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Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Azul ao Sul

Algarvio e portista E depois? O mar também é azul...

Os sequéstrimos

02
Mai12

 

 

Daquilo que me recordo do que aprendi, ou melhor teria feito se tivesse aprendido, em Direito do Trabalho, qualquer contrato de trabalho que se preze, conterá necessariamente três elementos essenciais: a previsão da prestação do trabalho, que deverá ter por contraprestação a respectiva retribuição e a subordinação hierárquica.

 

O Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, actualizada pela Declaração de Rectificação n.º 21/2009, de 18 de Março, e pelas Leis n.º 108/2009, de 14 de Setembro, e n.º 53/2011, de 14 de Outubro), diz, mais coisa, menos coisa, o mesmo: [c]ontrato de trabalho é aquele pelo qual uma pessoa singular se obriga, mediante retribuição, a prestar a sua actividade a outra ou outras pessoas, no âmbito de organização e sob a autoridade destas”.

 

Ora, a situação passada no pretérito fim-de-semana com a União de Leiria, entre outros aspectos interessantes demonstrou o quanto esta estória dos empréstimos de jogadores, é uma história mal contada.

 

Dos sete magníficos que entraram em campo na Marinha Grande, ao que por aí se diz, quatro têm vínculo a um outro clube, e encontram-se em Leiria por empréstimo.

 

Não tenho qualquer dúvida quanto a três deles: o guarda-redes Oblak, o defesa-esquerdo Shaffer, e o Djaniny, este com a particularidade de, quase de certeza, ser dos poucos jogadores que já têm anunciado no Zerozero.pt, o seu vínculo para a próxima temporada. Sempre na vanguarda este Zerozero!

 

A minha dúvida reside quanto ao quarto elemento, que suponho, será o Pedro Almeida.

 

Até aqui, nada de especial. São jogadores de um clube, que estão emprestados a outro. É o que mais por aí se vê, até na Génova ou no Inter de Milão. Comezinho, portanto.

 

Diz-se também, e disse-o o presidente da SAD leiriense, e só por isso é que tenho algumas dúvidas quanto a esta afirmação, que a estes jogadores, sendo os vencimentos pagos pelo clube de origem, não haveriam atrasos nos salários.

 

Assim sendo, estariam cumpridos dois dos três pressupostos essenciais do contrato de trabalho: a prestação do trabalho e a sua retribuição, ainda que a cargo de terceiro, mas que eu saiba, o código não diz nada de especial quanto a esse ponto.

 

O que não me soa bem é a questão da subordinação. É que, tendo em conta o que terá comentado o Shaffer sobre este assunto, foi o clube que o emprestou que lhe "disse para continuar a jogar".

 

É aqui que, como sói dizer-se, a suína torce a extremidade posterior. O clube disse-lhe “para continuar a jogar”?

 

E porque raios é que não o haveria(m) de fazer? Se, ao contrário dos colegas, até teria(m) os ordenados em dia, porque não haveria(m) de o fazer? Solidariedade? Seria esse motivo atendível para não alinhar?

 

Se até nos casos de cedência ocasional de trabalhadores, apesar de não se suspender o vínculo laboral com o cedente, o poder de direcção sobre o trabalhador se transfere para uma terceira entidade, há algum motivo para que aqui seja diferente?

 

Ou por outras palavras, se o jogador está cedido a um outro clube, o que é que aquele ao qual pertence o seu passe, ainda que lhe pague o ordenado, tem que vir meter o bedelho sobre se deverá ou não jogar em determinado jogo? E ainda para mais se tem os salários em dia, e como tal, sem motivo aparente para deixar de jogar?

 

Isto vai muito para além das (in)oportunas gripes, cefaleias ou ataques de caspa que Urretas, Ukras, Atsus, possam ser acometidos, ou faltas de condições psicológicas que os Fábios Farias, aleguem para não exercerem a sua profissão contra os seus clubes de origem.

 

Vai mesmo para além dos acordos entre clubes, para que os jogadores não defrontassem a sua casa-mãe, quando o destino ou o calendário da prova ditava o encontro entre os dois emblemas, tão criticados quando em causa estava o FC Porto e os por si emprestados, e que acabaram por descambar na mistificação que se vive hoje em dia.

