou! Quem diria?!

 

Bem, o José Manuel Meirim disse-o. E teve razão. Tal como dissera que o FC Porto deveria ser excluído da Taça Lucílio Baptista na época passada. E, não teve razão.

 

Uma coisa há a creditar-lhe: coerência.

 

Se no passado defendia a inexistência de estanquicidade entre os jogos das ligas e a taça da dita, agora defendeu o mesmo princípio, e então, o Pastorício, sendo elegível para a liga secundária, obviamente cumpriria aí o castigo decorrente da sua expulsão no jogo de apresentação do seu clube.

 

Faz sentido. Com um senãozinho. Se então, José Manuel Meirim o defendia em nome da verdade desportiva, e em detrimento da preservação da saúde física dos atletas, agora, onde é que fica a verdade desportiva?

 

É que, não sei se repararam mas, a partir de agora, depois desta abstrusa e aberrante situação, nenhuma equipa, desde que possua uma versão B, vai ter jogadores castigados.

 

Basta que o jogo da B se realize antes do da equipa principal, e que o jogador em causa seja elegível (o que não deve ser difícil, mas não me dei ao trabalho de confirmar...).

 

Nem sequer interessa se passaram 48, 72 horas ou 30 minutos entre as partidas. Se o homem está castigado, logicamente não poderá alinhar, logo a questão da antecedência, que tanta tinta fez correr em tempos, e que até a assaltos deu azo, está ultrapassada, e o cadastro limpinho, como dirá alguém.

 

Também não deixa de ser interessante ver o Rui Pastorício ser expulso por tão comezinha ocorrência como aquela.  Não foi algo parecido que o impediu de nos defrontar na temporada transacta, quando deveria ter sido expulso no jogo anterior, e não o foi.

 

Convenhamos que, depois de ver o Hugo Miguel e o Jorge Sousa marcarem penáltis por faltas dos guarda-redes do Trofense e do clube que jogou na ilha dos buracos, e perdoarem-lhes as respetivas exclusões, era injusto o Pastorício ficar a secar.

 

Podia lá perder-se a oportunidade do rapaz arrancar contra o Arouca, logo contra o Arouca (!), uma daquelas exibições de encher o olho, e ainda ser despachado antes do fim do mês?

 

É claro que tendo o Trofense defrontado a nossa equipa B, e sendo a outra equipa aquela que é, nada disto interessa. O que interessa sim, é debater se a acção, normal, ainda que pouco inteligente, do Josué, e a reacção anormal, e ainda menos inteligente do Kieszek, foram adequadamente punidas.

 

Isto, é claro, e como de costume, tendo como ponto de chegada, independentemente dos pressupostos de partida, que a punição do polaco foi exagerada, porque o Josué apenas foi amarelado, mas que se este último tem sido expulso...estava tudo bem.

 

Será que ninguém se irá lembrar que o Kieszek já jogou no Porto? Em Setúbal estas coisas aconteciam amiúde era com jogadores que haviam passado antes por um outro clube, e aí, estava tudo na santa paz.

 

Os do costume dirão que não há nada de anormal, apenas que no futebol português se passam coisas estranhas, e obviamente, é por causa delas que perdem, e perdem, e tornam a perder. Até a Lucílio Baptista...

 

É à conta das coisas estranhas que um FC Porto bisonho, triste e sem rasgo chegou para ganhar ao melhor rival dos últimos trinta anos. Ora, se o treinador que nada ganhou, e nas últimas quatro épocas perdeu mais do que ganhou, diz que está à beira da hegemonia, quem seremos nós, pobres mortais, para duvidar?

 

Valham-nos adversários destes, cujo maior risco que correm é o de deixar tudo exactamente na mesma, como, por exemplo, começar o campeonato, tal como nas últimas quatro temporadas, pela mão daquele treinador, sem saborear a vitória. Pela nossa parte, enquanto forem aparecendo Artur Jorges, Mourinhos, Adriaanses, Villas Boas e Paulos Fonsecas, vamo-nos reinventado, na medida do possível, e mantendo intacta a mesma ambição de sempre.

 

Bem vindos à Liga Zon Sagres 2013-2014!

 

Continuem com o "freak show", que nós seguimos para tetra...

O tempo resolve tudo

08
Mar13

“Dizem que o tempo resolve tudo. A questão é: Quanto tempo?”

(Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll)

 

 (imagem tirada daqui)

 

 

O "Sou portista com orgulho" fez um trabalho de análise do nosso calendário até ao final do campeonato, cuja leitura francamente recomendo.

