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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

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Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Breve resenha das grandes vitórias da época 2012/2013

06
Set12

Esta, como o próprio título indica, é apenas uma breve resenha, porquanto com o que levamos de época – 4 jogos oficiais – não há ainda muito a registar.

 

No entanto, há um clube que, muito claramente, se distancia dos seus rivais. Ora senão, reparem:

 

Clube mais grande do Mundo dos arredores de Carnide:

 

 - aprovação pela Assembleia da República a criação do Tribunal Arbitral do Desporto, apenas com os votos do Partido Socialista, e a abstenção dos demais partidos.

 

Talvez não se recordem, mas a ideia da criação deste Tribunal, surgiu muito por força da necessidade de se evitarem decisões contraditórias entre os Conselhos de Disciplina da Liga de clubes e de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, como, por exemplo, no caso do Hulk e do Sapunaru.

 

O Governo da altura, do Partido Socialista, entendeu por bem criar uma comissão para a para justiça desportiva, que se dedicasse ao estudo de alternativas susceptíveis de “promover uma adequada conexão entre a Justiça e o Desporto”, podendo “conduzir à criação de um tribunal desportivo”.

 

Por mera coincidência, era na altura Secretário de Estado da Justiça, João Correia, o conhecido causídico benfiquista que patrocinou a derrota do seu clube e do Vitória de Guimarães, na tentativa de excluir o FC Porto da Champions.

 

Quem esteve para fazer parte desta comissão, foi o nosso conhecido Ricardo Costa, acabado de terminar o seu mandato na Comissão de Disciplina da Liga, mas cujo nome foi vetado, sabe-se lá porquê, por Laurentino Dias. Demasiada bandeira?

 

Enfim, o Tribunal aí está, um tanto ou quanto a destempo, e vai funcionar sob a égide do Comité Olímpico.

 

Uma vitória, sem dúvida;

 

- a Eusébio Cup;

 

 

 

 

- a agressão do Mona Lisa ao árbitro alemão, ainda por punir.

 

Quando nos lembramos que o Hulk e o Sapunaru, por algo que apenas alguns viram, foram suspensos preventivamente, e agora, perante qualquer coisa que, apenas alguns não querem ver, não há suspensão, é uma vitória, sem dúvida.

 

Quando notamos que o Ricardo Costa não lhe aplicou um sumaríssimo, aquando da agressão ao jogador do Nacional da Madeira, na Taça Lucílio, porque o Olegário Benquerença o havia apenas amarelado, e agora, com o cartão a ficar quedo na mão do árbitro, também ele caído por terra, sem qualquer admoestação que se conheça, nem sombra de sumaríssimo, é uma vitória, sem qualquer margem para dúvida;

 

- o castigo de 15 dias aplicado ao tratador de cavalos, que por um incrível acaso do destino, termina mesmo antes do próximo jogo da sua equipa.

  

 

 

Uma vitória esperada, ainda assim uma vitória digna de registo;

 

F.C. Porto:

 

- o Troféu Pedro Pauleta;

 

 

 

 

- a Supertaça Cândido de Oliveira;

 

 

 

Uma vitória, sofrida, mas sempre uma vitória. A quarta consecutiva;

 

- Pinto da Costa ilibado de branqueamento e crimes fiscais;

 

Aqui não é tanto uma vitória nossa, mas mais uma derrota da Dr.ª Maria José Morgado. Mais uma entre tantas.

 

Como também se ganha por demérito do adversário, é sempre uma vitória.

 

S.C. Braga:

 

- acesso à fase de grupos da Champions League;

 

 

 

Por este breve resumo pode-se facilmente constatar que há um clube que supera claramente os demais.

 

A nós, do ponto de vista desportivo, as coisas não nos têm corrido mal. O Eusébio e o Pauleta foram dois grandes avançados, cada um na sua época, mas é sempre meritória uma vitória nos troféus que os homenageiam, ainda que o Santa Clara não seja o Real Madrid, acabadinho de chegar de férias. E temos a Supertaça.

 

Na área da justiça, propriamente dita, também não estamos mal, como é, de resto, nosso apanágio.

 

O pior é mesmo na justiça desportiva, onde o nosso mais directo oponente triunfa por 3-0. Por coincidência ou não, o equivalente ao resultado convencionado para as faltas de comparência.

 

Sintomático.

Momentos da verdade

21
Ago12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não se assustem que não vou escrever sobre o Karate Kid (I, neste caso), nem sobre o Dan(iel), que com a ajuda do Sr. Miyagi-san, derrota os cobras, e se torna num verdadeiro campeão de karate, com uma perna, quase literalmente, às costas.

 

Nada disso, mas vou falar de um outro autêntico kid, porque disso não passa, sem dúvida. Uma criançola que um dia, como outros tantos, se resolveu arvorar em paladino da verdade desportiva, e cujas incoerências, me divirto a apontar.

 

Sobre o jogo que decorreu no passado fim de semana, na Cesta do Pão, pode ler-se no "Relvado" que, "Rui Santos dá nota negativa a Artur Soares Dias, sustentando que o segundo cartão amarelo exibido a Douglão, do Sp. Braga, foi uma decisão errada e entendendo o mesmo quanto à análise do lance entre Cardozo e Beto. O comentador diz que o árbitro foi "iludido pela movimentação do Cardozo, típica de quem vai fazer falta, mas simplesmente não há nenhum toque no guarda-redes do Braga". Portanto, conclui que foi "uma decisão errada com influência direta no resultado do jogo".

 

Já no que toca ao árbitro do nosso jogo em Barcelos, lê-se: "A prestação do árbitro Duarte Gomes no encontro de Barcelos merece nota positiva de Rui Santos, que não aponta falhas graves ao homem do apito".