 

A “verdade desportiva” no meio disto tudo, é tão sebosa como os penteados de alguns que a apregoam.

 

E se o tal clube decidisse que aqueles quatro jogadores não deviam jogar contra o Feirense? Ou contra si, na próxima jornada?

 

E mesmo que joguem, estes jogadores, que acredito tenham dado o máximo e honrado a camisola que envergam com os da Feira, farão outro tanto no próximo encontro?

 

E o clube que representam, que anda pelas ruas da amargura, está de alguma forma em condições de se opor ao que quer que seja? Um clube que ao longo de toda uma temporada vai recebendo mensalmente um financiamento encapotado de um outro, através dos vencimentos pagos àqueles jogadores, está em condições de argumentar o que quer que seja?   

 

Depois disto, tenho de mudar a minha opinião sobre este assunto, e de dizer, a bem da “verdade desportiva”, não a tal, mas a verdadeira, acabem de uma vez por todas com os empréstimos de jogadores. Pelo menos entre clubes que disputam a mesma Liga ou campeonato.

 

Se não somos capazes de impor regras, como se faz noutros sítios, apesar de todas as vantagens e inconvenientes destas situações, mais vale acabar de vez.

Mó Cajuda, nã t’assentes nã, moss!

13
Fev12

O Manel Cajuda é algarvio, tal e qual como eu, e apesar de ser de Olhão, foi como capitão do meu Farense que terá atingido o ponto mais alto da sua carreira.     

 

É por isso que, de algarvio para algarvio, lhe dedico, à laia de conselho, o título deste texto. Mas aviso desde já, que é só o título, pois o resto não tem nada a ver.

 

O Cajuda é um bocado lírico, por isso tenho alguma dificuldade de perceber o alcance do seu “morrer de pé”. Presumo que esteja mais relacionado com a situação que vive o seu clube actual, do que o desenrolar do jogo do Dragão, onde a sua equipa poucas vezes se preocupou com a baliza adversária.

 

 (Estatísticas Oficiais da Liga Zon Sagres - LPFP/wTVision/Amisco)

 

É que, quanto ao jogo, não sei que razão de queixa é que o bom do Manel terá. Ele e outras aventesmas, como aquela do cabelo ondulado e sebento, que, em nome da verdade desportiva, debita diarreia mental na SIC-N.

 

Ontem, para meu azar, a seguir ao jogo zappei por esse canal. Como vi que era do nosso jogo que arengavam, resolvi estacionar por um bocadinho.

 

Então não é que para o Sr. Rui Santos, distinto cavalheiro a que acima me referia, na expulsão do Schaffer, o árbitro foi rigoroso, mas esteve bem. Porém, não terá usado da mesma dose de rigor ao não dar a mesma ordem de expulsão ao Janko, por atingir o guarda-redes leiriense.

 

Além disso, na jogada do primeiro golo, curiosamente o mesmo Janko, aquando do passe do João Moutinho, para o James, estaria em fora-de-jogo posicional.

 

Sabedor como é das regras do jogo, diz o Rui Santos que o fora-de-jogo posicional deixou de ser sancionado. Ainda assim, a posição do nosso ponta-de-lança (reparem como encho a boca e o peito, enquanto escrevo isto!), uma vez que dela partiu para intervir na jogada, beneficiando desse facto, deveria ter sido punida.

 

Só não o ouvi falar foi sobre o penálti que ficou por marcar sobre o Hulk, ainda antes da expulsão e do primeiro golo. Pormenores.

 

Sobre as outras questões, dei-me ao trabalho de ir consultar uma fonte, supostamente fidedigna, para me instruir sobre a matéria, o site da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. E que vejo eu?

 

Antes de mais uns gráficos, com animação, muito bonitos e bem elaborados, como o que se segue. E depois, que nenhuma das situações aí retratadas se assemelha, ainda que ligeiramente, com o que terá visto o Rui Santos.

