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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Unfuckingbelievable

01
Mar13

Uma vez mais vamos jogar na capital, e uma vez mais não vai estar um árbitro internacional a dirigir o jogo.

 

Ou seja, nas duas vezes em que medimos forças com aqueles que à partida, muito à partida, tão distantemente à distância, seriam os nossos principais rivais na disputa do título, a lógica de nomear os melhores juízes para os recontros mais importantes não prevaleceu.

 

A primeira vez, na Cesta do Pão, não sendo de todo expectável, o recurso ao João “pode vir o João” foi perfeitamente compreensível, ficando para registo a falta de vergonha de quem o nomeou. Agora, surge o nome de Paulo Baptista para a Calimeroláxia.

 

 

Porquê? Pergunto eu. E a pergunta não tem que ver especificamente com o Paulo Baptista. Antes ele que outra dose do amigo João, ou o Duarte Gomes, ou mesmo, uma vez que o Maicon vai, quase de certeza, jogar, o Jorge Sousa.

 

O Paulo Baptista, ainda que não sendo o decano do quadro principal, lugar ocupado pelo João “pode vir o João”, é a par deste, um dos mais experientes em actividade, mais exactamente desde 1987/1988.

 

Pelo que li há tempos num comentário, consta que é benfiquista, e que gosta de festejar as vitórias do seu clube. Mas isso, também eu. Não sou é árbitro, Deus me livre.

 

Ainda assim, não guardo dele muito más recordações. Esteve há uns anos, ainda no tempo do Jesualdo Ferreira, numa derrota nossa no Funchal, com um autogolo do Rolando, e na derrota caseira por 0-2, que sofremos numa primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, e que haveríamos de reverter com um 3-1, na segunda mão, em plena Cesta do Pão.

 

Em contrapartida, apitou na Figueira da Foz a nossa vitória inaugural da época de 2010/2011, e assinalou o tal penálti que deixou muita gente com uma prolongada sensação de ardor estomacal.

 

Nunca chegou a internacional, e julgava eu, que a final da Taça de Portugal da época passada teria sido o ponto mais alto da sua carreira. No entanto, vai-se a ver e é actualmente, em paralelo com os internacionais João Capela, Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Carlos Xistra, e o não internacional Bruno Esteves, um dos que mais partidas em que marcaram presença algum dos clubes grandes, mais grandes, ex-grandes, e aspirantes a grandes, que leva dirigidas.

 

Porquê? Pergunto novamente. Estarão todos os internacionais indisponíveis para amanhã?

 

Embora não sendo transparente se ainda subsistem algumas normas na matéria, seguindo a regra, talvez ilusória, de que o mesmo árbitro só poderia repetir um mesmo clube a cada dois jogos, o Xistra, o Soares Dias e o Hugo Miguel, estariam assim excluídos. E os outros?

 

Proença, Benquerença, Capela, ou o recém promovido Marco Ferreira? Deixo de fora por motivos óbvios o Duarte Gomes e o Jorge Sousa, e o Vasco Santos, porque pertence à AF Porto, e não quero trilhar ninguém.

 

Fazem todos parte de alguma lista de proscritos? Se sim, de quem? Quem não gosta de árbitros internacionais? Que se saiba, da parte do FC Porto, para além do Bruno Paixão, que já nem é internacional, não consta que haja qualquer outra incompatibilização. E mesmo essa, vale o que vale…

 

Do Sporting? De terceiros, que não os querem ver nos nossos jogos?

 

Porque é que se afastam árbitros internacionais destes encontros? Memórias recalcadas do “isso é tudo para nos f…”?

 

Se o homem não tem categoria para ser internacional, e é nomeado, terão os demais categoria para serem internacionais? Esta pergunta é retórica. Prestam lá para fora, mas não servem para a Calimeroláxia?

 

Estas nomeações que continuam a ser feitas, por razões que a razão desconhece, ou não atinge, não concorrem de sobremaneira para credibilizar quem as faz.

 

Só falta no domingo, o Bruno Esteves em Aveiro…(ou o João “pode vir o João”, ou o Duarte Gomes).

 


Nota (actualizado às 15h05): Intervalo para o café. Acabei agora mesmo de ler no "Correio da Manhã", que o sportinguista Duarte Moral considera uma afronta ao seu clube a nomeação do Paulo Baptista para o clássico, porque, diz ele, foi um dos árbitros que alinhou na época passada, no boicote aos jogos do Sporting. Hmmm! Começo a gostar deste Paulo Baptista! 