 

As conclusões fundamentais do que é escrito, poderão condensar-se da seguinte forma:

 

“vamos disputar jogos onde o [primeiro classificado] perdeu pontos neste campeonato…Já o [primeiro classificado] vai disputar jogos em que o FC Porto venceu-os todos”

 

“o [clube que vai à frente] ganhou todos os jogos onde o FC Porto perdeu pontos…Falta saber o que vai fazer o FC Porto nos jogos onde o [outro] perdeu pontos, pois curiosamente ainda não disputou nenhum…”

 

Se somarmos a isto o facto de que vamos ter mais jogos fora de casa (cinco jogos), do que em casa (quatro jogos), exactamente ao contrário do que sucede com o nosso rival, a coisa, estatisticamente e em termos de calendário, estará longe de famosa.

 

Como as estatísticas e o calendário valem o que valem, acrescento duas variáveis a esta equação: a Champions League e claro, a Taça Lucílio Baptista. Lembram-se dela?

 

E a minha preocupação neste particular prende-se mais com esta última, e com as datas para a disputar. Se fôr caso disso...

 

Hoje, defrontamos no Dragão o Estoril-Praia. Dia 13 de Março, quarta-feira, vamos a Málaga, carimbar a passagem aos quartos-de-final da Champions.

 

No domingo seguinte, dia 17, vamos à ilha dos buracos, defrontar o clube do guardanapo.

 

Em seguida, o campeonato interrompe-se para compromissos da selecção nacional. Em princípio, entre os dias 19, em inicia o estágio em Óbidos – ainda haverá por lá chocolate? – e 26 deste mês, que é a data do jogo com o Azerbaijão.

 

Dia 30 de Março, sábado, vamos a Coimbra, e dia 2 ou 3 de Abril (terça ou quarta-feira), disputam-se as primeiras mãos dos quartos-de-final da Champions.

 

A 7 de Abril, que é um domingo, recebemos no Dragão o SC Braga, e a 9 e 10 disputar-se-ão as segundas mãos da eliminatória da Liga dos Campeões.

 

A final da Lucílio Baptista está marcada para 14 de Abril, e a 21 vamos a Moreira de Cónegos.

 

Portanto, até 14 de Abril terá que estar resolvido pelo Conselho de Justiça da Federação, o recurso interposto pelo Vitória de Setúbal, e disputada contra o Rio Ave, a subsequente meia-final da prova, por nós ou pelos sadinos.

 

Não havendo ainda sombra de decisão, esta meia-final vai jogar-se quando?

 

Partindo-se do princípio de será disputada durante a semana, só vejo duas hipóteses:

 

A)   não nos qualificamos para os quartos-de-final da Champions;

 

B)   o Conselho de Justiça dá deferimento ao recurso do Vitória;

 

Ou será que nos querem fazer jogar a Taça Lucílio Baptista sem o Moutinho e o Varela?

 

Só espero é que cheguemos ao fim e não façamos o papel do coelho na Alice no País das Maravilhas: “Estou atrasado, estou atrasado!”

 

 

E eis que a coisa se desex-aequolizou (ou “Unfuckingbelievable, outra vez”)

04
Mar13

É verdade, lá se foi o ex-aequo que eu tanto apreciava. Gosto da expressão ex-aequo. Não sei porquê, mas desde que me lembro, sempre lhe achei piada.

 

Quem pelos vistos, não lhe achava grande graça eram alguns dos nossos adversários de sábado, principalmente um tal de Wolfseiláquantos, e vai daí, lá se foi o ex-aequo.

 

É compreensível. Com os nossos colegas de poleiro a jogarem mundos e fundos, a marcarem golos a torto e a direito, às vezes, mais a torto que a direito, mas enfim, e olharem para o lado e darem de caras connosco com os mesmos pontos, e ainda por cima, ligeiramente à frente, era dose.

 

Após o nosso empate com o 11.º classificado, na Calimeroláxia, era óbvio que essa iria ser a consequência mais que lógica a retirar.

 

Não digo isto para em seguida desfiar uma qualquer teoria marada da conspiração. Digo-o apenas, porque é um facto. Quantas vezes estivemos nós na mesma situação do nosso rival, e beneficiámos da expulsão estúpida de um rival, logo nos minutos iniciais de uma partida, ou de um penálti, como o do Hugo ontem?

 

Quem se lembrar, que responda, eu não me lembro.

 

Atenção, não pretendo com isto pôr em causa a legitimidade do actual primeiro classificado, há tantos outros motivos para o fazer, que não seja por esse, ou lançar um anátema de suspeição sobre árbitros ou quem quer que seja.

 

Limito-me apenas a notar que, no nosso jogo contra os aveirenses, o Jackson para passar o Hugo, que até é um gajo experiente, teve de lhe dar um valente nó, que se não lhe partiu os rins, ao menos deixou-o em mau estado.