 

 
 

Aliás, certamente por manifesta incapacidade de retenção na memória visual de todos os lances desde o início das partidas, os senhores que congeminaram as regras, a pensar como não poderia deixar de ser, naqueles que têm sobre si o ónus de as aplicar, avaliam o fora-de-jogo na altura do último passe, e não de um dos trezentos e cinquenta e nove que o antecederam.

 

Ora assim sendo, derivado dessa amnésica lacuna, concluir-se-á, como aquiescerão Vossências, que o Janko não estava efectivamente fora-de-jogo.

 

Para que o Rui Santos perceba como é que estas coisas funcionam, dou-lhe um exemplo. No jogo do Nacional da Madeira, a dada altura, um jogador da equipa que os madeirenses defrontavam, de nome Luisão, alcunha “Gioconda”, teve uma entrada a pés juntos sobre um opositor.

 

O lance continuou, mas mandavam as regras, sim, as tais regras a que o Rui tanto se apega quando apregoa a “sua” verdade desportiva, que na primeira interrupção, o ex-Super Dragão Jorge Sousa, lhe acenasse, pelo menos, com a cartolina amarela.

 

Mais adiante, há um homem alvi-negro, ou o Claudemir ou o Diego Barcelos, que faz falta sobre um oponente, o lance continua, e na primeira interrupção superveniente da partida, levou com o inerente cartão amarelo.

 

A memória humana é assim, nuns casos falha por insuficiente capacidade de retenção, noutros por selectividade. Caro Rui, qual das duas a mais grave, a bem da “sua” verdade desportiva?

 

Confesso que não vi o lance do Janko sobre o guarda-redes benfiquista emprestado. Mas caramba, o do Schaffer fez lembrar a entrada do Nélson Oliveira sobre o João Moutinho na época passada, quando representava o Paços de Ferreira, por empréstimo da mesma equipa do Oblak.

 

Todos os três fizeram por honrar quem lhes paga o ordenado, o guarda-redes legitimamente, os outros dois, nem por isso.

 

Foi mal expulso o Schaffer? Brincam!

 

O Rui Santos é mais um daqueles indivíduos, que são pagos para opinar, e que se auto-investiram em cavaleiros andantes em cruzadas sem tréguas contra o FC Porto, presumo eu que movidos, não só pelo amor por outras cores, mas neste caso, muito mais pelo ódio visceral que nutre por Jorge Nuno Pinto da Costa.

 

Contudo há o pormenorzinho das regras. Essas malvadas leis que espartilham tão belo jogo. O Rui pode não concordar com elas, e até apelar insanamente pela “sua” verdade desportiva, que não adianta.

 

Por exemplo, eu, pessoalmente, acho a fisionomia do Rui Santos ideal para ser sodomizado, num qualquer estabelecimento prisional deste país, por um gang de sujeitos sensíveis, do género daqueles motards que aparecem nos filmes americanos.

 

Isso irá algum dia acontecer? Provavelmente, não. E é pena.

 

É essa a diferença entre a realidade e o sonho, e entre o Rui Santos e um jornalista à séria. Se se deixasse de parvoíces só ficava a ganhar.

 

 

Apetece-me parafrasear o Diego Armando

10
Fev10

O Benfica empatou 1-1, com o Vitória de Setúbal. Quanto a mim, por aquilo que vi, o empate ter-se-á antes do mais, ficado a dever a que o Cachinhos Dourados, desta vez, em vez de imitar o Bruno Alves, resolveu imitar o Rolando, e ao facto do melhor jogador em campo do Benfica, ter sido o Marc Zoro.

 

Para mais, os vermelhuscos pareceram-me cansados. Aquele indivíduo malcriado, que faz as vezes de treinador dos encarnados, lá saberá as linhas com que cose, mas aquela rábula da antecipação do jogo com a União de Leiria, não parece ter dado o resultado esperado.

 

São muitos jogos em poucos dias, com uma equipa que tem jogado no limite desde a pré-época. Mas, ele lá saberá se o alívio resultante da hipotética transferência da pressão psicológica para o SC Braga, compensa a sobrecarga física. Talvez ele treine super-homens, como ele nunca foi, até recentemente.

 

É bem certo que, do ponto de vista psicológico, para uma equipa que está predestinada desde ainda antes do primeiro momento, à conquista da Liga, e que chega a esta altura da época, e não vislumbra da parte do SC Braga qualquer réstia de tréguas, deve ser complicado.