 

E as duas jogadas em que jogadores do FC Porto foram placados pelos adversários em plena área, referidas pelo Vítor Pereira, logo na flash interview?

 

Rui Santos não as viu? Não teve tempo? Ou eram da responsabilidade do árbitro assistente, e aquilo que aparece no Relvado, refere-se apenas ao Duarte Gomes?

 

Não quero com isto encontrar motivos para o nosso empate inaugural, que esses são outros, e começam a ser recorrentes mas, "[a] prestação do árbitro (...) merece nota positiva" "não [lhe] aponta falhas graves"? Que raio!

 

Seria estranho se não fosse o Rui Santos, o mais perspicaz dos cavaleiros andantes da verdade desportiva, o único a afirmar aqui há uns anos, peremptoriamente e sem o mínimo rebuço, que um golo do Falcao em Paços de Ferreira, marcado em vôo, numa jogada rapidissíma, havia sido obtido com a mão. 

 

Sobre o "caso" do Luisão ("caso"?! Qual caso, não vejo aqui caso nenhum, mas isso sou eu que estou de férias! É agressão ao árbitro, e tudo o que for menos que isso, é uma falta de vergonha do tamanho dos seis milhões), o nosso Rui Santos teve acesso ao relatório do árbiro. E quase que teve um acesso de qualquer coisinha má...

 

 

 

"Rui Santos sublinhou, em relação ao relatório, que "nunca se fala na palavra agressão, há uma descrição e não uma interpretação dos factos".

 

No entanto, este documento poderá nem ser considerado um relatório e o comentador do Relvado explicou porquê: "Isto é chamado o relatório especial, é tudo menos um relatório ortodoxo, relativamente ao que nós estamos habituados a ver e relativamente às características de um relatório".

 

"Se o Conselho de Disciplina aceitar isto como um relatório válido, o Benfica tem matéria para invocar nulidades relativamente à questão processual porque não há assinaturas dos delegados e tudo isto faz muita confusão".

 

Partantos, no ralatório na se fala em agressão, logo, na é agressão. O documente na é ortodoxe, logo, na é ralatório. Se o Conselho de (in)Disciplina o aceitar como válido, há matéria para invocar nulidades, porque não tem lá os rabiscos identificativos de quem de direito.

 

Esta é a visão de um paladino da verdade desportiva. Então...e a questão de facto? O Mona Lisa deu ou não deu um encosto ao árbitro? Tentativa de agressão? Se bem me lembro, o Vandinho por esticar a perna em direcção ao Raúl José, apanhou uns quantos jogos. E foi por tentativa!

 

E agora? Vem-se com pormenores processuais? Isso é o que diziam, e continuam a dizer, e continuarão a dizê-lo ad nauseum, sobre a ilibação do presidente do FC Porto no "Apito Final", à conta das escutas, que, por mero acaso, até foram tidas em consideração. Não me recordo se, por coincidência, Rui Santos não terá também sido um dos ignorantes a patrocinar essa homérica patacoada. Sendo contra o FC Porto, e contra o seu ódio de estimação, Pinto da Costa, é bastante provável.

 

Agora vem ilibar o Luisão por um "pormenor processual"? E o acto? E a verdade desportiva?

 

É por demais óbvio que, às vezes, muitas mesmo, não interessa nem ao menino Jesus. Nem pode interessar, o empresário do jogador até já tem garantias de que dificilmente o insígne capitão do emblema da verdade desportiva, será castigado. Garantia da direcção. Porque será?

 

O comentador conclui o seu raciocínio (?) com chave de ouro, acrescentando "que, em relação a eventuais castigos, há já "uma série de situações em que os nossos órgãos disciplinares olham sempre para estes casos no sentido de não penalizar de acordo com aquilo que é uma visão mais distanciada de quem decide".

 

"Quem decide está sempre subordinado a um conjunto de fatores e a um conjunto de influências".

 

Partantos, se o minino da cabeça rapada for punido, todos ficamos a saber o porquê: "as influências"! Porque não chamar-lhe "o sistema"?

 

Sempre era mais facilmente identificável por seis milhões de indivíduos que, em vez de se preocuparem com a agressão, e exigirem da direcção do seu clube uma punição exemplar para o prevericador, conforme prentendiam que a direcção do FC Porto punisse, por si própria, o Hulk e o Sapunaru, se preocupam com o facto de o árbitro cair, e ...continuar a segurar firmemente o cartão amarelo, mesmo no chão!

 

O remate final é aquilo que, sem conhecer a mãe do Rui Santos, e por isso não querendo eventulamente ofendê-la, classificaria na gíria como uma valente filha-de-putice, feita em público, para deleite de alguns.

 

Para terminar, e voltar para o remanso quase terminado das férias, mais um momento da verdade, com um protagonista habitual nestas coisas.

 

 

 
O fulano que insiste em que o Melgarejo há-de ser lateral nem que a vaca tussa, e oxalá continue assim, "assegurou esta sexta-feira que os seus risos após o lance entre Luisão e o árbitro Christian Fischer, em Dusseldorf, não pretenderam significar qualquer falta de respeito para com o juiz da partida.

“Estava a comentar com o Javi Garcia, numa altura em que ainda não se sabia que o jogo iria ser interrompido, que o iria substituir por outro jogador sem o árbitro dar por isso para evitar o cartão. Rimo-nos, nada mais do que isso”.
 
Partantos, este foi o comentário e era esta a brincadeira entre estes dois desportistas de eleição e bem pagos, exemplo para milhões, enquanto o árbitro se encontrava prostrado por terra, depois de ter sido agredido, perdão, ter levado uma peitada, sem qualquer intenção de agredir, do Mona Lisa.
 
É bonito! Muito digno, sem dúvida.