 

Ontem, o mesmo Hugo parecia um principiante a saltar daquela maneira à bola. Não por saltar de braços abertos, que a motricidade humana e a gravidade ainda são o que são, mas pelo deficiente posicionamento em relação ao adversário, que, se não tem tocado na bola com a mão, quase de certeza que se isolava.

 

Mas isto são tudo coisas que acontecem naturalmente, sem que encerrem em si algo de sobrenatural. Por incrível que pareça, a cor vermelha que tanto estimula a raça taurina, noutro tipo de bestas funciona mais como ansiolítico. Certamente será uma questão de metabolismo…

 

Independentemente de tudo isso, o FC Porto só se pode queixar de si mesmo. O futebol é um jogo e o resultado nunca está por isso, garantido à partida, mas seja como for, se no campo do 11.º não é para ganhar, onde é que será?

 

No final da semana e no próprio sábado, fartei-me de ler por aí que a Calimeroláxia, era o sítio onde perdíamos mais pontos, e que ali, o Sporting era assim a modos que a nossa némesis.

 

Que raio. Então levámos anos para conquistar a ponte, para agora encalharmos nesta maravilha arquitectónica?

 

 

E não quero saber se era a equipa A, a equipa B ou a equipa X. Era o 11.º classificado, e pronto.

 

Nessa história das letras das equipas, o Vítor Pereira esteve bem na resposta ao palerma platinado, não se pode deixar o palerma platinado sem resposta à altura. Mas ele sabe, todos nós sabemos, que é uma melhor aproximação à realidade, dizer que o Sporting joga com meia equipa B, do que empatar com a equipa B, do Barcelona, e fazer uma festarola, como se fosse um grande êxito.

 

Outro ponto que me parece evidente, é a falta que o João Moutinho faz naquela equipa, quando pura e simplesmente não está presente, ou quando não está num dia dos seus, o que é raro.

 

Na época passada tínhamos equipa, mas levámos a época quase toda a clamar por um ponta-de-lança, que desse sequência ao futebol produzido, e o materializasse em golos.

 

Agora, temos um ponta-de-lança que marca golos que se farta, e ainda falha bastantes oportunidades. Um ponta-de-lança que, mesmo quando não marca, como aconteceu no sábado, ainda assim é considerado o “Homem do jogo”, na “Zona Mista”, e o que é que se vê?

 

Um empate a zero com o 11.º classificado.

 

Este facto suscita-me duas interrogações. Partindo do princípio que era financeiramente imperioso transferir um de dois jogadores, o João Moutinho ou o Hulk, a permanência do primeiro ter-se-á ficado apenas a dever, como então se mencionou, à questão da partilha do seu passe com o tal fundo de jogadores?

 

O que se nota é que a equipa funciona sem o Hulk. Já sem o João Moutinho…

 

A outra dúvida, que decorre da primeira, tem a ver com a colocação do Hulk como avançado centro, em detrimento da aquisição atempada de um jogador com as características mais adequadas.

 

O estilo de jogo do brasileiro, feito de arranques em força, que arrastavam atrás de si a equipa, tem muito pouco a ver com o futebol mais colectivo agora praticado, tão do agrado do nosso treinador.

 

Resolvia jogos, é certo, mas não era a mesma coisa. O que me leva a pensar se a compra de um avançado a sério, não terá sido consumada por falta de verba, ou por mera opção de gestão do plantel.

 

E já agora, se a partir daí, a colocação do Hulk a avançado centro terá então sido mesmo ditada pela necessidade, ou terá sido uma mera opção táctica no sentido de “domar a fera”, ajustando-o teimosamente ao estilo de jogo pretendido.

 

O que, infelizmente e inevitavelmente me conduz a isto…

 

 

Quanto ao Sporting. O Sporting fez o que lhe competia, fez aquilo que qualquer equipa mais fraca faz perante uma que lhe é superior. É claro que tal como no nosso jogo contra o Olhanense e ao contrário do que aconteceu na visita da Académica à Cesta do Pão, tratando-se de um clube com alguns pergaminhos, não se ouvirá falar em autocarros.

 

Mas quando uma equipa alinha à partida com três trincos defensivos, é o quê? O autocarro apenas estacionou um bocadinho mais à frente, em vez de imediatamente defronte da baliza.

 

O Jesualdo bem pode dizer que nesta altura, o Dier ainda não se definiu, que não é defesa nem médio. Ou que a expulsão o impediu de lançar em campo mais jogadores que explorassem as suas famosas transições rápidas. Quais? O Gaël Etock e o Zezinho?

 

O Jesualdo também diz que foi ofendido pelo árbitro, mas foi ele que o mandou para o c…

 

Foi também o Jesualdo que disse um dia, que “os cagões é que voltam as costas”. Ele voltou as costas ao jogo. O que é que isso faz dele?