 

Aqueles jogadores, devem estar mentalmente arrasados. Agora, parece que se junta a isso a exaustão física.

 

Quanto à transferência da pressão psicológica para o SC Braga, a resposta cabal foi dada pelos minhotos no Restelo. Os arsenalistas não têm nada a perder. O que vier a mais, para além da Liga Europa, é lucro. Qual é a pressão que os aflige?

 

A única equipa nesta Liga, que TEM obrigatoriamente que ganhar, é o Benfica, logo, a tão almejada liderança pode aliviar a frustração, mas não a pressão.  

 

Voltando ao jogo de Setúbal. Numa entrevista após o dito, confrontaram o tal indíviduo malcriado com o facto de ter sido anulado um golo limpo aos sadinos.

 

Foi claro, e consensual entre todos os comentadores. A resposta do tipo foi qualquer coisa como: "Pois, e a nós, antes disso, não marcaram um penálti [por pretensa mão do Marc Zoro], e depois disso, ficou por marcar outro penálti [por falta Collin sobre o Di Maria]".

 

E, pronto. Como "amor, com amor se paga", a coisa ficou ela por ela. Mas este gajo julga que somos todos estúpidos, ou quê?

  

A anulação de um golo limpo tem implicação directa no resultado final do jogo (como se viu nos jogos do FC Porto com o Paços de Ferreira, e antes, com o Belenenses), enquanto que um penálti, pode ser convertido ou não, como, de resto, o Cardozo amplamente demonstrou a seguir.

 

E já agora, se o lance do Collin não me deixa dúvidas quanto à existência de falta, no do Zoro tenho algumas dúvidas. A bola é cabeceada pelo benfiquista, muito perto do sadino, que até dá a idéia de não olhar para a bola.

 

É certo que aquela lhe vai à mão, mas quanto à intencionalidade ficam-me dúvidas. Mas também, muito sinceramente, com todas as interpretações que já ouvi (e li) a esse respeito, por esta altura não sei se isso conta para alguma coisa.

 

O que me parece é que o árbitro, a partir de determinada altura terá resolvido ignorar algumas das intervenções do sado-benfiquista Marc Zoro, certamente, a bem da ética desportiva, tal a abundância de jogadas em que tentou enterrar a sua actual equipa.

 

Da mesma maneira que resolveu ignorar um empurrão do Fábio Coentrão ao Collin, com o jogo parado e na sequência do penálti não assinalado sobre o Di María, que deixou o setubalense sentado no relvado, e uma falta gritante do Aimar, sobre um jogador do Vitória, no lance do golo sadino.

 

Aí, o Jorge Sousa deu bem a lei da vantagem, mas depois, esqueceu-se de mostrar o cartão ao benfiquista.   

 

O Bruno Paixão (quem haveria de ser!), é que tem boa memória, e no jogo do SC Braga, em Belém, resolveu aumentar a pressão sobre os bracarenses expulsando o Moisés, aos 15 minutos de jogo, numa jogada inesquecível.

 

São jogadas destas que ficam para a História do futebol, e o Bruno Paixão, tal como o Carlos Xistra, com a dupla expulsão do Hulk, em Paços de Ferreira, reforçou o seu lugarzinho na memória futebolística deste País, arduamente conquistado em Campo Maior.

 

Na mesma jogada, um jogador levar dois amarelos, e o correspondente vermelho, é obra. E nem digo que tenha sido mal dada a ordem de expulsão. Agora que é uma raridade, como o Jorge de Sousa havia já mostrado, ai lá isso é.

 

Ainda bem que não há "colinhos".

 

Por outro lado, pensava eu que a vitória do FC Porto sobre a Naval 1.º de Maio, era, a todos os títulos, pacífica. Eis quando me apercebo, que afinal de contas, para alguns benfiquistas, o livre de que nasce o primeiro golo postista, da autoria do Tomás Costa, terá sido marcado ao contrário.

 

A falta, jogo perigoso, não é do homem da Naval, mas do Álvaro Pereira.

 

Acho que sim. E porque não? Já que vale tudo, porque não?