A Taça das segundas figuras

18
Mai12
Taça de Portugal sem o FC Porto não é a mesma coisa. Logo numa edição da prova em o Sporting nos pode igualar em número de troféus (16), o que é que se vê?
O árbitro? Paulo Baptista. Mais secundário só se fosse o Bruno Esteves ou o Hugo Pacheco. Se calhar não estavam disponíveis...
Até o Presidente da República resolveu aproveitar para dar uma saltada a Timor, fazendo-se representar pela Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. É irónico, logo uma portista a entregar a Taça.
Deviam era apanhar com a Manuela Ferreira Leite, como o nosso capitão João Pinto, naquela final em que choveram pedras.
Pobre Taça de Portugal, ao que chegaste!
Estou com o Domingos Paciência, "Taça?! É para quem a vai jogar!". Resta-me torcer pelo Pedro Emanuel, e esperar que a meteorologia se engane na previsão. Pode ser que dê para ir à praia, e depois petiscar uns caracóizitos, acompanhados de umas bejecas fresquinhas.

Uma suave fragância a esturro no ar

24
Fev12

 

 

Há qualquer coisa estranha no ar. Algo não me soa bem, não consigo explicar bem porquê.

 

É mais forte do que eu, quando vejo que o João “pode vir o João” Ferreira nos vai apitar, dão-me destes faniquitos.

 

E quando para os jogos dos quatro primeiros classificados, três dos quais jogam em casa, vejo nomeados dois internacionais para os jogos do FC Porto e do SC Braga, e o Paulo Baptista, para a Calimeroláxia, e depois o Hugo Miguel, para Coimbra, então ainda mais se me contorcem as entranhas.

 

A nomeação do Paulo Baptista é, mais ou menos natural. Vem de dirigir ranhosamente um jogo do FC Porto, onde marcou faltas e faltinhas, sempre que um setubalense se atirava, deixava cair, e pasme-se, por vezes, poucas, até quando era falta. É o ideal, em sentido inverso, para um Sporting “à Sá”, a jogar perante o seu público.

 

É natural ainda porque os da casa, em 20 jogos, tiveram até agora 9 árbitros internacionais, incluindo, obviamente, as partidas disputadas com os outros três primeiros classificados. Na segunda volta, são dois em seis, portanto, tudo normal.

 

O Hugo Miguel em Coimbra, deixa-me verdadeiramente de pé atrás. E nem é por o rapaz pertencer à associação de um dos clubes em contenda. Adivinhem qual.

 

É uma deslocação a um terreno, que é reputado como difícil. Para terem uma ideia, na temporada passada quando lá disputámos o tal famoso jogo de pólo aquático, o árbitro foi o Duarte Gomes, e nesta época tivemos o Paulo Baptista.

 

Quando para uma saída, que se prefigura como complicada, se nomeia um juiz de Lisboa, com aspirações a internacional, desculpem-me lá mas há algo que olfativamente me desagrada. 

 

No Dragão, “pode vir o João” Ferreira. É o regresso do artista. Não dirigia um jogo com um grande por interveniente, desde o Gil Vicente contra o mais grande do Mundo dos arredores de Carnide na primeira jornada.

 

Daí em diante, recusou-se a arbitrar o Sporting em Aveiro, e só marcou presença em dois jogos dos bracarenses, em casa contra o Feirense, e fora, em Olhão. Depois foi o há tanto tempo devido, castigo.

 

Retorna agora a um palco onde é tão apreciado, como a broca de um dentista. A uma jornada da nossa visita ao Estádio da Lucy, será bom presságio?

 

Para o dérbi minhoto, o João Capela. Na primeira volta foi o Pedro Proença. Na época passada, foi o João “pode vir o João”, em ambos os jogos.

 

O João Capela faz o seu sexto jogo envolvendo os clubes melhor classificados, igualando nessa tabela o Marco Ferreira e o Hugo Miguel, e repete o SC Braga na Pedreira, depois de lá ter estado no embate com o Sporting. Deve-lhe ter tomado o gosto.    

 

Pode até não ser nada, mas que me cheira a esturro, cheira, e por via das dúvidas, vou sair de baixo do detector de fumos.