 

 

Para já, o que convém ter presente é que esta partida não era decisiva para nada. Decisivas são todas aquelas que vamos disputar de agora em diante até à 28.ª, em que não podemos perder pontos.

 

Nessa altura, o actual primeiro classificado, se quiser ser campeão, terá de passar no Dragão.          

 

Olha, sem querer, versejei. Que tal para conclusão?

Unfuckingbelievable

01
Mar13

Uma vez mais vamos jogar na capital, e uma vez mais não vai estar um árbitro internacional a dirigir o jogo.

 

Ou seja, nas duas vezes em que medimos forças com aqueles que à partida, muito à partida, tão distantemente à distância, seriam os nossos principais rivais na disputa do título, a lógica de nomear os melhores juízes para os recontros mais importantes não prevaleceu.

 

A primeira vez, na Cesta do Pão, não sendo de todo expectável, o recurso ao João “pode vir o João” foi perfeitamente compreensível, ficando para registo a falta de vergonha de quem o nomeou. Agora, surge o nome de Paulo Baptista para a Calimeroláxia.

 

 

Porquê? Pergunto eu. E a pergunta não tem que ver especificamente com o Paulo Baptista. Antes ele que outra dose do amigo João, ou o Duarte Gomes, ou mesmo, uma vez que o Maicon vai, quase de certeza, jogar, o Jorge Sousa.

 

O Paulo Baptista, ainda que não sendo o decano do quadro principal, lugar ocupado pelo João “pode vir o João”, é a par deste, um dos mais experientes em actividade, mais exactamente desde 1987/1988.

 

Pelo que li há tempos num comentário, consta que é benfiquista, e que gosta de festejar as vitórias do seu clube. Mas isso, também eu. Não sou é árbitro, Deus me livre.

 

Ainda assim, não guardo dele muito más recordações. Esteve há uns anos, ainda no tempo do Jesualdo Ferreira, numa derrota nossa no Funchal, com um autogolo do Rolando, e na derrota caseira por 0-2, que sofremos numa primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, e que haveríamos de reverter com um 3-1, na segunda mão, em plena Cesta do Pão.

 

Em contrapartida, apitou na Figueira da Foz a nossa vitória inaugural da época de 2010/2011, e assinalou o tal penálti que deixou muita gente com uma prolongada sensação de ardor estomacal.

 

Nunca chegou a internacional, e julgava eu, que a final da Taça de Portugal da época passada teria sido o ponto mais alto da sua carreira. No entanto, vai-se a ver e é actualmente, em paralelo com os internacionais João Capela, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra, e o não internacional Bruno Esteves, um dos que mais partidas em que marcaram presença algum dos clubes grandes, mais grandes, ex-grandes, e aspirantes a grandes, que leva dirigidas.

 

Porquê? Pergunto novamente. Estarão todos os internacionais indisponíveis para amanhã?

 

Embora não sendo transparente se ainda subsistem algumas normas na matéria, seguindo a regra, talvez ilusória, de que o mesmo árbitro só poderia repetir um mesmo clube a cada dois jogos, o Xistra, o Soares Dias e o Hugo Miguel, estariam assim excluídos. E os outros?

 

Proença, Benquerença, Capela, ou o recém promovido Marco Ferreira? Deixo de fora por motivos óbvios o Duarte Gomes e o Jorge Sousa, e o Vasco Santos, porque pertence à AF Porto, e não quero trilhar ninguém.

 

Fazem todos parte de alguma lista de proscritos? Se sim, de quem? Quem não gosta de árbitros internacionais? Que se saiba, da parte do FC Porto, para além do Bruno Paixão, que já nem é internacional, não consta que haja qualquer outra incompatibilização. E mesmo essa, vale o que vale…

 

Do Sporting? De terceiros, que não os querem ver nos nossos jogos?

 

Porque é que se afastam árbitros internacionais destes encontros? Memórias recalcadas do “isso é tudo para nos f…”?

 

Se o homem não tem categoria para ser internacional, e é nomeado, terão os demais categoria para serem internacionais? Esta pergunta é retórica. Prestam lá para fora, mas não servem para a Calimeroláxia?

 

Estas nomeações que continuam a ser feitas, por razões que a razão desconhece, ou não atinge, não concorrem de sobremaneira para credibilizar quem as faz.

 

Só falta no domingo, o Bruno Esteves em Aveiro…(ou o João “pode vir o João”, ou o Duarte Gomes).

 


Nota (actualizado às 15h05): Intervalo para o café. Acabei agora mesmo de ler no "Correio da Manhã", que o sportinguista Duarte Moral considera uma afronta ao seu clube a nomeação do Paulo Baptista para o clássico, porque, diz ele, foi um dos árbitros que alinhou na época passada, no boicote aos jogos do Sporting. Hmmm! Começo a gostar deste Paulo Baptista!