 

O jogador da Naval levanta o pé a uma altura, e entra de uma forma, que mesmo que portista não baixasse a cabeça, a bota ficava-lhe ao nível desta.

 

Ainda que assim não fosse, o homem do FC Porto limita-se a fazer um movimento com a cabeça, como se dissesse que "sim", e não mais do que isso. Não tentou ganhar o lance baixando excessivamente a cabeça, e nem sequer dobrou o corpo, que se mantém direito. E é jogo perigoso?

 

Bem, então e o adversário, por acaso não o terá atropelado no processo? Não seria falta, independentemente do jogo perigoso, fosse de quem fosse? A ver pelo que aconteceu com o Beluschi, no jogo com o Nacional da Madeira, parece que isso deixou de ser falta. 

 

E sendo falta, dentro da área, não seria penálti, em vez de livre indirecto? E já agora, se é jogo perigoso, e se, como claramente se vê nas imagens, há contacto físico entre os jogadores, não seria também penálti, como na jogada do Aimar, em Leiria (a tal da famosa "Lei 12")?

 

Jogo perigoso activo, com contacto físico?

 

Já agora, e até porque há por aí quem insista em não compreender aquilo que eu disse sobre a jogada do Aimar, passo a esclarecer.

 

Não se me oferecem grandes dúvidas de que a jogada de Leiria, é de jogo perigoso, ainda que me pareça que a bola é disputada abaixo da cabeça do Aimar, que, como se sabe, é enorme (fisicamente!).

 

Agora, uma coisa para mim é evidente: o jogador da União de Leiria, faz um pontapé acrobático, todo no ar, e joga a bola. Ora, tendo em conta a Lei da Gravidade, o único movimento que poderia fazer a partir dali, seria no sentido descendente, caindo no chão.

 

Logo, não foi ao encontro do benfiquista. Já este, faz um movimento em direcção ao leiriense, procurando disputar a bola, não se percebendo muito bem com que parte do corpo. Com a cabeça, é que não é, e como está de lado, será o ombro? Será o braço?

 

Quanto a mim, atira-se de encontro ao leiriense, à procura, tão simplesmente, de "cavar" uma falta. O que até consegue.

 

Portanto, e para esclarecimento de quem insiste nesta tecla, há jogo perigoso. Sim senhor, aceito. Mas o contacto, que é o elemento fundamental que marca a diferença entre o livre indirecto, como no caso do Álvaro Pereira, e o penálti, esse, para mim, é da responsabilidade do Pablito.

 

De qualquer maneira dirão: "mas, e como é que o árbitro, no terreno de jogo, e com fracções de segundo para decidir, vê isso tudo, e age em conformidade?"

 

É simples, não vê, e não age. Na dúvida, dizem as regras, com excepção do fora-de-jogo, dá-se o benefício a quem defende.

 

Tanto o Hugo Miguel, como o Jorge Sousa, fizeram o contrário, e aí terão errado os dois.

 

   

 

Dito isto, vendo (e ouvindo) as declarações do Jorge Jesus, as pequenas "partidas" que vão pregando ao SC Braga, e a honestidade intelectual de alguns comentadores da nossa praça, só me apetece parafrasear o Diego Armando Maradona:

 

"Qué la chupen, e que sigan chupando!"

 


Nota: antes que me venham acusar de ter modificado a fotografia acima com o "Photoshop", informo que a sua inclusão tem propósitos meramente decorativos. É que o texto já ia longo, e chato, e foi o que se arranjou...

 

Nota2: a área técnica do treinador do Benfica é diferente daquelas dos outros treinadores? É que o sr. Jorge Jesus passa mais tempo fora da área técnica do que dentro. No jogo de Setúbal, por exemplo, saiu da dita área para ir insultar um jogador adversário, na circunstância o Ricardo Silva, e ninguém se chateou muito com isso! Lá está, razão tem o Rui Costa quando diz que o quarto árbi tro tem um papel estúpido...

 

Nota3:  se o Jorge Jesus é assim em público, para quando a divulgação das imagens do túnel da Luz, no jogo Benfica x Nacional da Madeira, de que falou o Rúben Micael?